Michelle Bolsonaro, uma discreta primeira-dama evangélica
Imagem:Ricardo Moraes AP

 

Maquiagem discreta, calça cinza e uma camiseta preta. Assim Michelle de Paula Firmo Reinaldo Bolsonaro, 38 anos, acompanhou o marido Jair Bolsonaro (PSL) na convenção que formalizou sua candidatura à Presidência, no último dia 22 de julho. Sentou ao lado dele no palco, mas não discursou. Durante mais de duas horas de evento, escutou os pronunciamentos, posou para algumas fotografias e conversou em libras com um grupo de deficientes auditivos que manifestava apoio ao marido. Colando uma imagem de simplicidade, chamou a atenção naquele dia mais pelo discurso de Jair Bolsonaro, que, do púlpito, lhe agradeceu por educar a filha caçula do casal, de sete anos, e contou como conheceu a esposa 25 anos mais jovem que ele, nos corredores da Câmara dos Deputados. Nos meses seguintes, inclusive durante a campanha eleitoral, foram raras as vezes em que a primeira-dama apareceu publicamente ao lado do candidato. Preferiu manter a discrição e apoiar o marido de maneira mais reservada.

Quando soube que Bolsonaro planejava disputar as eleições presidenciais, Michelle pensou que o marido estava “maluco”, mas não se opôs. “Se ele quer, vou apoiá-lo. Agora tá nas mãos de Deus. Estou bem confiante, e o que Deus tiver para nós vai ser uma bênção”, afirmou em entrevista ao Jornal Nacional, na última semana de campanha, quando as pesquisas apontavam que o candidato do PSL seguia na frente, mas com uma diferença menor em relação ao rival Fernando Haddad (PT). Na reta final, aliás, a primeira dama resolveu abrir mão da estratégia que adotou durante todo o primeiro turno e apareceu pela primeira vez na propaganda eleitoral de Bolsonaro para a televisão. A três dias do segundo turno, participou de um programa dedicado à comunidade surda, pela qual desenvolve trabalhos sociais. Sem nenhum tipo de deficiência, Michelle decidiu aprender a Língua Brasileira de Sinais (Libras) para conseguir se comunicar com um tio surdo. “Ele que plantou essa sementinha”, contou na propaganda eleitoral gratuita. 

Com o marido eleito presidente, Michelle espera seguir a tradição das primeiras-damas brasileiras. Em uma das raras entrevistas que deu à imprensa, manifestou o desejo de desenvolver “todos os trabalhos possíveis” na área de ação social, embora ainda não tenha detalhado como deverá ser essa atuação. “Eu já fazia isso antes de conhecê-lo, que é um chamado que eu tenho”, disse ao Jornal Nacional. Evangélica, a primeira-dama realiza trabalhos voluntários na igreja, principalmente de educação à comunidade surda. É com esse público, aliás, que costuma ter maior proximidade nos cultos de domingo da Igreja Batista Atitude, no Recreio (zona oeste do Rio), pra onde vai duas vezes por semana, sempre acompanhada de seguranças.

Como evangélica, Michelle Bolsonaro teve um papel fundamental na aproximação do marido —Jair Bolsonaro é católico— com sua religião. Começou a levá-lo como acompanhante em alguns cultos que frequentava desde o início do relacionamento, há 11 anos. Ali, Bolsonaro encontrou espaço para ampliar a pauta conservadora que defende, como por exemplo sua posição contra o aborto e o casamento entre homossexuais.

Terceira esposa de Jair Bolsonaro, Michelle conheceu o marido em 2007 nos corredores da Câmara Federal, onde trabalhava como secretária parlamentar. Bolsonaro, que estava no quinto mandato parlamentar, a convidou para trabalhar no seu gabinete poucos meses depois. No período de um ano e dois meses em que trabalhou ali, Michelle teve o salário triplicado, mas foi exonerada em 2008, quando o Supremo Tribunal Federal proibiu o nepotismo nos Três Poderes. “A demissão foi pra evitar uma acusação de nepotismo. Mesmo ela tendo o direito de permanecer porque já era empregada quando me casei com ela”, explicou Bolsonaro durante a convenção do PSL. Os dois se casaram em 2007, mas a cerimônia religiosa aconteceu seis anos depois, numa mansão de festas que tem vista do Rio de Janeiro até Teresópolis.

Fora da política, Michelle se dedicou aos trabalhos voluntários da igreja. Durante a campanha, quase não foi a eventos políticos com Bolsonaro nem se tornou famosa na sombra do marido. Nem mesmo quando ele esteve internado no Hospital Albert Einstein, depois de ter sofrido uma tentativa de assassinato em um evento de campanha em Juiz de Fora (MG). Diferente do candidato, que costuma se comunicar com o eleitorado nas redes sociais, Michelle decidiu fechar suas contas nas redes sociais neste ano, quando passou a ficar mais conhecida e buscada por jornalistas em razão da candidatura do marido.

Mesmo assim, teve uma atuação na campanha, especialmente na tentativa de afastar do marido as pechas de racista e xenófobo. Em entrevista ao programa Pânico no início de outubro, Jair Bolsonaro afirmou que a esposa é filha de um nordestino negro. “O meu sogro é o Paulo Negão, de Crateús, no Ceará. A minha filha [Laura] tem sangue de cabra da peste correndo em suas veias”, afirmou.

“Mulher nova, bonita e carinhosa”, Amelinha: por falar em capitães, a canção imortal de Zé Ramalho,  da trilha sonora de “Lampião”, série marcante da TV Globo nos anos 70, para assinalar no BP o último dia deste outubro histórico de mudança no Brasil.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do Jornal do Brasil

Os ministérios da Agricultura e Meio Ambiente serão fundidos no governo do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), assim como as pastas da Fazenda, do Planejamento e da Indústria e Comércio – formando este último o superministério da Economia. A decisão foi anunciada nesta terça-feira (30), após reunião na casa do empresário Paulo Marinho, no Rio de Janeiro.

O coordenador de economia da campanha de Bolsonaro, Paulo Guedes, apontado como futuro ministro da Economia, confirmou a criação do superministério, enquanto o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), indicado para Casa Civil, reiterou sobre a fusão do Meio Ambiente com a Agricultura.

Macaque in the trees
Paulo Guedes (Foto: Mauro Pimentel / AFP)

Guedes e Onyx conversaram com os jornalistas após reunião, onde trataram sobre a formatação do governo e o início dos trabalhos da transição. Na quarta-feira (31) Onyx deverá ir a Brasília para se reunir com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, que coordena a equipe de transição do governo Temer.

Redução de ministérios

Onyx afirmou que o objetivo é reduzir de 29 ministério para 15 ou 16. Guedes acrescentou que a junção das pastas é importante para dar agilidade às decisões.

“Nós vamos salvar a indústria brasileira. Está havendo uma desindustrialização há mais de 30 anos. Nós vamos salvar a indústria brasileira, apesar dos industriais brasileiros”, disse Guedes.

Guedes disse que o governo pretende simplificar e reduzir drasticamente o número de impostos. “Será uma abertura gradual. E a razão do Ministério da Indústria e Comércio estar próximo da Economia é para justamente existir uma mesma orientação econômica em tudo isso. Não adianta a turma da Receita ir baixando os impostos devagar e a turma do Ministério da Indústria e Comércio abrir muito rápido. Isso tudo tem que ser sincronizado, com uma orientação única.”

Previdência

Ambos confirmaram também que o próprio presidente eleito que vai conduzir a discussão sobre a reforma da Previdência. “A reforma da Previdência, quem comanda essa decisão é o presidente. O professor Paulo Guedes e toda equipe estão conversando com o presidente, que vai nos sinalizar”, disse Onyx.

Na última segunda-feira (29) Bolsonaro, em entrevistas a emissoras de televisão, afirmou que pretende vir a Brasília na próxima semana quando se reunirá com o presidente Michel Temer e também pretende agilizar o debate sobre a reforma da Previdência.

Para Guedes, quanto mais rápido o processo avançar, melhor. “Do ponto de vista econômico, quanto mais rápido melhor. Nós estamos atrasados, essa reforma podia ter sido feita lá atrás. Agora, existe um cálculo político”, observou.

Em seguida, o futuro ministro da Economia acrescentou: “Acho que, na parte econômica, nós devemos avançar o mais rápido possível. O nosso Onyx, corretamente, não quer que uma vitória nas urnas se transforme em uma confusão no Congresso”.

Do Jornal do Brasil

Convite de Bolsonaro será objeto de ‘discussão e reflexão’, diz Moro

O juiz federal Sérgio Moro, da Operação Lava Jato, sinalizou nesta terça-feira, 30, ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), sobre eventual convite para chefiar o Ministério da Justiça ou para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF). Em nota oficial, o magistrado declarou que “caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão”.

“Sobre a menção pública pelo sr. presidente eleito ao meu nome para compor o Supremo Tribunal Federal quando houver vaga ou para ser indicado para Ministro da Justiça em sua gestão, apenas tenho a dizer publicamente que fico honrado com a lembrança. Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão”, afirmou Moro.

Macaque in the trees
Sérgio Moro (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil )

A interlocutores próximos, Moro tem dito que se, de fato, for convidado para o Ministério da Justiça, vai inicialmente conversar com Bolsonaro para identificar “convergências importantes” e “divergências irrelevantes”.

O juiz da Lava Jato acredita que no Ministério da Justiça poderia adotar “boas iniciativas”. Depois, eventualmente, seguiria para o Supremo, quando surgisse uma vaga na Corte máxima.

Nesta segunda-feira, 29, em entrevistas concedidas ao SBT e ao Jornal Nacional, da TV Globo, Bolsonaro afirmou que pretende convidar Moro para a pasta da Justiça em seu futuro governo ou ainda para ocupar uma vaga no Supremo.

“Pretendo conversar com ele (Moro) para ver se há interesse da parte dele”, disse Bolsonaro em entrevista ao SBT. “Se eu tivesse falado isso antes (na campanha) soaria como oportunismo.”

Ao Jornal Nacional, o presidente eleito disse que Moro é um “grande símbolo” da luta contra a corrupção. “Poderia ser ministro da Justiça ou, abrindo uma vaga no STF, (escolher) a que achar que melhor poderia contribuir para o Brasil”. Aliados de Bolsonaro já haviam dito que Moro era cotado para ocupar futura vaga no STF. Esta é a primeira vez que o nome do juiz federal é citado como possível ministro.

Aliados de Bolsonaro dizem que a indicação de Moro para o Ministério da Justiça seria um atalho necessário para ele chegar ao Supremo. Um juiz de primeiro grau nunca foi alçado diretamente a ministro da Corte.

Esses interlocutores citam como exemplo o ministro Alexandre de Moraes. Antes de assumir a Corte, o advogado foi ministro da Justiça no governo Temer e Secretário de Justiça de São Paulo. O ministro Dias Toffoli, atual presidente do Supremo, também passou por um cargo relevante antes de ser indicado para a Corte. Toffoli foi Advogado-Geral da União, assim como o ministro Gilmar Mendes.

Confira a nota de Moro:

“Nota oficial

Sobre a menção pública pelo Sr. Presidente eleito ao meu nome para compor o Supremo Tribunal Federal quando houver vaga ou para ser indicado para Ministro da Justiça em sua gestão, apenas tenho a dizer publicamente que fico honrado com a lembrança. Caso efetivado oportunamente o convite, será objeto de ponderada discussão e reflexão. Curitiba, 30 de outubro de 2018.

Sergio Fernando Moro, Juiz Federal”

out
31
Posted on 31-10-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 31-10-2018


 

Laílson, no portal

 

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31
Santiago

O presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro – admirador declarado de Augusto Pinochet – terá Paulo Guedes como um superministro da Economia. Guedes anunciou nesta terça-feira, 30, que sua pasta será uma fusão dos ministérios da Fazenda, do Planejamento e da Indústria e Comércio Exterior. Trata-se de um velho conhecido dos economistas chilenos que impulsionaram o programa econômico ultraliberal na ditadura (1973-1990). Em seus estudos de pós-graduação na Universidade de Chicago, onde o homem-forte era Milton Friedman, pai intelectual dos Chicago Boys, Guedes estreitou laços com vários estudantes chilenos que depois viriam a ter papéis relevantes no regime militar.

Paulo Guedes fala com jornalistas antes de uma reunião com o presidente-eleito Jair Bolsonaro, no Rio
Paulo Guedes fala com jornalistas antes de uma reunião com o presidente-eleito Jair Bolsonaro, no Rio Reuters

Um deles foi Jorge Selume Zaror, ex-diretor de Orçamento do regime de Pinochet, que começo da década de oitenta comandou a Faculdade de Economia e Negócios da Universidade do Chile, a instituição acadêmica pública mais antiga e importante do país. Foi a convite dele que Guedes aterrissou nesse centro de estudos para trabalhar como pesquisador e acadêmico, assim como fizeram na mesma época Robert Mundell e Edmund Phelps – conforme informou a revista chilena Capital –, que receberam o Nobel de Economia em 1999 e 2006, respectivamente.

“Entendo que esteve por aqui, na Universidade do Chile. Não sei se foi durante anos ou um trimestre”, disse, ao jornal chileno La Tercera, Rolf Luders, da primeira geração dos Chicago boys, um de seus principais expoentes, ministro da Fazenda e da Economia, Fomento e Reconstrução entre 1982 e 1983. Em setembro passado, o economista Ricardo Paredes escreveu no Twitter: “Economista-chefe de Bolsonaro, Paulo Guedes, é PhD de Chicago e trabalhou no Departamento de Economia da Universidade do Chile por volta do começo dos anos oitenta. Recordo-o como un capo [um craque], embora assim como Bolsonaro seja aterrorizante”.

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PARA ALÉM DA DIALÉTICA DA MESMICE

Antonio Risério

“Temos hoje um novo quadro – um novo campo de jogo e de forças – no horizonte da vida política brasileira.

Não tenho maiores dúvidas de que vamos caminhar (e já começam a aparecer os primeiros sinais disso) para uma acomodação geral nos amplos espaços da democracia. Os mais extremistas e incendiários – sectarismos infantis à esquerda e à direita – irão espernear. Tudo bem, desde que jamais ultrapassem signos e marcos da constitucionalidade.

Como sublinha o cientista político Paulo Fábio Dantas Neto,vamos respeitar sem meias palavras a vontade da maioria – para poder dizer, a esta mesma maioria, que ela decidiu sobre os poderes Executivo e Legislativo, igualmente legítimos. Mas que nem ela, maioria, nem os poderes do governo são soberanos. O soberano somos nós. Todos nós. Juntos: na diversidade, no dissenso, no respeito às regras do jogo.

É aqui que se desenha um novo projeto. Temos de construir uma oposição real e profunda ao futuro governo, sem a cretinice da negação de tudo a qualquer custo. E deixando para trás os extremos que polarizaram tão agressiva e rasteiramente o processo eleitoral. Deixar para trás esses extremos que, na verdade, são o espelho um do outro. Vale dizer, segundo a expressão do sociólogo José de Souza Martins: temos de entrar em campo para superar a “dialética da mesmice”.

E não temos tempo a perder. Tudo terá de ser antecipado. Não haverá hora do recreio, tempo para férias ou feriados. Reformas constitucionais estão aí à nossa frente. É preciso começar já. Uma nova oposição terá de dar sinal de vida logo. E terá de dizer – com clareza – a que veio. Vamos então colocar nossas fichas. Mobilizar nossas melhores e mais fortes energias.

O que se coloca para nós agora, portanto, é a construção imediata – a tessitura cuidadosa, mas rápida – de um movimento (quem sabe, um partido) de centro-esquerda novo e contemporâneo. Um movimento verdadeiramente centrado no campo da socialdemocracia. Um movimento democrático ecossocial: no Congresso, na mídia, nas redes, no dia a dia de todos.

Ou, para falar em termos ainda bem gerais, um movimento de oposição essencial e convictamente democrático, que defenda ideias liberais em economia (mas apontando para uma reinvenção do mercado), que se mostre firme na defesa dos direitos civis, com empenho total na dimensão ecológica de nossa existência e consciente da necessidade de reduzir a desigualdade social através principalmente do ensino básico gratuito de qualidade (a única forma de assegurar igualdade de oportunidades a todos) e de uma rede de proteção aos miseráveis e idosos.

A fusão de PPS, Rede e PV (na linha do que tem falado um Eduardo Jorge) pode vir a ser um passo primeiro e fundamental. Mas é preciso trazer para este campo magnético os focos genuínos da socialdemocracia que ainda resistem (minoritários) no PSB e no PSDB. Tentar trazer também, para este processo construtivo, os raros verdadeiros democratas que insistem em tentar sobreviver no MDB. E em outros movimentos e instâncias da sociedade.

O que significa que estamos prontos para o diálogo fecundo com – e estendemos as mãos ao – centro político, espaço fundamental da práxis política brasileira onde, como bem lembrou Luiz Werneck Vianna, vicejaram as figuras de Juscelino Kubitschek e João Goulart, personalidades hoje históricas de nossa peripécia democrática.

Ou seja: devemos nos sentir nacionalmente convocados, sem demora, para a instauração de um “modus vivendi” convivial, contribuindo para pacificar o ambiente político nacional – e para apagar de uma vez por todas a perversão maniqueísta do “nós x eles”, verdadeira “herança maldita” do lulopetismo.

Por isso mesmo, a exceção aqui é o PT. Sabemos que o partido caminha progressivamente para sua falência final, mas não somos dos que pregam o seu fim. Longe disso. O que afirmamos é que um partido autoritário, corrupto e destrutivo, prostrado aos pés de um autoungido “salvador da pátria”, tem de ser destronado – derrotado em sua arrogância, em sua pretensão hegemônica no campo democrático, mesmo porque, muitas vezes, PT e democracia são uma contradição em termos.

Além disso, historicamente, o PT nunca foi partido de aceitar projetos conjuntos, capazes de aglutinar uma oposição responsável. Hoje, derrotado nas urnas, ressentido, virá ainda mais raivoso e sectário. Logo, não há como ter, entre nós, um partido que só pensa em subjugar todos aos seus desígnios tantas vezes desastrosos. Um partido que agora, com sua sede patológica de poder, vai procurar briga o tempo todo, num confronto sistemático desde o primeiro dia do novo governo. Um partido que quer a desgraça do Brasil nos próximos quatro anos, numa luta desesperada para tentar conseguir voltar ao Planalto em 2022. E isso, decididamente, é de uma insensatez absoluta.

O que desejamos – e começamos a batalhar desde já para trazer da luz do sonho para a luz do sol – é uma nova disposição política, um novo ânimo democrático. É que passos, gestos e discursos, configurando um movimento de oposição, talvez também prefigure uma nova agremiação partidária, que aceite natural e tranquilamente a diversidade e a divergência.

Com isso, podemos visar uma estrela de três pontas. Numa delas, a configuração de uma oposição clara e consistente (vale dizer, privilegiando ideias/projetos e não vociferações populistas) ao governo recém-eleito. Em outra, a quebra da guia (como se diz no candomblé) do PT, detonando seu projeto de ser o centro hegemônico/ditatorial da esquerda. E ainda em outra, “last but not least”, a construção de uma alternativa de poder, no caminho do aprofundamento da democracia política e social no Brasil.”

Tudo isso chega a ser demasiado óbvio. Novo, em nossa atual conjuntura ou momento histórico-político, será dar esse passo urgente e necessário ao viver democrático nacional brasileiro.

Passarinho”, com o saudoso Chico Feitosa, para voar no tempo que passou!

Bom Dia, Brasil!

(Gilson Nogueira)

Presidente eleito, Jair Bolsonaro é entrevistado no JN

Presidente eleito, Jair Bolsonaro é entrevistado no JN

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou na noite desta segunda-feira (29), em entrevista ao vivo ao Jornal Nacional, que convidará o juiz federal Sérgio Moro para ser o futuro ministro da Justiça ou então o indicará para uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal.

“Pretendo convidá-lo para o Ministério da Justiça ou – seria no futuro – abrindo uma vaga no Supremo Tribunal Federal, na qual melhor ele achasse que poderia trabalhar para o Brasil”, afirmou Bolsonaro.

Na entrevista, além da questão sobre Sérgio Moro, o presidente eleito respondeu a perguntas sobre outros cinco temas:

Leia abaixo a transcrição da entrevista.

William Bonner – Nesta edição especial do Jornal Nacional, nós temos a presença do 38º presidente da República Federativa do Brasil, Jair Messias Bolsonaro. Presidente, muito boa noite.

Jair Bolsonaro – Boa noite, Bonner, boa noite, Renata.

William Bonner – Primeiro, parabéns por essa vitória ampla nas urnas. Muito obrigado desde já por abrir as portas da sua casa para o Jornal Nacional nesta noite tão especial de um dia que certamente foi muito atribulado para o senhor. Nós já sabemos que, em primeiro lugar, o senhor deseja agradecer os eleitores brasileiros. E é muito justo. Por favor.

Jair Bolsonaro – Quero agradecer a todos que votaram em mim pelo apoio confiança, agradecer pelas orações. Afinal de contas, ao longo de quatro anos, não só na pré-campanha, mas na campanha, tivemos uma bandeira baseada na passagem João 8:32 e está na hora de o Brasil conviver com a verdade. Agradeço os que confiaram no meu nome nas urnas.

Constituição

William Bonner – Presidente, nesses poucos minutos, nós queremos aproveitar aqui a sua disposição para acalmar os ânimos que andaram tão acirrados ao longo dessa campanha. No primeiro dia depois do segundo turno, o senhor disse aqui, no Jornal Nacional, que será um escravo da Constituição de 1988. No último sábado, agora, na sua última aparição nas redes sociais antes da eleição, o senhor estava com um exemplar da Constituição nas mãos e reiterou que todas as suas ações seguirão os postulados da Constituição. No seu discurso da vitória de ontem, o senhor disse que vai defender as liberdades e vai defender a democracia. Diante disso tudo, o que é que o senhor diria àqueles que ainda insistem em dizer que a sua eleição é um risco para a democracia?

Jair Bolsonaro – Primeiro, dizer-lhes que as eleições acabaram. Chega de mentira. Chega de fake news. Realmente agora estamos em uma outra época. Eu quero governar para todos, como você bem disse, no Brasil. Não apenas para os que votaram em mim. Temos uma Constituição que tem que ser, realmente, a nossa bíblia aqui na terra. Respeitá-la, porque só dessa maneira podemos conviver em harmonia.

Preconceito e violência

Renata Vasconcellos – Durante a campanha, o senhor já teve a oportunidade de se desculpar por palavras mais fortes que usou em sua pregação sobre um projeto polêmico de educação sexual nas escolas. Chegou até a pedir desculpas aqui no JN por ter se excedido no calor das discussões. Em outra ocasião, disse enfaticamente não ter nada contra os gays. Depois, disse que vai lutar contra aqueles que querem dividir o Brasil entre homos e héteros, entre brancos e negros, entre sulistas e nordestinos. Há relatos concretos sobre pessoas que têm agredido gays – verbalmente e fisicamente. Na campanha, o senhor repudiou o voto dos que usam a violência. Como presidente eleito, o que o senhor diria para aqueles que ousem ser preconceituosos e agressivos contra outro ser humano apenas por serem gays?

Jair Bolsonaro – A agressão contra os semelhantes tem que ser punida na forma da lei e se for por um motivo como esse tem que ter pena agravada. Deixo bem claro: ganhei rótulo por muito tempo de homofóbico. Na verdade, fui contra a um kit feito pelo então ministro da Educação, Haddad, que de 2009 para 2010, onde chegaria nas escolas um conjunto de livros e cartazes e filmes onde passaram crianças se acariciando e meninos se beijando. Não poderia concordar com isso. A forma como ataquei essa questão é que foi um tanto quanto agressiva porque achava que o momento merecia isso. Tivemos em parte sucesso porque no ano seguinte a presidente Dilma, depois de ouvir as bancadas evangélica e católica, resolveu recolher o material. Mas o rótulo ficou em cima de mim. Isso tudo aconteceu por causa do 9º seminário LGBT infantil na Comissão de Direitos Humanos da Câmara onde presente estava o secretário de Alfabetização, André Lazaro. E os senhores podem pegar as imagens no YouTube onde ele dizia que passou discutindo até onde a língua da menina entraria na boca da outra. A essa agressão contra a família e contra a inocência das crianças em sala de aula resultou na minha forma um tanto quanto violenta, concordo, para tentar demover o ministério dessas cartilhas, filmes e cartazes.

Liberdade de imprensa

William Bonner – Presidente, o senhor sempre se declara, enfaticamente, aliás, um defensor da liberdade de imprensa. Mas, em alguns momentos da campanha, o senhor chegou a desejar que um jornal deixasse de existir. É indiscutível que a imprensa não é imune a erros e nem a críticas e isso vale para qualquer órgão da imprensa profissional. Mas também é fato que a imprensa livre é um pilar da democracia. Como presidente eleito, o senhor vai continuar defendendo a liberdade da imprensa e a liberdade do cidadão de escolher o que ele quiser ler, e o que ele quiser ver e ouvir?

Jair Bolsonaro – Totalmente favorável à liberdade de imprensa. Temos a questão da propaganda oficial do governo que é uma outra coisa. Mas aproveito o momento para que nós realmente venhamos fazer justiça aqui no Brasil. Tem uma senhora de nome Valderice, minha funcionária, que trabalhava na vila histórica de Mambucaba, e tinha uma lojinha de açaí. O jornal “Folha de S.Paulo” foi lá nesse dia 10 de janeiro e fez uma matéria e a rotulou de forma injusta como fantasma. É uma senhora, mulher, negra e pobre. Só que nesse dia 10 de janeiro, segundo boletim administrativo da Câmara de 19 de dezembro, ela estava de férias. Então, ações como essa, por parte de uma imprensa, que mesmo a gente mostrando a injustiça que cometeu com uma senhora, ao não voltar atrás, logicamente que eu não posso considerar essa imprensa digna. Não quero que ela acabe. Mas, no que depender de mim, da propaganda oficial do governo, imprensa que se comportar dessa maneira, mentindo descaradamente, não terá apoio do governo federal.

William Bonner – Então o senhor não quer que esse jornal acabe. O senhor está deixando isso claro agora.

Jair Bolsonaro – Por si só, esse jornal se acabou. Não tem prestígio mais nenhum. Quase todas as fake news que se voltaram contra mim partiram da “Folha de S.Paulo”, inclusive a última matéria, onde eu teria contratado, né, empresas fora do Brasil, via empresários aqui para espalhar mentiras sobre o PT. Uma grande mentira, mais uma fake news do jornal “Folha de S.Paulo”, lamentavelmente.

William Bonner – Presidente, me permita, como editor-chefe do Jornal Nacional, eu tenho um testemunho a fazer. Às vezes, eu mesmo achei que críticas que o jornal “Folha de S.Paulo” tenha feito ao Jornal Nacional me pareceram injustas. Isso aconteceu algumas vezes. Mas, para ser justo, do lado de cá, eu preciso dizer que o jornal sempre nos abriu a possibilidade de apresentar a nossa discordância, de apresentar os nossos argumentos, aquilo que nós entendíamos ser a verdade. A “Folha” é um jornal sério. É um jornal que cumpre um papel importantíssimo na democracia brasileira. É um papel que a imprensa profissional brasileira desempenha, e a “Folha” faz parte desse grupo da imprensa profissional brasileira. Mas a gente pode seguir adiante com a próxima pergunta da Renata, por favor.

‘Marginais vermelhos’

Renata Vasconcellos – No discurso em que o senhor fez esta mesma afirmação sobre a imprensa, o senhor disse que os “marginais vermelhos” serão “banidos da nossa pátria”. O que o senhor quis dizer com isso?

Jair Bolsonaro – Foi um discurso inflamado, com a Avenida Paulista cheia e logicamente estava me referindo à cúpula do PT e à cúpula do PSOL. O próprio Boulos havia dito que invadiria minha casa na Barra da Tijuca por não ser produtiva. Vimos o candidato do PT derrotado em vídeo dizendo que a crise no Brasil só acabaria quando Lula fosse eleito presidente. Então, foi um momento de desabafo e em um discurso acalorado, mas não ofendi a honra de ninguém. No Brasil de Jair Bolsonaro, quem desrespeitar a lei sentirá o peso da mesma contra sua pessoa”.

Conciliação

William Bonner – Presidente, essa campanha foi muito polarizada, todo mundo sabe, todo mundo notou, às vezes até dentro de famílias houve brigas. O senhor certamente tem conhecimento disso. Ontem, em seu discurso, o senhor, muito corretamente, disse que será o presidente de todos os brasileiros. Para conseguir seu objetivo de conciliação nacional, respeitadas as diferenças de ideias, o que o senhor poderia dizer agora, neste momento, aqui no JN, para os que não votaram no senhor?

Jair Bolsonaro – Quero dizer a todos vocês que não votaram em mim que nós estamos no mesmo barco. Se o Brasil não sair dessa crise ética, moral e econômica, todos nós sofreremos as consequências do que se aproxima no futuro. Nós queremos é juntos, juntos com vocês, afinal de contas, nós temos tudo, tudo para ser uma grande nação. O que está faltando é a união de todos, evitar as divisões. Essas divisões apareceram no governo anterior, nordestinos-sulistas, brancos e negros, ricos e pobres, homos e héteros, isso nós vamos evitar. Vamos tratar todos iguais. E eu apelo àqueles que não votaram em mim. Nos dê a oportunidade agora de mostrar que, realmente, nós podemos fazer uma política de modo de que a felicidade se faça presente em nosso meio no futuro.

Sérgio Moro

Renata Vasconcellos – Uma última pergunta. O senhor disse há pouco à Record e ao SBT que pensa em convidar o juiz Sérgio Moro ou para o Ministério da Justiça ou para o Supremo Tribunal Federal. Qual dessas duas funções o senhor prefere para ele?

Jair Bolsonaro – O juiz Sérgio Moro é um símbolo aqui no Brasil. Eu costumo dizer que é um homem que perdeu sua liberdade no combate à corrupção. Ele não pode mais ir à padaria sozinho ou ir passear com a família no shopping sem ter aparato de segurança ao lado. É um homem que tem que ter o trabalho reconhecido. Pretendo conversar com ele brevemente, e já foi feita a sinalização positiva. Pretendo convidá-lo para o Ministério da Justiça ou – seria no futuro – abrindo uma vaga no Supremo Tribunal Federal, na qual melhor ele achasse que poderia trabalhar para o Brasil. Um homem com passado exemplar no combate à corrupção e em qualquer uma das duas casas ele levaria avante sua proposta. A corrupção tem que ser banida do Brasil, ninguém suporta mais conviver com essa prática tão nefasta.

Outras entrevistas

Além da entrevista à TV Globo, Bolsonaro também falou na noite desta segunda-feira ao SBT, à Rede TV, à Band e à TV Record.

PREVIDÊNCIA – Bolsonaro afirmou que pretende ir a Brasília na semana que vem para, junto com Michel Temer, tentar aprovar parte da reforma da Previdência que está atualmente parada no Congresso Nacional.

“A nossa reforma é um pouco diferente da do Temer, mas nós vamos procurar o governo e procurar salvar alguma coisa dessa reforma […] Nós temos que ver o que pode ser aprovado, o que passa pela Câmara e pelo Senado. Agora, nós não podemos é não aprovar nada no corrente ano. Ela é bem-vinda e será feita do que depender de nós com muito critério e com muita responsabilidade”, afirmou Bolsonaro em entrevista ao SBT.

À Record, o futuro presidente disse que, junto com Temer, irá tratar da reforma da Previdência e também de formas para evitar que novas “pautas-bomba” entrem em votação no Congresso.

“Nós estamos com déficit monstruoso e não podemos aumentar esse déficit, ainda mais para a partir do ano que vem, sob o risco do Brasil entrar em colapso”, afirmou.

Atualmente, há um projeto de reforma da Previdência apresentado pelo governo de Temer na forma de emenda à Constituição à espera para ser votado na Câmara.

A proposta está parada desde fevereiro, quando foi decretada intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro. Durante os períodos de intervenção, não podem ser feitas alterações na Constituição – e a do Rio está prevista para terminar em 31 de dezembro.

Em entrevista à CBN, também nesta segunda-feira, o futuro ministro da Casa Civil, deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), deu um panorama diferente do apresentado por Bolsonaro sobre a reforma de Temer – que chamou de “remendo”, que “não duraria nem cinco anos”.

“Quanto à questão da Reforma da Previdência, eu defendo, mas, aí é uma questão de uma leitura que tenho e que ainda está em processamento, eu defendo que se faça de uma única vez, lá quando ele [Bolsonaro] já for o presidente, e algo proposto para que dure 30 anos”, afirmou.

Em outra entrevista também nesta manhã, à Rádio Gaúcha, Onyx afirmou que a “tendência” é que o governo de Bolsonaro encaminhe um novo projeto de reforma da Previdência em 2019, após a posse do presidente eleito.

CONGRESSO – Bolsonaro disse ainda, na entrevista à Record, que “pela governabilidade” seria bom “diversificar” os cargos da Mesa Diretora da Câmara e que não pretende que o PSL fique com a presidência da Casa.

“O que eu tenho falado para a minha bancada é que eu gostaria que nós não lutássemos pela presidência da Câmara, oferecessemos para algum outro partido ali. Não tem mais partido grande no momento, né, e assim fosse a distribuição dos demais cargos da Mesa Diretora. Seria um início, um gesto de humildade da nossa parte que nós queremos que todos participem do governo”, afirmou.

“O que eu entendo é que, pela minha experiência de Parlamento, as vagas da Mesa devem ser ocupadas por quem já tem um mandato. Meu partido, se eu não me engano, 52, são 46 novos. Não deixam de ser pessoas competentes, mas eles têm que entender que, pela governabilidade, seria bom nós diversificarmos os cargos da Mesa Diretora”, disse.

ARMAS – O futuro presidente afirmou ainda que quer diminuir a idade para posse de arma de 25 para 21 anos e tornar a posse definitiva – atualmente precisa ser renovada periodicamente. Ele disse também que pretende flexibilizar o porte, que permite que pessoa possa levar a arma consigo, mas sem detalhar como.

“Nós queremos mexer na lei isso aí, e diminuir na lei de 25 para 21 anos de idade e, mais ainda, dar a posse definitiva para o cidadão, porque vira um IPVA das armas, não podemos criar mais um encargo para quem tem uma arma dentro da sua casa para defender a integridade da sua família. A posse de arma, mas o porte de arma de fogo tem que ser flexibilizado também”, afirmou à Record.

Para facilitar a posse, o futuro presidente citou a comprovação de “efetiva necessidade”, que atualmente é determinada pela Polícia Federal.

“[…] Um dos dispositivos lá do estatuto do desarmamento diz que você precisa comprovar a efetiva necessidade para comprar a arma de fogo e quem decide isso aí é a Polícia Federal, que é orientada pelo Ministério da Justiça e até mesmo pelo próprio Presidente da República. A orientação nossa é que a efetiva necessidade está comprovada pelo estado de violência em que vive o Brasil. Nós estamos em guerra, todo mundo diz isso aí, vocês mesmo da imprensa dizem isso aí”, afirmou.

O presidente eleito entende que, com a flexibilização do porte de armas, haverá redução da criminalidade.

“Fico pensando: por que o caminhoneiro não pode ter a posse da arma de fogo? Coloque uma situação do caminhoneiro que dormiu no posto e não tem mais o estepe no seu caminhão. Você casar isso com o excludente de ilicitude, e eu digo que é em defesa de vida própria e patrimônio próprio e terceiros, se alguém estiver furtando ou roubando seu estepe, ele vai dar um exemplo para a bandidagem que é o seguinte: ele atirou, elemento foi abatido em legítima defesa, ele vai responder mas não tem punição: vai diminuir a violência no Brasil com toda certeza”, afirmou.

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Posted on 30-10-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-10-2018

Do Jornal do Brasil

Jair Bolsonaro foi ao Twitter para agradecer Fernando Haddad pelo desejo de sucesso ao seu governo. No entanto, o presidente eleito aproveitou para dar uma alfinetada no petista, derrotado na corrida eleitoral.

“Senhor Fernando Haddad, obrigado pelas palavras! Realmente o Brasil merece o melhor”, tuítou Bolsonaro. 

O petista Fernando Haddad havia desejado mais cedo sucesso e boa sorte ao presidente eleito Jair Bolsonaro, que o derrotou nas eleições de domingo.

“Presidente Jair Bolsonaro. Desejo-lhe sucesso. Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós. Boa sorte!”, escreveu Haddad no Twitter.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro virá a Brasília nesta terça-feira na sua primeira viagem depois de ser eleito presidente (Foto: Arquivo/Tania Rêgo/Agência Brasil)

Em seu discurso na noite de domingo, Haddad se absteve de felicitar seu adversário, que o derrotou por uma margem de dez pontos (55% a 45%).

Ao reconhecer a derrota, pediu apenas respeito pelos 45 milhões de eleitores que o apoiaram e disse que a oposição ao futuro governo Bolsonaro será uma “tarefa enorme”.

Bolsonaro, do Partido Social Liberal (PSL), também não fez referência a Haddad em seus pronunciamentos após a vitória.

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