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Posted on 10-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-09-2018
OPINIÃO
Apoiadores do candidato Jair Bolsonaro em vigília no hospital Albert Einstein.
Apoiadores do candidato Jair Bolsonaro em vigília no hospital Albert Einstein. Nelson Antoine AP

 

 

Minha bandeira já teve muitas cores ao longo de minha vida. Hoje, no Brasil e para este país em guerra ideológica entre irmãos, quero uma bandeira branca na qual possam se abraçar, sem mãos ensanguentadas, todas as ideias, todas as cores da pele, todos os pensamentos criativos.

O Brasil não será o mesmo depois do atentado que fez o candidato à presidência e capitão da reserva Jair Bolsonaro perder mais de três litros de sangue, deixando-o à beira da morte. A política também não. O ódio, que não sei de qual cor é, parece correr solto por este país do sol. Um ódio tristemente alimentado por aqueles que deveriam ter sempre erguida a bandeira da concórdia entre diferentes, por aqueles que continuam pensando e pregando, de um lado a outro da política, a antiga lei de talião, do olho por olho e dente por dente. Ódio por ódio termina sempre em tragédia.

Em todas as guerras da História onde corria o sangue de ambas as partes, a bandeira branca era como um arco-íris de paz erguido como símbolo de trégua. O Brasil precisa se erguer, deixar de lado as bandeiras do “nós contra eles”, parar de acreditar que a violência é exorcizada com mais violência. Enchamos as mãos de nossas crianças, que são o Brasil que sonhamos para elas, não de gestos de guerra, mas sim de pombas da paz.

Hoje no Brasil tudo parece ter a cor do sangue, das chamas do incêndio do Museu Nacional, que engoliu séculos de história, até aquele derramado toda dia, toda hora, todo minuto, com tantas armas disparando contra a vida, no barro das favelas e no asfalto da cidade. Sim, também o sangue arrancado no vil atentado ao militar Bolsonaro, que aspira a governar o país. Ele tem razão quando reclama que ninguém hoje, no Brasil, sai tranquilo à rua, mas se equivoca quando acredita que essa hemorragia de vidas pode ser detida armando até as pombas do parque.

Não é nos armando até os dentes que seremos todos mais seguros, e sim desarmando as ratoeiras das ideologias do ódio e da violência, da caça aos diferentes, da inquietação com as ideias que não coincidem com as nossas. O Brasil hoje se reflete em abismos perigosos de intolerância política e até religiosa. Houve um tempo em que existiam ? como em Oeiras, a primeira cidade do Piauí ? três igrejas diferentes, para brancos, negros e pardos. Hoje as visitamos com a lembrança de uma blasfêmia religiosa. No entanto, o Brasil de hoje, em que entram juntas na igreja pessoas de todas as cores de pele, continua mantendo Igrejas políticas separadas para quem pensa diferente, outra blasfêmia ? não contra os deuses, mas sim contra a tolerância. É a nova inquisição cultural e política que não permite que alguém possa votar, pensar, amar e até morrer como preferir.

Quero para este país muitas bandeiras brancas onde cada um possa escrever, sem medo de ser açoitado ou expulso da convivência humana, pensamentos de paz, desenhos cheios de diversidade cultural e humana. Aí sim, nessa bandeira branca, usemos, como as crianças, todas as cores, pintemo-nos com todas elas até criar um arco-íris do qual não se disparem raios de violência, e sim feixes de luz.

Basta de ódios e de sangue. Eu, que não voto aqui, quero que os brasileiros, dentro de um mês, saibam digitar nas urnas nomes capazes de nos unir em vez de continuar nos desgarrando entre irmãos quase em uma guerra civil. Votem em políticos que não tenham perdido a esperança de que o país possa sair do inferno da intolerância que está nos dessangrando. Alguém que seja capaz de ensinar às crianças e aos adultos gestos brancos de paz.

A Bolsonaro, como pessoa, desejo que recupere seu sangue perdido e volte para sua casa curado do vil atentado de que foi vítima. O que eu gostaria é que ele voltasse do hospital nos dando a surpresa de ter aprendido na dor algum gesto novo para fazer com as mãos. Gestos que evoquem a vida, aquela que tentaram arrancar dele, e não a morte. Gostaria de lembrar a ele, um fiel cristão, a passagem do capítulo 26 de Mateus em que Jesus, diante do apóstolo que, no Monte das Oliveiras, havia sacado a espada e arrancado a orelha de um dos soldados que iam prendê-lo, afirmou: “Guarde a espada em seu lugar, porque todos que empunharem a espada morrerão pela espada”.

Que o Brasil embainhe todas suas espadas sem esquecer que as palavras podem ser espadas de ódio ou versos de reconciliação.

“Vai dizer ao Vento”, Paulinho da Viola: “Agora vou seguir outro caminho/Quem sabe esquecer o que passou/Saudade, diga ao vento que a tristeza dê um tempo/ E não se esqueça que você já me deixou”. Grande Paulinho da Viola! Nada melhor que a sua voz e os seus versos  para começar uma nova semana.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO PORTAL TERRA BRASIL/ESTADÃO

 

O debate entre os candidatos à Presidência da República promovido por TV Gazeta, Estadão, Jovem Pan e Twitter foi marcado pela defesa da não violência. Ao iniciar suas falas, Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) e Henrique Meirelles (MDB) enfatizaram a necessidade de se pacificar a sociedade, em referência ao atentado em que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, foi atingido por uma facada, na última quinta-feira, em Juiz de Fora (MG).

No primeiro bloco, os candidatos escolheram os rivais para responder às suas perguntas. Quase todas as questões se referiram a propostas dos adversários, exceto por Guilherme Boulos (PSOL), que partiu para o ataque a Meirelles.

“O compromisso da minha candidatura é enfrentar privilégios. O senhor vai enfrentar privilégios da sua turma?”, perguntou Boulos, após se encerrarem os 30 segundos reservados à sua questão. Meirelles disse que criou 10 milhões de empregos durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e citou programas do governo do petista. Disse que, durante o governo de Michel Temer, foi responsável pela possibilidade de 2 milhões de empregos e prometeu que criar mais 10 milhões de empregos se for eleito, insinuando que Boulos não trabalha e não paga imposto.

Meirelles foi o primeiro a perguntar, escolheu Alckmin para responder à sua questão. “Como vamos mudar esse radicalismo que tanto prejudica o Brasil?”, perguntou, mencionando o incidente “lamentável” contra Bolsonaro. “É necessário um grande esforço conciliador”. “Sempre que há um esforço de união nacional, de pacificação, que é o que eu defendo, a democracia consolida-se.”

Meirelles criticou seu adversário: “O senhor prega a pacificação, no entanto quando Bolsonaro ainda estava na sala de cirurgia, seu programa o atacava fortemente. Isso não é uma atitude de radicalização?”. O tucano afirmou que e emedebista “não viu” seu programa. “Nunca pregamos a violência. Sou contra qualquer tipo de radicalismo.”

Próximo a perguntar, Ciro escolheu Marina, questionando-a sobre como reverter a evasão escolar. “É um momento difícil. Faltam duas candidaturas”, disse a postulante da Rede, referindo-se à ausência de Bolsonaro e de um candidato petista na bancada. “Violência política não nos levará a lugar nenhum”, disse Marina, emendando que prega uma “educação de qualidade, atual” e que o “desejo de aprender” tem de ser fomentado entre as crianças, “com foco na primeira infância, que ensina aprender a aprender”

Alckmin dirigiu sua pergunta a Alvaro Dias (Podemos). “Bolsonaro foi atendido na Santa Casa de Juiz de Fora, prontamente, muito bem atendido. Quais as propostas para as Santas Casas?”. Dias respondeu que, em sua opinião, o que falta é boa gestão, não investimento, ao setor de saúde. “Alega-se falta de recursos, mas o que falta não é dinheiro, é boa gestão. O SUS é mal implementado”, disse o candidato do Podemos. Alckmin prometeu “cobrar das seguradoras os serviços prestados”, complementando orçamento das Santas Casas. Dias afirmou que a proposta do tucano parecia uma medida peculiar à prefeitura.

Dias perguntou a Boulos: “Os últimos governos beneficiaram os bancos e os banqueiros, o Brasil se tornou o paraíso dos bancos. Qual o tratamento que o senhor dará aos bancos?”

“Esse é um dos raros pontos que concordo com Alvaros Dias. Banco aqui faz o que quer. Vamos acabar com a farra dos bancos”, disse o candidato do PSOL, prometendo diminuir juros “abusivos” da dívida pública e baixar juros do cartão e do cheque especial.

Marina Silva questionou Ciro sobre segurança. O pedetista falou em um “Sistema Único de Segurança” para o combate ao crime, federalização do enfrentamento à violência. Marina praticamente repetiu a proposta de Ciro, falando do mesmo “sistema único” de combate ao crime e do absurdo de o crime organizado comandar bandidos de dentro da cadeia.

Do Jornal do Brasil

 

Os advogados eleitorais do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) solicitaram neste sábado, 8, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a prorrogação do prazo para a substituição do candidato do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República, estipulado para o dia 11, por mais seis dias, até o dia 17. A defesa alega que o prazo é essencial para que o Supremo Tribunal Federal (STF) possa analisar o recurso contra a decisão do TSE que negou por maioria de votos o registro da candidatura, antes de uma alteração definitiva de Lula por Haddad. Os advogados falam que uma decisão definitiva sem análise do Supremo seria uma “injustiça”.

O pedido foi apresentado à presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que também é responsável pela análise da admissibilidade do recurso extraordinário de Lula contra a decisão do plenário da Corte Eleitoral que o definiu como inelegível, na madrugada do dia 1º de setembro. O recurso extraordinário chegou ao gabinete da ministra Rosa Weber na manhã deste domingo, após a defesa e as partes que questionam a candidatura apresentarem suas alegações até o Sábado.

Lula está preso desde abril, cumprindo pena de 12 anos e 1 mês, após condenação em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da Quarta Região, por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do tríplex do Guarujá-SP. Na próxima terça-feira, dia 11 de setembro, vence o prazo para mudança na cabeça da chapa e a ausência de substituição deixaria a coligação petista fora da disputa presidencial.

“Corre-se o grave risco de um registro de candidato a Presidente da República, julgado em sede originária por este Tribunal Superior Eleitoral, com dois votos vencidos justamente (de dois Ministros integrantes da Suprema Corte), ver o seu direito perecer, sem que sequer o Supremo Tribunal Federal possa analisar o seu direito, inquestionavelmente fundado em bases estritamente constitucionais, já que o prazo de substituição imposto à Coligação pelo acórdão objeto do apelo extremo (outra quebra de jurisprudência, como se verá) termina no dia 11/10, terça-feira, muito embora a Lei autorize trocas até o dia 17/10. É gravíssimo””, afirma a defesa de Lula.

Os advogados observam que o pedido de efeito suspensivo apresentado no Supremo Tribunal Federal depois da rejeição do registro da candidatura de Lula foi negado pelo ministro Celso de Mello, em uma decisão na qual pontuou que, como o TSE ainda não analisou a admissibilidade do recurso extraordinário, caberia à própria presidente da Corte Eleitoral, Rosa Weber “praticar os atos inerentes ao poder geral de cautela”.

O plenário do TSE negou o registro de Lula por 6 votos a 1. O ministro Edson Fachin foi o único que votou a favor do ex-presidente, considerando o pronunciamento do Comitê de Direitos Humanos da ONU a favor das possibilidade de Lula. Por 5 a 2, o TSE também negou na mesma sessão o direito de Lula aparecer no horário eleitoral na condição de candidato, sendo derrotados nesse ponto Fachin e a própria presidente do TSE, ministra Rosa Weber. A defesa de Lula lembra que justamente dois ministros do Supremo tiveram divergências em maior ou menor extensão quanto à decisão que impede a candidatura do petista, ao insistir na prorrogação do prazo, afirmando que uma liminar é “imperiosa” para evitar uma “injustiça”.

A defesa diz que o pedido do efeito suspensivo não é necessariamente até 17 de setembro, mas “apenas até a decisão do plenário do Supremo, em decisão sumário ou final no RE ou no efeito efeitos suspensivo no RE”. Diz a defesa que essa decisão “pode se dar a partir de quarta-feira, dia 12 de setembro”. “Um dia não pode enterrar viva (sub judice) uma candidatura que tem 40% das intenções de votos nas pesquisas”, dizem os advogados Luiz Fernando Casagrande Pereira, Maria Claudia Bucchianeri Pinheiro e Fernando Gaspar Neisser.L

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Posted on 10-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 10-09-2018


 

Nani, no site

 

“Eu não vou chamar o Meirelles, eu vou taxar o Meirelles”

 

Guilherme Boulos disse que o foco de sua campanha é combater os privilégios. O candidato do PSOL perguntou a Henrique Meirelles se ele pretende fazer o mesmo.

O emedebista enrolou e relembrou sua atuação no governo Lula.

‘Eu não vou chamar o Meirelles, eu vou taxar o Meirelles’, disse então Boulos.

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