DO BLOG O ANTAGONISTA
 

Todos os presos da Operação Sem Fundos

 

Confira os nomes dos alvos da Operação Sem Fundos, 56ª fase da  Lava Jato, que desbaratou esquema de superfaturamento de quase R$ 1 bilhão na construção da sede da Petrobras em Salvador.

Foram alvo de prisão preventiva ex-diretores da Petros, fundo de pensão dos servidores da Petrobras, operadores financeiros e empresários.

Dentre os alvos de prisão temporária, estão os petistas o marqueteiro Valdemir Garreta; Marice Corrêa, cunhada de Vaccari, e César da Mata Pires Filho, herdeiro da OAS.

Conheça as questões definidoras do futuro governo — e do Brasil AQUI

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nov
23

Do Jornal do Brasil

 

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou nesta quinta- feira (22), pelo Twitter, a indicação do filósofo colombiano Ricardo Vélez Rodriguez, para o cargo de ministro da Educação. Autor de mais de 30 obras, atualmente é professor emérito da Escola de Comando e Estado Maior do Exército.

“Vélez é professor de Filosofia, mestre em Pensamento Brasileiro pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, doutor em Pensamento Luso-Brasileiro pela Universidade Gama Filho e pós-Doutor pelo Centro de Pesquisas Políticas Raymond Aron, de Paris, com ampla experiência docente e gestora”, informou o presidente eleito pela rede social.

Rodriguez é formado em Filosofia pela Universidade Pontifícia Javeriana. Também tem formação em Teologia pelo Seminário Conciliar de Bogotá. Atualmente, Velez Rodriguez é professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora.

‘O que é necessário na educação?’

Ricardo Vélez Rodriguez mostra-se alinhado aos pensamentos do presidente eleito. Em seu perfil no Facebook, o futuro ministro da Educação tece críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT). Ele é autor, inclusive, do livro “A Grande Mentira – Lula e o Patrimonialismo Petista”.

“Em primeiro lugar, [é necessário] que se limpe todo o entulho marxista que tomou conta das propostas educacionais de não poucos funcionários alojados no Ministério da Educação. Isso para início de conversa”, escreveu o futuro ministro da Educação no Facebook.

Desconhecido na comunidade educacional, Vélez Rodriguez mantém um blog. Em texto no qual diz ter aceitado indicação para o Ministério, diz que será o ministro da Educação para “tornar realidade, no terreno do MEC, a proposta de governo externada pelo candidato Jair Bolsonaro, de ‘Mais Brasil e Menos Brasília’”. Diz ainda que Bolsonaro venceu porque representou a insatisfação de todos os brasileiros contra governos petistas. No blog, Vélez Rodriguez também deixa claro que foi indicado ao presidente eleito pelo “amigo” Olavo de Carvalho.

O futuro ministro da Educação também critica outros nomes que foram pensados para o MEC, como a da presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Maria Inês Fini. Para o colombiano, o Enem, prova de responsabilidade de Maria Inês atualmente, é um “instrumento de ideologização”.

Sobre educação, Vélez escreve de maneira complicada, mas deixa clara sua afinidade com projetos como Escola sem Partido. Diz em seu blog que os brasileiros estão “reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de “revolução cultural gramsciana”. Para ele, essa educação atual estaria “destinada a desmontar os valores tradicionais da nossa sociedade, no que tange à preservação da vida, da família, da religião, da cidadania, em soma, do patriotismo.”

(Com Agência Brasil e Estadão Conteúdo)

Futuro ministro tem afinidade com Escola sem Partido e é crítico ao Enem

O professor é um desconhecido na comunidade educacional. Ele mantém um blog , em que faz referência a Dom Quixote, que minutos depois do twitter de Bolsonaro já mencionava que havia aceito o cargo. No seu texto ele diz que será o ministro da educação para “tornar realidade, no terreno do MEC, a proposta de governo externada pelo candidato Jair Bolsonaro, de “Mais Brasil e Menos Brasília”. Diz ainda que Bolsonaro venceu porque representou a insatisfação de todos os brasileiros contra governos petistas. No blog, Velez também deixa claro que foi indicado ao presidente eleito por Olavo de Carvalho.

Ele também critica outros nomes que foram pensados para o MEC, como a da presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Maria Inês Fini. Para o futuro ministro, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), prova que ela é responsável atualmente,  é um “instrumento de ideologização”.

Sobre educação, Vélez escreve de maneira complicada, mas deixa clara sua afinidade com projetos como Escola sem Partido. Diz em seu blog que os brasileiros estão “reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de “revolução cultural gramsciana”, com toda a coorte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero. Para ele, essa educação atual estaria “destinada a desmontar os valores tradicionais da nossa sociedade, no que tange à preservação da vida, da família, da religião, da cidadania, em soma, do patriotismo.”

O professor também tem um livro em que critica o PT, de 2015, chamado “A Grande Mentira. Lula e o Patrimonialismo Petista”. Na contracapa, diz que o partido conseguiu “potencializar as raízes da violência”, mediante a disseminação “de uma perniciosa ideologia que já vinha inspirando a ação política do Partido dos Trabalhadores: a ‘revolução cultural gramsciana’”.

“Chutando Lata”, Dori Caymmi e  Edu Lobo: maravilhosa criação musical e interpretação mais que perfeita de dois gigantes da música brasileira. “Recife e Olinda vão ferver. Você pensa que eu vou perder?. Eu não!!!”

Maravilha!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

O presidente do STF, Dias Toffoli, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, em São Paulo.
O presidente do STF, Dias Toffoli, durante coletiva de imprensa nesta segunda-feira, em São Paulo. Fernando Bizerra EFE

O artigo escrito pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), José Antonio Dias Toffoli, para o EL PAÍS repercutiu entre agentes políticos brasileiros e especialistas do Direito. No texto intitulado Por um grande pacto republicano no Brasil, publicado nesta segunda-feira, Toffoli defende, entre outros pontos, que “a política volte a liderar o desenvolvimento do país”. No mesmo dia, ele concedeu uma entrevista para a imprensa estrangeira na qual afirmou que, depois de anos na linha de frente de debate público no Brasil, o Judiciário precisa se retrair e, ao mesmo tempo, voltar-se para a garantia dos direitos fundamentais estabelecidos na Constituição. “Não cabe ao Judiciário ser centroavante, mas nós seremos zagueiro”, resumiu o magistrado.

“É tudo o que nós queríamos ouvir. Mais do que a independência, o que importa é a harmonia entre os poderes”, afirmou a líder do MDB no Senado, Simone Tebet. Para a senadora, essa harmonia foi atingida quando, “independente da culpa”, houve um forte “ativismo” do Judiciário e um enfraquecimento tanto do Executivo quanto do Legislativo. “Isso pode ter ocorrido por inércia nossa mesmo”, disse. Tebet também elogiou o pedido feito pelo presidente do Supremo em suas manifestações, de que os três poderes deveriam celebrar um “pacto” para a aprovação das reformas tributária e da Previdência. “Ele está dizendo que o Judiciário está à disposição da política para ajudar a resolver os problemas do país”, disse.

Candidata a vice-presidente de Geraldo Alckmin, a senadora Ana Amélia (PP) abordou em um pronunciamento no plenário do Senado alguns pontos levantados por Toffoli tanto em seu artigo quanto na coletiva de imprensa. Ao comentar uma decisão da 1ª Turma da Suprema Corte nesta semana, Ana Amélia disse que houve nos últimos anos uma “judicialização da política muito forte e muito acentuada”. “Ao ponto de que o próprio presidente [do STF], ministro Dias Toffoli, ter agora recomendado uma convivência harmônica, uma junção entre os poderes, as lideranças dos poderes, para uma pacificação e um encontro de convergências dos poderes neste novo momento que a vida nacional está enfrentando, extremamente saudável”, afirmou a senadora. “E o próprio ministro Dias Toffoli reconhece o excessivo protagonismo do poder Judiciário no sistema político brasileiro. Mas, claro, esse espaço [ocupado] pela Justiça no sistema político só acontece pela nossa ausência, pelas nossas falhas, pela nossa omissão na política”, resumiu.

Num país que recentemente passou pelo impeachment de uma ex-presidenta da República e pela cassação de um presidente da Câmara dos Deputados; que ainda convive com os desdobramentos de uma investigação anticorrupção sem precedentes, a operação Lava Jato; que teve o atual presidente, Michel Temer, denunciado em duas ocasiões pela Procuradoria-Geral da República e que no início deste ano assistiu a um dos mandatários mais populares da sua história ser preso em razão de uma condenação por corrupção, o Judiciário — e o Supremo em particular — assumiu um papel de destaque sem precedentes diante da opinião pública. Além do mais, houve ao longo dos últimos meses embates entre integrantes da corte, principalmente em temas relacionados à Lava Jato, que evidenciou rachas e divisões internas na Corte.

Reformas

O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), que concorreu à Presidência da República e foi derrotado pelo presidente eleito Jair Bolsonaro, abordou por sua vez o trecho do artigo em que Toffoli propõe um pacto em prol de proposições econômicas. Questionado pelo EL PAÍS nesta quarta-feira, Haddad disse que era preciso, antes de mais nada, saber que tipo de reforma o presidente do Supremo está defendendo. “Em princípio ninguém é contra, genericamente, a uma reforma, seja [ela] tributária ou previdenciária, até porque nós seríamos contraditórios conosco, uma vez que nós promovemos algumas reformas importantes no país. Precisa saber o caso concreto, de qual reforma nós estamos falando”, declarou Haddad. “Se for contra os pobres, por exemplo, alguém propondo um pacto contra a Previdência dos pobres no país, como uma proposta contra o Benefício de Prestação Continuada (BPC); se alguém faz uma proposta contra o BPC e pede um pacto nacional em torno disso, nós estaremos fora. É uma questão de princípio concreto, no caso concreto, não em abstrato. Em abstrato a palavra é vazia de significado”, disse.

Juristas

O objetivo de Toffoli com as suas mensagens dividiu especialistas em Direito. Enquanto os ex-ministros da Justiça José Eduardo Cardozo e José Gregori elogiaram o esforço de Toffoli no sentido de diminuir o protagonismo acumulado pelo Judiciário brasileiro nos últimos anos, o ex-ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Gilson Dipp, avaliou que, ao dar esse tipo de declaração pública, o chefe do Poder Judiciário está justamente direcionando mais ainda os holofotes para a Suprema Corte. Em linha parecida, o professor de Direito constitucional da Fundação Getúlio Vargas, Oscar Vilhena, considerou que não cabe ao presidente do STF propor um pacto nacional pela aprovação de reformas.

“O ativismo judicial exacerbado que nós temos visto tem desequilibrado a relação entre poderes. E acho bom que essa reflexão seja feita e colocada pelo presidente do STF”, avalia Cardozo, que foi ministro da Justiça entre 2011 e 2016, durante os governos da ex-presidenta Dilma Rousseff (PT). O jurista José Gregori, que comandou a mesma pasta entre abril de 2000 e novembro do ano seguinte, na administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), tem argumento similar. Para ele, o Supremo viveu um forte protagonismo — “na redemocratização ainda não tinha tido esse relevo” — devido ao enfraquecimento tanto do Executivo quanto do Legislativo. “Isso fez com que, diante do esmorecimento dos outros poderes, o Judiciário crescesse muito e desse a possibilidade, ainda que não desejada, para certas individualidades se expressarem. O Supremo, ao invés de ser um continente, passou a ser um arquipélago”, avalia Gregori. “Desde o discurso de posse [de Toffoli], mesmo as declarações que fez antes, a atitude dele é [no sentido] de restaurar a sobriedade do Supremo”, conclui.

Gilson Dipp, ex-membro do STJ, concorda que o Supremo viveu “um protagonismo negativo” nos últimos anos. No entanto, ele opina que, ao realizar falas com o objetivo de autoafirmar o papel da Corte daqui pra frente, Toffoli acaba realçando ainda mais esse papel indesejado. “O Supremo tem um papel de guardião da Constituição, não tem que estar se alçando a fazer declarações de ordem política”, diz Dipp. “O presidente da Corte quer manter o Supremo e a presidência do Supremo no foco, mesmo que profira palavras pacificadoras e modestas. É uma forma de manter a luz sobre o Supremo, os holofotes através de outro tipo de declaração, o que não é papel do Supremo”, acrescenta.

Já Oscar Vilhena, professor da Fundação Getulio Vargas, ressalta que é positivo que Toffoli tenha explicitado em seu artigo que o Supremo atuará na defesa de direitos democráticos, como a liberdade de expressão. No entanto, ele pontua que não é função da Corte ou do seu presidente propor um pacto ou um acordo com os demais poderes para a discussão de determinadas pautas políticas, como a reforma da Previdência ou tributária. “De um lado o ministro [Toffoli] está certo em reforçar o papel do Supremo enquanto guarda [da Constituição], [de] impugnar atos que violem [direitos]. Mas acho que é incongruente ele propor a criação de um certo pacto republicano, porque realmente este não é o papel dele. Ele não foi eleito para fazer isso”, afirma.

nov
23

Gabriela Hardt vai sentenciar Lula nos casos do sítio e do instituto

 

A juíza federal substituta Gabriela Hardt ficará à frente da Operação Lava Jato até 30 de abril de 2019, tempo suficiente para sentenciar Lula nas ações penais da reforma do sítio de Atibaia e da compra do terreno para o Instituto Lula com propina.

Bem que ela avisou que o presidiário ia ter problema.

Do Jornal do Brasil

 

A equipe econômica do governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, definiu os nomes para presidir o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), segundo uma fonte da equipe de transição. O anúncio oficial deve ser feito ainda nesta quinta-feira (22), após o fechamento do mercado financeiro.

Para o Banco do Brasil, foi escolhido o professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Rubem de Freitas Novaes, que é doutor em economia pela Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, a mesma instituição em que Paulo Guedes concluiu seu doutorado. Novaes também já foi diretor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Macaque in the trees
Rubem de Freitas Novaes (Foto: Reprodução de vídeo)

A Caixa Econômica Federal será presidida pelo economista Pedro Guimarães. Ele é sócio do banco de investimentos Brasil Plural e tem longa atuação no setor financeiro.

Já o Ipea será comandado por Carlos Von Doellinger, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que integra a equipe de transição de governo.

nov
23
Posted on 23-11-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-11-2018


 

Claudio, no jornal

 

Ricardo Velez Rodriguez disse, em seu blog, ter sido indicado por filósofo ultraconservador. Acadêmico é professor emérito da escola de elite do Exército. Anúncio foi feito por Bolsonaro em sua conta de Twitter

Ricardo Vélez-Rodriguez ao lado de Filipe Martins, secretário de assuntos internacionais do PSL, em foto postada pelo último.
Ricardo Vélez-Rodriguez ao lado de Filipe Martins, secretário de assuntos internacionais do PSL, em foto postada pelo último. Reprodução Twitter

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, anunciou que o Ministério da Educação de seu Governo será comandado por Ricardo Velez Rodriguez. O anúncio do professor da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército e professor associado da Universidade Federal de Juiz de Fora foi feito pelo Twitter, passadas as 21h desta quinta-feira, encerrando um dia de polêmicas e prospecções públicas em torno de outros nomes, como o de Mozart Neves Ramos, diretor do Instituto Ayrton Senna e ex-reitor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), que foi vetado pela bancada evangélica, e do procurador da República, Guilherme Schelb, que chegou a ser recebido por Bolsonaro nesta quinta-feira.

Em publicação no Twitter, Bolsonaro disse que Rodriguez é também professor de Filosofia e mestre em Pensamento Brasileiro pela PUC do Rio de Janeiro. Segundo Bolsonaro, o futuro ministro tem “ampla experiência docente e gestora”. É no blog do próprio Rodriguez, no entanto, que ficam mais claras algumas diretrizes do pensamento educacional do colombiano naturalizado brasileiro. Segundo o futuro ministro da Educação, as leis atuais do país tornaram “os brasileiros reféns de um sistema de ensino alheio às suas vidas e afinado com a tentativa de impor, à sociedade, uma doutrinação de índole cientificista e enquistada na ideologia marxista, travestida de ‘revolução cultural gramsciana’, com toda a coorte de invenções deletérias em matéria pedagógica como a educação de gênero”, diz trecho do texto chamado “Roteiro para o MEC”. O discurso parece afinado com a pregação do Escola Sem Partido, defendido por Bolsonaro e aliados, e com a demonização da discussão de gênero nas escolas – dois temas que os especialistas não veem como os principais problemas da precária educação brasileira. 

No mesmo texto em seu blog, o futuro integrante do primeiro escalão diz ter sido indicado por, entre outras pessoas, pelo “professor e amigo Olavo de Carvalho”. O guru dos ultraconservadores, que vive nos EUA, é um dos ideólogos influentes no movimento que levou Bolsonaro ao poder. Outro nome que recebeu a benção do filósofo foi o futuro chanceler Ernesto Araújo.

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