O principal desafio do governo Jair Bolsonaro, que se inicia em 1º de janeiro de 2019, que é a reformulação da regras previdenciárias, deverá ser rediscutida a partir do ano que vem, afirmou nesta segunda-feira, 29, o deputado federal e futuro ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, em entrevista à Rádio Gaúcha.

“O governo Temer tem que concluir seu ciclo. Imaginamos que temos que apresentar um processo de refundação da sociedade brasileira com base macroeconômica sólida, garantindo uma Previdência segura, transparente e clara”, disse o deputado.

Macaque in the trees
Onyx Lorenzoni (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Na avaliação de Onyx, a proposta que está atualmente parada no Congresso representa um “remendo” e é preciso aprovar uma proposta mais definitiva. “Não dá para ficar mexendo na vida das pessoas de cinco em cinco ano. A tendência é apresentar projeto novo da Previdência no início do ano que vem”, explicou.

Ainda sobre a Previdência, o parlamentar disse que a proposta a ser apresentada terá dois princípios básicos. O primeiro é justamente um horizonte mais amplo da reformulação. Já a segunda premissa, disse, é separar o que é assistência social do restante dos benefícios previdenciários. “Há uma parcela da sociedade que precisa de assistência do Estado e a sociedade precisa dar um suporte. Há que se ter uma rede de proteção social, tem que existir esta solidariedade. Precisa ficar claro que isso vai ser financiado por impostos”, explicou.

Imprensa e armas

A cobertura da campanha de Bolsonaro pela imprensa nacional foi criticada por Lorenzoni. “Daqui a 10 anos, vamos ver a injustiça que grandes veículos de imprensa fizeram com Bolsonaro”, afirmou, refutando questões sobre a necessidade de escrutínio sobre o então candidato à Presidência da República. “Estas eleições deixaram claro que televisão, jornais e rádios, ainda importantes, não são mais decisivos”, emendou.

Sobre a expectativa de parte do eleitorado de Bolsonaro em relação à flexibilização da posse e do porte de armas, o parlamentar explicou como a questão deverá ser endereçada. “O Estado não pode tolher o direito à legitima defesa da sociedade”, disse.

Lorenzoni ressaltou que o porte de armas não será liberado nas áreas urbanas. “A nossa proposta retira da Polícia Federal a discricionariedade, ou seja, se o cidadão cumprir os requisitos, o poder público terá a obrigação de conceder a posse. O porte continua sendo aqueles altamente habilitados”, comentou. O porte em áreas rurais, por outro lado, foi defendido pelo aliado de Bolsonaro. “É indissociável à vida no campo ter um porte de arma. Nenhum governo tem direito de retirar o direito à legitima defesa de qualquer cidadão”, argumentou.

out
30
Posted on 30-10-2018
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Luscar, no portal de humor gráfico

 

out
30

“Lula abastardou a campanha eleitoral”

 

 Em editorial, o Estadão fala sobre o “terceiro turno” que revanchistas podem querer impor ao país e diz que Lula “abastardou campanha eleitoral” e que o PT foi que dividiu o Brasil em “nós” e ‘eles”.

Leia um trecho:

“Não se chega ao estado de espírito que presidiu a campanha por acaso. Foram anos de corrupção, desmandos e desfaçatez por parte do grupo político que, capitaneado pelo hoje presidiário Lula da Silva, chegou ao poder disposto a dali nunca mais sair – e do qual o candidato Haddad é herdeiro consagrado. A reação a essa ofensiva antidemocrática – materializada na Operação Lava Jato -, se deve ser louvada por ter exposto o assalto que estava sendo cometido aos cofres públicos, por outro lado demonstrou lamentável inclinação para a ribalta e o messianismo. Todos os políticos passaram a ser considerados igualmente corruptos até prova em contrário, instaurando-se um clima de caça às bruxas que só poderia resultar na emergência de políticos oportunistas que se apresentaram como “antissistema” – caso do candidato Bolsonaro. Pouco importavam suas propostas para o País – que, aliás, ninguém sabe quais são, pois elas não foram explicitadas, limitando-se a bravatas e slogans.

O outro lado tampouco ajudou. Ao contrário: Lula abastardou a campanha eleitoral ao usá-la escandalosamente em sua estratégia para tentar sair da cadeia, lançando como candidato um mero preposto, Fernando Haddad, e induzindo seus fanáticos seguidores a conflagrar ainda mais a Nação.

Quem realmente se importa com o País deve aceitar o dia de hoje, quando se encerra a eleição, como o ponto final desse enredo de horror. Urge que a classe política, a começar pelos partidos que disputam o segundo turno, deixe de lado a irresponsabilidade e se esforce para colocar o interesse público em primeiro lugar. Não é hora senão da reconciliação, e o exemplo deve partir dos líderes políticos. Uma vez encerrada a votação e conhecido o vencedor, o próximo presidente e aqueles que estarão na oposição devem ter a grandeza de compreender que o País não pode ficar em campanha eleitoral permanente.

Há muito trabalho a ser feito, e uma parte significativa desse trabalho – como as reformas constitucionais – só poderá ser realizada se houver amplo consenso. Para isso, o compromisso com a democracia, proclamado durante a campanha pelos dois candidatos, não pode ser da boca para fora. Tanto quem ganhar como quem perder deve ser capaz de conviver com seu adversário, reconhecendo-lhe a legitimidade. Mais de uma década sob governos de um partido que dividiu o País em ‘nós’ e ‘eles’ e cujos líderes nunca desceram do palanque foi o bastante para sabermos o mal que isso faz.”

out
29
Posted on 29-10-2018
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Bolsonaro após votar no Rio de Janeiro neste domingo, 28
Bolsonaro após votar no Rio de Janeiro neste domingo, 28 Antonio Lacerda EFE

O Brasil será governado por Jair Bolsonaro a partir de janeiro de 2019. Venceu o candidato que liderou a corrida presidencial desde o início, e será o 38° presidente eleito democraticamente no país. Prevaleceu o desejo da alternância de poder, e de arriscar o novo. Tudo menos a volta do PT ao poder, como ficou claro na última pesquisa Datafolha que mostrou seu adversário Fernando Haddad com um taxa de rejeição maior que a sua. Com  55,21% dos votos, ou quase 57 milhões de votos, o capitão da reserva, que assume o figurino da extrema direita no poder, conseguiu ‘fuzilar’ seu adversário nas urnas, e sobreviver aos movimentos de repúdio que seu nome suscitou, como o #Elenão, que levou centenas de milhares às ruas no final de setembro.

Nunca uma eleição havia provocado tanta angústia, medo e raiva, com uma violência que atingiu o próprio candidato. Ele quase perdeu a vida após o ataque com faca que lhe furou o intestino em um ato de campanha em Juiz de Fora, Minas Gerais no dia 6 de setembro. O Brasil teve ainda dois eleitores mortos por quem hostilizava o PT, um sentimento que marcou como nunca o pleito. Um na Bahia, e outro no Ceará. Foi o estresse que se estabeleceu num país que vive uma crise de identidade desde que a Lava Jato escancarou as entranhas do sistema político brasileiro. Foi nessa brecha que Bolsonaro se embrenhou, como o candidato antissistema, mesmo sendo deputado por 28 anos, tendo passado tempo em partidos que depois foram acusados de corrupção.

O estilo do novo presidente já ficou claro quando foi votar. Seguiu com um casaco verde da cor do Exército, e um colete a prova de balas, cercado de seguranças. Levará militares para seu ministério e promete seguir a disciplina do Exército para realizar o seu projeto de país. “Missão dada é missão a ser cumprida”, disse ele durante um Live assim que o resultado da eleição foi confirmado. Outro momento deste domingo que marca o perfil do novo presidente: antes de sair a público para fazer pronunciamento, entregou o microfone ao senador Magno Malta, que é também pastor evangélico. Ao lado da sua mulher, Michele, e de mãos dadas com toda a sua entourage, o novo presidente do Brasil acompanhou de olhos fechados uma espécie de oração conduzida por Malta. “Começamos esta jornada orando… os tentáculos da esquerda não seriam arrancados sem um apelo a Deus”, afirmou. 

Em seguida, fez um discurso de tom mais conciliador, num momento em que o mundo estava com os olhos ligados no Brasil. “Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, de andar nas ruas, liberdade de empreender, liberdades política e religiosa, de fazer escolhas e ser respeitados por elas”, discursou.

De fala rude, e estilo conservador, Bolsonaro foi questionado ao longo de toda a sua campanha por suas falar horríveis e insensíveis para ferir seus interlocutores no passado. Nada derrubou o capitão da reserva que já esteve preso por desrespeitar o próprio Exército. Tudo o que ele disse foi minimizado por ele e seus  quase 58 milhões de eleitores. O novo presidente promete fazer uma guinada no Brasil que votou pela alternância do poder e deu um recado de intolerância com a corrupção e os políticos que já estiveram no poder. Abraça uma agenda dos evangélicos, dos ruralistas e da bancada da bala, o bloco conhecido como BBB do Congresso, e vai testar os limites do Judiciário para pautas que pareciam superadas no Brasil. É o caso da liberação de armas, que hoje é rejeitada pela maioria da população.

Tem um caminho árduo pela frente diante da euforia que seu nome criou entre os eleitores. Há uma ansiedade para que a economia seja retomada depois de quatro anos pífios – recessão em 2015 e 2016, e recuperação pífia em 2017 e 2018. Os quase 13 milhões de desempregados esperam que a agenda do futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, traga soluções rápidas e a confiança para que as empresas voltem a investir. “Falaremos com o seringueiro da selva amazônica e o empreendedor que cria sua empresa”, afirmou Bolsonaro.

Mas o futuro presidente ainda não deixou claro qual será sua forma de comunicação com a sociedade brasileira. Antes do discurso transmitido pelas televisões, ele falou por um Live no Facebook com seus seguidores e usou o estilo agressivo que o caracteriza. “Não poderíamos mais ficar flertando com o socialismo, o comunismo, o populismo e o extremismo da esquerda”, afirmou, e lembrou: “Nossa bandeira, nosso slogan, eu fui buscar naquilo que muitos chamam de caixa de ferramentas para consertar o homem e a mulher, a Bíblia sagrada.”

A partir de agora, o Brasil começa a conhecer o mandatário que já teve arroubos como de tirar o Brasil da ONU, ou de aumentar o número de ministros do Supremo. Ele e seus emissários extrapolam em seus recados, até mesmo chocam, para depois se corrigirem. “Ué, não estava quase empatado? Vocês são o maior do engodo do jornalismo do Brasil. LIXO!”, escreveu o assessor de imprensa atual do gabinete do deputado e futuro mandatário, em mensagem por whatsapp para dezenas de jornalistas que cobrem política em Brasília logo após o resultado da pesquisa de boca de urna que o colocava mais de dez pontos à frente de Haddad.

Seria o prenúncio do que será a comunicação com o Governo de Bolsonaro? A medir pela queda de braço que ele já estabeleceu com a Folha de São Paulo, por publicar uma matéria sobre empresários que pagavam por mensagens via Whatsapp para favorecer o candidato – o que configura crime — a resposta parece afirmativa. Bolsonaro entrou com uma ação contra o jornal e seus acionistas e contra a repórter que escreveu a matéria no Tribunal Superior Eleitoral. O jornal recebeu 220.000 mensagens intimidatórias por causa da reportagem.

Alheios a esses bastidores, seus eleitores celebraram com fogos, e buzinaços em várias partes do Brasil quando seu nome foi confirmado. A campanha do PT para firmar uma mensagem de que a democracia estava em risco foi derrotada. Os eleitores de Bolsonaro não permitiram que os petistas se apropriassem dessa retórica e apontaram o combate à corrupção e a necessidade de alternância de poder para justificar seus votos. Em um colégio no bairro de Boa Viagem, no Recife, onde ocorreram os atos pró-Bolsonaro, a advogada Ana Guerra, 41, se dizia esperançosa com um governo do capitão reformado. “Acho que vai ser tudo diferente. Acredito em um país melhor e sem corrupção”, diz, vestindo uma camiseta amarela com a foto de Bolsonaro nas costas. “E acho a alternância de poder importante. Passamos muitos anos com PT e vimos que não deu certo. Estão todos [os dirigentes] presos ou respondendo a algum processo. Bolsonaro pelo menos não é corrupto”.

“A gente merece ser feliz”, Ivan Lins: “O coração da gente é igual País. Não deu certo uma mudança, a gente muda de esperança”!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

O Antagonista obteve a versão original, com rasuras, do “discurso da vitória” de Jair Bolsonaro.

No texto, escrito por Onyx Lorenzoni e revisado por Bolsonaro, o presidente eleito fala em “desamarrar” a economia do Brasil e “libertar” o país das relações exteriores pautadas por ideologia.

“Conhecereis a verdade e a verdade os libertará. Nunca estive sozinho, sempre senti a presença de Deus e a força do povo brasileiro, orações de homens, mulheres, crianças, famílias inteiras, que diante da ameaça de seguirmos por um caminho que não é o que os brasileiros desejam e merecem, colocaram o Brasil acima de tudo. Faço de vocês minhas testemunhas de que esse governo será um defensor da Constituição, da democracia e da liberdade. Isso é uma promessa não de um partido não é a palavra de homem, é um juramento a Deus. A verdade vai liberar esse grande país e vai nos transformar em uma grande nação. A verdade foi o farol que nos guiou até aqui e vai seguir iluminando nosso caminho.

O que ocorreu hoje nas urnas não foi a vitória de um partido, mas a celebração de um país pela liberdade. O compromisso que assumimos com os brasileiros foi de fazer um governo decente, comprometido exclusivamente com o país e o nosso povo e eu garanto que assim o será. Nosso governo será formado por pessoas que tenham o mesmo propósito de cada um que me ouve nesse momento, o propósito de transformar o Brasil em uma grande, livre e próspera nação. Podem ter certeza de que nós trabalharemos dia e noite para isso. Liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de ir e vir, andar nas ruas em todos os lugares desse país, liberdade de empreender, liberdade política e religiosa, liberdade de fazer, formar e ter opinião, liberdade de escolhas e ser respeitado por elas. Esse é um país de todos nós, brasileiros natos ou de coração. Um Brasil de diversas opiniões, cores e orientações.

Como defensor da liberdade, vou guiar um governo que defenda, proteja os direitos do cidadão que cumpre seus deveres e respeita as leis. Elas são para todos, assim será o nosso governo constitucional e democrático: acredito na capacidade do povo brasileiro que trabalha de forma honesta, de que podemos juntos, governo e sociedade, construir um futuro melhor. Esse futuro de que falo e acredito passa por um governo que crie condições para que todos cresçam. Isso significa que o governo dará um passo atrás, reduzindo sua estrutura e a burocracia, cortando desperdícios e privilégios para que as pessoas possam dar muitos passos à frente. Nosso governo vai quebrar paradigmas, vamos confiar nas pessoas, vamos desburocratizar, simplificar, desburocratizar e permitir que o cidadão, o empreendedor, tenha menos dificuldades para criar e construir o seu futuro. Vamos desamarrar o Brasil. Outro paradigma que vamos quebrar: o governo respeitará de verdade a federação, as pessoas vivem nos municípios, portanto os recursos irão para os estados e municípios. colocaremos de pé a federação brasileira. Nesse sentido, repetimos que precisamos de mais Brasil e menos Brasília. Muito do que estamos fundando no presente trará conquistas no futuro. As sementes serão lançadas e regadas para que a prosperidade seja o desígnio dos brasileiros do presente e do futuro.

Esse não será um governo de resposta apenas às necessidades imediatas, as reformas que nos propomos são para criar um novo futuro para os brasileiros. E quando digo isso falo com uma mão voltada ao seringueiro no coração da selva amazônica e a outra para o empreendedor suando para criar e desenvolver sua empresa. Porque não existem brasileiros do sul e do norte, somos todos um só país, uma só nação, uma nação democrática.

O Estado democrático de direito tem como um dos seus pilares o direito à propriedade. Reafirmamos aqui o respeito e a defesa desse princípio constitucional e fundador das principais nações democráticas do mundo. Emprego, renda e equilíbrio fiscal é o nosso compromisso para ficarmos mais próximos de oportunidades e trabalho para todos. Quebraremos o ciclo vicioso do crescimento da dívida, substituindo-o pelo ciclo virtuoso de menores déficits, dívida decrescente e juros mais baixos. Isso estimulará os investimentos, o crescimento e a consequente geração de empregos. O déficit público primário precisa ser eliminado o mais rápido possível e convertido em superávit, esse é o nosso propósito.

Aos jovens, palavra do fundo do meu coração: vocês têm vivido um período de incerteza e estagnação econômica, vocês foram e estão sendo testados a provar sua capacidade de resistir. Prometo que isso vai mudar, essa é a nossa missão. Governaremos com os olhos nas futuras gerações e não na próxima eleição.

Libertaremos o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que fomos submetidos nos últimos anos. O Brasil deixará de estar apartado das nações mais desenvolvidas, buscaremos relações bilaterais com países que possam agregar valor econômico e tecnológico aos produtos brasileiros. Recuperaremos o respeito internacional pelo nosso amado Brasil. Durante a nossa caminhada de quatro anos pelo Brasil, uma frase se repetiu muitas vezes: ‘Bolsonaro, você é a nossa esperança’. Cada abraço, cada aperto de mão, cada palavra ou manifestação de estímulo que recebemos nessa caminhada fortaleceram o nosso propósito de colocar o Brasil no lugar que merece. Nesse projeto que construímos cabem todos aqueles que têm o mesmo objetivo que o nosso. Mesmo no momento mais difícil dessa caminhada, quando, por obra de Deus e da equipe médica de Juiz de Fora e do Albert Einstein, ganhei uma nossa certidão de nascimento, não perdemos a convicção de que juntos poderíamos chegar à vitória. É com essa mesma convicção que afirmo: ofereceremos a vocês um governo decente, que trabalhará verdadeiramente por todos os brasileiros. Somos um grande país e agora vamos, juntos, transformar esse país em uma grande nação, uma nação livre, democrática e próspera. Brasil acima de tudo e Deus acima de todos.”

out
29

Do Jornal do Brasil

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), agradeceu na noite de hoje (28) os 10,9 milhões de votos recebidos, pediu a pacificação do país e adiantou que irá apoiar o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL). Doria ressaltou ainda que não deixará o PSDB e que o partido irá “ter lado” a partir de primeiro de janeiro de 2019.

“Da minha parte, eu já disse hoje quando do telefonema que trocamos com o presidente Jair Bolsonaro, que nós estaremos apoiando o Brasil, estaremos apoiando o governo Jair Bolsonaro sim, estaremos apoiando a política econômica do Paulo Guedes, sim”, disse em entrevista coletiva em um clube na avenida Paulista.

“Enquanto fizerem bem feito, enquanto estiverem dentro dessa linha, nós estaremos apoiando. Se cometerem algum erro, nós vamos, antes de criticar, vamos ponderar, e vamos sugerir que possam mudar ou que possam reconsiderar”, acrescentou.

Macaque in the trees
João Dória (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Doria amenizou o fato de algumas lideranças do PSDB, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, terem criticado a candidatura do presidente eleito Jair Bolsonaro, durante a campanha eleitoral. “Essas opiniões foram emitidas dentro de um outro cenário, no cenário da eleição. Agora já temos eleição concluída e Bolsonaro presidente do Brasil, ou seja, durante a disputa eleitoral você pode ter um sentimento, depois da eleição, um sentimento distinto”.

Cercado por apoiadores, Doria destacou que não vai deixar o PSDB e que o partido terá alterada, em razão da eleição, correlação de forças internas. Ele ressaltou ainda que, a partir de primeiro de janeiro, o partido passará a “ter lado” e não mais ficará “no muro”.

“Logicamente que a correlação de forças muda. Isto é obvio, é da política isso, não é o meu desejo, é o desejo da população. São Paulo tem o maior colégio eleitoral do país, 33 milhões habitantes. É a maior força eleitoral, do país, maior força econômica do país e a maior força institucional do país”, disse.

Questionado, Doria disse que não recebeu cumprimentos pela vitória nem do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e nem do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. No entanto, o governador eleito ressaltou que Alckmin, poderia fazer parte de seu governo.

“Um homem que já governou São Paulo três vezes, um homem que foi deputado estadual, federal, foi prefeito da sua cidade, tem todas as habilitações para ocupar uma secretaria. É um homem com experiência extraordinária, 42 anos de vida pública e de vida honesta, de vida descente. É um nome para ser lembrado”, disse.

out
29
Posted on 29-10-2018
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Duke, no jornal (MG)

 

out
29
Posted on 29-10-2018
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Do Jornal do Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, parabenizou neste domingo, 28, o presidente eleito Jair Bolsonaro pela vitória no segundo turno das eleições. Segundo o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, o presidente americano, Donald Trump, telefonou para Bolsonaro, parabenizando-o pela vitória.

“O povo e o governo venezuelano ratificam seu compromisso em continuar trabalhando de mãos dadas com o povo-irmão brasileiro por um mundo mais justo e multipolar”, diz a nota, difundida pelo chanceler venezuelano Jorge Arreaza em sua conta no Twitter.

Em seu pronunciamento após a vitória eleitoral, Bolsonaro prometeu “libertar o Brasil e o Itamaraty das relações internacionais com viés ideológico a que foram submetidos nos últimos anos”.

O embaixador Ruy Pereira foi expulso da Venezuela no fim do ano passado. Em meados deste ano, o governo anunciou que iria enviá-lo de volta, mas segundo Itamaraty, a embaixada ainda não tem um embaixador ativo.

As relações entre os dois países, próximas nos governos do PT, se distanciaram na gestão de Michel Temer. Durante a campanha, essa proximidade foi explorada pela campanha de Bolsonaro.

 

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CRÔNICA

                   Capitão Bolsonaro versus capitão Virgulino

 

                             Janio Ferreira Soares

A não ser que nas próximas horas caia um asteroide igual ao que exterminou os dinossauros da face da Terra, Bolsonaro será o nosso próximo presidente. Se até há pouco o polêmico deputado era apenas uma piada de mau gosto, agora só me resta torcer para que ele, até o dia da posse, tome café da manhã com a prudência, almoce com a sensatez, durma com o bom senso e sonhe com os demais sinônimos dessas palavrinhas mágicas. Em sua homenagem, republico um texto que fiz em 2011 (atualizado) que, se fosse à vera, poderia mudar a história. Ei-lo.

Quase ao mesmo tempo em que o deputado Bolsonaro desafiava a presidente Dilma a assumir sua homossexualidade, o juiz Aldo Albuquerque, da 7ª Vara Cível de Aracaju (SE), proibia a publicação do livro “Lampião – o Mata Sete”, de autoria do juiz aposentado Pedro de Morais, onde o autor afirma que Lampião mantinha uma relação homoafetiva com o cangaceiro Luiz Pedro e que o mesmo também seria namorado de Maria Bonita, formando assim um triângulo amoroso em pleno cangaço. Valei-me, meu Padim Ciço!

A ação judicial foi movida pelos descendentes do casal de cangaceiros, obviamente ofendidos por Lampião ser taxado de gay e por Maria Bonita ter sido literalmente comparada a Valéria, personagem do programa Zorra Total, cujo bordão (“ai, como eu tô bandida!”) cai como uma luva nessa pendenga.

Sem entrar no imbróglio jurídico-erótico da questão e nem aí para as preferências sexuais da rapaziada gangaceira, comecei a pensar numa ideia que daria uma bela literatura de cordel, que seria a tentativa do lunático caçador de boiola de descobrir se o boato procedia ou se era fake news das volantes.

O local do embate seria o Raso da Catarina, octógono perfeito para confrontos de cabras que não temem cobra (ui!) nem a sobrancelha arqueada de uma Dilma qualquer. E lá, o deputado – sabiamente disfarçado de cangaceira – se entrosaria no bando e logo ganharia a simpatia de Lampião, dividindo com ele alforjes, perfumes e punhais, num plano pra lá de perfeito.

Acontece que numa noite de Lua cheia, Zóinho de Rola (que era como Lampião carinhosamente o chamava por conta de seu olhar de fogo-pagô) exageraria na cachaça e acordaria com uma estranha ardência lombar inferior a lhe incomodar a região furicular.

Na dúvida se teria sido o peba na pimenta ou algo do tipo “valha-me Deus, será?”, um modificado Bolsonaro voltaria para Brasília e chamaria Jean Wyllys pra uma conversa, tipo: “agora lhe entendo, colega!”. Já o Capitão Virgulino, coitado, uivaria de saudade toda vez que a Lua prateasse o Raso, enquanto Luiz Pedro fazia um cafuné na cabeça de Maria, ao som de Geraldo Azevedo, sentado num mourão, chorando e cantando: “eu digo e ela não acredita, ela é bonita, é bonita…”.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

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