Com vocês, meu amigo Charlie Parr!!!Boa noite do primei sábado da primavera de 2018, que começa!!!

Bom domingo da novs estação!!!

(Gilson Nogueira)

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Bolsonaro x Haddad: pesquisas apontam para decisão plebiscitária.
Resultado de imagem para Mang Vice presidente da Guiné Equatorial apanhados com maletas de dinheiro em Viracopos
Suspeitas:Theodoro Mang, vice-presidente
da Guiné Equatorial: no Brasil com
dólares e relógios caros não declarados
nas maletas da comitiva em época
de campanha presidencial..

 

ARTIGO DA SEMANA

Campanha presidencial afunila: sigam as maletas de dinheiro nos aeroportos

Vitor Hugo Soares

Mais do que as suspeitas do presidenciável paciente febril do Alberto Einstein, sobre a inviolabilidade das urnas eletrônicas, é bom ficar de olho nos aviões que pousam e decolam em nossos aeroportos, à medida que as pesquisas afunilam e mostram tendências que apontam para um provável decisivo embate plebiscitário entre “direita” e “esquerda”. Representadas, respectivamente, por Jair Bolsonaro (PSL), líder das pesquisas, e Fernando Haddad (PT), já em segundo lugar, depois de atropelar concorrentes respeitáveis (Ciro Gomes, Geraldo Alckmin e Marina Silva) .

Bolsonaro, o capitão, lidera todas as pesquisas de intenção de votos, hospitalizado em São Paulo, depois da grave facada que recebeu em Juiz de Fora. Voa alto, em quase céu de brigadeiro. Fernando Haddad, o nome do PT, corre em segundo lugar, em ascensão, de acordo com o Ibope e Data Folha. Mesmo chamado de “poste” do ex-presidente Lula, preso em Curitiba, mas ainda assim personagem de proa da campanha entre os seus.

Secundado pelo ex-ministro José Dirceu, condenado a mais de 30 anos de prisão no Mensalão e na Lava Jato. Solto por decisão da segunda turma do STF, anda pelo Nordeste. Coordena, orienta, chefia partidários em reuniões fechadas, atos públicos e retumbantes entrevistas radiofônicas, a titulo do lançamento de seu livro de memórias.

Observo, ao meu redor, estes lances da semana. Sem perder de vista ou da memória fatos recentes (ou mais remotos), ligados ao suspeito tráfego de aviões e seus estranhos passageiros, com passaportes diplomáticos, de autoridade ou assessor  governamental, carregando malas e maletins (como dizem os argentinos) recheadas de dólares e relógios caros, não declarados, em período acirrado de campanha presidencial, onde a grana (de origem escusa e não identificada) pode fazer toda diferença.

Desconfio – assim como os fiscais alfandegários – ser algo do gênero o caso do Boeing do Governo da Guiné Equatorial que decolou domingo (16) de Viracopos, em Campinas (SP), de volta a Malabo, sem as maletas com U$ 1,4 milhão e R$ 55 mil, e cerca de 20 relógios avaliados em U$ 15 milhões, apreendidos com a delegação na chegada ao Brasil, (dia 14). No comando do grupo, o notório Teodoro Obiang Mang, vice-presidente, filho do ditador africano que manda em seu país há quase 40 anos. Teodorin Mang é conhecido de outras passagens por carnavais do Rio de Janeiro; farras de arromba no paradisíaco condomínio privado da praia de Busca Vida, litoral norte de Salvador; e “visita de honra” ao bairro negro do Curuzu, sede do bloco Ylê Ayiê.

Na campanha presidencial de 2007, na vizinha Argentina, se deu o caso do “maletin de Guido Wilson Antoninni”. O empresário estadunidense/venezuelano que chegou no aeroporto de Buenos Aires, em 4 de agosto daquele ano eleitoral, com um grupo de funcionários venezuelanos (do governo Chavez) e argentinos, procedente de Caracas, trazendo um “maletin” com 800 mil dólares, apreendido pelos fiscais federais.”Era dinheiro não declarado para a campanha de Cristina Kirchner”, revelou o fiscal norte-americano Thomas Mulvilhill. Em 28 de outubro de 2007, Cristina era eleita presidente, na sucessão de seu marido, Nestor Kirchner. No Brasil inquieto de 2018, vale citar o falecido colunista Ibrahin Sued, mais uma vez: Olho vivo, porque cavalo não desce escada”!. 

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

“Love Letters in the Sand: cantemos todos com o eterno galã romântico do cinema, para saudar a chegada da nova estação no hemisfério sul, neste 22 de setembro, e festejar a feliz data de nascimento de Maria do Socorro Mello da Fonseca, amiga do peito do Bahia em Pauta e de seu editor. Ontem, hoje e sempre, além de todas as tempestades eventuais e transitórias da vida e da política. O bom e eterno romantismo de Pat Boone é o que importa.

BOM COMEÇO DE PRIMAVERA!

(Vitor Hugo e Margarida)  

DO EL PAIS
Urnas eletrônicas são lacradas para votação no exterior, em 2014.
Urnas eletrônicas são lacradas para votação no exterior, em 2014. Marcelo Camargo Agência Brasil

A segurança do sistema eleitoral brasileiro, que colhe os votos em urnas eletrônicas, vem sendo atacada pela candidatura de Jair Bolsonaro (PSL). O candidato de extrema direita à Presidência e sua equipe têm dito que uma eventual derrota nas eleições de outubro terá sido resultado de uma fraude a favor do candidato do PT, Fernando Haddad. A mais recente investida foi em vídeo, quando o deputado federal ultraconservador, que se recupera de uma facada no hospital Albert Einstein, em São Paulo, lançou mão de várias de suas teses —sem apresentar provas de nenhuma delas. “A grande preocupação agora não é perder no voto, é perder na fraude. Essa possibilidade de fraude no segundo turno, talvez até no primeiro, é concreta”, disse. “O PT descobriu um caminho para o poder, o voto eletrônico.”

Poucos dias depois, o filho de Jair Bolsonaro, o vereador Carlos, compartilhou em seu Twitter uma mentira sobre o sistema, e obteve expressiva disseminação. O texto, apresentado como uma notícia, dizia que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) havia entregado para uma empresa venezuelana os códigos das urnas eletrônicas, “inclusive os criptográficos”, e negado o acesso de auditores brasileiros ao sistema. O TSE prontamente negou a informação. Até mesmo o general Antonio Hamilton Mourão, vice na chapa de Bolsonaro, classificou de fake news o boato espalhado pelo vereador.

O debate sobre os parâmetros de segurança do sistema eletrônico de votação brasileiro, instalado em 1996, apesar de minoritário e não reunir nomes de peso do sistema político, não é novo e nem reúne apenas a campanha ultradireitista. Mas a insistência com que tem sido martelado pelo candidato, líder nas pesquisas até agora, e os termos empregados, questionando diretamente a legitimidade do resultado das urnas, levanta dúvidas sobre se o capitão reformado estaria disposto a reconhecer os resultados eleitorais do primeiro ou do segundo turno —uma hipótese ameaçadora vista com capacidade de causar instabilidade política profunda. Não houve, ainda, um pedido explícito dos adversários de Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto para que ele se comprometa a respeitar as cifras apuradas em outubro. O expediente de questionar o sistema foi usado há pouco, nas eleições de 2016 dos Estados Unidos. Donald Trump repetia que a votação seria fraudada até que ele ganhou, e não falou mais do tema. 

Os cientistas sociais apontam que o tipo de discurso é corrosivo porque inocula desconfiança nas instituições democráticas, num ambiente deteriorado de polarização política e infestação de mentiras e notícias não comprovadas via redes sociais, em especial WhatsApp. Daí a pressa das autoridades em retrucar as declarações de Bolsonaro. “Não há nenhum caso de fraude comprovado”, disse Rosa Weber, presidenta do TSE e ministra do Supremo Tribunal Federal. “Digo apenas e tão somente que ele sempre foi eleito através da urna eletrônica”, afirmou Antônio Dias Toffoli, presidente do STF. “Tem gente que acredita em saci pererê”, continuou.

De Aécio a Bolsonaro

Bolsonaro, no entanto, tem ao menos um elemento que ajuda a moldar seu discurso. Ele não se converteu agora ao tema. Há anos o candidato de extrema direita se uniu às vozes de técnicos que exigem a instalação de voto impresso como forma de garantir maior segurança no processo. A discussão ganharia impulso especialmente a partir de 2014. Após a apertada vitória de Dilma Rousseff em 2014, a campanha de Aécio Neves (PSDB) pediu a auditoria do sistema apontando irregularidades. Nada comprometedor foi encontrado, e o tucano seria flagrado em gravação, tempos depois, dizendo que havia pedido os testes “para encher o saco”.

Seja como for, na esteira da polêmica, a reforma eleitoral de 2015 acabou aprovando o voto impresso — um projeto patrocinado por Bolsonaro, que também conseguiu que seus colegas deputados derrubassem o veto da então presidenta Dilma Rousseff ao ponto. Em junho deste ano, no entanto, o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que ele era inconstitucional porque pode afetar o sigilo do voto e derrubou a exigência para este pleito.

Mesmo quem se frustrou com o STF e concorda que o sistema tem que ser aperfeiçoado critica as declarações de Bolsonaro. “Temos problemas de segurança e transparência, mas esses problemas afetam todos os candidatos. Nunca houve um resultado técnico maluco que levasse à conclusão de que alguma vulnerabilidade favorecesse alguma corrente política”, diz Diego Aranha, professor da Unicamp que é a favor do voto impresso e que coordenou duas equipes, em 2012 e 2017, convocadas pelo próprio TSE para fazer testes de segurança. “O discurso não é baseado nos meus resultados técnicos. Eu trabalho nisso desde 2012. Existe todo um protocolo que prevê a participação de técnicos independentes. Alguns candidatos se aproveitam e capturam um discurso técnico para levantar conspirações”, explicou

Nos testes, o professor concluiu que o software das urnas é vulnerável a ataques, ainda que avalia que os possíveis cenários de fraude traçados por sua equipe muito dificilmente ocorreram ou ocorrerão —ele apenas não descarta o risco e propõe melhoras. Giuseppe Janino, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, explica ao EL PAÍS que os testes públicos, como os que Aranha participou, servem justamente para que cidadãos e hackers apontem fragilidades e reforcem a segurança das urnas. “As fragilidades foram reparadas e a equipe que conseguiu verificar a eficiência das ações corretivas e não conseguiram progredir nos planos de ataque”, garante.

Janino também enumera os vários procedimentos para garantir a segurança das urnas. Seis meses antes do pleito, os partidos políticos, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Ministério Público são convocados para acompanhar o desenvolvimento dos sistemas eleitorais —o PSL de Bolsonaro não mandou representantes. Depois desse período, o sistema é lacrado e recebe assinaturas digitais, uma espécie de criptografia que garante que o conteúdo contido software que será instalado nas urnas não seja alterado. Essas assinaturas são utilizadas para atestar, na hora da votação, que o programa foi de fato gerado pelo TSE. A Justiça Eleitoral também realiza no dia da votação uma auditoria de funcionamento das urnas eletrônicas: em evento aberto ao público e supervisionado por partidos e autoridades, os Tribunais Regionais Eleitorais sorteiam alguns equipamentos e simulam votações para averiguar se houve divergência nas escolhas realizadas.

Códigos públicos

O professor Aranha afirma ainda que a principal demanda dele e de outros técnicos é por mais transparência e, por isso, a defesa de que o voto impresso possa se somar ao voto eletrônico. Trata-se, para ele, de uma forma de registrar fisicamente o voto e que este possa ser verificado por pessoas que não necessariamente são técnicas. Ele comemorou a notícia, divulgada pela Folha de S. Paulo, de que o tribunal planeja para as próximas eleições divulgar na Internet os códigos-fonte que compõem o sistema da urna eletrônica para que o público possa inspecioná-lo.

O especialista garante que, em 2012, conseguiu quebrar o sigilo do voto apenas com informações públicas dos eleitores. E que, em 2017, explorou uma “sequência de vulnerabilidades para alterar o software da votação antes de ser instalado na urna para injetar programas com comportamento malicioso”, sem nem mesmo precisar “mexer fisicamente na urna” —o que o TSE contesta. “As vulnerabilidades que temos encontrado não são novidades na área de segurança. São fragilidades clássicas que um programador com tamanha responsabilidade deveria detectar”, argumenta. Tudo leva a crer, contudo, que as vulnerabilidades detectadas no sistema são acidentais. Ele também reconhece que o tribunal vem melhorando à medida que descobre algumas fragilidades e que vem agindo mais rapidamente do que antes: “Neste ponto sou otimista”. Como profissional da área de segurança, diz ainda não poder desconsiderar outros tipos de riscos, como o de que uma pessoa no local de votação seja subornada para instalar um programa malicioso —para que uma eleição presidencial fosse fraudada, algo do tipo teria que acontecer em larguíssima escala— ou até mesmo que de técnicos internos do TSE sejam corrompidos. Contudo, confia nos mecanismos de segurança do tribunal e reitera que muito dificilmente alguma fraude tenha ocorrido ou venha a ocorrer.

Desconfiança sobre processo eleitoral movimenta as redes

Se, de um lado, a candidatura de Bolsonaro vem atacando a segurança das urnas eletrônicas, do outro pessoas ligadas ao PT vem questionando a legitimidade do processo eleitoral sem a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na última sexta-feira foi a vez da presidenta do partido, a senadora Gleisi Hoffmann. Ela disse que a ausência de Lula desestabiliza o processo e impede que uma parcela grande da população exerça seu direito ao voto. “Não estamos totalmente certos de que essa eleição ocorra em ambiente normal, vai depender muito do desempenho que o PT vai ter”.

Assim, a desconfiança sobre o processo eleitoral vem movimentando as redes sociais. Segundo a FGV-DAPP,  entre os dias 19 de agosto e 18 de setembro, o tema mobilizou 841.800 menções no Twitter. “Os debates foram polarizados em ao menos duas linhas: uma questionando o processo eleitoral sem a presença do ex-presidente Lula como candidato; outra, associada a Bolsonaro, questionando a confiabilidade das urnas eletrônicas e de todo o processo ao redor do pleito”, disse o centro de estudos.

Do Jornal do Brasil

 

O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que Paulo Guedes “segue firme” como o nome responsável pelo seu programa econômico, após a polêmica envolvendo a questão da CPMF. A declaração foi dada à Folha de S. Paulo, em sua primeira entrevista após ter sido esfaqueado em Juiz de Fora, no dia 6 de setembro.

“O Paulo segue firme”, disse, após ter desmentido Guedes que defendera a volta da CPMF. O economista inclusive cancelou várias eventos em que falaria sobre o programa do candidato.

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução/Facebook)

A entrevista foi breve (quatro minutos), e concedida no quarto no hospital Albert Einstein, onde se recupera de duas cirurgias. “Foi barra pesada. Eu quase morri, estou aqui por um milagre. Mas estou bem, meu bom humor voltou”, disse.

Ainda sobre Guedes, Bolsonaro falou: “Olha, ele não tem experiência política. O cara dá uma palestra de uma hora, fala uma coisa por segundas e a imprensa cai de porrada nele. Se ele usa a palavra IVA (Imposto de Valor Agregado) e não CPMF, não tem confusão nenhuma. Parece uma boa ideia. A alíquota única do IR é uma boa ideia”, afirmou ele.

Bolsonaro falou ainda da sua recuperação: “Eu cumpro rigorosamente as ordens médicas. É impossível eu ir para a rua ou participar de debates antes do primeiro turno. Vou fazer participações pela internet”, disse, acrescentando: “Acho que terei alta nos próximos dias, mas continuo com muito antibiótico.”

O candidato reclamou da campanha do PSDB. “Vejo com muita tristeza o Geraldo Alckmin, uma pessoa em quem eu já votei. Ele pegou pesado. Eu não esperava isso dele, mas a verdade é que ele não é diferente do PT. Eu não tenho tempo para rebater esse festival de baixaria. Podia perguntar da merenda, da obra do Rodoanel, da Odebrecht. É covardia do Alckmin”, disse.

Mais cedo, Bolsonaro havia divulgado um vídeo no qual mostrava sua recuperação e afirmava que, até o final do mês, estaria de alta.

Do Jornal do Brasil

 

A candidata da Rede ao Planalto, Marina Silva, alfinetou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao ser questionada sobre sua opinião acerca da carta escrita pelo tucano. “É legítimo que o ex-presidente se coloque, ainda mais quando seu próprio partido vive a mesma dificuldade do partido que hoje já tem um dos seus líderes presos”, afirmou, nesta sexta-feira, 21, após encontro com ambientalistas, no bairro Consolação (SP).

A candidata afirmou também que “fazer um discurso para que haja uma união e dizer que o figurino cabe no candidato do seu partido talvez não seja a melhor forma de falar em nome do Brasil”, em referência ao texto de FHC, e emendou: “Não podemos, em nome das pesquisas, impor à sociedade brasileira que este é apenas um plebiscito entre o azul e o vermelho”, disse.

Macaque in the trees
Marina Silva (Foto: Renato Cerqueira/AE)

Na quinta, o ex-presidente FHC publicou uma carta aberta na qual afirma que a situação do País é “dramática”, mas que ainda “há tempo para deter a marcha de insensatez”.

Ele defendeu apoio único a quem tem “melhores condições de êxito eleitoral” entre candidatos de centro para não levar o País ao aprofundamento da crise institucional. Contudo, não citou nominalmente o candidato de seu partido, Geraldo Alckmin, na missiva.

No evento com ambientalistas, Marina relembrou o período em que esteve à frente do Ministério do Meio Ambiente e defendeu que a preservação dos biomas não deve ser vista como um empecilho para o desenvolvimento econômico do Brasil.

A candidata da Rede atacou ainda fortemente os governos de Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (MDB), cujas gestões teriam comprometido as áreas de preservação nacional.

set
22
Posted on 22-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-09-2018



 

Jorge Braga, no diário (GO)

 

 PCB e PSOL perdem no TRE contra a policial-candidata que matou assaltante na porta da escola

O PCB e o PSOL queriam que a policial Katia da Silva Sastre, candidata a deputada federal em São Paulo, pelo PR, fosse impedida de exibir na propaganda eleitoral o vídeo que a mostra matando um assaltante na porta da escola da sua filha.

Os partidos alegaram na representação ao TRE paulista que “a candidata de partido concorrente emprega meios publicitários destinados a criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais, através da exibição de vídeo acrescido de som, para incitar atentados contra a vida de terceiros”. Não, não é piada, e o MP Eleitoral chancelou a representação.

Anteontem, a maioria dos juízes do TRE paulista impediu que a piada fosse adiante. Katia da Silva Sastre venceu por 4×2.

O voto do desembargador Fábio Prieto foi exemplar.

Eis um trecho:

“Registre-se que a candidata não realizou, juridicamente, atentado contra pessoa.

O criminoso, com violência e de arma de fogo em punho, provocou o terror contra mulheres e crianças indefesas.

Do ponto de vista jurídico, é isto que configura atentado contra pessoas. Quem atacou as vítimas foi o malfeitor. A candidata promoveu a reação ao atentado, a defesa legítima da vida, da integridade pessoal de mulheres e crianças.

A norma legal estipula restrição de direitos subjetivos. Não pode ser interpretada por método ampliativo.

Atentado contra pessoa não é reação a atentado contra pessoa.

Alterar o conceito legal, tanto mais para fazer, do infrator, a vítima, e, da defensora legítima da vida, a incitadora da violência, parece transcender todos os limites do razoável.”

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