Do Jornal do Brasil

 

O presidente eleito Jair Bolsonaro usou mais uma vez o Twitter nesta quinta-feira (8), após voltar ao Rio de Janeiro, para provocar o Partido dos Trabalhadores (PT) fazendo uma alusão à “caixa preta do BNDES”. “Os petistas e seus puxadinhos, como PCdoB e PSOL, não gostarão! O Brasil saberá a verdade que estes omitem com o dinheiro do povo!”, escreveu, em sequência a um post feito mais cedo, no qual ele afirmava que estava fazendo um “compromisso de iniciar o meu mandato determinado a abrir a caixa preta do BNDES e revelar ao povo brasileiro o que feito com seu dinheiro nos últimos anos.”

O BNDES, ao lado da Petrobras, já esteve no alvo de investigações da Polícia Federal (PF). Nas gestões do PT, por exemplo, a instituição financiou empresas de Eike Batista e dos irmãos Joesley e Wesley Batista, além das obras do Porto de Mariel, em Cuba.

Para ter acesso aos dados desses financiamentos, contudo, o presidente eleito terá de quebrar o sigilo que recai sobre boa parte dos contratos. Tal sigilo foi imposto pela ex-presidente Dilma Rousseff, sob alegação de “preservação da privacidade dos atos referentes à gestão bancária”.

“Pé do Lageiro”(aonde a onça mora), João do Vale e Tom Jobim: criação primorosa – em letra e música – de uma dupla genial da MPB. Boa para ouvir (e pensar) nesta sexta-feira de novembro, pós-operação Furna da Onça, para prender corruptos e corruptores na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Perguntar não ofende: será que chega à Baia? Responda quem souber.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

PF cumpriu mandados de busca e apreensão na Alerj

PF cumpriu mandados de busca e apreensão na Alerj /Divulgação/Alerj

Policiais federais cumpriram mandados de prisão contra políticos no Rio de Janeiro na manhã desta quinta-feira (8). Entre os alvos, estão deputados estaduais, o presidente do Detran/RJ e um secretário do governo de Luiz Fernando Pezão (MDB).

A ação, batizada de Furna da Onça, é um desdobramento da operação Cadeia Velha, que prendeu há um ano o então presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro), Jorge Picciani, e os deputados Paulo Melo e Edson Albertassi, todos do MDB.

Os agentes da PF cumprem 19 mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo TRF2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região) — após decisão unânime de cinco desembargadores. A Alerj foi um dos locais onde os policiais estiveram nesta manhã.

O MPF (Ministério Público Federal) divulgou os nomes dos alvos de mandados de prisão. São eles:

• André Correa, deputado estadual (DEM)
• Chiquinho da Mangueira, deputado estadual (PSC)
• Coronel Jairo, deputado estadual (MDB)
• Luiz Martins, deputado estadual (PDT)
• Marcelo Simão, deputado estadual (PP),
• Marcos Abahão, deputado estadual (Avante)
• Marcos Vinícius “Neskau”, deputado estadual (PTB)
• Affonso Monnerat, secretário de Governo
• Leonardo Silva Jacob, presidente do Detran/RJ
• Vinícius Farah, ex-presidente do Detran/RJ e deputado federal eleito pelo MDB

Além desses, também foram expedidos mandados contra Jorge Picciani, que se encontra em prisão domiciliar, Albertassi e Paulo Melo.

Dinheiro e relógios apreendidos na casa de suspeito

Divulgação/Polícia Federal

A investigação apura um esquema de corrupção envolvendo compra de votos de parlamentares com dinheiro de propina e distribuição de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual.

 De acordo com a Polícia Federal, o grupo criminoso era chefiado pelo ex-governador Sérgio Cabral, que está preso. A propina era paga para garantir que interesses de políticos participantes do esquema fossem atendidos no Legislativo estadual.

O mensalinho era pago por meio de superfaturamento de contratos estaduais e federais. Ainda segundo a PF, os parlamentares também eram beneficiados com a distribuição de cargos em órgãos públicos do Estado, com o alocamento de mão de obra comissionada ou terceirizada.

Cadeia Velha: MPF pede condenação de Picciani, Melo e Albertassi

O nome da operação, Furna da Onça, faz referência à sala usada pelos deputados para discutir como votariam antes das sessões, momento descrito por eles como a hora de a “onça beber água”.

O R7 não localizou até o momento as defesas dos citados na reportagem. A Alerj apenas informou que “funcionará hoje normalmente, com sessão plenária às 15h”.

Já o governo do Rio de Janeiro disse que “desconhece os fatos e não teve acesso aos autos do processo”. O Detran respondeu por meio de nota que “está à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento”.

Temer espera sinalização do STF

 

 

Michel Temer deve esperar 15 dias para analisar se irá sancionar ou não o reajuste no salário dos ministros do STF.

Auxiliares do presidente dizem que embora a tendência seja pela sanção, Temer deve aguardar uma sinalização do Supremo sobre o fim do auxílio-moradia.

Por lei, o presidente tem até 15 dias para sancionar ou vetar medidas aprovadas no Congresso.

DO JORNAL DO BRASIL

A Polícia Federal prendeu o ex-procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes, envolvido em esquema comandado pelo ex-governador Sérgio Cabral. Lopes e outros quatro foram denunciados por formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa e quebra de sigilo funcional, crimes cometidos entre o final de 2008 e dezembro de 2012.

Cláudio Lopes é acusado de recebimento de mesada do grupo do ex-governador Sérgio Cabral, enquanto ocupava o cargo entre 2009 e 2012. As acusações foram feitas em delação de Carlos Miranda, um dos principais operadores do esquema de propinas de Cabral.

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Cláudio Lopes (Foto: AE)

O ex-procurador negou todas as acusações. Cláudio Lopes contestou também a acusação de que teria beneficiado com arquivamentos de processos de comportamento ilegal do ex-governador Sérgio Cabral na contratação do escritório da ex-primeira-dama, a advogada Adriana Ancelmo, e no uso do avião particular do empresário Eike Batista em uma viagem à Bahia.

Crimes

A organização criminosa chefiada por Cabral foi responsável pela prática de diversos crimes na execução de obras custeadas com recursos federais captados pelo governo do Rio de Janeiro.

A denúncia foi oferecida pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Ricardo Ribeiro Martins, que assumiu o comando do Ministério Público do Rio no dia 4 de outubro, quando Eduardo Gussem se desincompatibilizou da função, em observância às regras da eleição para a procuradoria-geral de Justiça no biênio 2019/2021.

No âmbito da Corregedoria-Geral do Ministério Público do Rio de Janeiro, está em andamento procedimento disciplinar sob sigilo.

nov
09

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, defendeu hoje (8) ações afirmativas, como as cotas nas universidades com base em critérios étnico-raciais. Para ele, o racismo no Brasil é estrutural e tais políticas são eficazes na promoção de igualdade.

 

“Políticas afirmativas vão ao encontro da integração dos setores desfavorecidos, soerguendo em cidadania os indivíduos a quem é dirigida a discriminação racial sistêmica”, disse o ministro. “No racismo estrutural ou institucional, disseminado na sociedade brasileira, inexiste vontade livre e deliberada de discriminar, mas fazem-se presentes mecanismos e estratégias que dificultam a participação da pessoa negra no espaço de poder”.

As declarações foram dadas durante o 2ª Encontro Nacional de Juízas e Juízes Negros, em Brasília. Toffoli destacou números do último censo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), feito este ano, segundo os quais apenas 1,6% dos magistrados brasileiros se declaram negros.

nov
09
Posted on 09-11-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-11-2018
 

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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 5ª- feira 08/11/2018

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Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

 
Bolsonaro, no dia 7, no Palácio do Planalto.
Bolsonaro, no dia 7, no Palácio do Planalto. ADRIANO MACHADO REUTERS
 

Por três meses, um grupo de 50 pessoas esboçou um plano de Governo para Jair Bolsonaro (PSL). Coordenado pelo general Augusto Heleno, os especialistas em diversas áreas tentaram detalhar dados para que, caso eleito, o capitão reformado pudesse tomar as decisões da maneira mais célere possível já no período da transição governamental. O plano, no entanto, parece ter subestimado a sanha de políticos e aliados por cargos, as reações que parte da sociedade civil com relação aos cortes de determinados ministérios e com as falas do futuro presidente que estremeceram as relações com países árabes e a China.

Apesar de parecer caótica para quem vê de fora, preocupar alguns membros de sua equipe e provocar críticas de analistas que detectam improviso, a estratégia bolsonarista parece não afetar seus apoiadores nas redes sociais. Pelo contrário. Nos grupos de WhatsApp, a campanha não terminou e a mensagem plataforma, surte efeito. Nem se fala das idas e vindas do presidente eleito. Tecem críticas ao exame nacional do ensino médio (Enem) – que apresentou questões sobre o uso de dados na Internet para manipular usuários e sobre um dialeto utilizado por gays e travestis—; mobilizam-se contra o reajuste dado pelos senadores aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF); seguem fazendo piadas e memes com os candidatos derrotados Fernando Haddad (PT) e Manuela D’Ávila (PCdoB). Também elogiam o capitão reformado quando ele anuncia quatro mulheres entre os membros de sua equipe de transição, ainda que essas quatro não representem nem 10% do total de vagas do grupo. Em outros momentos sugerem uma lista de veículos ou sites alternativas que não teriam sido “aparelhadas pela esquerda”, reproduzem os tuítes de Bolsonaro falando sobre seus indicados para o Governo ou dizendo que vai “abrir a caixa-preta do BNDES”.

Nos discursos oficiais e informais, os balões de ensaio são lançados a todo momento. E não só por assessores ou políticos satélites do novo grupo do poder, mas pelo próprio Bolsonaro. Até agora, o presidente eleito se mostra sensível a uma reação nas redes: à possível avaliação de que está se aliando com corruptos. Por exemplo, ele já disse que o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF), candidato derrotado ao governo do Distrito Federal, teria uma função em sua gestão. Depois de centenas de reclamações pela Internet, as quais lembravam que Fraga já fora condenado por receber propina, ele parece ter recuado. Outro caso é o do senador Magno Malta (PR-ES), apontado pelo futuro mandatário como o ministro da Família, cargo esse ainda a ser criado. Depois das reações, Bolsonaro afirmou que talvez o parlamentar pudesse colaborar de alguma maneira, mesmo que não fosse com um cargo formal, nenhuma decisão foi anunciada até o momento. Malta era o vice-presidente dos sonhos de Bolsonaro por que traria maior tempo de TV e por compartilhar as mesmas ideias conservadoras nos costumes. Por opção própria, preferiu disputar a reeleição ao Senado, e depois de dois mandatos seguidos perdeu. Um dos eleitos no seu Estado, Fabiano Contarato, é o primeiro senador declaradamente homossexual.

Contradições preocupam entorno de Bolsonaro, mas não afetam campanha permanente no WhatsApp
 

Enquanto isso, entre apoiadores de Bolsonaro, o que viraliza são vídeos de seu ídolo cumprimentando policiais militares ou boatos, sem qualquer base factual, de que o STF fará sessões secretas. Administrador de 75 desses grupos no WhatsApp, o empreendedor Carlos Nacli, que vive em Portugal, diz que essa estrutura nas redes foi mantida para dar suporte às “pautas que serão importantes ao desenvolvimento do Brasil”. Tudo porque eles entendem que a imprensa não apoia o futuro mandatário. “Ficamos assustados com a perseguição que grande parte da mídia faz com o Bolsonaro. Parecem especialistas em tentar sabotar o presidente eleito”.

Nada está decidido e racha entre ruralistas

Entre analistas e no mundo político de Brasília, o jogo é outro e para ele Bolsonaro também faz testes e calibra mensagens. Na quarta-feira, lançou mais um: afirmou que extinguirá o Ministério do Trabalho, que é uma das pastas mais antigas do Governo com 88 anos de fundação. Mas não detalhou como isso ocorreria. As reações foram quase imediatas. Parte da elite industrial já havia sugerido a unificação desse ministério com o do Desenvolvimento, Indústria e Comércio exterior. Mas o próprio Ministério do Trabalho emitiu uma nota se queixando da possibilidade de extinção. “O futuro do trabalho e suas múltiplas e complexas relações precisam de um ambiente institucional adequado para a sua compatibilização produtiva, e o Ministério do Trabalho, que recebeu profundas melhorias nos últimos meses, é seguramente capaz de coordenar as forças produtivas no melhor caminho a ser trilhado”. Ainda não houve uma definição formal também.

Na prática, nesta primeira semana de funcionamento da equipe de transição, ainda não se sabe qual será o tamanho da estrutura ministerial. Oscila entre 16 e 18 pastas. Ora a Agricultura será unificada ao Meio Ambiente, ora não. Em um momento a Indústria se junta à Fazenda, em outro estão separadas. Nem mesmo ministro que era dado como certo na Defesa, o general Augusto Heleno, segue assim. Ele acabou sendo promovido para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI), bem mais próximo do presidente. Ao invés de comandar as três forças armadas, chefiará uma área responsável pela segurança do presidente e que tem o controle da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).

O anúncio mais recente, a escolha da deputada federal e presidente da Frente Parlamentar Agropecuária, Tereza Cristina (DEM-MS), para o ministério da Agricultura abriu um racha entre conselheiros do presidente eleito. Nabhan Garcia, amigo de Bolsonaro há duas décadas e presidente da União Democrática Ruralista, esperava ser ele o indicado para a pasta. Ou ao menos de ter sua indicação, do deputado Jeronimo Goergen (PP-RS), aceita. Perdeu uma queda de braço para o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), e acabou jogado para escanteio.

Reprodução de mensagem de grupos a favor de Bolsonaro no WhatsApp.
Reprodução de mensagem de grupos a favor de Bolsonaro no WhatsApp.
 

A equipe de transição de Bolsonaro também teve sua primeira baixa e uma ameaça de demissão. Marcos Aurélio Carvalho, dono de uma das agências responsáveis pela venda ilegal de pacotes de disparos de mensagens pelo WhatsApp durante a campanha, estava entre os nomeados remunerados para o grupo. Depois da divulgação de seu nome e as críticas consequentes, pediu para deixar de receber pela participação nos trabalhos e disse que seria voluntário na equipe. Houve ainda uma ameaça de demissão. O economista Marcos Cintra, um dos membros da equipe, escreveu um artigo defendendo uma mudança nos tributos para transações bancárias, o que foi interpretada como a criação de novos impostos. Em entrevista à Band, Bolsonaro reclamou de Cintra. “A decisão que eu tomei, quem criticar qualquer um de nós publicamente, eu corto a cabeça”, afirmou.

Os embates também ocorrem com o seu vice, o general Hamilton Mourão. Enquanto Bolsonaro diz que não sabe quem indicará para a Defesa, já que Heleno foi para o GSI, Mourão afirma que a tendência é de que um oficial da Marinha ocupe o posto. Mais uma vez, o presidente eleito precisar intervir para dizer apenas que um “quatro estrelas” ocupará o cargo. Ou seja, alguém que esteja no topo da carreira militar, independentemente da força que ocupar

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