Mensagem da jornalista Aura Henrique, filha amada e dedicada de Luis Augusto Gomes, comunicando através da rede social Facebook, a morte de seu pai, na madrugada deste domingo . Bahia em Pauta está de luto , assim como o jornalismo da Bahia e do Brasil, pela perda de uma figura humana excepcional, e um dos profissionais mais brilhantes , generosos e presentes de sua geração. Saudades! Muitas Saudades!!!

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Aura Henrique:

Meu pai, nosso querido jornalista Luís Augusto de Almeida Gomes, descansou, às 4h, deste domingo (23/09/18).

Faltando nove dias para o aniversário de minha mãe, o grande amor de sua vida, chegou ao céu para organizar, assim acredito, uma grande festa ao lado dela. Algumas vezes, verbalizou que seu consolo era a certeza de que um dia a reencontraria, o que me leva a crer que está muito bem agora.

Estou triste por perdê-lo em matéria, mas sabemos que ele vinha sofrendo e não merecia isso.

Eu, Aura, e meu irmão, Peri, estamos tomando as providências para o sepultamento e informaremos tudo à família e amigos assim que tivermos tudo organizado

Obrigada a todos pelas orações e pelo carinho.

O sepultamento do nosso querido pai, Luís Augusto de Almeida Gomes, vai ser hoje, domingo (23/09), às 16h45, no cemitério Bosque da Paz.

End.: Av. Aliomar Baleeiro, 7370 – Nova Brasília, Salvador – BA, 41350-275.

Foto: banho de mangueira, dezembro de 2017, São Lourenço – MG – Sítio da Bomba da tia Marô

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O Facebook lembra, ao despertar, os meus 5 anos de amizade verdadeiramente especial com Ligia Aguiar. Meia década nesta rede social. Décadas de trajetória comum de lutas, afeto e admiração. Um bálsamo que conforta e ameniza a dor da perda neste domingo, 23 de setembro de 2018, do amigo, companheiro e irmão do peito, Luis Augusto Gomes, que partiu aos 65 anos.Transcendental exemplo de humanidade, caráter e inteligência pessoal e profissional.Lembro Naná , a amada cuja saudade Luis não suportou, abraço Aura e Peri, os filhos queridos dedicados, honrados e generosos. À imagem e semelhança do pai. Luto na família e no jornalismo da Bahia e do Brasil
Saúdo a amizade com Ligia. Choro e sorrio com a notícia da morte de Luis Augusto Gomes, porque é impossível lembrar dele com tristeza. Saudade eterna . ( Vitor Hugo Soares, em nome pessoal e de todos os que pensam e fazem o site blog Bahia em Pauta, onde durante anos, Luis Augusto semeeou inteligência e informações, reproduzidas de seu blog Por Escrito, através de inesquecíveis escritos  políticos e jornalísticos).

Do Jornal do Brasil

 

Coisas da Política

Tereza Cruvinel

A polarização que cega

A polarização chegou esta semana e assustou, embora fadada a acontecer quando fosse definido o substituto de Lula, o favorito barrado pela Justiça. Para o IBOPE, Bolsonaro chegou a 28% e Fernando Haddad firmou-se no segundo lugar com 17%. O petista cresceu menos, segundo o Datafolha, mas isso não conteve o pavor dos que consideram igualmente nefastas tanto a volta do PT como a vitória da extrema direita. Enquanto isso, Bolsonaro é que continua crescendo sem fazer campanha, e isso é que devia nos apavorar.

O ex-presidente Fernando Henrique esconjurou em carta pública o perigo de uma “vitória dos extremos” que, agravando a crise, faria o barco afundar. Trata-se de legítima preocupação, vinda do maior líder do PSDB. Do mundo acadêmico, interpretação mais precisa do drama brasileiro vem do professor de Harvard Steven Levitsky, autor do livro “Como as democracias morrem”: em artigo publicado ontem na Folha de S. Paulo ele diz que Bolsonaro é que ameaça a democracia brasileira. Não o PSDB, nem o PT, e todos sabemos porque.
Bolsonaro cresce num leito de hospital. A possibilidade de ele ganhar no primeiro turno existe, embora para isso ele tivesse que devorar os votos de todos os candidatos da centro-direita. Disputas entre extremos levam os eleitores, dos dois lados, a querer resolver a parada no primeiro turno. E, embora Haddad ainda possa crescer mais, convertendo votos de Lula ou conquistando eleitores, o tempo não o favorece neste jogo de antecipação.
O crescimento de Haddad, e sobretudo o disparo de 11 pontos revelado pelo IBOPE do dia 19, tirou de foco o avanço contínuo de Bolsonaro. Ontem nova pesquisa XP/IPESP confirmou sua marcha batida. Ele cresceu dois pontos, chegando a 28%. Na pesquisa espontânea, ganhou mais oito pontos percentuais, chegando a 24%. O petista cresceu 6 pontos na série, chegando a 16%. Outra pesquisa telefônica, feita pelo Instituto Brasilis para a Genial Investimentos, concluiu que, se a eleição fosse hoje, Bolsonaro teria 30% dos votos, contra 17% de Haddad. Ciro e Alckmin teriam ficado bem para trás, com 7%.
Regionalmente Bolsonaro só não lidera no Nordeste, onde empata com Ciro em 17%,contra 26% de Haddad, segundo o Datafolha. Na próxima semana seus filhos e uma caravana farão um giro pela região para pescar votos lulistas. De modo que a ofensiva, neste momento é de Bolsonaro, mas o crescimento do petista é que parece ter incomodado o centro representado por Fernando Henrique. Quando prega a união do centro, ele busca em verdade quem possa ultrapassar o petista e derrotar o capitão da extrema direita no segundo turno. Mas falta, no centro, quem tenha músculos para tanto.

Regras violadas
Volto, pois, ao artigo de Levitsky, “A erosão das normas democráticas”. Diz ele que uma boa constituição não basta para que a democracia vá bem. É preciso também que uma sociedade observe regras não-escritas, destacando duas. Uma, a tolerância mútua. Reconhecer o adversário como legítimo competidor, não como inimigo, respeitando sua vitória quando ele ganha. Outra, a indulgência, que significaria não fazer uso pleno do poder, e mesmo do “jogo duro” constitucional, de todo o rigor da lei, para esmagar o adversário. Ele acha que no Brasil estas regras não foram observadas nos últimos anos, e deu nisso.
Para quem não leu, conclui ele: “A polarização nublou as percepções. Nem o PSDB nem o PT são uma ameaça à democracia. Os dois partidos deveriam ser rivais acalorados, mas não inimigos temidos. A verdadeira ameaça é Bolsonaro, e a tentação de apoiá-lo, gerada pelo medo. A centro-direita e a centro-esquerda do Brasil precisam perceber a gravidade da situação, antes que seja tarde.”
Afinal, quem mais cultua a ditadura e a tortura, já deu tantas demonstrações de autoritarismo, homofobia, misoginia e racismo, e ainda embala uma agenda tributária não revelada aos eleitores?

“Printemps à Rio”, Charles Trenet: Belíssima e ardente homenagem  ao Rio  de Janeiro, do notável representante da canção francesa no mundo.Em nome do Rio, da Bahia e di Brasil,  merci Charles Trenet.

BOM DOMINGO DE PRIMAVERA!

(Vitor Hugo Soares)

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Campanha de Fernando Haddad (PT) celebra resultado de pesquisa Ibope no Facebook. Reprodução Campanha Fernando Haddad

Se você é eleitor do deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) provavelmente gostou da última pesquisa BTG/FSB, que indicou 30% de intenção de voto para o capitão reformado do Exército. Foi o maior índice atingido por ele na segunda semana de setembro em qualquer das medições que alimentam o noticiário eleitoral quase que diariamente. Já os eleitores petistas puderam celebrar os 22% do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) na única pesquisa Vox Populi/CUT desta campanha, que o mostrou à frente até de Bolsonaro. O candidato do PSL, líder nas pesquisas de institutos mais tradicionais, como Ibope e Datafolha, aparecia com apenas 18% no levantamento do Vox Populi, que justificou a disparidade entre seus números para os das outras pesquisas por ter associado o nome de Haddad ao do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Diante das diferenças, qual dado estaria certo?

Segundo o presidente da Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), Duilio Novaes, todos. “Os levantamentos são feitos com diversos tipos de metodologia, e os resultados que a gente tem visto estão todos alinhados, não tem nada muito discrepante”, diz Novaes. A Abep tem um conselho de regulamentação com a prerrogativa de questionar como foram feitas as pesquisas e avaliar se foram bem conduzidas. Isso acontece sempre que alguma queixa é apresentada, mas o presidente da associação diz que isso é “bem raro”.

Segundo o estatístico Paulo Guimarães, que trabalha em 13 Estados na eleição deste ano, o eleitor está mais exposto aos levantamentos nestas eleições. Além de Ibope, Datafolha, MDA e Vox Populi, a corrida eleitoral vem sendo abastecida por institutos como FSB, Ipespe, Paraná Pesquisas, DataPoder360 e Brasilis —desses, apenas DataPoder360 e Ipespe não fazem parte da Abep. Parte deles é contratada por instituições financeiras, cujas pesquisas causam oscilações na Bolsa de Valores de São Paulo e no valor do dólar quase que diariamente. Questionadas sobre o interesse de acompanhar as tendências eleitorais, BTG e XP Investimentos, que contratam pesquisas da FSB e do Ipespe, preferiram não comentar.

“Há quatro anos, tenho a impressão de que se a divulgação de pesquisas fosse como hoje, o Aécio [Neves] não chegaria onde chegou”, diz o estatístico. Em 2014, o senador tucano chegou a ser dado como carta fora do baralho durante a campanha, por aparecer empacado em terceiro lugar com 15% de intenções de voto, mas ultrapassou Marina Silva (então no PSB, hoje na Rede) na reta final do primeiro turno. Guimarães, que acompanhava de perto a campanha de Aécio e hoje presta consultoria para candidatos como Alckmin e o governador da Bahia, Rui Costa (PT), diz que as pesquisas têm o poder de reforçar as tendências que expõem. “Hoje, como se faz muita pesquisa aberta, [os eleitores dizem] ‘vou votar em fulano porque o outro não tem chance’. Sempre tivemos essas respostas, mas nunca em um grau tão elevado quanto agora”, diz, em referência aos grupos controle de eleitores que coordena.

Por conta da grande polarização que se estabeleceu entre os eleitorados anti-PT e anti-Bolsonaro, os institutos passaram a medir a possibilidade desse voto útil. Segundo o Ibope, 32% dos eleitores admitem grande chance de não votar em seu candidato de preferência para evitar a eleição daquele que consideram o pior presidenciável possível —outros 18% dizem que há possibilidade “média” de votar dessa forma. Quando questionados sobre se deixariam de votar no candidato de preferência para tentar eleger alguém com mais chances de vitória, 6% disseram que a possibilidade de fazê-lo é “muito alta” e 10% responderam que é “alta”. As chances de vitória costumam ser medidas a partir das pesquisas de intenção de voto, que apresentam ainda os cenários de favoritismo para o segundo turno.

Por isso, o assunto se tornou tão sensível e alvo de questionamentos. Nesta sexta-feira, Ciro Gomes, do PDT, levantou dúvidas sobre os institutos durante campanha em Pindamonhangaba (SP). “Em um país onde se compra até deputado é razoável que a gente suspeite de que alguns institutos de pesquisa não estejam propriamente levantando números”, disse aos jornalistas, sugerindo que Geraldo Alckmin (PSDB) terá mais votos em São Paulo do que as pesquisas estão indicando —todas elas dão vantagem a Bolsonaro no Estado. Ciro disse ainda que os institutos de pesquisa serão “desmoralizados completamente” após a divulgação dos resultados do primeiro turno.

Na última quinta-feira, o Instituto Datafolha teve que explicar a metodologia de seus levantamentos depois de dois comunicados viralizarem no WhatsApp. Os dois textos são de autoria de James Gulbrandsen, gestor de investimentos da NCH Capital, gestora de fundos americana, e afirmam que as pesquisas trazem um “recorte tendencioso” e “uma parcela maior de pessoas que se identificam com ideais de esquerda”, segundo afirmou o jornal Folha de S.Paulo. “O Datafolha, em seus levantamentos eleitorais, aplica conceitos e técnicas baseados na Teoria da Amostragem. As amostras são representativas da população estudada —neste caso o eleitorado brasileiro com 16 anos ou mais— e selecionadas através de critérios estatísticos, tendo como base fontes oficiais, como IBGE e TSE (…) O desenho da amostra é obtido através de método estatístico robusto e probabilístico”, disse o Datafolha.

Mercado

Apesar do crescimento no número de cenários de intenção de voto divulgados, o mercado de pesquisas eleitorais parece menos aquecido neste ano do que 2014. Na última eleição, do dia 1º de janeiro até o dia 13 de setembro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tinha registrado 498 pesquisas de nível nacional sobre a corrida presidencial. Durante o mesmo período deste ano, a quantidade registrada era de 331.

Para o presidente da Abep, é preciso esperar o balanço no mês de dezembro para ter noção exata sobre o impacto da eleição para o mercado, porque o ano está muito diferente. Segundo ele, o período de campanha mais curto do que o normal —caiu de 90 para 45 dias— pode ter concentrado a divulgação de pesquisas, dando a impressão de que a quantidade aumentou. A distribuição dessas informações por meio de redes sociais também pode ter tornado o processo eleitoral mais intenso, transportando os eleitores para dentro das campanhas, que acompanham o desenrolar do jogo político como se seguissem os trackings internos dos candidatos.

DO JORNAL DO BRASIL

Após ser transferido da unidade de tratamento semi-intensivo para um apartamento do Hospital Albert Einstein, na zona sul de São Paulo, onde ele está internado desde o último dia 7, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, pretende intensificar a sua participação na campanha por meio das mídias sociais.

Apesar de ter sido alertado pelos médicos da necessidade de se preservar, Bolsonaro quer intensificar a gravação de vídeos para mostrar sua recuperação e rebater o que considerar informação negativa contra ele. Neste sábado, 22, ainda na unidade semi-intensiva, o candidato divulgou uma foto para seus apoiadores. Nas suas próximas falas, além de rebater críticas, Bolsonaro pretende se dirigir a eleitores do Nordeste, assim como às mulheres.

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Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução de vídeo)

O candidato está participando da elaboração de uma mensagem nos moldes da “Carta aos Brasileiros”, feita pelo ex-presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002, mas ainda não autorizou a divulgação.

A ideia dos idealizadores do documento, que ainda não está pronto, é pedir o fim da radicalização e a pacificação do País. A carta deve também trazer sinalizações ao mercado, reiterando a disposição de fazer um ajuste fiscal.

Na sexta-feira, 21, Bolsonaro postou um vídeo no qual afirma que está se sentindo muito bem e que deverá ter alta hospitalar até o final deste mês. De acordo com fontes ouvidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, a recuperação de Bolsonaro está evoluindo bem, “conforme o previsto”. Esta mesma fonte disse ainda que os exames deste sábado apontam melhora em vários parâmetros, incluindo os glóbulos brancos, que estão praticamente normais, e que ele permaneceu sem febre.

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Posted on 23-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 23-09-2018



 

Pelicano,no portal de humor

 

Ciro questiona delação que cita irmão

 

Em ato de campanha em Belo Horizonte (MG), Ciro Gomes disse na tarde deste sábado que vai processar quem acusou Lúcio Gomes — irmão do candidato — de ter recebido propina em troca da liberação de pagamentos de obras no governo do Ceará durante a gestão de Cid Gomes.

“O povo brasileiro precisa saber que eu tenho 38 anos de vida pública, 38 inteirinhos. Já fui prefeito, já fui governador, já fui ministro duas vezes. Nunca fui sequer investigado ou acusado por ninguém. Será que agora, a três semanas das eleições presidenciais, quando tudo parece que estou virando o jogo para ganhar, é que vai surgir alguma coisa sem ninguém assumir a responsabilidade por isso. Aí tem. Todo mundo sabe.”

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