“Nunca Mais”, Angela Maria: este magnífico samba canção de Dorival Caymmi – de quem Angela sempre foi primorosa intérprete – vai dedicada, em memória,  ao meu saudoso pai, Alaôr Soares, um fã ardoroso da Sapoti, que me fez conhecer e gostar desde criança desta artista maravilhosa de voz inigualável na música popular brasileira.

Vai dedicada também à memória de Luis Augusto Gomes, jornalista brilhante da Bahia e amigo querido, de cuja missa de sétimo dia, celebrada na manhã deste domingo, na Igreja de Nossa Senhora da Aparecida, do Imbuí, acabo de retornar com Margarida. Luis também gostava da música do BP e de Ângela.

SAUDADES!!!

(Vitor Hugo Soares)

set
30
Posted on 30-09-2018
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CRÔNICA

 

 Sonhos, juventude e fé

Janio Ferreira Soares

 

Em 15 de janeiro de 1985 eu estava no primeiro Rock in Rio com um copo de Malt 90 nas mãos quando Cazuza, segurando a bandeira brasileira, cantou Pro Dia Nascer Feliz e disse: “que o dia nasça feliz pra todo mundo amanhã!”. Ele se referia, claro, à eleição de Tancredo Neves ocorrida horas antes em Brasília, fato que me encheu de esperança de finalmente conhecer essa tal democracia, que durante 20 anos, coitada, viveu presa e amordaçada nos porões da ditadura, sendo forçada a ouvir Dom e Ravel cantando Obrigado ao Homem do Campo e Eu Te Amo Meu Brasil, cuja introdução é um rufar de tambores seguido de uma voz com timbre militar, ordenando: “escola, marche!” (saravá, pé de pato, mangalô, três vezes!).

Pois bem, findo o festival, me dirigi a um orelhão e liguei pra casa avisando que estava vivo e que iria ficar mais uns dias por aquelas bandas aproveitando uma inigualável sensação de sentar num botequim, pedir um chope e ficar observando uma República novinha em folha balançando os quadris a caminho do mar. Mas aí, faltando um dia pra sua posse, o mineirinho gente boa foi internado às pressas no Hospital de Base de Brasília e o resto da história, que eu pensava conhecer, está contada nos mínimos detalhes no ótimo O Paciente, filme de Sérgio Rezende em cartaz nos cinemas, onde, certamente em homenagem a esse cenário infernal que se apresenta para o segundo turno, também estão sendo exibidos O Predador e Meu Malvado Favorito 2. Ui!

Misturando imagens reais com ficção, é possível ver como o País parou para acompanhar uma espantosa sucessão de erros e mentiras de doutores mais preocupados com suas vaidades do que com a verdade dos fatos, numa época onde as notícias ainda corriam via telex. Eu, por exemplo, dormia com um radinho de pilha ao lado do travesseiro ouvindo repórteres sendo induzidos a dizer que em breve ele estaria bom e tomaria posse, o que me fez ficar mais de um mês acreditando que em pouco tempo teria de volta Minas, Milton e os girassóis da cor de seu cabelo, pra no fim receber nas fuças um Sarney e seus maribondos de fogo voando sobre babaçus da cor da peruca de Alcione.

Falando em Milton, quando no fim do filme sua voz explode nos primeiros versos de Coração de Estudante, dizendo: “quero falar de uma coisa, advinha onde ela anda?”, deu vontade de levantar no cinema quase vazio e dizer que ela estava no peito de cada um dos velhos amigos que andavam comigo num Gurgel Carajás lotado de sonhos, juventude e fé, num tempo em que os dias nasciam mais felizes, sim, e a vida, ah!, a vida era muito mais do que ridículas discussões por um poste ou um desequilibrado mental que, pra sorte de quem o venera e azar de quem o teme, não caiu no bisturi de um discípulo do Dr. Pinotti.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na beira do Rio São Francisco

 

“Contrato de Separação”, Dominguinhos: uma composição de mestre, letra e música Uma preciosidade da música brasileira e nada melhor para começar um domingo de primavera, no último dia de setembro.
BOM DIA!!!
(Vitor Hugo Soares)

 

set
30
DO PORTAL TERRA BRASIL
Eulina Oliveira

Após receber alta do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, neste sábado, 29, o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse ao Jornal Nacional, da Rede Globo, que vai tentar ir ao debate entre presidenciáveis a ser promovido pela emissora na próxima quinta-feira, dia 4. “Eu tenho recomendações médicas, a princípio em fico em casa; estou tentando uma liberação e ver se consigo ir ao debate da Globo na quinta-feira”, disse, durante a viagem de avião para o Rio de Janeiro, onde mora.

“Tenho vontade de ir ao debate, até porque fiquei muito tempo afastado, fui muito atacado, é a oportunidade que tenho de mostrar a realidade e também quais são os meus planos para o Brasil”, acrescentou.

Apoiadores de Bolsonaro participam de ato em Copacabana
Apoiadores de Bolsonaro participam de ato em Copacabana

Foto: Marcelo Fonseca / Estadão Conteúdo

Diante da repercussão negativa de declarações polêmicas do candidato a vice em sua chapa, Hamilton Mourão (PRTB), e de seu assessor econômico, Paulo Guedes, Bolsonaro disse, sem citar nomes, que pretende desfazer “mal-entendidos”. “Da parte da equipe, teve gente que falou demais, no meu entender, por falta de tato, de vivência com a imprensa. Foi tudo de boa fé, mas pretendo desfazer isso também. Os ataques, que foram muitos, se for possível, a gente desfaz.”

Questionado sobre declarações feitas ontem, durante entrevista à TV Bandeirantes, de que não respeitaria um resultado que não seja a sua eleição, Bolsonaro afirmou que não dá para aceitar “passivamente” uma “fraude”. “Um sistema eleitoral em que já tínhamos acertado uma maneira de auditá-lo, que é o voto impresso, lamentavelmente o Supremo Tribunal Federal derrubou”, afirmou. “Eu vejo que foi um absurdo o PT crescer, não existe isso, não é o que sinto nas ruas, um sinal claro de que o povo está no nosso lado. Não dá para a gente assistir passivamente, na possível fraude, a eleição do outro lado.”

O presidenciável ficou internado no Hospital Albert Einstein durante três semanas para se recuperar de uma facada que recebeu durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG), em 6 de setembro.

set
30
Posted on 30-09-2018
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movimento #elenão
Manifestação em São Paulo faz percurso do Largo da Batata até Av. Paulista. Carla Jiménez.

As mulheres se tornaram um empecilho ao crescimento das intenções de voto do candidato à presidência pelo PSL, Jair Bolsonaro. Além de uma mobilização massiva nas redes sociais, com milhões de seguidoras reproduzindo a hashtag #EleNão, atos públicos tomam as ruas de diversas cidades do Brasil – e de outras pelo mundo – neste sábado (29).

Líder nas pesquisas de intenção de voto desde o início da campanha, Bolsonaro se envolveu em discussões públicas com mulheres e fez declarações que tem dividido opiniões e alimentado movimento contrários e em apoio ao candidato por parte do eleitorado feminino.

O evento montado no Facebook para a manifestação que acontecerá em São Paulo tem 83 mil pessoas confirmadas. As criadoras da página afirmam que o ato foi organizado por mulheres que se conheceram no grupo ‘Mulheres Unidas Contra Bolsonaro’. Segundo elas, a ideia surgiu de forma espontânea e “está sendo construída por ativistas, militantes políticas que apoiam candidatos e candidatas e que assumem suas posturas políticas com respeito”.

Haddad durante um ato de campanha em Canoas (RS), nesta quinta-feira. DIEGO VARA REUTERS

Parecia que era a última palavra sobre o assunto. No início da semana passada, o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, foi perguntado se, uma vez no Palácio do Planalto, indultaria o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de dizer que o próprio Lula não queria o benefício, o ex-prefeito de São Paulo foi taxativo: “Não. Não, a resposta é não [ao indulto]”.

Uma semana depois, a polêmica voltou à tona, dessa vez pelas palavras da presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann. Ela afirmou em entrevista que conceder um indulto ao líder maior do partido —preso há seis meses em Curitiba em razão de uma condenação por corrupção e lavagem de dinheiro— seria uma situação “absolutamente normal”. Mais do que simples opiniões divergentes, as declarações de ambos revelam um curto-circuito no seio da campanha presidencial do PT. De um lado, Haddad procura desenvencilhar-se de um tema explosivo e, com isso, flerta com um público tradicionalmente não alinhado ao petismo. Do outro, Gleisi acena aos militantes mais aguerridos do partido, mas toca num assunto que tende a afugentar os mesmos eleitores de centro que Haddad tanto almeja conquistar num eventual segundo turno.

“Quando você tem gente com o Fernando Pimentel [governador de Minas Gerais] e a Gleisi dando declarações sobre questões que têm impacto no seu desempenho, isso mostra, no mínimo, uma falta de coordenação de campanha. E não é um tema qualquer”, avalia Marco Antonio Teixeira, professor da Fundação Getúlio Vargas.

O mal-estar com a fala de Gleisi ficou evidente dentro do próprio PT, com correligionários acusando nos bastidores a presidenta da legenda de se preocupar apenas com a sua eleição para a Câmara dos Deputados.  “Isso [dizer que poderia haver um indulto ao Lula] só tira voto [do Haddad], é um erro drástico”, avalia um parlamentar da sigla. Um outro dirigente acrescenta: “É um assunto que move paixões e ódio. Estrategicamente não é o momento de pautar isso.”

Não foi a única mensagem contrária ao aceno mais centrista ensaiado por Haddad. Em entrevista ao EL PAÍS, publicada na quarta-feira, o ex-ministro de Lula José Dirceu disse que “não dá para tirar o Brasil da crise sem afetar a renda, a propriedade e a riqueza da elite”. “Nós não temos a elite do país e nem queremos ter (…). Eles que rezem para que eu fique bem longe. Não vamos precisar dela (elite) não. Ela vai ter que entregar os anéis”. Em outro momento da entrevista, questionado se havia possibilidade de o PT ganhar, mas não assumir a presidência por causa de um golpe, ele fala que acredita que é improvável e não seria tolerado pela comunidade internacional. E completa: “E dentro do país é uma questão de tempo pra gente tomar o poder. Aí nós vamos tomar o poder, que é diferente de ganhar uma eleição.” O trecho viralizou nas redes e foi reproduzido no Twitter do líder das pesquisas, Jair Bolsonaro (PSL). Procurado de novo pela reportagem, Dirceu não quis comentar a frase.

Um esforço para dar “cara de Haddad” na campanha

Haddad e alas do PT têm divergido desde o início do processo eleitoral. Aos poucos, o ex-prefeito de São Paulo vai dando a sua cara para a campanha do partido. É um movimento gradual e que deixa exposto um dos tantos dilemas da uma candidatura que tenta se equilibrar entre o petismo, especialmente a vertente pós-impeachment e pós Lava Jato, e o pragmatismo. É uma candidatura que sabe ser inevitável promover em algum momento um aceno ao centro, mas que dosa esse flerte para não desagradar a base do partido. E o mais importante: um movimento cujo principal avalista é o ex-presidente Lula.

“Haddad tem um grande desafio que é diminuir a resistência [ao PT]. Qualquer simulação mostra que a disputa no segundo turno tende a ser parelha. E a gente não sabe ainda muito claramente qual o tamanho do sentimento antipetista no eleitorado”, pontua Teixeira, da FGV. “A única forma de enfrentar um pouco essa rejeição é ir contra algumas teses do PT.”

Teixeira argumenta que a moderação do discurso é inevitável até porque o provável adversário, até agora, do petista no segundo turno, Jair Bolsonaro, tem feito o mesmo, ainda que de forma desorganizada e tímida. Os aliados do capitão reformado do Exército debateram nos últimos dias o lançamento de um manifesto em que ele se comprometeria com princípios democráticos. O plano parece ter sido paralisado por divergências internas na campanha do PSL, mas Bolsonaro, na medida em que se recupera, tem recorrido ao Twitter para, entre outros posts, desautorizar falas polêmicas de seu vice, o general da reserva Hamilton Mourão, ou pregar a “união do país”.

Venezuela e economia

Já em meados agosto, antes mesmo de ser alçado à cabeça de chapa, Haddad vinha dando declarações que fazem jus ao ao seu apelido de “o mais tucano dos petistas”. Numa sabatina promovida pelo site Catraca Livre, por exemplo, o petista afirmou que o regime venezuelano não pode ser definido como uma democracia. “Quando se está em conflito aberto, você não pode caracterizar como uma democracia”, disse na ocasião. Embora tenha ressaltado que o Brasil deveria assumir uma postura de não intervenção e de mediação da crise através de organismos multilaterais, a fala marca um distanciamento claro da retórica petista, alinhada na defesa do Governo de Nicolás Maduro.

Mas é na economia que se espera um gesto mais enfático de Haddad ao centro do espectro político. Alguns sinais já apareceram, como quando o presidenciável desautorizou em público Marcio Pochmann. Um dos principais assessores econômicos do PT, Pochmann é tido como radical demais pelo mercado financeiro. Novamente há a preocupação com a dosagem. Ao menos até o primeiro turno, a estratégia é garantir os votos mais alinhados ao petismo, evitando assim qualquer ação explícita que possa ser usada por adversários para acusar o ex-prefeito de São Paulo de estar gestando um “estelionato eleitoral.”

Numa eventual segunda etapa, aí sim haverá pontes mais claras com o mercado, embora, ao menos de momento, esteja descartada a reedição de uma nova versão da Carta ao Povo Brasileiro —documento pelo qual Lula, na eleição de 2002, se comprometeu com princípios da estabilidade econômica e acalmou investidores. “Não nos interessa antecipar esse debate porque nós administramos o país por mais de dez anos, período em que não houve nenhum susto e em que nós oferecemos segurança jurídica e previsibilidade”, diz um aliado de Haddad. Sem citar, obviamente, as medidas econômicas mais heterodoxas do Governo Dilma, como o congelamento de tarifas públicas para segurar a inflação.

Por enquanto, Haddad tem mantido encontros privados com interlocutores do mercado. No início da semana, chamou para um café da manhã em sua casa o economista-chefe da corretora de valores Spinelli, Andre Perfeito. De acordo com o economista, Haddad lhe disse que faria um ajuste fiscal uma vez no governo e que promoveria uma reforma da Previdência. Não entrou em detalhes, deixando no ar se por reforma ele entendia apenas os pontos já mencionados em seu plano de governo: combate a privilégios e convergência dos sistemas previdenciários da União, Estados e municípios com o regime geral.

Nesse quesito Haddad sofre ainda desconfianças do mercado pela falta de um economista em sua campanha que tenha recebido a delegação clara do candidato para formular a política econômica. Geraldo Alckmin tem Pérsio Arida; Bolsonaro seu guru, Paulo Guedes; Ciro Gomes escalou o economista Mauro Benevides Filho. Caso passe para o segundo turno, os assessores de Haddad dizem que ele deve dar atenção especial às diretrizes da política econômica, sinalizando mais claramente qual o perfil de economista que deseja para o ministério da Fazenda. 

Num partido político que tem o seu principal líder preso e que vive perspectivas reais hoje de voltar ao poder, os conflitos internos que podem minar a candidatura de Haddad tendem a ser apaziguados, ao menos até a conclusão do processo eleitoral. Mas é certo que, em caso de vitória do PT, eles vão ressurgir tão logo o ex-prefeito de São Paulo sente na cadeira presidencial. Não há dúvidas de que haverá pressões internas para que seja dado um indulto a Lula. Políticas econômicas consideradas ortodoxas demais tampouco passarão sem críticas no partido. Fundador do PT e liderança incontestável nos quadros partidários, Lula conseguia mediar essas disputas internas com maestria. Se for presidente, Haddad vai depender muito da ajuda do seu padrinho político para fazer o mesmo.

Por Gabriel Barreira, G1 Rio


 
Ex-mulher de Bolsonaro volta a negar acusações que fez no processo de separação

Ex-mulher de Bolsonaro volta a negar acusações que fez no processo de separação

Ana Cristina Bolsonaro, ex-mulher do candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL), se pronunciou neste sábado sobre a reportagem de capa da revista “Veja” a respeito do processo de separação do casal em 2008. E voltou a negar as acusações que fez no processo.

A declaração foi dada durante uma manifestação em Itatiaia, no Rio, de apoio ao candidato do PSL.

“Eu digo pra você que toda separação é muito difícil. Ambos os lados ficam magoados, né? Eu sou de temperamento um pouco, muito forte, um pouco não, muito forte e falo besteira. Eu acho que ninguém casa querendo separar. E como aconteceu isso, eu falei coisas que não deveriam, que não são verdades, são inverdades, tava magoada”. afirmou Ana Cristina.

Sobre a acusação de que Jair Bolsonaro tinha renda de R$ 100 mil, mais do que o que recebia como deputado federal e militar da reserva, Ana Cristina disse que mentiu no processo.

“É uma mentira minha, querendo, querendo… primeiro, eu não recebo pensão dele. Nunca recebi. A pensão era pro meu filho. E na hora a gente quer dar uma catucada no homem, a gente fala besteira”, afirmou.

Quanto ao conteúdo do cofre que alugava no Banco do Brasil e que foi furtado, Ana Cristina disse que havia joias que ganhou do primeiro marido. “As jóias do cofre são jóias minhas. Dadas pelo meu primeiro ex-marido. Algumas por ele e outras de família”, disse.

Ana Cristina disse que o responsável pelo furto do conteúdo de seu cofre já foi preso, referindo-se à Alberto Carraz, preso há dois anos acusado de furtar dois milhões de reais de cofres das agências do Banco do Brasil, onde trabalhava. Na época da prisão, nem o nome dela nem de Bolsonaro constavam como vítimas. Ao contrário do que disse em 2008, quando acusou Bolsonaro pelo furto, hoje Ana Cristina disse que não foi ele.

“Claro que não, gente. Já foi dado. Aquele rapaz lá que furtou o cofre. Furtou né? Ele já foi preso, não tem nada disso”, disse ela, que atribuiu novamente à raiva a acusação de 2008 de que Bolsonaro tinha sido o autor do furto. “Gente, é como eu te falei. Eu dei cotovelada, entendeu? Você vai falar o que? Você tá com raiva.”

Ana Cristina também voltou atrás na sua declaração de 2008 de que Bolsonaro era explosivo e de uma agressividade desmedida. “Nunca, Nunca (…) Que isso, minha querida! Minha querida, a gente não queria separar. Então quando a gente não quer separar, a mágoa a gente fala besteira, gente”, disse ela. “Jair é um bom pai, um bom ex-marido, é uma pessoa boa, nunca me agrediu. Falei besteira sim, num momento de raiva, de separação.”

set
30
Posted on 30-09-2018
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Iotti, no jornal gaúcho

 

Do Jornal do Brasil

 

O candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) foi aplaudido e vaiado ao embarcar no voo que partiu de Congonhas (SP) para o Santos Dumont (RJ), logo depois de ter recebido alta. Ele estava internado no Hospital Israelita Albert Einstein, na Zona Sul de São Paulo, desde 7 de setembro, um dia após sofrer uma facada no abdômen durante ato de campanha e passar por cirurgia em Juiz de Fora (MG). Ele precisou passar por duas cirurgias desde então.

Bolsonaro embarcou às 15h46 em um voo da Gol em São Paulo e chegou ao Rio às 16h40. Ele e a família foram os primeiros a embarcar em Congonhas e os primeiros a descer do avião no Santos Dumont. Foram recebidos aos gritos de #EleNão e #EleSim, além de “mito” e “fascista”. Uma parte dos passageiros aplaudiu enquanto outros vaiaram. “Uma casal que estava do meu lado se recusou a viajar no mesmo voo e saiu do avião”, contou a passageira Thais Canella, que estava no voo. Segunda ela, a confusão fez com que a partida atrasasse 15 minutos.

Logo que desembarcou, o candidato pegou um carro na pista do aeroporto e seguiu para casa, na Barra da Tijuca, na zona oeste da cidade.

No início da tarde, Bolsonaro deixou o hospital Albert Einstein, em São Paulo, após 22 dias internado para se recuperar de uma facada que recebeu no último dia 6, durante ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

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…Maria Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro e pivô
do litígio conjugal que virou escândalo na campanha
Resultado de imagem para Bolsonaro internado no Albert Einstein
…e  Bolsonaro internado no Albert Einstein:esfaqueado

ARTIGO DA SEMANA

Caso da ex-mulher: segunda facada em Bolsonaro 

Vitor Hugo Soares

A história mal contada do affair conjugal do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e sua ex-mulher – em reportagem inicial da Folha de S. Paulo – é lastimável sob inúmeros aspectos, nesta altura do campeonato. Traz de volta, infelizmente, para os debates da campanha presidencial, episódio típico do jornalismo perverso e malicioso (para dizer o mínimo) e conduz o embate político para o terreno baldio dos escândalos de família e das fofocas. Abrindo espaços – nos jornais, noticiários da TV e discussões nas redes sociais – que deveriam ser preenchidos por propostas programáticas de alternativas de saídas para a preocupante crise moral, política, social e econômica em que o País afunda.

Em lugar disso, mais nitroglicerina pura é distribuída, com fartura, para os contendores e seus adeptos já ensandecidos. A impressão é de que nada valeram as lições desastradas de campanhas presidenciais mais recentes, ou mais remotas. Persiste a rançosa tentação (cultural?) da política de ponta de rua e dos golpes desferidos abaixo da linha da cintura de velhas campanhas.

Na hora H, da primeira volta das presidenciais, a imprensa e o debate político parecem ceder à tentação do submundo das querelas de casais, envolvendo ex-esposas e filhos. Na verdade, a exemplo do saudoso compositor e cantor Belchior, “estes casos de família e de dinheiro eu nunca entendi bem”. Mas sei que, em geral, em tempos de política misturada com jogo eleitoral e disputas de poder, quase sempre terminam mal.

O caso da “denúncia” de tentativa de agressão do candidato do PSL – à frente em todas as pesquisas de primeiro turno -, à sua ex-mulher, durante litígio pela guarda do filho do casal, é constrangedor. Mal (ou bem?) comparando, tem características simbólicas de uma segunda facada em Bolsonaro. Ainda internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, depois de esfaqueado no estomago, durante ato de campanha em Juiz de Fora. Desta vez, um golpe pelas costas.        

Não é preciso puxar pela memória para encontrar semelhanças – sob o ponto de vista da ética na política e do papel da imprensa – deste triste episódio envolvendo o candidato, sua ex-esposa e filho, com o caso, no final da campanha presidencial Collor x Lula, em novembro de 1989, quando o atual senador alagoano – com ajuda ativa ou complacente de setores relevantes da mídia – jogou o então líder sindical, fundador do PT, sua ex-mulher e sua até então desconhecida filha Lurian no olho do furacão das discussões no país. Triste episódio para a política e para a imprensa. 

Poderia citar fatos semelhantes, na atual e em campanhas passadas. Prefiro parar nesses dois exemplos emblematicamente cavernosos.. Acrescento apenas: Maria Cristina Valle, ex-mulher de Bolsonaro, nega indignada que tenha sofrido agressões do marido, como publicado e diz não fazer ideia “de como surgiu essa história” do documento do Itamaraty, segundo o qual teria relatado ameaças do ex-marido. “Numa separação sempre há tensões, mas jamais falei aquilo. O papel do Itamaraty é outro ponto nebuloso desta história, a ser esclarecido.

No mais,reafirmo: esse tipo de política rasteira e de jornalismo cinzento, de fontes obscuras, é o pior caminho que se poderia imaginar para a campanha presidencial, a caminho das urnas eletrônicas, em 7 de outubro. Prejudica a todos e, mais uma vez, fere a política, a inteligência e a verdade. Ou não?

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

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