“Um dia de Domingo”, Gal Costa e Tim Maia: Vote bem, conscientemente e em paz, ao compasso desta estupenda trilha musical. O Bahia em Pauta , qualquer que seja o resultado das urnas neste domingo de outubro, segue acreditando na livre escolha democrática , como o melhor e mais seguro e esperançoso caminha para as mudanças que o povo brasileiro aspira,  quer, e vai conquistar.

BOM DOMINGO!!! BOM VOTO!!!

(Vitor Hugo Soares)

out
28
Posted on 28-10-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-10-2018

Do Jornal do Brasil

Instituto Datafolha divulgou na noite de hoje (27) a última pesquisa de intenção de voto para presidente da República antes do segundo turno, que ocorrerá neste domingo (28). O candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem 55% dos votos válidos e Fernando Haddad, 45%. No levantamento anterior, divulgado na quinta (25), o ex-capitão havia marcado 56% das intenções, contra 44% do ex-prefeito de São Paulo. A diferença caiu de 12 para dez pontos percentuais.

Na contagem das intenções de votos totais (incluindo brancos, nulos e indecisos), Bolsonaro marcou 47% e Haddad, 39%. Brancos e nulos somaram 8% e indecisos, 5%. No levantamento divulgado na quinta, a medição das intenções de votos totais registrou 48% para o candidato do PSL, 38% para o concorrente do PT, 8% brancos ou nulos e 6% indecisos.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad disputam a presidência (Foto: Miguel SCHINCARIOL e Daniel RAMALHO / AFP)

Entre os que manifestaram desejo de anular ou votar em branco, 23% admitiram que ainda podem voltar atrás nessa decisão. Mantido este percentual, matematicamente a transferência de votos não seria suficiente para uma virada de Haddad, segundo o instituto.

Rejeição

Na análise da rejeição, 45% disseram que não votariam em Bolsonaro de jeito nenhum (contra 44% na edição anterior), 46% relataram apoio certo ao candidato e 8% cogitaram apoiar o presidenciável.

Já no caso de Haddad, 52% não votarão no petista de maneira alguma (mesmo índice do levantamento anterior), 38% disseram já estar convictos da decisão em favor do candidato e 9% admitiram que podem chegar a aderir ao ex-prefeito de São Paulo.

Em relação à certeza do voto, 94% dos que manifestaram intenção de voto no candidato do PSL garantiram que estão decididos, enquanto 6% ainda podem mudar de opinião. No caso do presidenciável do PT, a certeza foi declarada por 93%, contra 7% que aventaram a possibilidade de rever sua posição.

A pesquisa entrevistou 18.371 pessoas em 340 cidades ontem (26) e hoje (27). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi encomendado pelo jornal Folha de S. Paulo e pela Rede Globo. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral com o número BR-02460/2018.

DO JORNAL DO BRASIL

Apesar dos enfáticos acenos do PT a Ciro Gomes por um apoio neste segundo turno, o candidato derrotado do PDT decidiu não se posicionar na disputa. Em um vídeo divulgado nas redes sociais neste sábado (27), o pedetista disse que não quer declarar seu voto neste momento “por uma razão muito prática” que não revelou, mas que quer “preservar um caminho” para que a população possa ter uma referência.

“Claro que todo mundo preferia que eu, com meu estilo, tomasse um lado e participasse da campanha. Mas eu não quero fazer isso por uma razão muito prática, que eu não quero dizer agora, porque se eu não posso ajudar, atrapalhar é o que eu não quero”, disse Ciro no vídeo.

Terceiro colocado no primeiro turno, Ciro Gomes viajou em seguida para a Europa e vinha sendo cortejado pela campanha do petista Fernando Haddad para integrar uma frente democrática contra Jair Bolsonaro (PSL) no segundo turno.

“Minha consciência me aponta a necessidade de preservar um caminho em que a população brasileira possa ter amanhã domingo, 28 uma referência para enfrentar os dias terríveis que, imagino, estão se aproximando”, continuou o pedetista no vídeo de dois minutos, gravado em um apartamento.

O partido do ex-ministro declarou apoio crítico a Haddad no começo do segundo turno. O irmão de Ciro, senador eleito Cid Gomes, fez críticas ao PT quando participava de um ato em apoio a Haddad e o vídeo chegou a ser utilizado na campanha do PSL na televisão.

out
28

DO BLOG O ANTAGONISTA

Bolsonaro comenta apoio de Joaquim Barbosa a Haddad

 

Jair Bolsonaro foi ao Twitter se manifestar sobre o posicionamento de Joaquim Barbosa, que declarou voto em Fernando Haddad.

“Em suas redes sociais, Joaquim Barbosa divulga voto em Haddad, mas já está na história que ele mesmo disse que só Bolsonaro não foi comprado pelo PT no esquema de corrupção conhecido como Mensalão, que feria gravemente a democracia do nosso país anulando o Poder Legislativo”.

out
28
Posted on 28-10-2018
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Sinovaldo, no  (RS)

 

out
28

Washington
tiroteo pittsburgh
Vigília em homenagem aos mortos na Sinagoga Árvore da Vida (Tree of Life) na manhã deste sábado DUSTIN FRANZ AFP

A Polícia prendeu neste sábado, 27, um homem que abriu fogo numa sinagoga de Pittsburgh, uma das principais cidades do Estado da Pensilvânia, e matou pelo menos 11 pessoas, segundo as autoridades. Há seis feridos, quatro deles policiais. O centro religioso Árvore da Vida (Tree of Life) celebrava o shabat, o dia do descanso judaico, quando começaram os disparos. Três dos policiais que enfrentaram o homem ficaram feridos. O presidente Donald Trump denunciou o “ato antissemita” e defendeu o endurecimento das leis relacionadas com a pena de morte.

Logo após as 13h (14h em Brasília), fontes da investigação citadas pela agência AP identificaram o detido como Robert Bowers, de 46 anos, mas as autoridades não explicaram suas motivações.

O suspeito havia sido descrito por testemunhas como um homem branco que entrou na sinagoga ao redor das 9h45 (10h45 em Brasília) e começou a disparar de maneira indiscriminada, gritando “todos os judeus devem morrer”, segundo informou a rede CBS e sua associada local KDKA. “Estávamos celebrando o serviço [de shabat] quando ouvimos um barulho muito forte na área da entrada”, explicou Stephen Weiss, 60, ao jornal local Tribune-Review. A sinagoga, com capacidade para mais de 1.000 pessoas, está a cerca de 10 minutos do centro de Pittsburgh, no bairro de classe média Squirrel Hill, onde reside um grande número de membros da comunidade judaica, que ficou em estado de choque. Todos os moradores foram alertados a permanecer em casa. O agressor se entrincheirou no centro religioso e trocou tiros com a Polícia, mas acabou se entregando, segundo explicou a política local Erika Strassburger.

Num evento com ruralistas em Indianápolis, Trump qualificou o tiroteio de “ato antissemita”. “Não pensaria que isso poderia ocorrer”, disse. “Condenamos o antissemitismo e qualquer outra forma de mal. Nos unimos como um só povo norte-americano.”

O que ocorreu em Pittsburgh é bastante mais devastador do que parecia no início. Falei com o prefeito e o governador para informar que o Governo está e estará ao seu lado o tempo todo”, havia escrito Trump anteriormente, em sua conta do Twitter. Antes de partir para Indiana, ele se dirigiu à imprensa para defender a pena de morte em situações como essa. “Deveríamos trabalhar para fortalecer as leis relacionadas com a pena de morte”, declarou o presidente dos EUA. E acrescentou: “Qualquer um que faça algo assim contra pessoas inocentes que estão numa sinagoga ou igreja deve pagar o máximo preço por isso.”

Trump também reafirmou sua postura habitual frente a tiroteios como o deste sábado, argumentando que o fácil acesso dos cidadãos às armas não tem ligação com esses incidentes. Ao contrário: ressaltou o fato de que as vítimas estavam desprotegidas. “Talvez as coisas tivessem sido diferentes se houvesse alguém armado”, disse. “Ver tiroteios desse tipo há tantos anos é uma pena.” O presidente completou: “É algo terrível, terrível, o que está acontecendo em nosso país com o ódio. É preciso fazer alguma coisa.”

“Estou vendo o que está acontecendo em Pittsburgh (Pensilvânia). Policiais estão na zona. Moradores da área de Squirrel Hill [bairro da sinagoga] devem permanecer em casa. Parece que há muitas vítimas. Cuidado com um franco-atirador ativo! Que Deus abençoe a todos!”.

Polarização crescente

O tiroteio deu outra sacudida na campanha das eleições legislativas previstas para 6 de novembro nos EUA, marcadas pela polarização política e social no país. O ataque ocorreu um dia após a Polícia ter detido o suspeito de enviar uma dúzia de pacotes com bombas caseiras a referentes democratas e outras personalidades odiadas pela ultradireita norte-americana. A matança de Pittsburgh também fez soar o alerta pelo auge do antissemitismo. A Polícia de Nova York ordenou o posicionamento de agentes para vigiar os centros judaicos e as sinagogas na metrópole. Ano após ano, os judeus são o grupo religioso mais castigado pelos crimes de ódio, segundo as estatísticas do FBI. O último relatório, de novembro de 2017, indicou que os judeus sofreram mais da metade dos crimes do ano anterior relacionados com a religião. Outro estudo, realizado em maio passado pelo Centro para o Estudo do Ódio e do Extremismo da Universidade da Califórnia, mostrou que os judeus sofreram 19% de todos os crimes de ódio contabilizados em 2017.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou-se desolado com tiroteio e expressou a solidariedade de todo o seu país com a comunidade judaica de Pittsburgh. O governador da Pensilvânia, Tom Wolf, chamou o ataque de “tragédia absoluta”. “Meus pensamentos estão com as vítimas e suas famílias. Vamos garantir que as forças da ordem disponham de todos os recursos necessários”, afirmou.

Encontro com empresários a favor de Bolsonaro (PSL). Na foto, Fernando Figueiredo (Abiquim), Marco Polo de Mello Lopes e Sergio Leite de Andrade (Aço Brasil), José Augusto de Castro (AEB), Sérgio Leite de Andrade (Usiminas/Aço Brasil), Cristiano Buarque Franco Neto (Firjan) e Fernando Pimentel (Abit)
Na casa de Bolsonaro: empresario visitam endereço do poder na Barra da Tijuca.

ARTIGO DA SEMANA

Bolsonaro, Barra da Tijuca: PIB no novo endereço do Poder

Vitor Hugo Soares

Expressivas as imagens no Jornal Nacional da TV Globo, segunda-feira, 22, no noticiário das campanhas dos candidatos a presidente da República – Jair Bolsonaro (56%) x Fernando Haddad (44%), segundo a pesquisa Datafolha de quinta-feira – na sinuosa curva que vai dar nas urnas do segundo turno, neste domingo, 28. Emblemáticas as tomadas em grandes planos, das filas cerradas de homens de negócio, líderes representativos de diferentes entidades da indústria e comércio (gente que soma 32% do PIB nacional ), a caminho de mais novo endereço do poder no País.

O grupo aperta o passo pela alameda de acesso ao condomínio privado de classe média  na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, onde mora, cuida da saúde e faz campanha, o candidato que lidera todas as pesquisas com relativa folga, incluindo a mais recente, do Ibope, na qual experimentou sua primeira parada de crescimento no segundo turno. No correr da semana, o JN registrou outras romarias expressivas no Rio ( parlamentares, prefeitos, evangélicos e pastores de outros credos).No entanto, a cena mais simbólica, para o jornalista, foi mesmo a do encontro do capitão presidenciável com os empresários, congelado na fotografia que começou a circular nas redes sociais. Informa e permite outras observações. Uma delas, publicada no El Pais, síntese perfeita dos 30 minutos de conversa, feita por Fernando Figueredo, presidente-executivo da Abiquim: “O fundamental é que ele disse que não quer atrapalhar”. O executivo observou, também, que o dono da casa nem sequer segurava um papel para anotar os comentários dos industriais. Preciosa revelação! 

Rodado observador, por dever de profissão, dos signos do poder, em outras eleições e redações, bateu de imediato uma recordação: me fez retornar à noite de 12 setembro de 2002, em Salvador, na curva de chegada da campanha que levaria ao inédito no Brasil, como escrevi então neste espaço: Um ex-dirigente sindical do ABC (Luiz Inácio Lula da Silva, fundador do PT ( hoje preso em uma cela da sede da PF em Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro) conduzido pelo voto ao Palácio do Planalto. Naquela noite, um temporal diluviano ameaçava afogar a capital, e o melhor a fazer era não sair de casa. Tomar avião nem pensar, ainda mais se a pessoa arde em febre de mais de 28 graus e está com a garganta estropiada por uma faringite agravada pelo excessivo uso das cordas vocais, pelos últimos atos da campanha. Era o caso de José Alencar, então candidato a vice da chapa praticamente vitoriosa. Dono da Coteminas, anunciado para falar aos seus pares da indústria e do comércio, na sede da multicentenária Associação Comercial da Bahia.

Não repetirei o que escrevi antes sobre este episódio . Resumo apenas que, quase na hora marcada, sob dilúvio, Zé Alencar chegava no prédio histórico da ACB, lotado, para a palestra destinada a derrubar resistências ainda fortes na elite empresarial do Nordeste, “quanto a apoiar o barbudo sindicalista do PT, para ocupar o mais alto posto de comando da Nação”. O resto e o que se sabe. 

“Ninguém me contou. Eu estava lá. Eu vi”, repito, para terminar, as palavras do jornalista Sebastião Nery, na apresentação do livro Rompendo o Cerco, sobre Ulysses Guimarães. Agora falta conferir o que virá, depois das  romarias à casa do capitão Jair Bolsonaro, na Barra da Tijuca. Bom Voto!

Vitor Hugo Soares, jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. Email: vitor_soares1@terra.com.br  

“I Dont Want To Talk About It “: Belíssima canção! Magnífica interpretação de Rod Stewart e Belle. A participação do público na gravação ao vivo é um espetáculo empolgante à parte. Confira!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

out
27

Presidenciável do PSL tem milhões de seguidores nas redes, recusa os debates e dá entrevistas contadas para manter seu discurso sob controle

São Paulo
Máscara de Bolsonaro à venda nas ruas
Máscara de Bolsonaro à venda nas ruas Nacho Doce REUTERS

É talvez um dos momentos mais surrealistas da campanha eleitoral brasileira. Sem dúvida, o mais escatológico. Ocorreu na Internet, crucial campo de batalha nesta eleição. Jair Messias Bolsonaro, claríssimo favorito no segundo turno, veterano deputado, explica ao vivo aos seus oito milhões de seguidores no Facebook que não participará do debate televisivo com que tradicionalmente se encerra a campanha. Convalescente da facada que sofreu no começo de setembro, esmiúça ao vivo – “numa live do Facebook” – os motivos da sua ausência. Diz que tem autorização médica para ir para o cara a cara, mas prefere não correr riscos. De repente, levanta a camiseta… E mostra a bolsa de colostomia enquanto diz: “O pessoal quer que eu vá ao debate, mas posso ter um problema com a bolsa, posso ter que voltar para o hospital, e tudo isso para debater com um poste“. Eis aí, em estado puro, o candidato que revolucionou a política do Brasil.

Bolsonaro levou um grau adiante o conceito de fazer política nas redes sociais. Evita intermediários. Esquiva críticas. Tem um controle quase absoluto sobre sua mensagem. Dá as costas aos debates e também aos comícios desde que um desequilibrado com simpatias esquerdistas o esfaqueou. Fala à mídia tradicional, apenas o necessário, e só para os veículos com afinidade e outros terrenos seguros.

Barack Obama foi o primeiro a vislumbrar o potencial da Internet para arrecadar dinheiro; na Índia, o primeiro-ministro Narendra Modi travou sua batalha no Twitter e fez vibrar centenas de milhares de pessoas em todos os cantos do país, participando de comícios simultâneos graças a um holograma; Donald Trump descobriu no Twitter uma alternativa aos sempre incômodos meios tradicionais; finalmente, o italiano Matteo Salvini descobriu o potencial das lives do Facebook. Agora, Bolsonaro levou a estratégia a uma nova fase: só se deixa ver na tela.

Bolsonaro mostra sua bolsa de colostomia em uma transmissão ao vivo pelo Facebook
Bolsonaro mostra sua bolsa de colostomia em uma transmissão ao vivo pelo Facebook
 O ex-militar, que dedicou seu voto na destituição de Dilma Rousseff ao torturador da ex-presidenta, conseguiu fazer da necessidade uma virtude. Sem um partido poderoso ou aliados óbvios, e com apenas oito segundos de propaganda contra os partidos de longa data, ele planejou uma estratégia voltada para as redes sociais, um ecossistema que premia e potencializa o tribalismo, o radicalismo e o histrionismo. Um terreno fértil para difundir seu conservadorismo de extrema direita sem renunciar a distorções ou a mentiras flagrantes.

Usa diferentes canais, com discursos diferentes dirigidos a diferentes públicos, explica Francisco Carvalho de Brito, diretor do Internet Lab, consultoria de direito e tecnologia. “Bolsonaro usa o FB para divulgar sua agenda, para falar com suas bases, que não confiam na grande mídia. Quando quer moderar seu discurso, concorda em dar entrevistas para a televisão para enviar sinais aos mercados, às instituições … Ele usa o Twitter para responder rapidamente às questões (polêmicas) … Usa os grupos de WhatsApp como fã-clubes em que se pode fazer parte da sua rede … “

Na reta final da campanha, o Facebook fechou 69 páginas e 43 contas vinculadas ao grupo empresarial Raposo Fernandes Associados por violar as regras sobre spam e deturpação, mas a tecnológica tem rejeitado o pedido de reduzir no Brasil o limite de pessoas às quais se pode enviar mensagens de WhatsApp de 20 para 5, como acontece na Índia. “É muito preocupante, caminhamos sobre o gelo porque as fake news são fabricadas em escala industrial, mas a checagem de informações é um processo que leva um longo tempo”, destacou esta semana Thiago Tavares, diretor da SaferNet, ONG que analisa as redes em busca de possíveis crimes, informa a France Presse.

A página oficial no Facebook de Bolsonaro tem oito milhões de seguidores (ainda longe de seus 49 milhões de votos no primeiro turno) na reta final de uma campanha em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso, começou com 3,6 milhões e o militar aposentado, com 5,5 milhões. Um enorme salto para um político cuja primeira mensagem no Facebook teve apenas 70 curtidas.

O brasileiro estreou a página em um momento-chave. Em junho de 2013, as ruas (e as redes) explodiram. O aumento do transporte público em São Paulo (com Haddad prefeito) catalisou a indignação popular e levou milhões para as ruas convocados por outros brasileiros comuns, distantes de partidos, sindicatos e movimentos sociais. Alguns políticos tradicionais viram nas redes sociais a possibilidade de se reinventar e buscar relevância. Grupos sociais da direita também vislumbraram o filão. Com isso houve um vertiginoso crescimento de uma dinâmica que viu surgirem grupos como o ultraliberal e agressivo Movimento Brasil Livre (MBL), o questionamento das eleições vencidas por pequena margem por Dilma Rousseff em 2014, a sua destituição, novos protestos em massa … e em 2017, o salto de Bolsonaro para a arena, com cenas de multidões que o recebiam no aeroporto transmitidas pelas redes e visitas a quartéis.

O Movimento Brasil Livre foi um dos agitadores das grandes manifestações de 2015 contra a ex-presidenta Dilma Rousseff. Essas foram as primeiras marchas da direita como tal desde o fim da ditadura em 1985. O ex-militar já ambicionava há três anos se candidatar nesta eleição presidencial. O MBL empreendeu uma guerra cultural em sintonia com os evangélicos e Bolsonaro. Desde a criação de sua página no Facebook, o favorito para presidir o maior país da América Latina utilizou esse canal a partir de janeiro de modo intensivo para difundir a agenda que defendia como deputado federal: a oposição ao projeto de lei que criminaliza a homofobia, sua proposta de voto em cédula para evitar uma suposta fraude nas urnas eletrônicas, a rejeição de uma Comissão da Verdade – que investigou os abusos cometidos pelo Estado durante a ditadura militar –, e assim por diante. Mas não descuida do Whatsapp, ao qual tanto deve. No ano passado, ele lhe dedicou até um projeto de lei, que buscava impedir que o aplicativo fosse tirado do ar pela Justiça.

  • Haddad participa de carreata pelas ruas de João PessoaHaddad participa de carreata pelas ruas de João Pessoa

A dois dias do segundo turno, o candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) voltou a fazer um aceno a Ciro Gomes (PDT) nesta sexta-feira (26) e disse acreditar que conquistará pontos nas intenções de voto com o apoio do pedetista, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno.

“A gente vai ganhar uns 3, 4 pontos com o apoio do Ciro”, disse Haddad a jornalistas antes de participar de uma caminhada em Salvador.

Até agora, Ciro não anunciou apoio a Haddad. Logo depois do primeiro turno, o candidato viajou para a Europa, e deve chegar na noite desta sexta a Fortaleza. O PDT declarou “apoio crítico” à candidatura petista.

Na pesquisa Datafolha de quinta (26), Jair Bolsonaro (PSL) ficou com 56% dos votos válidos, contra 44% para Haddad. A vantagem de Bolsonaro para Haddad caiu 6 pontos.

Este é o segundo dia de agenda de campanha de Haddad no Nordeste. Ontem, o petista esteve em Recife, e nesta manhã ele foi a João Pessoa.

“Aqui na Bahia, nós passamos de 60% e queremos passar de 70%”, disse.

Haddad atribuiu a queda de Bolsonaro nas pesquisas a “mentiras” e ao fato de o deputado federal não comparecer aos debates.

“O povo descobriu que ele mente. E, segundo, descobriu que ele foge. Ninguém gosta de homem frouxo e mentiroso”, disse. O petista também voltou a atacar o adversário e afirmou que Bolsonaro representa um “atraso de 500 anos” para o Brasil.

Clima de festa entre a militância

Haddad foi recebido no evento por líderes de capoeira, líderes religiosos do candomblé e integrantes do movimento negro da Bahia pela democracia.

Além deles, a cantora Daniela Mercury também declarou apoio à candidatura do petista. “Vai ser uma derrota do povo brasileiro [se Bolsonaro for eleito]”, disse. “O obscurantismo, o fascismo, o discurso de ódio as discriminações, as falas dele contra a maioria populacional do país, ninguém pode aceitar”, completou.

A caminhada arrastou milhares de pessoas pelo bairro de Ondina, zona sul da capital baiana. O clima entre a militância era de festa. Haddad fez o trajeto em uma camionete, ao lado de sua mulher, Ana Estela, e do governador reeleito Rui Costa. Também estavam no veículo a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, e o ex-ministro Tarso Genro.

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