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CRÔNICA

                                                                                     Valeu, Correios da Pituba

                                                                                       Janio Ferreira Soares

Embora há mais de 30 anos sem nenhum contato com o prédio, confesso que me senti meio órfão ao ler no A TARDE da última quarta-feira, 07/11, que a principal agência dos Correios da Pituba, localizada na região da Avenida Paulo VI, encerrou as atividades e não mais abrirá suas portas para apaixonados remetentes de cartas como eu fui um dia, mesmo sabendo que, atualmente, ninguém diz “eu te amo” em folhas de papel cheirando a almíscar selvagem da Coty.

Ante surpresa tão rude – e certamente para me consolar -, só me restou clicar no Spotify à procura do samba-canção Mensagem (gravado primeiramente por Isaurinha Garcia e depois por Vanusa, Bethânia e tantas outras), cuja letra conta a história da chegada de um carteiro com um envelope na mão gritando o nome da destinatária que, ao aproximar-se do portão, imediatamente reconheceu no espaço reservado ao remetente a mesma caligrafia que lhe disse um dia: “estou farto de ti”. E aí, numa tremenda incerteza se o conteúdo da missiva estava recheado de alegria ou tristeza, optou por rasgá-la e queimá-la, simplesmente para não sofrer mais. “Garçom, traz logo a garrafa!”.

Corria 1980 quando, depois de quase 500 quilômetros cortando barro, asfalto e chuva, peguei a Avenida Manoel Dias, dobrei na esquina da Rua Goiás e ainda com a seta piscando à direita entrei na garagem do Edifício Márcia guiando uma enlameada Brasília cheia de vinis, livros e a velha Nikon F 3 – ainda carregando dentro dela vários slides tirados na noite anterior à viagem. E foi exatamente vendo um deles dias depois de revelado, que descobri um detalhe que mudaria minha vida e me faria íntimo dos carteiros da região e dos demais funcionários da agência dos Correios que ora jaz. Explico.

Algumas horas antes de minha partida para estudar na capital, tirei várias fotos da turma na pracinha em frente ao CPA (Clube Paulo Afonso) e aí, quando a saudade pegava o elevador, apertava o quarto andar e abria a porta com a chave mestra que toda saudade que se preza tem, eu colocava algum mineiro na vitrola, abria um vinho barato e projetava na parede do quarto a imagem daqueles velhos vagabundos e de uma certa menina que, sorrindo promessas de chuva, olhava pra lente como se querendo dizer: “veja o que tenho nas mãos, seu idiotinha!”. Foi aí que dei um zoom e vi meu rosto num retrato 3 X 4 entre seus dedos, profetizando assim o futuro que viríamos a ter.

A partir dali, cartas rasgaram céus e chãos no triângulo Paulo Afonso-Salvador-Recife, a maioria trazendo alegrias, poucas provocando tristeza. Em todo caso, nenhuma delas foi queimada ou rasgada e hoje repousam tranquilas numa caixa perto da Nikon, das fotos, dos discos e dos livros que, graças aos Correios da Pituba, regressaram ao lar.

 

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na beira baiana do Rio São Francisco

“Fotografia 3 x 4”, Belchior: o canto sentido do rapaz de Oróz, para iluminar a trilha musical do rapaz de Paulo Afonso no domingo do Bahia em Pauta.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

nov
11

Do Jornal do Brasil

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que, se fosse o presidente Michel Temer, vetaria o reajuste de 16% sobre o salário dos magistrados e da Procuradoria-Geral da República com base na Lei de Responsabilidade Fiscal.

A afirmação foi feita neste sábado (10) em entrevista a uma emissora de televisão, cuja gravação foi publicada nas redes sociais de Bolsonaro.

Questionado pelo repórter, o futuro presidente disse que, se a decisão estivesse em suas mãos, vetaria o aumento.

“Agora, está nas mãos do presidente Temer, não sou o presidente Temer, mas se fosse, acho que você sabe qual seria minha decisão. Não tem outro caminho, no meu entender, até pela questão de dar exemplo. Eu falei antes da votação que é inoportuno, o momento não é esse para discutir esse assunto. O Brasil está numa situação complicadíssima, a gente não suporta mais isso aí, mas a decisão não cabe a mim. Está nas mãos do Temer. Eu, por enquanto, sou apenas o presidente eleito”, disse.

Jair Bolsonaro voltou a dizer que o STF “é a classe que mais ganha no Brasil, a melhor aquinhoada”, e que o reajuste do salário dificulta o discurso a favor da reforma da Previdência. “E complica pra gente quando você fala em reforma da Previdência, onde você vai tirar alguma coisa dos mais pobres, você aceitar um reajuste como esse”, afirmou.

O presidente eleito descartou que o Congresso vote esse ano uma emenda constitucional para alterar a Previdência, o que demandaria a suspensão da intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Bolsonaro negou que vá usar a reforma da Previdência apresentada por Temer e ressaltou que recebeu propostas de mudanças na legislação infraconstitucional que já tramitam no Congresso, mas que só deve apresentar uma proposta quando assumir o mandato.

“Se nós bancarmos uma proposta dessa e formos derrotados [este ano], você abre oportunidade para a velha política vir pra cima de nós. (…) Eu tenho que começar o ano que vem com a nossa proposta e convencer os deputados e senadores a votar a nossa proposta. E tem que ser de forma paulatina, não pode querer resolver de uma hora para outra essas questões”, disse.

Em outro momento da entrevista, o presidente eleito disse que mudanças nas regras da aposentadoria devem respeitar os direitos adquiridos dos trabalhadores.

“Nós temos compromisso, temos contrato, as pessoas começaram a trabalhar lá atrás, ou já trabalharam, tinham um contrato, e você tem que cumpri-los, do contrário você perde a sua credibilidade”, afirmou.

Sobre a questão fiscal, afirmou que orientou sua equipe econômica para aumentar a arrecadação sem elevar impostos. Disse, ainda, que vai buscar maior abertura comercial para o país como forma de estimular a economia.

“A situação é crítica. Eu apelo a todos. Nós não queremos que o Brasil se transforme numa Grécia [que enfrentou recentemente grave crise econômica]. E a tendência, se nada for feito, e não tivermos a colaboração de todos, sem exceção, nós chegaremos a esse ponto”, afirmou.

Macaque in the trees
O presidente eleito Jair Bolsonaro (Foto: Arquivo/José Cruz/Agência Brasil)

Balanço da transição

Na entrevista, o presidente eleito fez um balanço dos primeiros dias de transição de governo e as visitas institucionais que realizou na última semana, como o encontro com o presidente Temer, comandantes militares, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli e uma solenidade no Congresso Nacional, além da visita na qual recebeu embaixadores de vários países.

Ao comentar a indicação da deputada federal Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura, ele observou o fato de atender uma demanda da bancada do setor no Congresso Nacional.

“Pela primeira vez na história da Câmara, tivemos uma ministra indicada pelos parlamentares do agronegócio e da agricultura familiar. Geralmente, aquele ministério ficava com um partido e atendia apenas os seus filiados”, finalizou.

A marcha da fome

A marcha da fome
Lusi Villalobos EFE

Quando em 13 de outubro de 2018 saíram da cidade hondurenha de San Pedro Sula, eram umas poucas centenas. Três semanas depois, enquanto escrevo este artigo, são já quase oito mil. Somou-se a eles uma grande quantidade de salvadorenhos, guatemaltecos, nicaraguenses e sem dúvida também alguns mexicanos. Avançaram uns mil e tantos quilômetros, andando dia e noite, dormindo no caminho, comendo o que gente caridosa e tão miserável como eles mesmos lhes oferece ao passarem. Acabam de entrar em Oaxaca, e ainda lhes falta metade do percurso.

São homens e mulheres e crianças pobres, muito pobres, e fogem da pobreza, da falta de trabalho, da violência que antes era só dos maus patrões e da polícia, e agora é, sobretudo, a das maras, essas quadrilhas de foragidos que os obrigam a trabalhar para elas, carregando ou vendendo drogas, e, caso se neguem, matando-os a punhaladas e lhes infligindo atrozes torturas.Aonde vão? Aos Estados Unidos, claro. Por quê? Porque é um país onde há trabalho, onde poderão economizar e mandar remessas a seus familiares que os salvem da fome e do desamparo centro-americano, porque lá há bons colégios e uma segurança e uma legalidade que em seus países não existe. Sabem que o presidente Trump disse que eles são uma verdadeira praga de meliantes, de estupradores, que trazem doenças, sujeira e violência, e que ele não permitirá essa invasão e mobilizará pelo menos 15.000 policiais, e que, se lhes atirarem pedras, estes dispararão para matar. Mas, não se importam: preferem morrer tentando entrar no paraíso à morte lenta e sem esperanças que os espera onde nasceram, ou seja, no inferno.

O que pretendem é uma loucura, claro. Uma loucura idêntica à dos milhares e milhares de africanos que, após caminharem por dias, meses ou anos, morrendo como moscas no caminho, chegam à beira do Mediterrâneo e se lançam ao mar em balsas, botes e barcaças, apinhados como insetos, sabendo que muitos deles morrerão afogados – já são mais de 2.000 neste ano – e sem poder realizar o sonho que os guia: instalar-se nos países europeus, onde há trabalho, segurança et cetera et cetera.

O avanço dos milhões de miseráveis deste mundo sobre os países prósperos do Ocidente gerou uma paranoia sem precedentes na história, a tal ponto que tanto nos Estados Unidos como na Europa Ocidental ressuscitam fobias que se acreditavam extintas, como o racismo, a xenofobia, o nacionalismo, os populismos de direita e de esquerda e uma violência política crescente. Um processo que, se continuar assim, poderia destruir talvez a mais preciosa criação da cultura ocidental, a democracia, e restaurar aquela barbárie da que acreditávamos nos haver livrado, a que afundou a América Central e a boa parte da África neste horror de que tentam escapar tão dramaticamente seus naturais.

A paranoia contra o imigrante não entende razões e muito menos estatísticas. É inútil que os técnicos expliquem que, sem imigrantes, os países desenvolvidos não poderiam manter seus altos níveis de vida e que em geral – as exceções são escassas – quem emigra costuma respeitar as leis dos países anfitriões e trabalhar muito, precisamente porque neles se trabalha não só para sobreviver, mas também para prosperar, e que este estímulo beneficia enormemente as sociedades que recebem imigrantes. Não é esse o caso dos Estados Unidos? Não foi ao abrir suas fronteiras de par em par quando prosperou e cresceu e se tornou o gigante que é agora? Não foi a Argentina o país mais próspero da América Latina e um dos mais avançados do mundo graças à imigração?

É inútil. Ter medo do imigrante é ter medo “do outro”, do que é diferente por sua língua, ou pela cor da sua pele, ou pelos deuses que venera, e essa alienação se inocula graças à demagogia frenética em que certos grupos e movimentos políticos incorrem de maneira irresponsável, atiçando um fogo no qual poderíamos arder justos e pecadores ao mesmo tempo. Já aconteceu muitas vezes na história, de maneira que deveríamos estar avisados.

O problema da imigração ilegal não tem solução imediata, e tudo o que se diga em contrário é falso, começando pelos muros que Trump queria levantar. Os imigrantes continuarão entrando pelo ar ou pelo subsolo enquanto os Estados Unidos forem esse país rico e com oportunidades, o ímã que os atrai. E o mesmo se pode dizer da Europa. A única solução possível é que os países dos quais os migrantes fogem fossem prósperos, algo que está hoje em dia ao alcance de qualquer nação, mas que os países africanos, centro-americanos e de boa parte do Terceiro Mundo rejeitaram por cegueira, corrupção e fanatismo político. Na América Latina está claríssimo para quem quiser ver. Por que os chilenos não fogem do Chile? Porque lá há trabalho, o país progride muito rápido, e isso gera esperanças para os mais pobres. Por que fogem desesperados da Venezuela? Porque sabem que, nas mãos dos bandidos que hoje a governam, essa desventurada sociedade, que poderia ser a mais próspera do continente, continuará declinando sem remédio. Os países, diferentemente dos seres humanos nos quais a morte põe fim ao sofrimento, podem continuar barbarizando-se indeterminadamente.

Os milhões de pobres que querem chegar para trabalhar nos países do Ocidente prestam uma grande homenagem à cultura democrática, a que os tirou da barbárie em que também viviam há não muito tempo, e da qual foram saindo graças à propriedade privada, ao livre mercado, à legalidade, à cultura, e ao que é o motor de tudo aquilo: a liberdade. A fórmula não caducou, em absoluto, como queriam nos fazer acreditar certos ideólogos catastrofistas. Os países que a aplicam progridem. Os que a rejeitam retrocedem. Hoje em dia, graças à globalização, é ainda muito mais fácil e rápido que no passado. Um bom número de países asiáticos entendeu assim e, por isso, a transformação de sociedades como a sul-coreana, a taiwanesa e a singapuriana é tão espetacular. Na Europa, a Suíça e a Suécia, talvez os países que alcançaram os mais altos níveis de vida no mundo, eram pobres – muito pobres – e no século dezenove enviavam, para ganhar a vida no estrangeiro, migrantes tão desvalidos como os que em nossos dias escapam de Honduras, El Salvador ou Venezuela.

As migrações maciças só se reduzirão quando a cultura democrática se estender pela África e demais países do Terceiro Mundo, e os investimentos e o trabalho elevarem os níveis de vida de modo que nessas sociedades haja a sensação entre os pobres de que é possível sair da pobreza trabalhando. Isso agora está ao alcance de qualquer país, por mais necessitado que seja. Hong Kong o era há um século, e deixou de sê-lo em poucos anos ao se voltar para o mundo e criar um sistema aberto e livre, garantido por uma legalidade muito rigorosa. Tanto que a China Popular respeitou esse sistema, embora reduzindo radicalmente sua liberdade política.

nov
11
Posted on 11-11-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-11-2018


 

Ricardo Manhães, no jornal

 

nov
11

DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL

 

O deslizamento de terra destruiu ao menos seis habitações no Morro da Boa Esperança. Segundo os bombeiros, além das dez mortes confirmadas, 11 pessoas foram retiradas dos escombros e ainda há desaparecidos.

 
 Deslizamento no Morro da Boa Esperança em Niterói (RJ), na madrugada deste sábado (10), causou a morte de nove pessoas
 
Deslizamento no Morro da Boa Esperança em Niterói (RJ), na madrugada deste sábado (10)

Foto: JOSE LUCENA/FUTURA PRESS / Estadão Conteúdo

As vítimas resgatadas, entre elas um bebê e duas crianças, foram levadas a hospitais da região, disse o comandante dos bombeiros do Rio de Janeiro, Roberto Robadey. Entre os mortos estão uma criança, duas idosas, um homem de 37 anos e uma mulher.

Cerca de 200 profissionais da defesa civil e dos bombeiros e também assistentes sociais estão no local. Os trabalhos de resgate deverão continuar por pelo menos mais 48 horas.

O Estado do Rio de Janeiro, em especial a cidade de Niterói, foi atingido por fortes chuvas nos últimos dias e estava em estado de alerta, salientou Robadey.

“Algumas pessoas estão desaparecidas e estamos tentando verificar se estavam em casa [na hora do deslizamento de terra] para orientar o trabalho nas próximas horas”, acrescentou. Ele não descartou a possibilidade de haver mais pessoas debaixo dos escombros.

A Defesa Civil municipal afirmou que “houve a ruptura de um maciço em uma área de preservação ambiental acima da localidade Boa Esperança. A região não era diagnosticada como de alto risco geológico dentro do mapeamento de risco do Departamento de Recursos Minerais do Governo do Estado (DRM), que norteia a atuação da Defesa Civil”.

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