Resultado de imagem para Janaína Paschoal com Jair Bolsonaro no PSL

Janaína (com Bolsonaro): lavada e enxaguada em votos no batismo

das urnas em São Paulo…

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…e Wagner (com Haddad) : o reforço que chega da Bahia para a
campanha petista no segundo turno.

ARTIGO DA SEMANA

Janaína x Wagner: trunfos de Bolsonaro e Haddad no segundo turno

Vitor Hugo Soares

Recolhidos os “cacos” e varridos os “santinhos”, da eleição do primeiro turno que abateu inúmeras cabeças coroadas da política brasileira, tem – se o que restou para o segundo turno: o decisivo confronto entre o ex-deputado pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro, (PSL), e o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT). Escrevo no dia seguinte à divulgação da primeira pesquisa do Datafolha após contagem dos votos: À direita, o capitão da reserva do Exército larga, folgadamente na frente, com 58% de intenções dos votos válidos. À esquerda, o emissário de Lula, com 42%. É tempo de completar aquele “quem ganhou, quem perdeu”, balanço que se faz desde quando este jornalista atuava nas redações de A Tarde, do Jornal do Brasil ou da VEJA, onde esteve em outras históricas campanhas.    

No recomeço do Horário Eleitoral, na TV e no Rádio, que promete ser “de encardir”- no dizer da gente das barrancas do exangue São Francisco, rio da minha aldeia, – saltam aos olhos dois vencedores referenciais da primeira etapa da disputa nacional: a professora e advogada especialista em Direito Criminal, Janaina Paschoal, PSL/SP, e o ex-governador da Bahia, Jaques Wagner, PT.  Personagens que emergem em sinais de que terão papeis destacados na condução estratégica e de conteúdo do confronto que já começou pegando fogo. 

Mais explícito e desafiador deve ser o rol de Wagner, ex-ministro de Lula e Dilma, que saiu das urnas da Bahia – maior colégio eleitoral do Nordeste – mais que vencedor. Eleito, para uma das duas vagas baianas no Senado, com mais de 35% dos votos válidos, carregou nas costas até a segunda vaga, o deputado Ângelo Coronel (PSD), presidente da Assembléia Legislativa, eleito com mais de 32% dos válidos. Reelegeu para o Palácio de Ondina, seu afilhado político dileto, Rui Costa, com mais de 70% dos votos. Fez barba e cabelo na capital e no interior. E foi mandado pelo PT, já na segunda-feira, para comandar as articulações políticas da campanha de Haddad, que derrapa na fase mais crucial.

O galego chegou chegando em Sampa. Além de afamado “bom de urna”, Wagner desembarcou precedido de loas de hábil negociador, com trânsito nos círculos dos comandos militares. Fama, também, de circular com desenvoltura entre políticos da esquerda e consrtvadores; e entre empresários. Sem falar nos contatos com cabeças pensantes do marketing político, que apontam a saída de “baianizar” a propaganda, emprestando mais molejo de corpo e novas cores ao duro círculo petista da campanha Haddad. Resultado a conferir, apesar dos sinais nada animadores do Datafolha.

Janaína Paschoal – quase vice de Bolsonaro pelo PSL e a advogada do impeachment de Dilma – sai de seu batismo nas urnas lavada e enxaguada em votos. Mais de 2 milhões para uma vaga na Assembléia Legislativa de São Paulo. Faz história de novo, desta vez como deputada estadual mais votada de sempre no País. Ela escreveu, em seguida, no Twitter, o que dirá ao seu candidato: “Ele foi votado por uma pluralidade. As pessoas que vinham conversar comigo, para dizer que iam votar nele, eram pessoas muito pobres, muito ricas, brancas, negras, homossexuais, mulheres. Os números provavelmente mostrarão, mas acho que é preciso dar esse testemunho. É muito importante ele ter isso em mente para, em sendo eleito, governar para essa pluralidade”. Uma conselheira e tanto, já se vê! O final, igualmente a conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br  

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Comentários

Vanderlei on 13 outubro, 2018 at 15:02 #

Vanderlei
14:49 (Há 12 minutos)
para eu

O primeiro turno mostrou que algo esta mudando na cabeça dos brasileiros, pois a população desencantada e apática acordou, reagindo aos escândalos de corrupção e da violência que todos os dias lotam os noticiários da TV, rádios e jornais.


Daniel on 13 outubro, 2018 at 21:51 #

O PT se resumiu a dois estados, majoritariamente – Bahia e Piauí. Caso a situação ocorresse com um partido de direita diriam, convenhamos, que tratam -se de exemplos claros de currais eleitorais com base em neo- coronelismo.


Vanderlei on 14 outubro, 2018 at 17:10 #

” Os fatos falam por si mesmo, são dois pesos e duas medidas ”
O subtenente Hélio Fernando Barbosa Lopes, de 49 anos, também conhecido por Hélio Negão foi deputado federal mais votado no Rio de Janeiro, com 345.234 votos. Filiado ao PSL de Jair Bolsonaro, ele superou o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), que obteve 342.491 e ficou com o segundo lugar na votação.
Janaína Pascoal, uma mulher, teve 2.031.829 votos, um verdadeiro recorde de votos na história do país, para o cargo de deputada estadual.
E mais ainda, Michele, mulher do Bolsonaro, que sabe a linguagem dos surdos, Libra, participou, voluntariamente, da preparação de surdos que tocam instrumentos musicais. O Interessante é que as duas, até agora, não foram procuradas para entrevistas ou até mesmo para aparecerem nas capas de revistas ou outras publicações feministas para uma entrevista. O que acontece é que as duas não são do PSOL e nem do PT. As duas são do partido do Bolsonaro.
Quanto a Hélio Negão, ele também não é pautado pelo jornalistas, será por que? Será por que o candidato à presidência, pelo PSL, emprestou seu sobrenome ao amigo negro, militar, apelidando-o de Hélio Bolsonaro?


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