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Do Jornal do Brasil

 

A pesquisa divulgada pelo Datafolha anteontem confirma uma tendência de transferência de voto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a candidata da Rede, Marina Silva. A presidenciável consegue dobrar, de 8% para 16%, suas intenções de voto em cenário sem o ex-presidente. Na pesquisa do Ibope/Estadão/TV Globo divulgada na terça-feira, Marina também dobrou seu desempenho, de 6% para 12%, na disputa sem Lula. Já a pesquisa do Instituto MDA/CNT revela ainda que há uma migração de 11,9% dos votos no ex-presidente, que está preso em Curitiba desde abril, para a candidata da Rede.

A explicação para isso pode estar no fato de que 10% dos ouvidos pelo Datafolha acreditam que Lula apoiaria Marina como candidata ao cargo. Ex-ministra do Meio Ambiente no governo Lula, ex-senadora e candidata à Presidência da República pela terceira vez, ela deixou o PT em 2009, após divergências com Dilma Rousseff no segundo mandato do ex-presidente. Passados oito anos, ela continua a colher o ônus e o bônus de ter sido petista.

De outro lado, apenas 17% dos eleitores respondem que o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, possível substituto de Lula na chapa petista – caso ele seja impugnado pelo Tribunal Superior Eleitoral –, será apadrinhado pelo ex-presidente. Haddad tem um ponto a seu favor: é conhecido por apenas 59% dos eleitores. Em comparação, Lula é conhecido de 99% dos ouvidos, Marina, por 93%, e o ex-governador Geraldo Alckmin, por 88%. Além disso, Haddad registra baixa rejeição (21%), e fica atrás da ex-ministra (25%), de Alckmin (26%) e do próprio Lula (34%).

Cenários eleitorais

Mas a dúvida quanto à transferência de votos para o ex-prefeito é justificada pelo alto índice de eleitores que não votaria em candidato indicado por Lula: 48%. Neste cenário, Marina tem vantagem por ser reconhecida na mesma região do ex-presidente e apresentar um recall de duas eleições.

Mulher negra, nordestina, e de origem humilde, Marina Silva sonhava em ser freira, e se alfabetizou apenas aos 16 anos em Mobral, capital acriana. Mais tarde, se formou em História e, na política, integrou o Partido Revolucionário Comunista, ao lado do sindicalista Chico Mendes, de quem seria vice na CUT-AC. Foi vereadora, deputada estadual e, em 1995, tornou-se a mais jovem senadora eleita no País, aos 36 anos.

Como ela, outro nome beneficiado pela ausência de Lula na é o candidato do PDT, Ciro Gomes. O presidenciável concorre pela terceira vez ao cargo, e dobra as intenções de voto na pesquisa do Datafolha, de 5% para 10%. Ciro foi governador no Ceará, ministro da Fazenda de Itamar Franco e ministro da Integração Nacional de Lula.

Marina e Ciro se dão melhor no Nordeste. Boa parte do eleitorado da dupla, no entanto, permanece na zona de influência do ex-presidente. Entre aqueles que declaram voto em Marina, 38% dizem que escolheriam o nome apoiado por Lula. No caso de Ciro, esse índice é de 42%. O percentual indica que a dupla travará uma disputa acirrada com Fernando Haddad, caso este substitua o ex-presidente na corrida.

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Comentários

Lucas Ribeiro on 24 agosto, 2018 at 9:28 #

Bolsonaro e as crianças que atiram: como a lei proíbe, ele quer jogar a lei “na latrina”. Por Kiko Nogueira
Publicado por Kiko Nogueira – 24 de agosto de 2018

?O candidato da família
Em agenda de campanha no interior de São Paulo, Jair Bolsonaro jactou-se de que seus filhos atiram “com munição de verdade” desde os 5 anos.

O artigo 242 do Estatuto da Criança e do Adolescente, ECA, classifica como crime “vender, fornecer ainda que gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, a criança ou adolescente, arma, munição ou explosivo”.

É passível de prisão, com pena de 3 a 6 anos.

Horas depois, em Araçatuba, ele se irritou ao ser questionado sobre isso.

E resolveu à sua maneira.

“Esse ECA tem que ser rasgado e jogado na latrina”, declarou.

“Porque nas comunidades tem moleques de 8 anos de idade usando fuzil maior do que ele”.

Segundo o capitão, ‘não podemos ter uma geração de covardes, de ovelhas morrendo nas mãos de bandidos sem reagir”.

Esse é o candidato da lei e da ordem, do cidadão de bem.

Bolsonaro quer jogar o Brasil na latrina.

Será jogado antes.


Daniel on 24 agosto, 2018 at 11:27 #

Marina é apenas um Lula de saias e constantemente em cima do muro. Apenas mais do mesmo!


Daniel on 24 agosto, 2018 at 11:32 #

Curioso que brincar com armas – que todos nos fizemos quando crianças brincando de polícia e ladrão, por exemplo – vira um “absurdo”, “algo inaceitável”, “intolerável”, mas essa mesma gente considera normal uma exposição com presença de crianças com nudez, zoofilia, sexo explícito e ataque a expressões religiosas.

E também consideram naturalíssimo manifestações “artísticas” com homens pelados sendo tocados por crianças de 6 anos.

Essa militância hipócrita e aparelhada nas redações ganha contornos cada vez mais estapafúrdios.


Lucas Ribeiro on 24 agosto, 2018 at 11:56 #

Como o “Mercado” avalia as eleições: Via Infomoney:

Lula alcança seu maior patamar, mas transferência a Haddad ainda é baixa, mostra XP/Ipespe

A uma semana do início do horário de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcançou seu maior patamar de intenções de voto na disputa pelo Palácio do Planalto. De acordo com pesquisa XP/Ipespe, realizada entre 20 e 22 de agosto, o petista agora tem apoio de 32% na simulação de primeiro turno em que sua candidatura é considerada — 12 pontos percentuais acima do segundo colocado, o deputado Jair Bolsonaro (PSL). O resultado representa uma oscilação positiva de um ponto em relação à semana anterior. Nesta simulação, os votos em branco, nulos e indecisos somam 18%. A pesquisa, registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número BR-07829/2018, ouviu 1.000 pessoas e tem margem máxima de erro de 3,2 pontos para cima ou para baixo.

Preso há mais de quatro meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro após ser condenado por unanimidade em segunda instância, Lula está inelegível e tem poucas chances de poder participar da disputa, em função da Lei da Ficha Limpa. A pesquisa mostra que, apesar do bom desempenho, o ex-presidente ainda transfere poucos votos a seu vice, Fernando Haddad, cotado como o favorito para substituí-lo ao longo da disputa. O ex-prefeito paulistano tem 6% das intenções de voto no cenário em que é considerado candidato do PT, situação de empate técnico com outros três candidatos: Marina Silva (Rede), com 12%; Geraldo Alckmin (PSDB) e Ciro Gomes (PDT), ambos com 8%. O líder nesta simulação é Bolsonaro, com 23%, ao passo que o grupo dos “não voto” soma 30%.

Assim como nas edições anteriores, a pesquisa testa o comportamento do eleitor quando o nome de Haddad é associado explicitamente a um esperado apoio de Lula. Nesta situação, o ex-prefeito cresce para 13% das intenções de voto. Bolsonaro lidera com 20% de apoio, ao passo que brancos, nulos e indecisos somam 31%. Uma semana atrás, o possível candidato petista tinha 15% das intenções de voto, o que correspondia a uma transferência de 44% do total conquistados por Lula. Agora, a taxa está em 32%, o menor percentual já registrado na série histórica da pesquisa XP/Ipespe, iniciada em maio. O movimento se dá em função da oscilação positiva de Lula e negativa de Haddad no recente levantamento. (…)


Daniel on 24 agosto, 2018 at 17:20 #

Paulo Guedes, economista de Bolsonaro, quer zerar a meta fiscal em um ano

Em entrevista à Globo News nesta quinta-feira (23), o economista e futuro ministro de Jair Bolsonaro, Paulo Guedes, afirmou: “Eu quero zerar a meta fiscal em um ano”.

A meta fiscal é uma estimativa realizada pelo governo da diferença entre gastos (com exceção de pagamentos de juros) e receitas (arrecadações de impostos em geral). Sendo a diferença positiva, a meta prevê um superávit primário. Sendo negativa, um déficit primário.

Zerar a meta fiscal significa estimar que não haverá um déficit nas contas públicas, com o governo conseguindo pagar suas contas com total êxito.

A meta para 2018 é de um déficit primário de R$159 bilhões.

https://conexaopolitica.com.br/ultimas/paulo-guedes-economista-de-bolsonaro-quer-zerar-a-meta-fiscal-em-um-ano/


Daniel on 24 agosto, 2018 at 17:24 #

Em campanha no interior de SP, Bolsonaro promete conter MST

O candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, continua sua campanha presidencial na cidade de São José do Rio Preto, em SP, nesta sexta-feira (24).

Em discurso na cidade do interior paulista, Bolsonaro prometeu repelir o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST):

‘Podemos proteger o trabalhador rural das invasões do MST. A invasão de propriedade, rural ou urbana, tem que ser repelida com uso da força’, declarou.

O candidato do PSL prometeu também tutelar o direito de defesa dos proprietários rurais:

Vamos buscar retaguarda jurídica não só para nossos policiais civis e militares, mas também para os cidadãos de bem poderem reagir à tentativa de alguém surrupiar seu patrimônio ou atentar contra sua vida. Ele poderá reagir e não será processado, muito pelo contrário, será condecorado pela sua atitude de bravura.

Segundo O Antagonista, o tucano “Geraldo Alckmin está frito. Ele vai perder todo o interior de São Paulo.”

De fato, conforme vem sendo reportado pela Renova Mídia, a força de Bolsonaro no Estado controlado há décadas pelo PSDB está deixando muitos analistas políticos surpreendidos.


Daniel on 24 agosto, 2018 at 17:25 #

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