Independência e Música!!! Bom resto de  sábado!!!

Excelente domingo!!!

(Gilson Nogueira)

 

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No bairro de São Cristóvão, o Museu Nacional destruído pelo
abandono e o fogo…
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…o meteorito de Bendegó resistiu ao incêndio que devastou o museu.

 

ARTIGO DA SEMANA

Fogo no Museu Nacional, JB saqueado: Ai de ti, São Cristóvão (Rio)

Vitor Hugo Soares

Trechos do célebre artigo “Ai de Ti, Copacabana”, de Rubem Braga, ressurgem na memória sempre que vou ao Rio de Janeiro (desde um domingo de janeiro de 2006), e atravesso o bairro de São Cristóvão, pela Avenida Brasil, no trajeto entre o Aeroporto Tom Jobim e a  zona sul .. Tem sido assim desde a invasão, depredação e saque da sede do centenário Jornal do Brasil (onde trabalhei por  17 anos). Se voltar ao Rio, nem sei como será, desde as lágrimas de domingo passado do incêndio que devastou o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, bem perto do prédio abandonado do JB, invadido e saqueado há 12 anos “por grupos de moradores sem-teto”, segundo o noticiário de então.

“É de fazer chorar”, assinalou em seu blog o jornalista Ricardo Noblat, velho companheiro de profissão e de batente no JB (ele na sucursal de Brasília e eu na da Bahia, na era de ouro do jornal da condessa Pereira Carneiro). Palavras buscadas na letra do antológico frevo de Luiz Bandeira, diante da assombrosa imagem do “esqueleto” que restou, do museu fundado há 200 anos pelo imperador D. João VI e que guardava relíquias da história, da arte e da ciência do Rio, do Brasil e da Humanidade.  

Pior são as tentativas de escamotear fatos e evidências, tirar o corpo fora, desenvolver desculpas improvisadas e mal alinhavadas , que ferem a inteligência, para justificar o descaso escandaloso que envergonha mais ainda o Rio e o País diante do mundo. O jogo sórdido e deslavado de palavras, na tentativa de manipulação e utilização política e eleitoral em tempo de campanha presidencial e eleições gerais.  E a ideologização burra e caquética – da esquerda à direita – deste caso de patente omissão e leniência, que cobra investigação séria e profunda da Polícia Federal e punição severa pela admministração pública e pela justiça de responsáveis . Antes de se falar em dar mais dinheiro para gestores boquirrotos e incompetentes, do tipo que se tem revelado Roberto Leher, reitor da UFRJ, instituição pública (transformada em aparelho partidário e ideológico pelo poder dominante, a exemplo de outras universidades federais no país), a quem cabia o zelo e guarda do agora destruído, Museu Nacional.

 No meio dos escombros e assombros (nem se imaginava o esfaqueamento do candidato Jair Bolsonaro durante ato de campanha em Juiz de Fora, nesta quinta-feira), um momento de alívio e grande contentamento: ver na TV o meteorito de Bendegó, que resistiu ao fogo, sendo levado para lugar mais seguro. O pedaço da galáxia que desabou no Nordeste, relíquia científica e histórica que caiu nas terras de Monte Santo, no sertão baiano de Canudos do beato Conselheiro – “um aviso”, no dizer de Glauber Rocha. Um sinal?, pergunto diante do incêndio no museu.

O cronista Rubem Braga escreveu: “Ai de ti, Copacabana, porque a ti chamaram Princesa do Mar, e cingiram tua fronte com uma coroa de mentiras; e destes  risadas ébrias e vãs no seio da noite. Já movi o mar de uma parte e de outra parte, e suas ondas tomaram o Leme e o Arpoador, e tu não vistes este sinal…. Sem Leme, quem te governará?”. Diz agora o jornalista – depois das destruições da sede do JB, e do Museu Nacional: “Ai de ti, nobre e amado bairro de São Cristóvão da cidade do Rio de Janeiro. Tu que fostes casa de poder, morada de reis e imperadores no norte da cidade maravilhosa, quem te salvará nesta hora de abandono, perda e indignação?

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br  

“Aroeira”, Geraldo Vandré. Um canto de guerra dos anos 60/7o, só para lembrar que argumentação democrático, bons projetos, liberdade e jeito, são sempre o melhor caminho das melhores mudanças. Força, tiro e faca só conduzem ao hospital, à cadeia e ao despenhadeiro. Música no prato, maestro. “E cabeça no congelador”, como recomendava Brizola em horas assim.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 
bolsonaro esfaqueado
Apoiador de Bolsonaro prepara inflável do deputado em frente ao hosputal Albert Einstein, onde o deputado está i. NACHO DOCE REUTERS
  

O Brasil contempla nesta sexta-feira, após o atentado a faca contra o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), a paralisação de uma campanha presidencial pela segunda vez consecutiva. A exemplo do que ocorreu por conta da morte do ex-governador Eduardo Campos no pleito de 2014, os pleiteantes ao Palácio do Planalto interromperam suas atividades em respeito ao líder das pesquisas de intenção de voto, que deve seguir impossibilitado de tocar sua própria campanha por ao menos sete dias, o período mínimo de internação previsto. Enquanto isso, todos tentam entender os impactos do incidente para a dinâmica eleitoral. Pelo menos momentaneamente, Bolsonaro deixa de ser o alvo preferencial das críticas e passa a ocupar um espaço midiático muito maior do que aquele que lhe estava destinado – oito segundos de propaganda eleitoral, contra cinco minutos e meio de Geraldo Alckmin, por exemplo —, com potencial até para superar o protagonismo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apesar de preso, tentava sustentar.

Todos os cálculos e previsões precisam ser refeitos a partir deste imponderável. Em 2014, por exemplo, o acidente de avião que vitimou Eduardo Campos no dia 13 de agosto daquele ano, então terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, catapultou, num primeiro momento, Marina Silva, sua vice de chapa do PSB, para o segundo lugar na disputa quando ela assumiu a cabeça da chapa. A comoção com a tragédia a ajudou a ultrapassar o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Faltavam então 52 dias para o primeiro turno da eleição. Tudo parecia líquido e certo no caminho de Marina ao Planalto. Mas o candidato tucano garantiu sua ida ao segundo turno na reta final da disputa, com ajuda da propaganda negativa da campanha de Dilma Rousseff contra Marina.

O efeito do ataque contra Bolsonaro para a corrida eleitoral ainda é incerto, mas seu nome ganhou a expressão máxima neste momento. Se a campanha do deputado do PSL tinha no pouco tempo de propaganda de televisão um de seus maiores limites, a atenção dirigida a ele em função do atentado tem o potencial de eliminar essa fraqueza. Além disso, Bolsonaro dificilmente deve conseguir participar dos próximos debates, já que os médicos preveem cerca de dois meses para sua recuperação total. Assim, ele não irá se expor a embates como aquele com a ex-ministra Marina Silva (Rede) no debate da RedeTV!, que escancarou a fragilidade do candidato entre o público feminino. Na campanha de Marina, inclusive, a avaliação é que o atentado contra o Bolsonaro jogou a disputa “num terreno imprevisível”.

A candidata da Rede vinha apostando, desde o debate da RedeTV!, em antagonizar com Bolsonaro e criticá-lo por suas opiniões em relação aos direitos das mulheres. O momento em que ela e o candidato do PSL se enfrentaram diretamente no debate era, inclusive, considerado o ponto alto da campanha da Rede até aqui. Isso terá de mudar. “Atacar o Bolsonaro não faz sentido, porque desta vez ele é a vítima”, disse um integrante da campanha de Marina ao EL PAÍS. Uma ideia é usar o episódio do esfaqueamento para reforçar a oposição da candidata às políticas que facilitem o armamento da população — uma das bandeiras do capitão reformado do Exército. Algo na linha de que a tragédia poderia ter sido muito maior se tanto o agressor quanto seus apoiadores na passeata tivessem amplo acesso a armas de fogo. Mas o tema ainda gera discussões no comitê de campanha. Se optarem por esse discurso, há uma preocupação de que as mensagens sejam construídas com cuidado. “Sem jamais culpar o Bolsonaro pelo ataque”, diz um aliado de Marina. A candidata anunciou uma “caminhada pela paz” para este sábado em São Paulo.

Enquanto líder das pesquisas, Bolsonaro também vinha sendo alvo de ataques contundentes da campanha do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disputa o mesmo eleitorado — mais rico e instruído — com o deputado federal. Os assessores da campanha tucana já fizeram circular a informação de que a intensa ofensiva contra o adversário está suspensa. O cientista político Alberto Carlos Almeida destacou, em seu perfil no Twitter, o dano para a campanha de Alckmin, já que é de esperar um efeito de mídia favorável para Bolsonaro após o ataque da quinta-feira. Para ele, o tucano não poderá atacar o deputado federal por pelo menos uma semana. Vice na chapa de Alckmin, a senadora Ana Amélia (PP-RS) publicou um vídeo para dizer “não queremos violência para ninguém”.

Para o cientista político Paulo Kramer, as estratégias de desconstrução de Bolsonaro foram desarmadas e “a facada tirará do armário votos que estavam envergonhados”. Ou seja, Bolsonaro pode ampliar a vantagem nas pesquisas. Algo que deve começar a ser medido pelas próximas pesquisas de intenção de voto, que vinham mostrando sua candidatura como a mais popular depois da do ex-presidente Lula, já barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas também a mais rejeitada. Institutos como Ibope e Datafolha farão novos levantamentos ao longo da próxima segunda-feira e as divulgam na noite do mesmo dia.

Ânimos acirrados

As análises mais óbvias e simplistas levam a crer que o atentado teria garantido Bolsonaro no segundo turno, já que ele lidera as pesquisas e, blindado pelo ocorrido, não estaria exposto às tentativas de desconstrução de seus adversários. Mas a dinâmica ainda está por se desenvolver, e depende entre outras coisas, da evolução do quadro clínico do deputado federal e de sua capacidade de mobilizar a atenção política pelos próximos dias — o esperado anúncio de Fernando Haddad como substituto de Lula na chapa do PT, aguardado para o início da semana, já teve seu impacto amortecido no noticiário. Até agora, Bolsonaro era o candidato com as mais expressivas imagens de campanha, praticamente o único a reunir um número considerável de apoiadores pelas ruas do país. Isso não deve mais acontecer, mas, mesmo debilitado, o candidato do PSL gravou vídeos e postou mensagens que circulam com ainda mais intensidade pelas redes sociais por meio das mãos de seus apoiadores.

As estratégias de sua própria campanha e a forma de lidar com o ocorrido podem atrair ou afastar votos de Bolsonaro. Seu vice, General Mourão (PRTB), chegou a acusar o PT de ser o responsável pelo ataque, para em seguida advertir que “se querem violência, os profissionais da violência somos nós”. Nesta sexta-feira, contudo, o tom do vice já veio mais baixo. “As primeiras declarações são sempre na base da emoção, e aí as pessoas dizem coisas que não deveriam dizer. Há um velho ditado que diz: ‘as palavras, quando saem da boca, não voltam mais’. Portanto, vamos manter a calma. O caso está nas mãos da Polícia Federal”, disse. Nas redes sociais, contudo, os ânimos seguem acirrados dos dois lados. Enquanto os opositores de Bolsonaro tentam diminuir a relevância do atentado e criticam o comportamento do deputado em outros incidentes, como o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), seus apoiadores jogam lenha na fogueira com acusações para todos os lados e espalham informações sem confirmação. O pastor Silas Malafaia, por exemplo, disse que o autor do atentado assessora a campanha da ex-presidenta Dilma Rousseff ao Senado. A campanha de Dilma prometeu processá-lo por injúria, calúnia e difamação.

A segurança dos candidatos

Um impacto prático certo para a campanha será a ampliação da segurança de todos os candidatos à presidência da República “que assim o desejarem”, segundo informou a Polícia Federal (PF). Atualmente, apenas cinco dos 13 candidatos se valem dessa escolta diária: Bolsonaro, Alckmin, o senador Álvaro Dias (Podemos-PR), o ex-governador Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva. Conforme a PF, esse reforço na segurança segue um protocolo definido para casos em que um dos concorrentes sofre alguma intercorrência, como o atentado da quinta-feira contra Bolsonaro em Juiz de Fora (MG). Não há informações sobre o número de agentes que passarão a trabalhar nas campanhas. Atualmente, cada um recebe 21 seguranças, número que pode aumentar conforme o evento de que participem.

Do  Jornal do Brasil

O ataque sofrido pelo presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) na quinta-feira, 6, em Juiz de Fora (MG) deve resultar, segundo especialistas ouvidos pela Agência Estado, em um processo de vitimização do candidato que, a depender de sua condição de saúde, pode ajudá-lo no decorrer da campanha. E, certamente, deverá surtir impacto nas campanhas.

Para José Álvaro Moisés, cientista político da USP, o deputado passará a ocupar, por motivos distintos, o mesmo posto de vítima do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Lava Jato. “Esse fato lamentável pode transformá-lo na segunda vítima dessa campanha, confundindo ainda mais o eleitorado e resultando em um impacto no resultado da eleição. As chances dele podem aumentar”, afirmou.

Moisés ressaltou que o grau de tensão observado no cenário político nacional se intensificou nos últimos meses e já gerou outros episódios de violência. Ele citou o assassinato da vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL), há quase seis meses, e os tiros que atingiram um ônibus da caravana de Lula pelo Paraná, em abril. “A reintrodução da violência na política não favorece a democracia, não permite que o clima seja de reorganização do País. Pelo contrário, gera mais confusão na população.”

Macaque in the trees
Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência, em foto feita dentro do hospital (Foto: Reprodução / Redes sociais)

Para Marco Antonio Teixeira, professor de ciência política da FGV-SP, o ataque deve fazer com que as campanhas reavaliem suas estratégias. “Isso deve ser veementemente repudiado. A hora é de serenidade e de se esperar os devidos esclarecimentos. Todos nós devemos refletir sobre esse lamentável episódio, e os candidatos devem cessar as agressões entre eles”, afirmou o analista.

Desde o início da campanha na TV e no rádio, Bolsonaro entrou na mira dos adversários, que passaram a destacar justamente sua postura violenta como forma de afastar seus eleitores – ele lidera as pesquisas de intenção de voto com 22%, de acordo com a última pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. O presidenciável tucano, Geraldo Alckmin, por exemplo, tem utilizado metade de seu tempo de propaganda para sugerir que o deputado agride mulheres, com imagens dele destratando uma deputada e uma jornalista, e que ele quer resolver os problemas do País na bala.

Henrique Meirelles, candidato pelo MDB, também tem provocado Bolsonaro nas inserções a que tem direito de veicular no rádio e na TV. Mas, diferentemente da estratégia tucana, o emedebista tem atacado não o discurso violento do deputado, mas seu suposto desconhecimento sobre temas de economia. Com a agressão sofrida ontem por Bolsonaro durante ato de campanha em Juiz de Fora, a expectativa é que tanto Alckmin quanto Meirelles possam repensar suas ações.

Professor do Centro de Ciências Sociais e Aplicadas Universidade Presbiteriana Mackenzie, Rodrigo Prando acredita que a repercussão do ataque deva modificar não apenas as estratégias de campanha dos adversários, mas especialmente o discurso do próprio Bolsonaro.

“Bolsonaro buscará capitalizar esse ataque e firmar sua imagem de vítima. Não há como negar o que ocorreu. Mas só saberemos realmente o quanto ele ganhou em intenções de votos e o nível de sua rejeição quando novas rodadas de pesquisa eleitoral forem divulgadas. Arrisco, contudo, em afirmar que haverá impacto positivo em sua imagem, e seus adversários que partiram para o ataque terão que rever a decisão, especialmente Alckmin”, disse. “O cenário eleitoral, que já estava em alta temperatura, entra em ebulição.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Posted on 08-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 08-09-2018



 

Jorge Braga, no jornal (GO)

 

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DO BLOG O ANTAGONISTA

Muita gente, e sem máscara, com Bolsonaro

Ontem ( sexta-feira,6 ), causou impressão entre médicos paulistanos que tanta gente tenha adentrado o CTI do hospital de Juiz de Fora onde Jair Bolsonaro ficou internado até hoje de manhã. E sem máscara.

Aumentou exponencialmente o risco de infecção.

 

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