out
06
AVISO AOS LEITORES , OUVINTES E NAVEGANTES: O Bahia em Pauta foi forçado a reeditar o Artigo da Semana deste sábado, 6, “Capitão Bolsonaro na reta de chegada e a entrada de Napoleão em Paris”  . Infiltraram links maliciosos e prejudiciais na edição original. Quase perdemos tudo, mas conseguimos recuperar o o texto, graças à sua publicação também na Tribuna da Bahia. Pena que palavras e discurso pregando democracia e liberdade, se escondam sob ações perversas , covardes e antidemocráticas deste tipo. Seguimos de pé. Mais uma vez e sempre. (Vitor Hugo Soares, editor).
 

Resultado de imagem para Bolsonaro contra e a favor na ruas

Ruas contra e a favor de Bolsonaro

ARTIGO DA SEMANA

 

Capitão Bolsonaro na reta de chegada e a entrada de Napoleão em Paris

 

Vitor Hugo Soares

 

O pique desabalado, na reta de chegada às urnas das presidenciais deste domingo, 7, é prato cheio para quem estuda ou observa com atenção os signos da comunicação e do poder. Principalmente em relação aos movimentos que pipocam de todo lado – favoravelmente, em boa parte, ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro, na hora H. Aquela em que, escreveu o argentino Julio Cortazar no “Jogo da Amarelinha” (“Rayuela”, “é preciso mover os pés, e você terá que decidir de que maneira e de que lado saltará”.

Registro aqui alguns destes sinais da marcha ao Palácio do Planalto, a partir das passeatas e atos públicos do “#elenão”, promovidos pelas feministas militantes de múltiplas tendências e comportamentos políticos, sexuais, sociais e artísticos, sábado passado. No domingo, pró Bolsonaro, surpreendentes manifestações reuniram gente aos milhares na Avenida Paulista, Brasília e Recife, e se espalharam pelos mais impensáveis redutos do interior do Brasil (de Santana a Itiúba; em Juazeiro (Ba) e Petrolina (Pe), no Vale do São Francisco, rio da minha aldeia, no sertão nordestino). Um susto enorme nos mais confiantes petistas e aliados na “região mais fiel a Lula”.

Outros signos apanhados ao acaso, desde Salvador, pelo jornalista, nestes dias e horas de fim de campanha: subida de Bolsonaro em novas pesquisas do Ibope e Data Folha: estagnação do candidato do PT, Fernando Haddad, queda dos demais concorrentes, crescimento do voto feminino ao capitão (6% em três dias) e do seu eleitorado no Nordeste. E a pressa do Centrão em largar de mão o tucano Geraldo Alckmin (que desaba a olhos vistos), a exemplo do que fez, durante o debate local da TV Bahia (Globo), o candidato do DEM a governador, José Ronaldo, declarando apoio a Bolsonaro, e pregando “voto útil”, no mais polêmico e intrigante instante final, sem tempo para mais espantos e perguntas dos demais concorrentes.

Vale ainda anotar: a performance do presidente do STF, Dias Tofolli, e seu novo discurso fardado; a liberação, pelo juiz Sérgio Moro, da devastadora (para Lula e o PT) primeira parte da delação premiada do ex-ministro Antonio Palocci; os arrepios de alguns setores da imprensa; a simpatia e aceitação crescentes do “Mercado” aos planos do capitão.

No Brasil destes dias de outubro, o cenário está muito parecido com a narrativa de Deodoro Roca, no livro “Contra La Prensa”, antologia de textos famosos e preciosos, coletados pelo jornalista Esteban Rodriguez. No capitulo “A Grande Imprensa”, Roca narra que, quando Napoleão fugiu da Ilha de Elba, e desembarcou no Golfo Juan, o jornal mais importante da França escreveu na manchete: “O bandido Corso tenta voltar à França”. Quando o bandido corso estava no meio do caminho de Paris, o mesmo jornal escreveu: “O general Bonaparte continua em sua marcha a Paris”. Quando o general Bonaparte estava a uma jornada da capital francesa, o periódico disse: “Napoleão segue em sua marcha triunfal”. Quando Napoleão entrou na capital de seu império perdido, o jornal arrematou o seu processo de informa&c cedi l;ão:  “Sua Majestade o Imperador, entrou em Paris, sendo entusiasticamente recebido pelo povo”.

Pelas bandas de cá, teremos, neste domingo, 7, a jornada (que pode ser ou não decisiva) na marcha do capitão Bolsonaro para Brasília. A conferir. Todos às urnas.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Montserrat Caballé
Montserrat Caballé, num espetáculo em 2007. Félix Ausín Ordóñez REUTERS
Barcelona

A soprano Montserrat Caballé morreu na madrugada deste sábado, aos 85 anos, na clínica Sant Pau de Barcelona, onde estava internada desde meados de setembro por um problema de vesícula, informaram fontes do hospital. O funeral da artista, de voz prodigiosa, será na segunda-feira ao meio-dia (hora local) na funerária Les Corts. O velório será no domingo, a partir das 14h, no mesmo local.

De Montserrat Caballé podemos ter muitas imagens, a maioria certamente nos palcos de teatros de ópera de qualquer parte do mundo, como uma das grandes vozes líricas do século XX. Ela foi, sem dúvida, uma das cantoras da estatura de mitos como Maria Callas, Joan Sutherland e Renata Tebaldi. Era também uma soprano com uma tremenda humanidade e sentimentos à flor da pele. Para a História, ficaram imagens como as lágrimas da artista/mulher/barcelonesa no Grande Teatro do Liceo (Barcelona), que foi sua segunda casa, transformado em cinzas em 1994, e em cuja reconstrução ela se envolveu pessoalmente.

Montserrat Caballé Folch nasceu em 12 de abril de 1933 no bairro de Gràcia de Barcelona, no seio de uma família modesta, onde sua mãe lhe deu sua primeira formação musical que lhe serviu para entrar aos 11 anos no Conservatório Superior de Música do Liceo com uma bolsa. No teatro Coliseum de Barcelona, ela estudou com Eugenia Kemeny, Conchita Badía e Napoleone Annovazzi. Formou-se em 1954 numa acidentada prova final em que chegou a perder a consciência. Em seguida, fez sua primeira estreia operística no papel de Serpina de La Serva Padrona, de Giovanni Battista, no Teatro Principal de Valência, em 27 de junho de 1955, com a Companhia de Ópera de Câmara de Barcelona, dirigida por Napoleone Annovazzi. No Liceo, estreou em 7 de janeiro de 1962 com Arabella, de Richard Strauss. Depois conquistou os demais teatros de ópera do mundo, sobretudo a partir do incrível sucesso que teve em 20 de abril de 1965 com Lucrezia Borgia, de Gaetano Donizetti, quando substituiu a norte-americana Marilyn Horne, que estava indisposta e não pôde cantar, no Carnegie Hall de Nueva York. O jornal The New York Times chegou a dizer que sua voz era uma combinação dos timbres das lendárias Maria Callas e Renata Tebaldi. Durante seus 50 anos de carreira, Caballé interpretou centenas de óperas e concertos nos principais teatros do mundo. Sempre ao lado das melhores orquestras e artistas, com um repertório que abrangeu cerca de 90 papéis. Sua voz foi apreciada juntamente com os acordes das melhores orquestras e dos mais prestigiosos maestros, entre eles Herbert von Karajan, Leonard Bernstein, Zubin Mehta, James Levine, Claudio Abbado, Seiji Ozawa e Riccardo Muti.

Em seu repertório, figuram La Serva Padrona (Pergolesi); Così Fan Tutte (Mozart); Norma e I Puritani (Bellini); La Favorita (Donizetti); Il Trovatore, La Traviata, Un Ballo in Maschera e Aida (Verdi); as heroínas Isolda e Sieglinde, de Wagner; o quarteto de Puccini (Tosca, La Bohème, Madame Butterfly e Turandot); Adriana Lecouvreur (Cilea); e Salomé (Strauss).

O emblemático teatro de La Rambla sempre teve a diva muito presente, transformando-a em 2002 na primeira mulher sócia do Círculo do Liceo. Também lhe dedicou naquele ano o livro Montserrat Caballé, 40 Años en El Liceo. Em janeiro de 2012, o teatro a homenageou pelos 50 anos de sua estreia naquele palco com uma cerimônia que contou com a presença de numerosos amigos e colegas de profissão, entre eles os tenores Josep Carreras e Juan Diego Flórez, além do barítono Joan Pons.

Caballé dividiu os palcos com todos os grandes artistas, mas reconhecia uma afinidade especial com três deles: Pavarotti, Plácido Domingo e Carreras. “Quando cantava Manon Lescaut com Plácido Domingo, que era maravilhoso, ele me dizia que descobria um novo mundo cantando comigo – e eu sentia a mesma coisa. Com José Carreras tive uma relação muito especial. Ficávamos boquiabertos escutando-nos mutuamente. E Luciano Pavarotti… era como um pai”, recordou.

Montserrat Caballé fez incursões na música popular e até mesmo no pop. Sempre ficará na memória a interpretação de Barcelona que fez em 1988 com o cantor Freddie Mercury e que escolhida como o hino dos Jogos Olímpicos de 1992. “Para o mundo da ópera foi uma revolução, uma autêntica revolução”, reconheceu a soprano anos mais tarde.

A artista, que se aposentou alguns anos atrás, fez mais de 4.000 atuações. No entanto, como ela mesma explicou numa entrevista em 2014, não gostava de ser chamada de diva. “Não me considero uma lenda da ópera nem uma diva, como às vezes os jornalistas escrevem. Cada época tem seus divos e, no meu caso, a única coisa que fiz foi fazer bem o meu trabalho, o melhor possível e no mais alto nível.” Sua voz foi elogiada como plena, potente e bela, dotada de fluidez, nitidez, pureza e suavidade. Seu timbre era considerado iridescente e radiante.

Promotora do Concurso Internacional de Canto que leva o seu nome, Caballé vinha tendo problemas de saúde que a obrigaram a cancelar vários compromissos. De 20 a 31 de outubro de 2012, por exemplo, ela ficou internada no hospital San Pau de Bercelona após sofrer um leve acidente vascular cerebral na Rússia, o que lhe provocou queda e uma fratura do úmero. Operou o braço no Centro Médico Teknon, em Barcelona, em 10 de novembro daquele ano.

Montserrat Caballé, em 1974, interpretando 'Vésperas Sicilianas'.
Montserrat Caballé, em 1974, interpretando ‘Vésperas Sicilianas’. Jack Mitchell Getty
 Caballé ganhou inúmeros prêmios e distinções ao longo da carreira, entre eles o Prêmio Príncipe das Astúrias das Artes, em 1991, com mérito igual ao de outros grandes nomes da música lírica espanhola: Victoria de los Ángeles, Teresa Berganza, Pilar Lorengar, Alfredo Kraus, Plácido Domingo e Josep Carreras. Seu marido era o tenor aragonês Bernabé Martí (Martínez) Remacha, com quem se casou em 1964. O casal teve dois filhos, incluindo a soprano Montserrat Martí, que acompanhou a mãe em espetáculos nos últimos anos.

Em dezembro de 2015, a artista aceitou a pena de seis meses de prisão por sonegar meio milhão de euros (2,2 milhões de reais) cinco anos antes. Caballé ratificou o acordo que fez com o Ministério Público em declarações que, por motivos de saúde, realizou em sua casa através de videoconferência. Para não cumprir a pena, a cantora teve que pagar uma multa de 240.000 euros (cerca de um milhão de reais). Ela admitiu que em 2010 figurou como residente em Andorra para pagar menos impostos, embora morasse em Barcelona. Sua última atuação foi em agosto de 2014 no Festival de Música de Cambrils, onde se apresentou ao lado da filha.

“Valeu”, Emílio Santiago e Marcos Valle para cantar ( e refletir) no sábado, véspera de ir às urnas nas presidenciais que mexem fundo com o Brasil.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

out
06

Do Jornal do Brasil

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta sexta-feira (5) nota com esclarecimentos em razão da veiculação na internet de vídeo sobre supostas fraudes na utilização da urna eletrônica. Esta será a 12ª votação consecutiva realizada em 22 anos que utiliza urna eletrônica.

Macaque in the trees
Urna eletrônica (Foto: Arquivo/Agência Brasil)

Confira abaixo a íntegra da nota:

“Circula um vídeo na internet em que se discute, com base em teorias estatísticas, probabilidade de fraude nas eleições de 2014.

Não há registro, porém, de que o autor do vídeo tenha participado de qualquer evento de auditoria e transparência, a exemplo dos testes públicos de segurança realizados pelo TSE e da apresentação dos códigos-fonte.

As urnas brasileiras foram projetadas pelo TSE, contemplando características específicas e adequadas ao contexto nacional. Há vinte e dois anos, as urnas eletrônicas têm sido utilizadas nas eleições brasileiras sem nenhuma comprovação efetiva de fraude.

O resultado das Eleições Gerais de 2014 foi auditado de modo independente por iniciativa de partido político, sem que qualquer irregularidade fosse identificada”.

eleições 2018 bolsonaro

 Jair Bolsonaro fala em sessão para votar o pedido de cassação do mandato do deputado André Vargas, em dezembro de 2014. Lucio Bernardo Jr. Câmara dos Deputados
Se havia alguma reserva do establishment brasileiro em relação ao deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), seu crescimento nas pesquisas de intenção de voto na reta final da eleição presidencial vai tratando de dissipá-la. Movido pela ojeriza aos últimos anos dos governos petistas, o mercado fechou os olhos às controvérsias protagonizadas pelo capitão reformado do Exército e sua equipe econômica — e os receios causados por sua retórica autoritária — para se posicionar ao seu lado, o que contribuiu para frear as seguidas elevações do dólar e amortecer as bruscas variações da Bolsa de Valores. Além disso, o Centrão, composto por oito partidos que embarcaram na candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) no início da campanha e que migrava paulatinamente para a campanha de Bolsonaro, se diluiu em bancadas temáticas no Congresso Nacional para aderir de vez àquele que desponta cada vez mais como favorito para assumir o Palácio do Planalto.

“De um lado está a esquerda. De outro, o Centrão. Vou até agradecer Alckmin por ter juntado a nata do que há de pior no Brasil ao seu lado”, disse Bolsonaro em julho. Agora, a base do Centrão está com ele, mas sem o inconveniente de levar esse nome. Composta por 261 deputados e senadores, a Frente Parlamentar da Agricultura declarou apoio a Bolsonaro na última terça-feira, “atendendo ao clamor do setor produtivo nacional, de empreendedores individuais aos pequenos agricultores e representantes dos grandes negócios”. “As recentes pesquisas eleitorais trazem o retrato da polarização na disputa nacional, o que causa grande preocupação com o futuro do Brasil. Portanto, certos de nosso compromisso com os próximos anos de uma governabilidade responsável e transparente, uniremos esforços para evitar que candidatos ligados à esquemas de corrupção e ao aprofundamento da crise econômica brasileira retornem ao comando do nosso País”, diz a nota divulgada pela chamada bancada ruralista.

Esse tipo de manifestação não é usual, segundo Marcos Verlaine, analista político e assessor parlamentar do Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar). Para o analista, a manifestação ostensiva de apoio se justifica pela afinidade da bancada com a política professada pelo candidato, liberal na economia e conservadora no plano dos costumes. “Não me lembro de apoio formal da bancada em outras eleições. Estas eleições não têm paralelo”, analisa. Outra bancada que promete se posicionar oficialmente a favor de Bolsonaro é a evangélica, que reúne 199 deputados e quatro senadores — os parlamentares podem compor mais de uma bancada, então não faz sentido somar os números brutos de apoiadores de diferentes bancadas.

Presidente da Frente Parlamentar Evangélica, o deputado Hidekazu Takayama (PSC-PR) lidera o movimento de apoio e promete entregar uma carta ao candidato à Presidência nos próximos dias. “Mais que uma questão natural, é uma questão espiritual. Está acima de qualquer doutrina partidária. É a defesa dos valores da família cristã “, diz trecho da carta revelado pelo Estado de S.Paulo. “Certos de nosso compromisso com os quase 86,8% de cristãos de todo o território nacional, declaramos nosso amplo apoio aos candidatos da Frente em todo o Brasil, bem como o nosso apoio a Jair Messias Bolsonaro. Nosso intuito é evitar que candidatos filiados a extrema esquerda assumam, mais uma vez, a direção do país causando ainda mais crises do que as que atravessamos nos últimos anos”, diz a manifestação de apoio.

Outro apoio projetado, mas não formalizado, é o da chamada bancada da bala. Candidato ao Governo do Distrito Federal e criador da Frente Parlamentar da Segurança, o deputado Alberto Fraga (DEM) começou a eleição atrelado a Alckmin, para manter o deputado e candidato ao Senado Izalci Lucas (PSDB) em sua coalizão, mas nesta semana debandou para o lado de Bolsonaro. “Eu e Bolsonaro temos a mesma coragem para enfrentar quem for preciso e, juntos, vamos colocar o Distrito Federal e o Brasil no caminho certo! O futuro presidente da República vai precisar de um governador que o apoie na capital do País”, escreveu Fraga, que, a depender do instituto, ocupa o quarto ou quinto lugar nas pesquisas de intenção de voto, em seu perfil no Facebook nesta quarta-feira.

Fraga não estará, contudo, na próxima Legislatura. Com quanto desse apoio Bolsonaro poderá contar no Congresso Nacional caso eleito? Praticamente todo, segundo as projeções do DIAP. O departamento intersindical prevê renovação de entre 40% e 45% na Câmara, em consonância com as eleições anteriores, o que deve significar a reeleição de cerca de 300 deputados. O levantamento feito em parceria com a empresa Queiroz Assessoria Parlamentar e Sindical indica que “a composição das bancadas da futura Câmara não será muito diferente da atual, com pequeno crescimento da direita e da esquerda e encolhimento discreto do centro”.

“O levantamento evidencia também que haverá elevado índice de reeleição e grande ‘circulação no poder’, com deputados estaduais, senadores, ex-ministros, ex-deputados, suplentes bem votados, ex-prefeitos e ex-secretários se elegendo para as vagas decorrentes de desistência de atuais deputados e da não-reeleição daqueles que tentaram renovar seus mandatos”, diz o Diap. O PT deve ser o partido com maior número de parlamentares (entre 55 e 65), mas com um número menor do que os eleitos em 2014 (68). Na sequência das projeções de maiores bancadas aparecem MDB, PSDB, PP, PSD, PR, DEM e PSB. O PSL, de Bolsonaro, deve pular de um deputado eleito em 2014 para até 18 neste ano, e provavelmente ganhará adesões caso o capitão reformado do Exército se eleja presidente.

Segundo Marcos Verlaine, analista do Diap, “se não formalmente, informalmente o PSL deve compor num segundo momento a maior bancada” em caso de eleição de Bolsonaro. “Há mais de 100 deputados de outros partidos que apoiam o Bolsonaro de maneira avulsa”, comenta. Cotado por Bolsonaro para assumir a Casa Civil de seu possível governo, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) disse à Gazeta do Povo que atualmente o candidato do PSL conta com o apoio de 310 deputados e de 27 senadores, apesar de ele não contar com o apoio de todos os parlamentares das bancadas que se manifestaram por Bolsonaro.

Projeções

No Senado, a seguir as projeções do Diap, 16 dos 29 candidatos à reeleição devem conseguir permanecer nos cargos, enquanto 11 deles têm chance de se reeleger e apenas dois estão virtualmente derrotados. Nas 54 vagas em disputa (dois terços do Senado), portanto, a renovação seria de metade. “Tal como na Câmara dos Deputados, a futura composição do Senado Federal pouco difere da atual. O MDB continuará como o maior partido, seguido do PSDB e do PT”, diz o departamento intersindical. O PSL tem projetados apenas dois senadores eleitos nesse cenário.

O PSL, que passava até o início deste ano por uma reformulação liberal com apoio do Livres, pode colher muito mais rápido do que se imaginava os frutos da tumultuada decisão de dar uma legenda para a candidatura Bolsonaro. Já o deputado federal que deu a largada na corrida presidencial com uma única parceria, com o inexpressivo PRTB, pode chegar à Presidência com o Congresso Nacional mais coeso dos últimos anos. Isso não quer dizer, todavia, que não terá de enfrentar oposição. No melhor dos cenários para a esquerda projetado pelo Diap, partidos como PT, PSOL, PDT e PCdoB podem reunir até 163 deputados e 18 dos 54 senadores possíveis.O circuito do esporte que abraça Bolsonaro e o repúdio aos cantos homofóbicos . 

 Corregedor de Justiça “recomenda” a juízes que calem a boca

Humberto Martins, corregedor nacional de Justiça, enviou a seguinte recomendação de calar a boca a juízes e desembargadores:

“O CORREGEDOR NACIONAL DE JUSTIÇA, usando de suas atribuições constitucionais, legais e regimentais e

CONSIDERANDO a competência do Corregedor Nacional de Justiça de expedir recomendações destinadas ao aperfeiçoamento das atividades do Poder Judiciário (RICNJ, art. 8º, X);

CONSIDERANDO a proximidade do pleito eleitoral de 2018 e a necessidade de resguardar a imagem da magistratura brasileira, que não pode se envolver, de modo público, em discussões político-partidárias de qualquer natureza, em virtude das proibições constantes da Constituição Federal (art. 95, parágrafo único, III), da Lei Orgânica da Magistratura Nacional (art. 36, III) e do Provimento 71/2018 da Corregedoria Nacional de Justiça;

CONSIDERANDO que a imparcialidade e o distanciamento crítico do Judiciário em relação à política partidária impõe aos magistrados o afastamento da tomada de posições públicas que possam evidenciar preferência por candidato ou partido político;

CONSIDERANDO a necessidade de prevenir que magistrados pratiquem atos que possam ser caracterizados como infração disciplinar apta a ensejar a instauração de procedimento administrativo junto à Corregedoria Nacional de Justiça;

RECOMENDA a todos os magistrados brasileiros, com exceção do Supremo Tribunal Federal, no exercício ou não da função eleitoral, que se abstenham de participar de manifestações públicas ou de emitir posições político-partidárias em redes sociais, entrevistas, artigos ou através de qualquer outro meio de comunicação de massa, de modo a afastar mácula à imagem de independência do Poder Judiciário brasileiro perante a sociedade, bem como para evitar influência sobre o livre exercício do voto consciente por parte dos cidadãos.”

Se O Antagonista bem entendeu, ministros do STF podem, então, macular a imagem de independência do Poder Judiciário brasileiro.

out
06

Do Blog do Brasil

 

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ontem (4) quatro denúncias, no âmbito da Operação Cui Bono, envolvendo cinco empresas e 18 pessoas, todas implicadas em fraudes na liberação de empréstimos da Caixa Econômica Federal que somam mais de R$ 3 bilhões. Também foram denunciados desvios em aportes do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), que é gerido pelo banco público.

Entre os denunciados estão o ex-deputado Eduardo Cunha e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima, bem como o analista financeiro Lucio Funaro e o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto. Todos os acusados devem responder pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. As denúncias foram encaminhadas à 10ª Vara Federal de Brasília, cujo titular é o juiz Vallisney de Souza Oliveira.

Macaque in the trees
Geddel Vieira Lima (Foto: ABr)

Segundo os procuradores responsáveis, empresários que buscavam recursos junto à Caixa e o FGTS agiram em conluio com agentes públicos, empregados da Caixa, e agentes políticos, que ocupavam cargos de direção no banco. O esquema garantia vantagens indevidas às empresas mediante pagamento de propina, usadas tanto para enriquecimento ilícito como para caixa dois de campanha.

“O grupo dos empregados públicos era responsável por fornecer informações privilegiadas aos agentes políticos e operadores financeiros sobre o projeto apresentado pela empresa à Caixa. Cabia a eles também agir internamente para beneficiar as empresas e/ou influenciar as decisões dos comitês da Caixa ou do FGTS, para aprovar ou desaprovar a concessão de empréstimos (ou os investimentos) às empresas requerentes”, disse o MPF por meio de nota.

Os crimes teriam ocorrido entre 2011 e 2015, período no qual Geddel Vieira Lima foi vice-presidente de pessoa jurídica da Caixa. Outro vice-presidente do banco acusado de participar do esquema, Cleto teria sido indicado ao cargo por Cunha.

As investigações tiveram origem em mensagens encontradas no celular Blackberry do ex-deputado Eduardo Cunha. O aparelho foi apreendido ainda em 2015, no âmbito da Operação Lava Jato. Os dados deram origem às operações Sépsis e Cui Bono, ambas tocadas pela força-tarefa denominada Greenfield, pelo MPF.

Ex-operador financeiro de Cunha, o analista Lucio Funaro delatou o esquema em acordo de colaboração premiada. Segundo ele, “o valor da propina tinha como base um percentual sobre o valor liberado, em geral 3%, e a distribuição desse percentual girava em torno de 50% para Geddel, 30% para Cunha e 20% para ele”, diz a nota do MPF.

“Até o momento, foi identificado o repasse de valores ilícitos, por Lúcio Funaro, de R$ 89,5 milhões, no período de 2011 a 2015, a Eduardo Cunha; R$ 17,9 milhões, no período de 2012 a 2015, a Geddel Vieira Lima; e R$ 6,7 milhões, no período de 2012 a 2014, a Henrique Alves”, acrescenta o texto.

Foram denunciados empresários e executivos ligados às empresas Marfrig, Bertin, J&F e Grupo BR Vias e Oeste Sul Empreendimentos Imobiliários. O MPF pede à Justiça que elassejam obrigadas a reparar o dano superior a R$ 3 bilhões causado ao patrimônio público.

A Agência Brasil tenta contato com as companhias para comentar as acusações.

Confira abaixo a lista de denunciados pela Operação Cui Bono:

Geddel Vieira Lima

Eduardo Cunha

Fábio Cleto

Lúcio Bolonha Funaro.

Henrique Eduardo Alves

Alexandre Margotto

Wellington Ferreira da Costa

Altair Alves Pinto

Sidney Szabo

Hugo Fernandes da Silva Neto

Eduardo Montagna de Assumpção

José Carlos Grubisch

Roberto Derziê de Sant’anna

Henrique Constantino

Natalino Bertin

Reinaldo Bertin

out
06
Posted on 06-10-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-10-2018


 

Clayton,em

 

  • Arquivos

  • outubro 2018
    S T Q Q S S D
    « set   nov »
    1234567
    891011121314
    15161718192021
    22232425262728
    293031