DO G1

Por Marina Pinhoni, G1 — São Paulo

Candidato do PT, Fernando Haddad, passa o dia em São Paulo em reuniões

Candidato do PT, Fernando Haddad, passa o dia em São Paulo em reuniões

Em entrevista coletiva para jornalistas da imprensa internacional nesta quarta-feira (10) o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, convocou o adversário Jair Bolsonaro (PSL) a comparecer aos debates televisivos. Bolsonaro afirmou que não irá ao primeiro debate do segundo turno por questão de saúde.

“Eu vou na enfermaria em que ele estiver para debater o país. Os brasileiros precisam saber a verdade sobre as coisas. Vamos tratar isso de forma adulta e não fazendo criancice na internet contando com a boa fé das pessoas que são crédulas. Muita gente acredita no que recebe no WhatsApp, mas lá você não tem o contraditório. No debate você tem”, disse Haddad.

 

Fernando Haddad durante entrevista a jornalistas da imprensa internacional em São Paulo — Foto: Reprodução Fernando Haddad durante entrevista a jornalistas da imprensa internacional em São Paulo — Foto: Reprodução

Fernando Haddad durante entrevista a jornalistas da imprensa internacional em São Paulo — Foto: Reprodução

Ao falar sobre notícias falsas quem têm sido distribuídas durante a campanha, o petista afirmou que a Justiça brasileira não consegue conter os danos de imagem que elas produzem.

“A justiça cassa, vão lá e produzem outros (…) Eu entendo que no segundo turno o peso das fake news é menor, se tiver debate. Não há como se acovardar no debate. Ele vai ter que enfrentar. As atitudes covardes de redes sociais são impossíveis no debate face a face. Temos que passar a limpo muita coisa”, disse.

‘Erros’ do PT

Questionado sobre por que o PT não admitia “erros” no governo, Haddad disse que sempre foi pessoalmente “crítico aos equívocos cometidos” em entrevistas e artigos que escreveu.

“A questão das desonerações (tributárias) foram, na minha opinião, um ponto. Inclusive reconhecido pela própria Dilma [Rousseff] de condução da política econômica no final do seu primeiro mandato. Eu tenho sido muito franco na análise que fiz dos nossos governos”, afirmou.

Para Haddad, o maior erro do PT foi não ter feito uma reforma política.

“Na minha opinião o maior erro foi não ter feito a reforma política. Isso abriu brechas em todo o sistema político para que pessoas se comportassem de maneira equivocada. Tínhamos que ter enfrentado o debate sobre financiamento empresarial de campanha. Precisou o STF declarar inconstitucional. Eu penso que isso deve ser reconhecido. Erramos nesse aspecto. Tínhamos que ter enfrentado isso na primeira hora, em 2003”, disse.

Venezuela

Perguntado sobre se acha que a Venezuela é uma democracia ou ditadura, Haddad defendeu a diplomacia para lidar com o país vizinho.

“O papel do Brasil é de líder do continente. Nós devemos ajudar os países que estão com problemas a encontrar um caminho de fortalecimento da soberania nacional e popular. Temos mecanismos para isso. Não precisamos tomar partido. Não precisamos de base militar. Não precisamos declarar guerra a vizinho nenhum. Isso é uma tradição da diplomacia brasileira”, disse.

Haddad citou medidas adotadas pelos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Lula.

“Temos que retomar a boa diplomacia brasileira. A que não se envolve em conflitos internos. Respeita a autodeterminação dos povos, mas exerce a liderança”, completou.

Ele afirmou ainda que pergunta deveria ser feita a Bolsonaro.

“Essa pergunta você deveria dirigir a quem defendeu a ditadura no Brasil, a tortura e a cultura do estupro, o meu adversário. Meu adversário até hoje defende torturadores abertamente”, afirmou Haddad.

Nova logomarca

No segundo turno, a campanha de Fernando Haddad e Manuela D’Ávila fez ajustes para tentar atrair mais eleitores. Além de incorporar o ex-governador e senador eleito Jacques Wagner à coordenação da campanha presidencial, o PT reformulou a comunicação visual.

 

Nova logomarca da campanha de Fernando Haddad — Foto: Assessoria do PT Nova logomarca da campanha de Fernando Haddad — Foto: Assessoria do PT

Nova logomarca da campanha de Fernando Haddad — Foto: Assessoria do PT

A principal mudança foi a retirada de Lula das peças publicitárias, tanto em relação a imagens quanto a menções ao nome do ex-presidente. Além disso, houve mudança na logomarca da campanha. A assessoria do PT informou que, nesta reta final, lançou um novo “enxoval” para a campanha de Haddad.

 

Peça da primeira fase da campanha de Haddad à Presidência, que exibia o ex-presidente Lula — Foto: Reprodução, PT Peça da primeira fase da campanha de Haddad à Presidência, que exibia o ex-presidente Lula — Foto: Reprodução, PT

Peça da primeira fase da campanha de Haddad à Presidência, que exibia o ex-presidente Lula — Foto: Reprodução, PT

Uma das novas logomarcas do candidato petista não tem mais a tradicional cor vermelha do PT. Em outras, os tons em vermelho foram reduzidos e, no lugar, foram inseridos mais verde e amarelo.

Logomarca de Haddad lançada no segundo turno — Foto: Reprodução, PT Logomarca de Haddad lançada no segundo turno — Foto: Reprodução, PT

Logomarca de Haddad lançada no segundo turno — Foto: Reprodução, PT

Logomarca da campanha de Haddad no primeiro turno — Foto: Reprodução, PT Logomarca da campanha de Haddad no primeiro turno — Foto: Reprodução, PT

Logomarca da campanha de Haddad no primeiro turno — Foto: Reprodução, PT

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Comentários

Vanderlei on 11 outubro, 2018 at 10:50 #

Principalmente , depois das passeatas que tiraram a Dilma do poder, a população brasileira adotou pra si, com enfase no corpo, através de camisetas, o verde, o amarelo e azul. Cores da nossa bandeira que não tem vermelho. O PT, na reta final de uma disputa, mudar sua identidade de anos e mais anos, além de ser um “tiro no escuro”, está mudando a sua verdadeira identidade. Além de confundir os seus eleitores e adeptos, pela troca da embalagem, não conseguirá mostrar que o PT é um outro partido, mais chegado ao centro, pois o “produto” é o mesmo e está envelhecido e deteriorado, pois o Haddad é o Lula e o Lula é o Haddad, então podemos deduzir que o Haddad está preso ao Lula e o Lula está preso ao Haddad. Isso já está mentalizado em todos os petistas.Um está umbilicalmente ligado ao outro. O Tiro poderá sair pela culatra!


Lucas Ribeiro on 11 outubro, 2018 at 10:58 #

Vanderlei on 11 outubro, 2018 at 11:14 #

O Brasil é um país como qualquer outro. Líderes surgem em determinados tempo da vida cotidiana. No Brasil, nos últimos tempos surgiu Lula, um simples metalúrgico, nordestino, criado no estado mais rico do Brasil, chegando a presidência cobrindo uma lacuna existente na época, depois de tentar três vezes para acessar à presidência. Agora , uma nova lacuna tem de ser preenchida e quem se apresenta é o Bolsonaro. A grande lacuna foi gerada nos últimos 16 anos exatamente pelo líder Lula e sua turma. Bolsonaro vem exatamente ser contra ao desgoverno do PT. Vem cobrir uma lacuna dos brasileiros conservadores, que não querem mais serem governados pelos ditos de esquerda. Nada demais que o mundo não possa entender o Brasil. O Bolsonaro tem luz própria e vem empolgando a população carente de segurança pública, de direitos humanos para os humanos direitos, de valorização da família, de meritocracia nas empresas publicas e estatais, de disciplina, de autoridade, de religião, de ética e por ai vai… Bolsonaro ao contrário de um número gigantesco de políticos corruptos está inume a esse grande mal que destruiu a economia brasileira.
Pra não prolongar, pergunto, que GRANDE MAL OU CAUSOU o Bolsonaro que não possa ser um novo líder e ser um Presidente da República? Não sou Bolsonaro, mas estou Bolsonaro e torço para que ele satisfaça essa demanda dos conservadores brasileiros órfãos de liderança há muitas décadas.


Vanderlei on 11 outubro, 2018 at 11:16 #

“Quando as águas da enchente cobrem a tudo e a todos, é porque de há muito começou a chover na serra. Nós é que não nos damos conta” (Eraclio Zepeda (1937-2015), escritor e político mexicano).


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