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Posted on 28-08-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-08-2018

DO PORTAL TERRA BRASIL

 O candidato à Presidência pelo PDT nas eleições 2018, Ciro Gomes, saiu em defesa do presidente do partido, Carlos Lupi, em entrevista ao Jornal Nacional, da Rede Globo, nesta segunda-feira, 27. Questionado sobre a coerência de seu discurso anticorrupção com sua confiança a Lupi, réu em ação por improbidade administrativa na Justiça Federal do Distrito Federal, ele afirmou que o dirigente tem sua “confiança cega”.

“Ainda não escolhi ninguém como ministro. Mas eu tenho convicção de que ele é um homem de bem”, disse Ciro, contestando a informação de que Lupi é réu. “Ele não é réu. A informação que eu tenho é de que ele não responde a inquérito nenhum. Não ofereci nada a ninguém. Mas ele tem minha confiança cega.”

Candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes 06/08/2018 REUTERS/Adriano Machado

 
Candidato do PDT à Presidência, Ciro Gomes 06/08/2018 REUTERS/Adriano Machado

Foto: Reuters

Ainda sobre seu discurso anticorrupção, desta vez comparado aos ataques à equipe do governo de Michel Temer (MDB), Ciro disse que “os valores que defende são os mesmos. Temer foi acusado pela Procuradoria Geral da República e pelo Supremo. É acusado formalmente pela PGR por corrupção. Temer tem ao seu lado Cunha e Geddel, presos, e Padilha e Moreira Franco, todos notórios corruptos da vida brasileira.”

Carlos Lupi é réu por ter avião fretado pago por dirigente de ONG

Personagem de um bate boca transmitido ao vivo no Jornal Nacional entre o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, e o apresentador do Jornal Nacional William Bonner, o presidente nacional do partido, ex-ministro Carlos Lupi, é réu em ação por improbidade administrativa na Justiça Federal do Distrito Federal.

Durante a entrevista, Ciro se disse surpreendido com a informação e firmou posição de que confia cegamente em Lupi. “Ele não é réu”, disse. Bonner rebateu: “Estou lhe dizendo que ele é réu”. Ciro manteve a posição, dizendo que Lupi é uma pessoa de bem, embora o aliado responda sim na Justiça.

A ação civil de improbidade administrativa contra Lupi corre na 6ª Vara de Brasília. A juíza responsável é Ivani Silva da Luz. A acusação foi oferecida em 2012 e aceita em 2015. O caso remonta à gestão de Lupi no Ministério do Trabalho e Emprego, no primeiro governo Dilma Rousseff.

Constam como corréus de Lupi o atual deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA), então assessor de Lupi no gabinete, o então secretário de políticas públicas de emprego Ezequiel Sousa do Nascimento, também do PDT, e Adair Antônio de Freitas Meira, dirigente da Fundação Pró Cerrado e da Rede Nacional de Aprendizagem Promoção Social e Integração (Renapsi), além das próprias entidades.

Meira e as entidades tinham vínculos com o ministério para recebimento de verba e fretaram um avião para que Lupi e os demais pedetistas percorressem, em dezembro de 2009, sete cidades no Maranhão, em agenda oficial do governo. O custo do tour foi de R$ 30 mil. Eles são acusados de ter recebido vantagem indevida – a passagem paga por terceiros, em vez de custeadas pela União.

O Ministério Público Federal afirmou que o pagamento ocorreu em troca de benefícios em contratos na pasta. Os acusados negaram ter praticado ato de improbidade administrativa. O processo ainda está em fase de produção de provas, sem prazo para julgamento final. /MATHEUS LARA E FELIPE FRAZÃO

Magnificamente, Ignácio Villa (Bola de Nieve), artista maior da canção cubana. Não precisa dizer mais, basta escutá-lo. E aplaudir. Bravo!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Do Jornal do Brasil

 

Única evangélica entre os principais candidatos a presidente, Marina Silva (Rede) perdeu o embalo do crescimento do eleitorado dessa religião desde 2014. Hoje ela tem entre os evangélicos apenas 12% das intenções de voto, porcentual igual ao obtido entre os católicos ou seguidores de outras religiões, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. Há quatro anos, o quadro era muito diferente.

Quando disputou a Presidência em 2014, Marina tinha desempenho acima da média entre evangélicos: 43%, 12 pontos porcentuais a mais do que a taxa registrada entre os católicos. Se ela não tivesse perdido apoio entre os fiéis de sua religião, poderia liderar a corrida presidencial. No cenário sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marina tem 12% das preferências no eleitorado total. Ela está oito pontos porcentuais atrás de Jair Bolsonaro, do PSL.

O eleitorado evangélico, que já tinha peso significativo em 2014, expandiu-se desde então, segundo pesquisas realizadas agora e há quatro anos. Naquela época, os evangélicos eram aproximadamente um em cada cinco eleitores. Agora, são um em cada quatro. Além de já não ter um eleitorado marcadamente evangélico, a candidata da Rede não é a preferida nesse grupo – no cenário sem Lula, Bolsonaro tem 26% no segmento, desempenho superior ao registrado entre católicos (17%).

Em 2014, Marina começou a campanha como candidata a vice-presidente de Eduardo Campos (PSB), e assumiu a cabeça de chapa após a morte do titular. Na época, ela se envolveu em polêmicas relacionadas a aborto e casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Sobre o primeiro tema, se declara contrária, mas defendeu e continua defendendo a realização de um plebiscito sobre legalização. Em relação ao segundo, logo após publicar seu programa de governo, a campanha trocou “casamento gay” por “união civil” no capítulo que discutia direitos dos homossexuais A alteração foi interpretada como tentativa de evitar reações negativas no eleitorado religioso.

‘Traição’

“Acreditávamos que ela era nossa candidata. Quando chegou a questão do aborto, do casamento homoafetivo, ela não se posicionou”, disse o deputado Marco Feliciano (Podemos), um dos principais nomes da bancada evangélica na Câmara. “Com a história do plebiscito, ela traiu a questão evangélica.”

Agora, a candidata não parece tão preocupada com a possibilidade de desagradar a esses eleitores. Sem meias-palavras, seu programa defende garantir por lei o casamento entre pessoas do mesmo sexo e direitos iguais para adoção. Com um programa mais à esquerda que o de 2014 – elaborado em conjunto com o PSB – o atual partido de Marina busca seduzir eleitores que podem ficar “órfãos”, após a provável declaração de inelegibilidade de Lula – condenado em 2.ª instância e preso desde abril.

As pesquisas mostram que Marina, neste momento, é quem mais se beneficia da saída de Lula da corrida eleitoral. A ex-ministra sai de 6% para 12%, no cenário com e sem o petista, respectivamente. Seu eleitorado é marcadamente feminino, nordestino e pobre.

Distante de religiosos mais conservadores, Marina tenta se aproximar de pastores que se contrapõem à agenda da bancada evangélica do Congresso e a bandeiras de Bolsonaro. Em entrevista ao canal do YouTube do pastor Caio Fábio, no início do mês, Marina afirmou que “o Estado é laico, graças a Deus”.

Cabo eleitoral declarado de Marina, o pastor disse que a queda de apoio a ela entre evangélicos se deve mais aos próprios eleitores do que às propostas de Marina. “Isso tem a ver com o embrutecimento religioso.”

Diálogo

À reportagem, Marina disse que “a comunidade evangélica é grande e relevante no Brasil, são cidadãos dignos de respeito nas suas demandas de saúde, educação, segurança pública como qualquer outro cidadão”.

Questionada sobre a perda de apoio entre eles, disse que vai “dialogar com todos os brasileiros, independentemente do credo, cor e condição social”. Eduardo Jorge (PV), vice de Marina, afirmou que não vale tudo para vencer a eleição, e que a candidata “paga o preço de manter sua fé intacta e ter abertura para conversar com os diferentes”. / COLABOROU GILBERTO AMENDOLA

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

O papa Francisco com o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, neste domingo na IrlandaO papa Francisco com o arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, neste domingo na Irlanda Maxwell Photography Getty

 

Os corvos voam baixo, e o céu é de tempestade. A carta de 11 páginas do arcebispo Carlo Maria Viganò acusando o papa Francisco de acobertar abusos do cardeal Theodore McCarrick é um sintoma da indigestão que sempre acomete o Vaticano quando há uma nova ordem. Ainda se desconhece qual será o alcance destrutivo da denúncia, sem resposta clara do Papa, enquanto ele mesmo pedia a investigação de todos os casos. Mas a calculada publicação, concepção e necessária colaboração sinalizam a reabertura de uma guerra que pode organizar definitivamente os opositores de Francisco, mais interessados no poder extraviado do que na ideologia ou nos abusos que denunciam agora e ignoraram quando puderam agir.

Carlo Maria Viganò (Varese, 1941), autor desse J’Accuse vaticano, sempre deu sinais de instabilidade. Caráter complicado, propenso às intrigas (esteve na origem do caso Vatileaks) e inclinações à mentira. De fato, quando Bento XVI decidiu mandá-lo para os EUA como núncio para afastá-lo do Vaticano, escreveu uma carta relatando que tinha um irmão deficiente, o que o impedia de assumir o cargo diplomático em Washington. Ocorre que o irmão vivia em Chicago fazia anos, e os dois não se falavam por causa de uma disputa econômica. O arcebispo, apesar do seu currículo, não teria por si só a capacidade de estruturar um ataque que propõe abertamente derrubar o pontificado de Francisco, muito fortalecido nos últimos tempos graças às nomeações no colégio cardinalício (59 dos 125 cardeais que hoje poderiam eleger o próximo pontífice). “Transformaram um frango em um corvo”, ironizava o historiador da Igreja Alberto Melloni.

O problema, além da veracidade ou não das suas gravíssimas acusações, talvez seja que indivíduos assim tenham ocupado os cargos mais altos da hierarquia católica. Figuras como o polêmico cardeal George Pell, à espera de julgamento na Austrália por abuso de menores; o ex-secretário de Estado Tarcisio Bertone, salpicado em todos os escândalos imagináveis; o espanhol Lucio Ángel Vallejo Balda, uma espécie de revisor das contas do Vaticano, encarcerado por um surrealista escândalo envolvendo um relacionamento com uma mulher, ou os próprios opositores do Papa, entre os quais estão ninguém menos que o último prefeito para a Congregação da Doutrina da Fé, Gerhard Müller, e o ex-presidente do Banco do Vaticano, Ettore Gotti Tedeschi. Quando remaram a favor foram úteis; hoje, para a Santa Sé, se desacreditam com suas próprias palavras.

Viganò, talvez despeitado por não ter recebido um maior reconhecimento de Francisco quando apresentou suas denúncias em 23 de junho de 2013 (se é que assim foi), tem uma longa experiência em conspirações. Esteve na origem do caso Vatileaks e acumulou toneladas de informações estratégicas em sua passagem pela Governadoria da Cidade do Vaticano e pela Secretaria de Estado, de modo que não seria estranho que surpreendesse com mais documentos. Ninguém duvida de que em seu ataque participaram diversas pessoas, especialmente do ambiente dos meios digitais ultraconservadores dos EUA, com os quais criou intimidade em seu périplo americano. O Vaticano espera que as acusações se desvaneçam sozinhas. Mas o míssil estava cuidadosamente projetado para causar uma tempestade. A carta foi traduzida ao inglês, francês e espanhol por diversos colaboradores, incluindo alguns – e algumas – vinculados diretamente ao círculo tradicionalista, e a publicação ocorreu no momento em que poderia causar mais estrago.

O epicentro da guerra contra o Papa procede da corrente tradicionalista da Igreja norte-americana vinculada ao Tea Party e de potentes círculos midiáticos próximos a Steve Bannon, obcecado com os movimentos populistas em Roma e com o próprio Vaticano. Um casamento de conveniência com a direita religiosa – norte-americana e europeia –, órfã de um líder espiritual forte que a defenda no Vaticano. Ou que, pelo menos, não a ataque continuamente em questões como a imigração e as desigualdades. Um coquetel alinhado com um potente caça-cliques, uma elevada dose de falsidades e investimentos em sites como LifeSite, Catholic Register e o próprio Breitbart de Bannon. Além disso, depois da abdicação de Bento XVI, a virulência dos ataques cresceu com a percepção de que elevar a pressão pode causar a demissão de um Papa. Nesta segunda-feira, 27, as primeiras reações, obviamente, partiram dos próprios líderes da revolta.

O cardeal Raymond Burke, comandante dessa guerra, humilhado em anteriores confrontos com Francisco, como a grotesca briga na Ordem de Malta, foi o primeiro. “As declarações feitas por um prelado com a autoridade do arcebispo Carlo Maria Viganò devem ser levadas muito a sério pelos responsáveis pela Igreja. Cada declaração deve estar sujeita a investigação, de acordo com a lei processual aprovada pela Igreja”, afirmou Burke. Depois, veio um ex-conselheiro da nunciatura apostólica nos EUA, o francês Jean-François Lantheaume, que avalizou a veracidade da acusação em declarações à Catholic News Agency. O Papa, entretanto, preferiu guardar silêncio no domingo e pediu aos jornalistas que extraíssem suas próprias conclusões usando sua “maturidade profissional”. Uma saída pouco ortodoxa, mas provisoriamente eficaz. “Era a melhor resposta que podia dar neste momento”, observa uma pessoa que despacha frequentemente com Francisco. Mas a guerra não terminou.

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Posted on 28-08-2018
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Marun diz que governo ‘lamenta’ saída de Jucá

 

Carlos Marun afirmou que o Palácio do Planalto “lamenta” a decisão de Romero Jucá de deixar a liderança do governo de Michel Temer no Senado, registra o G1.

O ministro da Secretaria de Governo acrescentou, porém, ser “impossível” atender ao pedido do senador para fechar temporariamente a fronteira de Roraima com a Venezuela.

Esse foi o motivo alegado por Jucá para deixar a liderança do governo. Mas, como publicamos, a dificuldade para se reeleger senador explica melhor.

Na última pesquisa do Ibope em Roraima, “Caju” aparece com 25% das intenções de voto. Seus rivais Ângela Portela e Mecias de Jesus têm 30% e 26%, respectivamente.

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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 2ª- feira 27/08/2018

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Mariano, no portal de humor gráfico A Charge Online

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Posted on 28-08-2018
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Fernando Haddad, em seminário com petroleiros no último dia 20.Fernando Haddad, em seminário com petroleiros no último dia 20. Fernando Bizerra EFE

O Ibope divulgou, no dia 20, sua primeira pesquisa nacional de intenção de voto para a Presidência após o registro das candidaturas junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Confirmando outras sondagens realizadas no mesmo período, o instituto apontou que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida com 37%, seguido de Jair Bolsonaro (PSL), com 18%, e Marina Silva, com 6%. Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT) apareceram com 5% cada. Dada a margem de erro da pesquisa, de dois pontos percentuais, os três últimos encontram-se tecnicamente empatados.

O Ibope também testou outro cenário, no qual Fernando Haddad (PT) substitui Lula na urna eletrônica. Nesse caso, Jair Bolsonaro lidera com 20% das intenções de voto, seguido por Marina Silva, com 12%, e Ciro Gomes, com 9%. Dada a grande possibilidade de impugnação da candidatura de Lula, nesse texto tentamos avaliar as possibilidades de crescimento de uma eventual candidatura de Fernando Haddad.  Quando apresentados os candidatos no cenário sem Lula, Fernando Haddad obtém 4% das intenções de voto, com pouca variação nos segmentos sociodemográficos. Já quando a pergunta indica que Haddad seria o candidato apoiado por Lula, 13% dos entrevistados responderam que votariam nele “com certeza”, enquanto 60% disseram que não votariam “de jeito nenhum”. Observando os dados por segmentos sociodemográficos, o apoio a Haddad, quando vinculado a Lula, fica mais parecido com o perfil do apoio dado ao ex-presidente. Na região Nordeste, 22% dos respondentes afirmaram que votariam nele “com certeza”, contra apenas 9% na região Sul. Entre os que possuem renda familiar de até um salário mínimo, 17% declararam que votariam nele seguramente e entre os que estudaram até a quarta série do ensino fundamental, 18%.

É interessante notar também que, na pesquisa Ibope, o Partido dos Trabalhadores (PT) foi mencionado por 29% dos eleitores brasileiros como a agremiação favorita, em pergunta estimulada. Em segundo lugar, aparece o Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB), com 5%. Na pesquisa realizada pelo Datafolha em junho, o PT aparecia com 19% e o PSDB, com 3%. No entanto, a pesquisa Datafolha realizou a pergunta de forma espontânea. Nos dados divulgados pelo Ibope, a preferência pelo PT se dá de maneira mais forte entre os habitantes da região Nordeste (46%), entre pretos e pardos (34%), pessoas que frequentaram até a quarta série (34%) e indivíduos cuja renda familiar é inferior a um salário mínimo (36%).

Segundo dados obtidos por duas rodadas do Estudo Eleitoral Brasileiro (Eseb), em 2010 e em 2014, cerca de 80% dos que afirmaram gostar do PT acabaram votando em Dilma Rousseff, candidata apoiada por Lula, em ambos os pleitos.

Dessa forma, é possível imaginar que o estoque de votos de Fernando Haddad esteja acima do que as pesquisas apontam até o presente. Se partirmos dos dados do Datafolha, estaria em torno de 16%. Se tomarmos a sondagem do Ibope, em algo como 23%.

A variação verificada nos segmentos sociodemográficos entre aqueles que afirmaram que votariam em Haddad “com certeza” também indica que há espaço para o crescimento entre os setores em que o ex-presidente Lula é bem apoiado.

No entanto, embora os dados indiquem a possibilidade de crescimento de uma eventual candidatura de Fernando Haddad, alguns elementos precisam ser destacados. Primeiro, o candidato não compete sozinho. Ou seja, os outros competidores tentarão evitar que esse potencial se concretize. Segundo, o PT não conta com a mesma estrutura de campanha e apoio de outras eleições. Terceiro, com os dados de que dispomos no momento, não é possível ter certeza se o padrão de lealdade dos petistas se mantém no mesmo nível dos verificados nos últimos pleitos.

Oswaldo E. do Amaral é professor da Unicamp e diretor do Centro de Estudos Opinião Pública (Cesop) da mesma instituição. Esse texto foi elaborado no âmbito do projeto Observatório das Eleições de 2018, que conta com a participação de grupos de pesquisa de várias universidades brasileiras e busca contribuir com o debate público por meio de análises e divulgação de dados.

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