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DO EL PAIS

Dom Diego afirma que não convocaria mais o jogador Messi se fosse de novo treinador da seleção: “Não deveríamos mais endeusá-lo”

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Diego Armando Maradona, como treinador dos Dourados de Sinaloa. Hector Vivas Getty

Diego Armando Maradona não perde a oportunidade para opinar sobre Lionel Messi. O ex-jogador e agora treinador do time mexicano Dorados de Sinaloa disse que é “inútil” tentar tornar “líder” da seleção argentina “um homem que vai ao banheiro 20 vezes antes do jogo”, referindo-se ao jogador do Barcelona, e explicou que, se fosse o treinador, não o convocaria, para assim poder tirar a pressão que tortura Messi quando joga pela alviceleste.

“Para mim é difícil falar. É inútil querer tornar líder um homem que vai ao banheiro 20 vezes antes da partida. Isso é óbvio. Não deveríamos mais endeusa-lo. Messi é Messi jogando em Barcelona e Messi é Messi jogando pela Argentina; na Argentina é mais um”, disse ele em entrevista à Fox Sports.

Além disso, afirmou que não o convocaria se fosse novamente treinador da seleção. Maradona dirigiu a equipe argentina entre 2008 e 2010 e a levou às quartas de final da Copa do Mundo na África do Sul, onde foi goleada por 4 a 0 pela Alemanha. “Eu sonho em voltar para a seleção, porque saí quando os jogadores me pediam para ficar”, disse ele. “Não o convocaria [Messi] porque temos que tirar a pressão dele, temos que extrair dele o líder que queremos que seja. Tirando dele todos os pesos que hoje tem em suas costas e fazendo-o jogar como eu quero, eu o convoco porque não há outro Messi”, acrescentou.

“Eu quero ficar a favor de Messi, Messi é um grandíssimo jogador, mas ele não pensa em dizer ‘traga-me aquele’. Vai jogar Play Station em vez de falar. Em campo ele pede (a bola), ele a quer, e a procura, ele quer nos fazer felizes”, argumentou, ressaltando que é o melhor do mundo” “junto com [Cristiano] Ronaldo”. Messi não voltou a jogar com a alviceleste após a eliminação nas oitavas de final da Copa do Mundo contra a França. Ou seja, perdeu os dois amistosos da equipe em setembro e os dois deste mês.

Por outro lado, Maradona, que atualmente dirige o Dorados de Sinaloa, da segunda divisão no México, declarou que o futebol “está farto de dirigentes que querem ser os protagonistas, quando os protagonistas são os jogadores de futebol”. “No nível de direção, estamos muito mal, inclusive na Argentina. Eu dei meu voto a Cláudio Tapia [presidente da AFA], que não entende nada de futebol, mas ele me traiu porque chegou o Jorge [Sampaoli], que não tem categoria para a seleção da Argentina”, afirmou.

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