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Farol de Itapuã
 CRÔNICA
Velhos tempos
 
Gilson Nogueira

Os pés na areia, que gemia ao ser pisada, e uma sombra com jeito de abraço de mãe, na ponta da cidade que, apesar de todos os assaltantes circulando pelos seus quatro cantos, continua transpirando paz sob as bênçãos  do Nosso Senhor do Bonfim.

Estou, agora, embaixo de um azul infinito que só a Cidade da Bahia tem. Visto-me de antigamente e, de peito nu, tento queimar a pele na janela de casa. Dela, avisto nuvens distantes sobre a área onde está localizado o Farol de Itapuã. O carro do ovo quebra o silêncio, para faturar o pão de cada dia. Sigo nos caminhos da saudade. Perco-me entre as setas da memória indicando-me a barraca de Galo. Isso!  Lá,  algumas vezes, com o amigo Meirelles,  consagrado artista baiano que encantou Ipanema com seus entalhes de casinhas coloniais, vi a vida passar sem pressa, como se morasse na praia. O lugar tinha cheiro de mato verde, de pitangueira, de cajueiro, de coqueiros carregados sem ninguém a escalá-los com a fúria dos dias atuais, sob a vigilância do farol. Não jogávamos conversa fora. Pelo contrário, bebíamos a geladinha criando palavras. E Galo não tinha pressa em fechar o ponto. Participava. Sorria, mesmo em silêncio.

Nas tardes de sábado, quando lá não estávamos,  batendo o ponto, o baba em Piatã era certo como dois e dois são quatro. Os bons de bola da Turma de Nazaré faziam os turistas e locais ficarem boquiabertos com a categoria da rapaziada. Do goleiro ao ponta-esquerda, na areia dura, todos os 20 jogadores vibravam ao som das ondas preguiçosas até o sol nos dizer que, em Nazaré, na volta, havia uma comemoração pelo resultado. No placar, 10 x 0 para a amizade. Não havia juiz. Não havia briga. E um grito de gol, por mais simples que fosse a jogada, fazia eco com a programação da galera em encontrar-se na lanchonete de Dona Arlinda, depois do namoro, para o seja o que Deus quiser no mundo da boemia juvenil. Belos dias, cantaria o Rei, agora, se houvesse participado daquela festa de vida. Salvador era nossa!
Gilson Nogueira, jornalista, é colaborador da primeira hora do Bahia em Pauta

“How can i go on”, Montserrat Caballé e Freddie Mercury. Dá vontade de aplaudir de pé e, ao mesmo tem, chorar a perda tão grandiosa e insubstituível. R.I.P.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

No Ibope, o candidato do PSL tem 41%. Para vencer no primeiro turno, é preciso ter mais de 50% dos votos válidos

Datafolha: Bolsonaro tem 40% dos votos válidos e Haddad marca 25%. Ciro tem 15%

 
  • O candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro, manteve a liderança nas pesquisas divulgadas na noite deste sábado, às vésperas do primeiro turno. No Datafolha o capitão marcou 40% dos votos válidos (excluídos brancos, nulos e eleitores indecisos), oscilando um ponto para cima, e Fernando Haddad (PT) se manteve com 25%. Já no levantamento Ibope, Bolsonaro cresceu três pontos e chegou a 41%, ante 25% de Fernando Haddad (PT), que perdeu três pontos. O pedetista Ciro Gomes ficou com 15% no Datafolha e 13% no Ibope. A margem de erro das duas pesquisas é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Para vencer a corrida ainda no primeiro turno, Bolsonaro precisa alcançar mais de 50% do total de votos válidos, o que ainda é considerado improvável.

O diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, falou à Folha após a divulgação dos números, e afirmou que “o resultado aponta para quase certeza de segundo turno entre Bolsonaro e Haddad com alguma chance de Ciro ter alguma reação no dia da eleição, mas muito dificilmente o suficiente para alcançar Haddad”.

A equipe de campanha do capitão se esforçou nas últimas semanas para tentar vencer o pleito ainda no primeiro turno, tendo em vista que ele tem tem a maior rejeição dentre todos os candidatos: 44% no Datafolha e 43% no Ibope, ante 41% e 36% de Haddad. Neste cenário altamente polarizado, as pesquisas registram que Bolsonaro deve ter pela frente um páreo duro contra qualquer um de seus prováveis rivais. Todas as simulações de segundo turno feitas envolvendo ele, Haddad e Ciro registram empates técnicos. Pelo Datafolha, o capitão e o petista tem 45% e 43% das intenções de voto, respectivamente. No Ibope o candidato do PSL aparece à frente de Haddad: 52% a 48%. Já Ciro Gomes aparece à frente de Bolsonaro nos dois levantamentos: 47% a 43% e 52% a 48%.  

Durante a última semana o pedetista chegou a mobilizar parte de sua militância nas redes sociais com a campanha #viraviraciro, apelando justamente para seu melhor desempenho ante o capitão na reta final do pleito. A hashtag chegou a ser o assunto mais comentado no twitter por algumas horas. Mesmo nos debates, Ciro tentou se colocar para o eleitorado como uma opção à polarização entre PT e PSL, afirmando que ambos os rivais teriam dificuldades para governar e “unir o país”.

Já Haddad apostou em uma carta “ao povo brasileiro”, divulgada em suas redes sociais, onde afirma que “a maioria do povo brasileiro rejeita o projeto de intolerância e do fim de direitos do povo”, uma menção velada a Bolsonaro.”Eu, Manu [Manuela D’Ávila, sua candidata a vice] e o presidente Lula contamos com cada um e cada uma de vocês. Tenho fé que, juntos, vamos vencer as eleições e devolver a Presidência para o povo”, conclui o documento.

Confira abaixo detalhes dos dois levantamentos divulgados neste sábado.

Os principais números da pesquisa Datafolha

Intenção de voto válidos (Entre parênteses o índice de cada candidato na pesquisa anterior, divulgada no dia 4 de outubro)

Jair Bolsonaro (PSL): 40% (39%)

Fernando Haddad (PT): 25% (25%)

Ciro Gomes (PDT): 15% (13%)

Geraldo Alckmin (PSDB): 8% (9%)

Marina Silva (Rede): 3% (4%)

João Amoêdo (Novo): 3% (3%)

Alvaro Dias (Podemos): 2% (2%)

Henrique Meirelles (MDB): 2% (2%)

Cabo Daciolo (Patriota): 1% (1%)

Guilherme Boulos (PSOL): 1% (1%)

Vera (PSTU): (0%)

João Goulart Filho (PPL): 0% (0%)

Eymael (DC): 0% (0%)

REJEIÇÃO DOS CANDIDATOS

Jair Bolsonaro (PSL): 44% (45%)

Fernando Haddad (PT): 41% (40%)

Ciro Gomes (PDT): 21% (21%)

Geraldo Alckmin (PSDB): 24% (24%)

Marina Silva (Rede): 31% (28%)

Os principais números da pesquisa Ibope

Intenção de votos válidos (Entre parênteses o índice de cada candidato na pesquisa anterior, divulgada no dia 3 de outubro).

Jair Bolsonaro (PSL):  41% (38%)

Fernando Haddad (PT):  25% (28%)

Ciro Gomes (PDT):  13% (12%)

Geraldo Alckmin (PSDB): 8% (8%)

Marina Silva (Rede): 3% (4%)

João Amoêdo (Novo): 3% (3%)

Alvaro Dias (Podemos): 2% (2%)

Cabo Daciolo (Patriota): 2% (2%)

Henrique Meirelles (MDB): 2% (2%)

Guilherme Boulos (PSOL): 1% (1%)

REJEIÇÃO AOS CANDIDATOS

Jair Bolsonaro (PSL): 43% (42%)

Fernando Haddad (PT): 36% (37%)

Marina Silva (Rede): 22% (23%)

Geraldo Alckmin (PSDB): 16% (17%)

Ciro Gomes (PDT): 15% (16%

SEGUNDO TURNO

Ciro Gomes 52% (54%) X Bolsonaro 48% (46%)

Geraldo Alckmin 48% (51%) X Bolsonaro 52% (49%)

Haddad 48% (52%) X Bolsonaro 52% (48%)

Bolsonaro 56% (52%) X Marina Silva 44% (48%)

out
07

Do Jornal do Brasil

O candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, marcou de última hora em sua agenda uma caminhada, neste sábado, 6, em Feira de Santana, a maior cidade do interior da Bahia. A estratégia inicial da campanha era manter o foco na região Sudeste, onde se concentram os maiores colégios eleitorais do País e o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, leva vantagem.

Haddad disse que o objetivo da viagem é garantir uma imagem positiva no encerramento do primeiro turno da campanha. Estrategistas do PT, porém, afirmam que a agenda foi marcada para conter o avanço de Bolsonaro na região Nordeste.

O comando da campanha petista percebeu que Haddad vem perdendo votos na região que até agora é reduto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso da Lava Jato, e deflagrou uma operação de emergência, na véspera da eleição, para conter a “onda” Bolsonaro. Desde o início da semana, quando essa “onda” foi detectada, o PT intensificou as ações para neutralizar a atuação dos apoiadores de Bolsonaro nas redes sociais.

Canais foram criados para que as fake news, divulgadas sobretudo pelo WhatsApp, sejam denunciadas. As acusações são prontamente respondidas nas próprias redes, publicamente, e viram alvo de ações na Justiça Eleitoral. Em um dia foram registradas 15 mil denúncias.

Levantamentos feitos pelo comitê de Haddad mostraram que Bolsonaro cresceu nos últimos dias entre o eleitorado de baixa renda do Nordeste, única região do País onde o candidato do PT está na frente do capitão reformado do Exército. Em conversas reservadas, a equipe do ex-prefeito não esconde a preocupação com o crescimento do adversário e teme a vitória dele no primeiro turno.

O governador da Bahia, Rui Costa, e o ex-ministro da Casa Civil Jaques Wagner vão acompanhar Haddad na caminhada em Feira de Santana. Costa é candidato à reeleição e as pesquisas indicam que pode vencer na primeira etapa. Coordenador da campanha do governador, Jerônimo Rodrigues confirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que há no PT uma ordem para reforçar a caça aos votos em redutos do partido após Bolsonaro ampliar as intenções de votos no Nordeste. A ordem da direção petista é “dar um banho de gente” em Haddad.

Esta é a segunda mudança repentina na estratégia petista. Na quarta-feira, 3, diante do crescimento de Bolsonaro, a campanha de Haddad decidiu antecipar os ataques ao capitão da reserva, que estavam previstos para acontecer somente no segundo turno.

Desde quinta-feira, 4, Bolsonaro tem investido no eleitorado do PT no Nordeste. O candidato do PSL deu uma entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, na qual chegou a elogiar Lula. “Ele (Haddad) agora está servindo um homem que poderia ser um grande presidente, mas o Lula está colhendo o que ele plantou. Lamento que ele esteja preso”, declarou.

Dirigentes do PT baiano disseram que a visita de Haddad a Feira de Santana visa encerrar de forma positiva a campanha do primeiro turno. Rodrigues afirmou que a ideia é obter imagens representativas da força do lulismo, o que seria mais difícil no Sudeste, onde Bolsonaro lidera a preferência do eleitorado. O candidato do DEM ao governo baiano, Zé Ronaldo, ex-prefeito da cidade, apoia o deputado do PSL. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

DO PORTAL TERRA BRASIL

 

Em meio às dúvidas lançadas pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) sobre a segurança do sistema de voto eletrônico, uma cerimônia realizada na manhã s lançadas pelo candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL) sobre a segurança do sistema de voto eletrônico, uma cerimônia realizada na manhã deste sábado, 6, foi usada para reforçar a transparência e confiança do processo e para a defesa da democracia.

A ministra Rosa Weber

 
 
A ministra Rosa Weber

Foto: Daniel Teixeira / Estadão Conteúdo

Depois da verificação da assinaturas dos sistemas que gerenciam, captam e transportam dados das urnas eletrônicas realizada pela manhã, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Rosa Weber reafirmou a segurança do processo. “Nosso sistema é ágil, seguro, confiável e auditável”, disse.

A ministra observou não ter ocorrido na história nenhum caso comprovado de fraude nas urnas. “A manifestação de vontade refletida no voto será contabilizado exatamente como foi depositado”, completou.

A verificação do sistema, que durou menos de 45 minutos, foi acompanhada por uma delegação da OEA, Ministério Público e Polícia Federal. O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli e a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também participaram do evento.

Toffoli citou a pesquisa DataFolha, em que a maioria dos brasileiros apontam a democracia como a melhor forma de governo. Raquel Dodge fez coro: “Estamos assegurando que a vontade do eleitor será aquela depositada na urna amanhã (domingo, 7). Isso é importante o sistema democrático”, adicionou, para em seguida emendar: “O sistema funciona adequadamente e 69% dos brasileiros acreditam que a democracia deve vigorar no Brasil. Isso é importante num momento em que a Constituição Federal completa 30 anos.”

Questionada se a democracia está ameaçada, a ministra Rosa Weber afirmou: “Tenho enorme confiança na nossa democracia. Nossas instituições são sólidas e nosso estado democrático de direito cada vez mais vai se reafirmar. É a minha confiança.”

out
07
Posted on 07-10-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-10-2018



 

 J. Bosco , no jornal

 

out
07

Não existe a menor chance de haver ruptura institucional”

 


Em entrevista ao Estadão, o general Joaquim Silva e Luna, ministro da Defesa, disse que não há “a menor chance” de haver uma ruptura institucional do país por causa da ascensão do protagonismo de militares no processo eleitoral.

“O protagonismo dos militares tem a ver, sim, com o fato de um dos candidatos bem posicionados, o deputado Jair Bolsonaro, ser oriundo das Forças Armadas e defender valores fundamentais para os militares como ética, moral, honestidade, respeito às pessoas, às leis e à família. Também tem a ver com o fato de as pesquisas de opinião mostrarem que as Forças Armadas têm alto grau de confiabilidade. Há um grande número de militares disputando as eleições. Vale lembrar que o comandante supremo das Forças Armadas é o presidente da República, eleito democraticamente pelo povo, não importando seu partido ou origem.

Não existe a menor chance de haver ruptura institucional. Até porque, uma das missões que a Constituição atribui às Forças Armadas é a garantia às instituições”.

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