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ARTIGO

 

Para Vitor, Jary e Mariana

 

Janio Ferreira Soares

 

A recente morte de Otávio Frias, diretor de redação da Folha de São Paulo, originou alguns depoimentos bem bacanas do pessoal que escreve no jornal que ele dirigiu por mais de 30 anos, a exemplo dos textos de Fernanda Torres e Tati Bernardi. Pena que, por óbvio, o homenageado não pôde vê-los, sobretudo para saber como neguinho o via por trás de sua declarada timidez travando sorrisos, embora quando se morre, o fel de quem parte perde o travo e sua suposta doçura torna-se tão doce que vira alfenim.

Dentre os principais jornais do país, a Folha, como diria Caetano, é onde manchetes e colunas excitam mais. Quando morei em Salvador no começo dos 80, batia ponto diariamente numa banca de revistas perto do Colégio Nossa Senhora da Luz, na Pituba, e de lá saía com O Globo, Estadão, Jornal do Brasil e a Folha, jornais que me nutriam das informações necessárias para um jovem entender as coisas que rolavam no Brasil e no mundo. No domingo, então, era uma festa e, para tê-los mais cedo, corria a Laselva do Aeroporto 2 de Julho, saindo de lá com os dedos coçando para paginá-los ainda antes do feijão de dona Iaiá.

Pena que agora, como lembrou João Pereira Coutinho na Folha da última terça-feira, viramos assassinos culturais já que estamos matando livrarias e lojas de discos, à medida que preferimos lê-los e ouvi-los na comodidade das plataformas digitais. Mas enquanto o Spotify não toca os últimos acordes do réquiem para a invenção de Gutenberg decretando o definitivo fim desse papel ora em suas mãos, aproveito este setembro que principia – e que, espero, seja de boas novas a andar nos campos -, para falar um pouco sobre alguns “otávios” (vivíssimos, diga-se) que permitiram que um barranqueiro do sertão do São Francisco enxertasse mudas de catingueiras em terreno onde abundavam sequoias e jacarandás.

Como na canção, Vitor Hugo, o primeiro, me chegou como quem chega boiando nas correntezas do rio de nossa aldeia. Por ser de cá – e na certa por isso mesmo – foi ele que, com um olhar de caburé de binóculo, avistou algo além das vírgulas num e-mail que lhe enviei um dia. Portanto, caso vá a júri por qualquer coisa escrita aqui, você já sabe quem deve ser preso comigo.

Jary, o segundo, me chegou como quem chega numa Caetanave repleta de orquídeas colhidas no jardim de sua Vilma. Tropicalista de bata e colar, vestiu uma sunga imaginária e me chamou pra passear por entre fotos e nomes, sem livro e sem fuzil. E fui.

Mariana, a terceira – e atual -, me chegou com a delicadeza de quem chega catando conchinhas na praia. Primeira menina baiana à frente do velho vespertino, é pra ela que ergo um brinde toda vez que uma nova edição se abre na tela do meu computador. Tim-Tim, minha nova “velhinha”.

 

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na margem baiana do Rio São Francisco.

 

Pequeno Concerto Que Ficou Canção

Geraldo Vandré

Pérolas

Não
Não há por que mentir ou esconder
A dor que foi maior do que é capaz meu coração
Não
Nem há por que seguir
Cantando só para explicar
Não vai nunca entender de amor
Quem nunca soube amar
Ah
Eu vou voltar pra mim
Seguir sozinho assim
Até me consumir
Ou consumir
Toda essa dor
Até sentir de novo
O coração
Capaz de amor
================================================
Preciosidade da canção romântica brasileira do maior compositor de música de protesto nos anos amargos da ditadura no Brasil. Dedico à memória de minha mãe, dona Jandira , que adorava esta canção e era fã fervorosa de Vandré.
BOM DIA!!!
(Vitor Hugo Soares)

Do Jornal do Brasil

 

Coisas da Política

Tereza Cruvinel

Morrer de véspera

 

“Pressões enormes” atuaram, entre a noite de quinta-feira e a tarde de ontem, para que o TSE antecipasse o julgamento dos pedidos de impugnação da candidatura do ex-presidente Lula, barrando, por tabela, seu acesso ao horário eleitoral de hoje. Com a degola antecipada de Lula, antes dos cinco dias de prazo para as alegações finais dos impugnantes, o TSE atingiu em cheio a estratégia eleitoral petista da transferência de votos, ao impedir a aparição de Lula no programa eleitoral de hoje. Essa foi a razão da pressa e das pressões.

Na noite de quinta, o tribunal chegou a divulgar uma pauta para a sessão de ontem, que não continha qualquer matéria relacionada a Lula. Ontem a presidente da corte, Rosa Weber, atendeu aos apelos do relator, ministro Roberto Barroso, para incluir as impugnações na pauta. A candidatura de Lula seria impugnado mais cedo ou mais tarde, mas o TSE aceitou o risco de desgastar-se, atropelando a lei e os prazos, para impedir que ele falasse como candidato, hoje, no rádio e na TV. Seriam aparições provisórias, mas poderiam ser fortemente indutoras de voto no substituto. A decisão antecipada pode aumentar as desconfianças internas e externas sobre o Judiciário brasileiro e também fortalecer a narrativa do Lula perseguido, favorecendo o novo candidato do PT.

De pressões falavam até os corredores do TSE antes do início do julgamento. Quem garantiu que fossem atendidas foi Barroso, ao convencer Rosa a incluir o caso na pauta, de última hora. Dificilmente os ministros terão tido tempo para ler a defesa de 200 páginas, apresentada pelos advogados de Lula perto da meia noite de quinta-feira. Rosa baixou os olhos quando um deles, Luiz Fernando Pereira, recordou o que ela disse ao refugar, há algumas semanas, o pedido de impugnação antecipada do MBL: “Vamos observar os ritos e os prazos. O direito tem seu tempo”. Ontem ela mudou de ideia.

Dois alvos

A lei sempre garantiu aos candidatos sub judice o acesso ao horário eleitoral e o direito de praticar atos de campanha enquanto o tribunal não decidisse sobre suas candidaturas. Barrar previamente o acesso de Lula à TV seria, portanto, uma ilegalidade e um casuísmo gritantes demais. O jeito foi antecipar o julgamento da própria inelegibilidade, queimando o prazo que ainda havia pela frente.

A defesa fez sustentações brilhantes porém inúteis. Barroso foi um verdugo frio e preciso. Sapateou sobre a determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU, negando-lhe o efeito vinculante. E desculpou-se, antes de enfiar a faca e torcer: não se movia por razões pessoais, políticas ou ideológicas. Pensava nas instituições, na Constituição e na democracia. Queria garantir que o eleitorado conhecesse logo o quadro definitivo de candidatos e não via razões para aguardar mais cinco dias para apresentar seu voto. A decisão devia acontecer antes do início do horário eleitoral, para evitar a situação em que “no meio do caminho haja uma substituição”.

Exatamente a situação desejada pelo PT. Com esta ultima frase, Barroso explicitou cristalinamente que tinha um duplo alvo: antecipar a degola de Lula e também impedir que o PT tirasse proveito de seu favoritismo em favor do candidato substituto.

Surpreendente foi o voto do ministro Luiz Fachin, ao votar pelo acolhimento da recomendação do comitê da ONU, até que Lula tenha esgotados os recursos contra sua condenação penal. Se houver recurso ao STF, haverá lá outros ministros que pensam como ele? Mas depois dele, votaram com o relator os ministros Jorge Mussi, Og Fernandes e Admar Gonzaga, perfazendo a maioria de 4 a 1, a favor da impugnação.

O PT agora terá que reajustar sua estratégia. Nada será decidido antes da reunião que Haddad e outros terão com Lula na segunda-feira. A transferência de votos talvez ocorra do mesmo modo. Talvez seja mais complicado agora executá-la. Já a sessão de ontem do TSE ficará na história como um rasgado exercício do casuísmo eleitoral.

set
02
Posted on 02-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-09-2018

Do Jornal do Brasil

 

A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, disse neste sábado, 1º, que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de tirar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva da corrida eleitoral foi acertada porque deixa no páreo apenas os candidatos que realmente podem concorrer.

Falando durante uma caminhada pelo calçadão de Nova Iguaçu, município do Estado do Rio de Janeiro, Marina prometeu acabar com o foro privilegiado. “O foro protege Renan, Jucá, Temer, Aécio, Moreira Franco, Eliseu Padilha…Vou acabar com o foro”, disse a jornalistas, durante a caminhada. Segundo ela, os 200 parlamentares que estão com pendências na justiça deveriam ser afastados.

Macaque in the trees
Marina Silva (Foto: Wilton Júnior/AE)

No caminho, a candidata encontrou muitas mulheres querendo fotos e demonstrando apoio, enquanto alguns homens gritavam o nome do rival da ex-ministra, Jair Bolsonaro (PSL), cujas camisas estão à venda em uma das lojas do calçadão.

set
02
Posted on 02-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-09-2018

Dilma volta a atacar Marina

 

Dilma Rousseff ainda não se recuperou do impeachment e voltou a atacar Marina Silva.

A petista disse no Twitter que a candidata da Rede, “que sempre foi dissimulada, colaborou com “o golpe” que a tirou do poder.

“Um golpe e um governo golpista que a ex-senadora Marina nega existir, mas que apoiou e continua apoiando. Fui vítima do golpismo do senador Aécio Neves, que não soube perder a eleição. Candidato apoiado pela ex-senadora Marina, que lutou para elegê-lo, mesmo o conhecendo bem.”

set
02
Posted on 02-09-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-09-2018


 

Clayton, no jornal

 

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