Bolsonaro pode fazer tudo certo, mas continuará apanhando na imprensa internacional

Além de Fernando Henrique Cardoso, jornalistas brasileiros estão preocupados com a imagem negativa do Brasil que Jair Bolsonaro projeta no exterior.

De fato, seria ótimo se o presidente eleito pudesse atenuá-la, nomeando principalmente bons nomes para o Itamaraty e principais embaixadas. Diplomatas de carreira, que não façam parte da órbita de Celso Amorim, e entendam que o seu negócio é fazer negócios. O que inclui não macaquear Donald Trump.

Dissemos atenuar e não mudar, porque, mesmo se fizer tudo certo,  Bolsonaro continuará apanhando na imprensa internacional — a maioria esmagadora dos repórteres e editores encarregados de cobrir o país são de esquerda e não deixaram de sê-lo. É gente que, assim como ocorre por aqui, chama o terrorista Cesare Battisti de “ativista” e afirma que o atentado ao Charlie Hebdo foi cometido por “terroristas franceses”.

O fato, claro, não deve impedir o presidente eleito de seguir o bom caminho. Mas não sejamos ingênuos sobre o muro de intolerância que a esquerda internacional ergueu nos jornais.

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