O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL-RJ) foi vítima de um ataque enquanto fazia campanha pela presidência da República em Juiz de Fora (MG). A Santa Casa de Juiz de Fora, para onde Bolsonaro foi levado após receber uma facada, informou que “o paciente Jair Messias Bolsonaro deu entrada no hospital por volta das 15h40 com uma lesão por material perfurocortante na região do abdômen”. “Ele foi atendido na urgência, passou por um exame de ultrassonografia e agora está no Centro Cirúrgico”, diz a nota. Apoiador de Bolsonaro, o deputado Fernando Francischini (PSL-PR) publicou uma foto do candidato à presidência na mesa de cirurgia com a mensgem “O Capitão está vivo e passará para a história!”.

O agressor foi identificado como Adélio Bispo de Oliveira, de 40 anos. Segundo a Polícia Federal, “o agressor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF naquele município” e foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato. A Polícia Federal informou ainda que que Bolsonaro “contava com a escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca durante um ato público na cidade de Juiz de Fora/MG”.

Logo após o incidente, vídeos circularam pelas redes sociais mostrando mais de um ângulo do ataque. Pelos registros, é possível ver o momento em que Bolsonaro, que era carregado por apoiadores, contrai o corpo ao ser atingido no abdômen. Também é possível ver uma lâmina se afastar do corpo do candidato à presidência. Na sequência, o autor da facada é identificado pelos apoiadores do deputado, que o seguram e agridem com murros.

OPINIÃO

Artigo publicado no jornal O Globo. Reproduzido no site blog Bahia em Pauta a partir de recomendação do professor de comunicação de UFBA, Aloísio Franca Rocha. BP agradece.

 

Resultado de imagem para Roberto DaMatta jornal O Globo

 

A morte de um museu

Roberto DaMatta

Como um museu pode morrer? Afinal, museus têm muito de cemitérios: eles guardam relíquias, e espécimes embalsamados de fauna, flora, artefatos de sociedades tribais desaparecidas e obras de arte; além de livros — muitos livros que, fechados, jazem ao lado dos diários daqueles que passam a vida dentro deles para aprender o que existe do lado de fora. Ficam fora do mundo para vê-lo com suas doenças, traições, erros e sofrimento. Neste sentido, um museu é um palácio de tesouros e de objetos sagrados. De artefatos deslocados no tempo e no espaço, ininteligíveis aos olhos comuns.

Tal perspectiva me ajuda a elaborar a morte do Museu Nacional da Quinta da Boa Vista, no qual trabalhei como antropólogo social por cerca de três décadas.

Ao vê-lo ser impiedosamente lambido pelas chamas, pensei nos meus mentores — Luiz de Castro Faria, Roberto Cardoso de Oliveira e David Maybury-Lewis, responsáveis pela transformação do seu Setor de Antropologia num dinâmico Programa de Pós-graduação em Antropologia Social que é hoje uma referência mundial.

O que sentiriam esses fundadores ao ver a catástrofe anunciada pelo total descaso de múltiplos governos, partidos, posicionamentos e hipocrisias tão nacionais e tão isentas do perigo de incêndio? O que diriam eles, que — seja como pesquisadores, professores e administradores, como, aliás, foi o meu caso — jamais perderam o rumo da honestidade intelectual para privilegiar suas preferências ideológicas e partidárias? Essa malvada dialética do ser isso e aquilo vai suicidando o Brasil?

Em todas as minhas pesquisas entre os jê-timbira, gaviões e apinayé, encontrei quem me tomasse como um disfarçado espertalhão, que se apresentava como etnólogo, mas, de fato, buscava pedras preciosas, ouro ou urânio naquele mato que deveria ser tomado dos índios e destruído para dar lucro. Para muitos, estudar índios era não apenas uma utilidade dos imbecis da minha estirpe, era uma malandragem inteligente para enricar. Até hoje ouço que pesquisar para compreender, e não para tomar partido, é uma mitificação. É triste constatar que não temos neste Brasil, cada vez mais castrado por si mesmo, lugar para o professor, para o estudioso, para o investigador que sabe que não sabe e trabalha na esperança de acrescentar mais um pouco ao saber humano, mesmo seguro de que será inevitavelmente superado e esquecido.

O Museu Nacional não foi uma vítima somente do descaso. O descaso é o resultado da mais absoluta ausência em nosso horizonte cultural do lugar do professor. O descaso é irmão da nossa aliança com a ignorância, o oportunismo e a esperteza. Ele é filho dileto do abandono dos governos e de governantes orgulhosos de nunca terem lido um livro, mas que se concedem o direito de falar de tudo, sobretudo do que não entendem. Ele é o fruto de uma cultura aristocrática, autoritária e beletrista, que se compraz nos folguedos de poesia e pensa que contar casos é sabedoria. Um museu que morre por falta de apoio oficial é o que se colhe quando se elegem governantes ignorantes e burros-doutores narcisistas, que pensam que entendem de tudo, quando não são meros ladrões patológicos dos bens coletivos. Dessa ópera trágica nacional, na qual o papel de professor é nulo, nasce a indiferença muda que testemunha o assassinato dos museus. Fizemos estádios e reformamos o Maracanã ali ao lado do Museu Nacional, que sequer foi visitado por alguma autoridade. O Brasil é recordista em incêndios de museus, ao lado de ser um fenômeno no que tange ao roubo do povo em seu próprio nome!

Um país no qual a luta pelo poder não tem limites acaba destruindo ideais, valores e a mais chã moralidade. Estudar, investigar ecompreender para sondar o escuro e o terror que se escondem em cada um dos nossos corações é algo sem valor. Ai está sem dúvida fósforo que toca fogo nos museus.

P.S.: Onde estão os milionários brasileiros — formados gratuitamente nas nossas universidades federais — para ajudar na reconstrução?

“Mistero”, Gigliola Cinquetti: a voz encantadora e o charme pessoal de sempre dessa rainha de San Remo. Sem mistérios!!!.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Ibope BolsonaroCiro faz campanha em São Paulo. Andre Penner AP

 

Ciro Gomes (PDT) cresceu três pontos e empatou com Marina Silva (REDE) em segundo lugar, ambos com 12%, na corrida à Presidência, quando se considera o ex-presidente Luiz Inácio da Silva, vetado pela Justiça Eleitoral, fora da disputa. Jair Bolsonaro, candidato de extrema direita do PSL, segue na liderança, com 22%. Esses são dados da pesquisa Ibope divulgada no Jornal Nacional, da TV Globo, nesta quarta-feira, realizada já sem considerar a candidatura do petista. Lula foi impugnado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com base na Lei da Ficha Limpa, na madrugada de sábado. O levantamento, que ouviu 2002 pessoas entre os dias 1º e 3 de setembro, é o primeiro realizado desde que começou a ser veiculada a propaganda eleitoral gratuita, em 31 de agosto e após série de entrevistas dos candidatos na TV aberta.

O Ibope previa divulgar os resultados da pesquisa, feita em parceria com a Globo e o jornal O Estado de S. Paulo na terça, mas resolveu adiar porque havia uma divergência entre o que o instituto havia registrado no TSE no questionário, no dia 29 —com Lula—, e as perguntas que de fato fez aos eleitores, já sem o petista. O instituto perguntou ao TSE sobre o tema, mas o ministro do tribunal, Luiz Felipe Salomão, respondeu que a corte estava impedida de avaliar a questão, por causa dos recursos de Lula que ainda ocorrem. O Ibope decidiu, então, segundo explicou em nota, liberar os números. Petistas criticaram a decisão acusando o instituto de querer ofuscar a preferência dos eleitores pelo ex-presidente.

Bolsonaro só ganha de Haddad no segundo turno

A pesquisa do Ibope tem margem de erro de dois pontos para mais ou para menos. Ou seja, para que se considere estatisticamente que um candidato cresceu ou caiu a oscilação tem de ser maior do que dois pontos. Considerado esse critério, Ciro Gomes foi o único candidato a crescer na comparação com a pesquisa anterior do Ibope, feita entre 17 e 19 de agosto. O pedetista, que marcava 9% no cenário sem Lula em agosto, avançou para 12% e colou em Marina, que exibiu os mesmos 12% entre uma pesquisa e outra.

Jair Bolsonaro mostrou resiliência ao oscilar para cima (de 20% para 22%), no limite da margem de erro, após uma rodada de exposição na TV, com sabatinas e entrevistas, e com o início da campanha negativa de adversários contra ele. Também oscilaram para cima, no limite da margem de erro, o tucano Geraldo Alckmin ( 7% para 9%), dono do maior tempo na TV, o petista Fernando Haddad (4% para 6%), provável herdeiro de Lula, e o João Amoêdo (1% para 3%), do liberal Novo, que tem feito uma intensa campanha nas redes. A grande incógnita segue sendo o poder de transferência de votos de Lula para Haddad. A expectativa é que o ex-prefeito de São Paulo assuma de vez a candidatura a partir da semana que vem, mirando a possibilidade de crescimento no Nordeste, onde há mais eleitores órfãos do ex-presidente. 

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro, que tem a maior rejeição entre os candidatos (44%) é derrotado em todos os cenários testados, com exceção no qual ele disputa com Haddad, no qual há empate técnico (37% para Bolsonaro X 36% para Haddad). “Não dá para usar as simulações de primeiro turno no segundo turno porque começa tudo de novo”, ponderou Márcia Cavallari, CEO do Ibope Inteligencia, no canal GloboNews.

A próxima pesquisa nacional, do Datafolha, deve ser divulgada na segunda-feira, 10. O instituto, ligado à Folha de S. Paulo, decidiu cancelar a pesquisa que faria nesta semana porque, originalmente, seu questionário ainda incluía Lula.

OS PRINCIPAIS NÚMEROS DA PESQUISA

Cenário sem Lula (entre parênteses o índice de cada candidato na pesquisa anterior, aplicada entre os dias 17 e 19/08)

Jair Bolsonaro (PSL): 22% (20%)

Marina Silva (Rede): 12% (12%)

Ciro Gomes (PDT): 12% (9%)

Geraldo Alckmin (PSDB): 9% (7%)

Fernando Haddad (PT): 6% (4%)

Alvaro Dias (Podemos): 3% (3%)

João Amoêdo (Novo): 3% (1%)

Guilherme Boulos (PSOL): 1% (1%)

Henrique Meirelles (MDB): 2% (1%)

João Goulart Filho (PPL): 1% (1%)

Branco/nulos: 21%

Não sabe/não respondeu: 7%

Rejeição dos candidatos

Jair Bolsonaro (PSL): 44%

Marina Silva (Rede): 26%

Ciro Gomes (PDT): 20%

Geraldo Alckmin (PSDB): 22%

Fernando Haddad (PT): 23%

Alvaro Dias (Podemos): 13%

Eymael (DC): 14%

Guilherme Boulos (PSOL): 13%

Henrique Meirelles (MDB): 14%

João Amoêdo (Novo): 12%

Cabo Daciolo (Patriota): 14%

Vera (PSTU): 13%

João Goulart Filho (PPL): 11%

Poderia votar em todos: 1%

Não sabe/não respondeu: 10%

DO EL PAIS
 
O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso.
O candidato a vice-presidente pelo PT, Fernando Haddad, em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde Lula está preso. Hedeson Alves EFE
 

A campanha eleitoral no rádio e na televisão do Partidos dos Trabalhadores se encontra numa espécie de limbo. Os primeiros programas foram ao ar no último sábado, apenas horas depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inválida. Lula não pode figurar como candidato, embora ainda seja o grande protagonista das peças publicitárias, um personagem onipresente ao qual todos se referem. Já Fernando Haddad é apresentado apenas como “vice-presidente”, sem mais detalhes, o que cria um quadro um tanto quanto confuso para quem ainda precisa se tornar conhecido pelo eleitorado. Há, no entanto, pequenas mudanças de linguagem que começam a pavimentar o caminho da transição que o PT, e principalmente Lula, vêm arquitetando há meses: fundir a imagem de Haddad, um professor universitário paulistano que nunca transitou na ala sindical do petismo, com a de Lula, liderança incontestável do partido, nascido no sertão pernambucano e hoje dono do maior capital político do país. O jingle não poderia ser mais explícito: “Lula é Haddad, é o povo. É o il feliz de novo!”

Tudo indica que Haddad, ministro da Educação por seis anos e meio nos governos Lula e Dilma Rousseff e prefeito de São Paulo entre 2013 e 2016, será finalmente ungido candidato do PT à Presidência da República na próxima semana. Na terça-feira (11 de setembro), vence o prazo que a Justiça Eleitoral estabeleceu para que o partido indique o substituto do ex-presidente na disputa pelo Palácio do Planalto.

O PT apresentou recursos ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) pleiteando que a candidatura de Lula —condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, preso em Curitiba e considerado inelegível com base na Lei da Ficha Limpa— seja autorizada. Ainda que tenham poucas possibilidades de resultados práticos, os recursos são considerados importantes para reforçar o discurso de que Lula seria um injustiçado que está disposto a ir às últimas consequências para garantir seu direito de concorrer às eleições. “Não podemos passar em nenhum momento para o eleitor a imagem de que nós jogamos a toalha em relação ao Lula”, afirma um dirigente petista. Mas existe entre as lideranças partidárias a avaliação de que o tensionamento com a Justiça já chegou ao limite. Insistir numa briga judicial para além do dia 11 de setembro, dizem, abriria a brecha para que toda a chapa presidencial do partido fosse contestada, o que poderia deixar o PT sem candidato no pleito de outubro. Não é uma hipótese aceitável para uma sigla que governou o país por mais de 13 anos.

O processo de metamorfose para tentar transformar Haddad em Lula não estará livre de obstáculos, alguns deles colocados inclusive por amigos. Por exemplo: o timing escolhido para a substituição já gerou atritos dentro do PT e do PCdoB, principal legenda aliada. Os comunistas acham que há pouco tempo para que o eleitor assimile que o ex-prefeito de São Paulo é o candidato de Lula e que a tática de adiar ao máximo a troca fez a coligação desperdiçar oportunidades importantes de apresentá-lo ao público. “Essa transferência de votos não é automática. Nós já perdemos a entrevista no Jornal Nacional, perdemos os debates”, queixa-se um dirigente do PCdoB.

“Nós não estamos ansiosos com isso. Vamos usar tudo o que temos à disposição, inclusive o tempo que temos para defender a candidatura do presidente Lula. Não tem ansiedade nesse processo, temos clareza dele, da sua importância e da responsabilidade que o PT tem nisso”, rebate a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann.

Mas o timing não é a única resistência interna que o substituto de Lula terá de superar. O seu próprio perfil, considerado intelectual e paulista demais, é pouco palatável para o campo sindical do petismo e para a ala mais à esquerda da sigla. “Tem uma parte [do PT] que não gosta [do Haddad] porque ele não dá atenção ao partido e outra que não gosta por achar que ele é de direita”, resume, entre risos, um parlamentar da legenda. São grupos que se curvaram à escolha de Lula pelo ex-prefeito, mas não escondem que preferiam ver o ex-governador da Bahia Jaques Wagner no papel hoje reservado à Haddad.

‘Um olho na urna, outro na história’

Prevaleceu a tese de que era preciso equilibrar a viabilidade eleitoral de Haddad com a defesa do ex-presidente. “É o momento de o PT estar com um olho na urna e o outro na história”, resume o ex-ministro Ricardo Berzoini, que tem atuado na coordenação da campanha presidencial do petista.

Construída a narrativa de que Lula seria vítima de uma injustiça perpetrada por aqueles que não querem vê-lo de volta no Planalto, passa-se ao mais difícil: Segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula oscila entre 37% e 39% das intenções de voto, o que o coloca como líder disparado na corrida (estavam previstas novas sondagens do Ibope e do Datafolha para esta semana, mas os institutos cancelaram a divulgação em razão da decisão do TSE de barrar Lula). Para chegar ao segundo turno, Haddad precisa herdar parte expressiva desses votos.

Para isso, o ex-prefeito de São Paulo passou a maior parte da campanha até aqui num périplo pelo Nordeste, o principal reduto de votos do PT e região fundamental para viabilizá-lo como herdeiro do espólio eleitoral de Lula. Agora, o passo seguinte é realizar um ato que deixe claro que Haddad foi incumbido pelo próprio ex-presidente de ser o seu substituto. Uma das possibilidades é que o anúncio ocorra em frente à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba na próxima semana, num ato cênico montado para ser usado e reusado no horário eleitoral de televisão. Outra especulação é que Haddad seja batizado como candidato do partido num evento pró-Lula marcado para a noite de segunda-feira no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (TUCA).

Seja qual for o caminho, Haddad parece pronto para subir no palco e começar a interpretar o papel que Lula reservou para ele. A grande incógnita da eleição mais caótica que o Brasil já viveu desde a redemocratização, entretanto, permanece a mesma: o ex-prefeito de São Paulo conseguirá se transmutar em Lula e abocanhar os votos do líder petista para estar no segundo turno? Ou a estratégia do PT vai acabar se provando um tiro n’água, sem que os apoiadores do ex-presidente consigam assimilar bem a mensagem de que “Lula é Haddad”?

set
06

DO JORNAL DO BRASIL

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu nesta quarta-feira (5), em ofício enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), que o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro apresente esclarecimentos sobre um discurso de campanha feito na semana passada, no Acre, no qual usou as expressões “vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre” e “vão ter que comer capim”.

O pronunciamento da PGR decorre da representação criminal ajuizada na última segunda-feira (3) pela coligação Povo Feliz de Novo, formada por PT, PCdoB e PROS, contra o candidato do PSL pelos crimes de injúria, ameaça e incitação ao crime.

Macaque in the trees
Vídeo divulgado na internet mostra Bolsonaro empunhando um tripé de câmera como se fosse uma arma e dizendo “vamos fuzilar a petralhada aqui do Acre” (Foto: Reprodução)

Na mesma manifestação, motivada por um pedido do ministro Ricardo Lewandowski, relator da representação do PT, Raquel Dodge descartou que Bolsonaro tenha cometido o crime de injúria eleitoral, mas diz que continua a analisar a existência de ameaça e incitação ao crime.

Injúria eleitoral

“No trecho de discurso acima transcrito, não há referência a pessoas. Personificar ‘petralhada’, expressão usada pelo noticiado, configura elastecimento da responsabilidade penal por analogia ou por extensão, o que é absolutamente incompatível com o direito penal”, afirmou a procuradora.

No entanto, Raquel Dodge pediu que o candidato se manifeste sobre as acusações feitas pelo PT de que também teria cometido os crimes de ameaça e incitação ao crime.

“Considero tratar-se de hipótese de rejeição liminar da representação sob o ângulo da injúria. Em relação aos demais crimes noticiados na representação, para compreender o contexto e a extensão das declarações, solicito abertura de prazo para que o parlamentar representado esclareça os fatos”, argumentou.

set
06
Posted on 06-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-09-2018


 

Tacho, no gaúcho (RS)

 

set
06
Posted on 06-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-09-2018

Eleição de Bolsonaro levaria o Brasil ao caos, diz Alckmin

 

Em visita a Goiânia, Geraldo Alckmin fez novos ataques a Jair Bolsonaro –o tucano disse considerar o presidenciável do PSL “o pior candidato”, segundo O Globo.

“Não há ninguém tão despreparado quanto o Bolsonaro. [Se ele fosse eleito], acho que o Brasil retrocederia, iríamos para o caos. Farei o possível para que isso não aconteça. Tenho responsabilidade para com o meu país”, declarou o ex-governador paulista.

Na última pesquisa Ibope, do fim de agosto, Bolsonaro aparece na liderança, no cenário sem o presidiário Lula, com 20% dos votos. Alckmin tem 7%.

  • Arquivos