DO PORTAL DE NOTÍCIAS METRO 1

[Edivaldo Boaventura, ex-diretor de A Tarde, morre aos 84 anos ]
Foto : Reprodução/Facebook

Por Clara Rellstab

Morreu na madrugada de hoje (22), aos 84 anos, o professor Edivaldo Boaventura, após complicações de uma cirurgia cardíaca.

Pai do ator e cantor Daniel Boaventura, ele comandou o jornal A Tarde como diretor-geral, além de ter trabalhos como escritor e professor da Ufba (Universidade Federal da Bahia).
 
Edivaldo também foi secretário de Educação e Cultura da Bahia por duas vezes, uma entre 1970 e 1971 e a outra entre os anos de 1983 e 1987, quando criou a Uneb (Universidade do Estado da Bahia) e foi reitor da instituição.

O sepultamento será realizado amanhã (23), às 3h da tarde, no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

Perfil – Nascido em 10 de dezembro de 1933, no município de Feira de Santana, o educador era bacharel em Direito (1959) e Ciências Sociais (1969) pela Ufba. Tornou-se doutor em Direito e obteve a Docência Livre em Economia Política (1964), pela mesma instituição, e cursou o Instituto International de Planificação de Educação/Unesco (1971-2), em Paris. Era mestre (1980) e PhD (1981) em Educação pela The Pennsylvania State University.
 
Professor emérito da Ufba, era membro das academias de Letras e de Ciências no estado e também dos Institutos Histórico e Geográfico Brasileiro e Geográfico e Histórico da Bahia. Entre as obras publicadas estão “A educação brasileira e o direito (1997)”, “O Parque Estadual de Canudos (1997)” e “Ufba: trajetória de uma universidade: 1946-1996” (1999).
 
Por causa da trajetória, foi condecorado pelo governo de Portugal em junho deste ano com a Ordem da Instrução Pública no grau de Comendador, pelos serviços prestados à educação e cultura nos dois países de língua portuguesa.

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Posted on 22-08-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 22-08-2018

O mundo volta os olhos para saber se o Brasil vai escolher, nas próximas eleições, os valores da democracia ou a barbárie do autoritarismo e do desinteresse pela dor alheia

Garoto venezuelano próximo ao controle de fronteira em Pacaraima (RR), nesta segunda-feira (20)rn rn
Garoto venezuelano próximo ao controle de fronteira em Pacaraima (RR), nesta segunda-feira (20) NACHO DOCE REUTERS

Os imigrantes venezuelanos que chegam ao Brasil são filhos da fome, e não do ditador Maduro. Vítimas de um desastre político. Recebê-los neste país, que se orgulha de ser democrático, deve proporcionar uma oportunidade para demonstrar que é rico o suficiente para matar a fome dessas famílias, que arrastam seus filhos para fora de suas casas e, assim, evitar vê-los morrer.

Negar sua entrada, como as autoridades estão pedindo, ou expulsá-los como indesejados depois que entrem, supõe uma grave falta de sensibilidade com essas pessoas que arriscam tudo para não sucumbir. Atear fogo em seus acampamentos, atentando contra suas vidas e anatematizá-los como ladrões e assassinos, revela a incapacidade de se colocar no lugar daqueles que vivem uma tragédia dessa magnitude.

Mesmo que seja verdade que algum desses imigrantes tenha cometido um crime assaltando um comerciante, isso não justifica a violência que outros estejam sofrendo, famílias inteiras arrancadas de suas casas e de seu país, cujo único pecado é o de seus governantes incapazes de dar sustento e liberdade ao seu povo.

Estou convencido de que esta perseguição e até mesmo a violência que estão sofrendo os refugiados venezuelanos na fronteira da Venezuela com o Brasil, e o ódio em relação a eles que está sendo incubado nas redes sociais, não respondem ao coração da grande maioria pobre dos brasileiros, que sabem, por experiência, quão difícil é para alguns pais ver sofrer e até morrer seus filhos, por falta de comida ou remédio. É este, e apenas este, o drama vivido por esses milhares de venezuelanos que fogem de seu país, não em busca de melhores condições de vida, e sim simplesmente para não morrer de fome.

O Brasil enfrenta um momento difícil. A historiadora Heloisa Starling alertou recentemente, no jornal Folha de S. Paulo, sobre o perigo de que os valores democráticos estejam entrando em crise e sobre a tentação de que a sociedade passe a apoiar governos autoritários que desprezam a democracia. E isso acontece nos momentos em que um povo começa a perder o amor pelos valores do diálogo e da democracia, quando se prepara o terreno fértil para a frieza diante da dor daqueles que sofrem com essa falta de valores em seus países ditatoriais. Lá, na Venezuela, do populismo de esquerda e aqui, no Brasil, da extrema direita.

Presos entre esses extremos, geradores de fome de pão e de liberdade, corremos o risco de descarregar nossa raiva e nossas frustrações contra os pobres imigrantes. Eles fazem parte, no entanto, desta caravana de inocentes que, da perseguição aos judeus dos campos de extermínio, até a ira contra os refugiados das guerras e do flagelo das ideologias totalitárias, constituem, com sua condição de desenraizados e sem pátria, o clamor da denúncia contra nossa consciência burguesa.

O mundo atualmente está com os olhos voltados para o Brasil para saber se, nas próximas eleições, os cidadãos vão apostar nas urnas pelos valores civilizatórios da democracia, da tolerância e do diálogo entre diferentes, ou pela barbárie do autoritarismo e pelo desinteresse pela dor alheia. O teste pelo qual o país está passando em relação aos imigrantes venezuelanos será importante para saber se o Brasil se posicionará na fila dos extremistas intolerantes de alguns países europeus contra os refugiados, ou se será capaz de oferecer o melhor de sua identidade, o que sempre conquistou os estrangeiros, como sua capacidade de saber nos aceitar não apenas com respeito, mas também com amizade e simpatia. Esse Brasil é o que não deve hoje, diante desses imigrantes, negar o que o fez sempre ser admirado, essa capacidade mágica de nos fazer sentir, assim que pisamos em seu solo, também brasileiros.

Que os imigrantes venezuelanos se vejam não apenas aliviados de sua fome de comida no Brasil, mas também de sua necessidade de serem aceitos, não como inimigos, mas como irmãos da mesma família. Todo o resto é usar seu sofrimento como vil e indigna moeda eleitoral.


O filme quis dizer: “Eu sou o samba”
A voz do morro rasgou a tela do cinema
E começaram a se configurar
Visões das coisas grandes e pequenas
Que nos formaram e estão a nos formar
Todas e muitas: Deus e o Diabo
Vidas Secas, Os Fuzis
Os Cafajestes, O Padre e a Moça, A Grande Feira,
O Desafio
Outras conversas, outras conversas
Sobre os jeitos do Brasil
Outras conversas sobre os jeitos do BrasilA bossa-nova passou na prova
Nos salvou na dimensão da eternidade
Porém, aqui embaixo “a vida”
Mera “metade de nada”
Nem morria nem enfrentava o problema
Pedia soluções e explicações
E foi por isso que as imagens do país desse cinema
Entraram nas palavras das canções
Entraram nas palavras das cançõesPrimeiro, foram aquelas que explicavam
E a música parava pra pensar
Mas era tão bonito que parasse
Que a gente nem queria reclamar
Depois, foram as imagens que assombravam
E outras palavras já queriam se cantar
De ordem, de desordem, de loucura
De alma à meia-noite e de indústria
E a terra entrou em transe, ê
No sertão de Ipanema
Em transe, ê
No mar de Monte Santo
E a luz do nosso canto
E as vozes do poema
Necessitaram transformar-se tanto
Que o samba quis dizer
O samba quis dizer: “Eu sou cinema”
O samba quis dizer: “Eu sou cinema”Aí o anjo nasceu
Veio o bandido meteorango
Hitler Terceiro Mundo
Sem Essa, Aranha, Fome de Amor
E o filme disse: “Eu quero ser poema”
Ou mais: “Quero ser filme, e filme-filme”
Acossado no limite da garganta do diabo
Voltar à Atlântida e ultrapassar o eclipse
Matar o ovo e ver a Vera Cruz
E o samba agora diz: “Eu sou a luz”
Da lira do delírio, da alforria de Xica
De toda a nudez de Índia
De flor de Macabéia, de Asa Branca
Meu nome é Stelinha, é Inocência
Meu nome é Orson Antônio Vieira Conselheiro de Pixote Super Outro
Quero ser velho, de novo eterno
Quero ser novo de novo
Quero ser Ganga Bruta e clara gema
Eu sou o samba, viva o cinema
Viva o Cinema Novo
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Magnífico show de interpretação das baianinhas do Quarteto em Cy na preciosidade musical de Gilberto Gil e Caetano Veloso. Mais que perfeita, pacífica e ritmada combinação para começar a quarta-feira de desencontrado agosto de tremendos confrontos ideológicos e eleitorais.
BOM DIA!!!
(Vitor Hugo Soares)

DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL/ESTADÃO
Yuri Silva
 
 Em visita a Salvador, segunda capital no roteiro da caravana que fará pela região Nordeste, o candidato a vice-presidente da República na chapa do PT, Fernando Haddad ironizou indiretamente, sem citar nomes, o presidenciável do PSDB, o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, ao comentar o crescimento de Lula na pesquisa eleitoral do Ibope.

“O presidente Lula é uma liderança de tal tamanho, de tal magnitude, que vem crescendo nas pesquisas. [A última pesquisa] deu um avanço de 5 pontos percentuais a ele. Tem candidato que não tem 5 pontos percentuais. A situação do outro lado é desesperadora, eu diria”, cutucou Haddad. “O Lula é o voto de preferência dos eleitores, está a 2 ou 3 pontos de ganhar no primeiro turno e tem o melhor plano de governo para tirar o País da crise”, afirmou.

Segundo o ex-prefeito, o ex-presidente Lula o orientou a fazer as ideias do plano de governo circularem. “A ideia geral é falar como a gente vai resgatar o País. Tem que fazer chegar essa mensagem nos quatro cantos”, disse o ex-prefeiro de São Paulo.

Fernando Haddad em evento em Salvador, na Bahia
 
Fernando Haddad em evento em Salvador, na Bahia

Foto: Ulisses Dumas/PT/Divulgação / Estadão Conteúdo

Haddad evita comentar pesquisa sobre transferência de votos

Durante a entrevista coletiva na capital baiana, Fernando Haddad evitou comentar a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo que apontou que 39% dos eleitores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não votariam nele caso venha a substituir o líder petista nas eleições 2018.

“Não estamos trabalhando com essa hipótese (de o ex-prefeito se candidatar no lugar de Lula) neste momento”, afirmou Haddad ao ser questionado pelo “Estado”. “O presidente Lula está pedindo seu registro, não está pedindo voto para um terceiro. Eu figuro na sua chapa como vice, com muita honra, para levar sua voz ao País todo, que é o que eu estou fazendo, e seu apoio à recondução de governadores como o Rui Costa (PT)”, completou.

Na hora da pergunta, porém, o governador da Bahia, Rui Costa, sentado ao lado de Haddad e do ex-ministro Jaques Wagner (PT), postulante ao Senado na chapa local, cochichou que “se 39% não transfere, quer dizer que 61% transfere”. O gravador registrou a fala de Costa, que depois foi repetida por Haddad no microfone. “O Rui está aqui me falando que 61% transferiria, mas nem trabalhamos com essa hipótese (de transferência) neste momento”, afirmou o ex-prefeito na hora.

A fala de Costa expõe a estratégia do PT de fazer Haddad rodar o País para se tornar mais conhecido, sobretudo na região Nordeste, onde o ex-presidente Lula, mesmo condenado e preso pela Operação Lava Jato, concentra o seu espólio eleitoral. O partido não confirma, mas já trabalha para transferir votos para Haddad para o caso de impedimento de Lula.

Em Salvador, o candidato a vice na chapa do PT gravará passagens para o programa eleitoral de TV durante uma caminhada pelas ruas da Liberdade, celeiro petista e berço do bloco afro Ilê Ayiê e outras organizações negras. Ele também fará gravações em estúdio, defendendo o legado de Lula no Nordeste e expondo tanto Rui Costa quanto Jaques Wagner nas imagens.

DO EL PAIS

 

O empresário Luciano Hang, proprietário da rede de lojas de departamento Havan, foi às redes sociais anunciar seu apoio ao candidato Jair Messias Bolsonaro (PSL). Em uma transmissão ao vivo de 48 minutos no Facebook, o empresário defendeu o programa do ex-militar com um discurso inflamado. “O Bolsonaro é humilde, é simples, é prático, é comprometido com o país (…) Temos tudo para dar certo, por que damos errado? Porque votamos errado (…) Tenha você coragem, empresário ou não, cidadão, dona de casa, tenha coragem de abrir a boca e pedir voto. Vamos ganhar essas eleições no primeiro turno”. Foi na última quinta-feira a a página oficial do candidato foi marcada na legenda do vídeo, que ao longo do final de semana recebeu 1,2 milhão de visualizações. O empresário também publicou em sua página uma fotografia em que posa com o militar da reserva convidando seus fãs a conhecerem o programa do postulante ao Planalto.

Hang seria mais um apoiador de Bolsonaro usando seu direito de se expressar politicamente no Facebook, a não ser por um detalhe: ele pagou para que a mensagem fosse vista pela maior quantidade possível de frequentadores do Facebook. Ele fez o chamado “impulsionamento”: investiu usando uma ferramenta da própria rede social para que o alcance de sua mensagem pedindo votos para Bolsonaro fosse turbinado. No entanto, a prática, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é ilegal. É que, pela reforma política aprovada no ano passado, não pode haver “terceirização” da propaganda. A legislação, que estreia neste ano rodeada de dúvidas, diz que só os próprios candidatos, partidos e suas coligações podem comprar propaganda eleitoral no Facebook. Para que isso seja feito, é necessário, primeiro, que os usuários sejam cadastrados previamente (tanto no TSE quanto no Facebook) para que possam investir recursos para exibir seus posts, devidamente identificados como propaganda eleitoral, para um número maior de pessoas do que normalmente ele apareceria.

Apesar da expressa proibição, os conteúdos de apoio a Bolsonaro publicados pelo proprietário da Havan permaneceram turbinados com dinheiro durante todo o final de semana e o impacto foi significativo. A mensagem apareceu no monitoramento das menções aos candidatos feito pelo EL PAÍS justamente porque seu sucesso e poder viral destoavam da média. A ação desbancou boa parte dos conteúdos que citavam os demais candidatos. Entre todas as citações de postulantes ao Senado, coletadas entre os dias 8 e 20 de agosto no Facebook, as postagens de Hang foram campeãs de interações (tudo envolvendo o vídeo, de curtidas a compartilhamentos), ocupando a primeira e a segunda posições no ranking (ver gráfico). A fotografia do empresário com Jair Bolsonaro obteve 187.598 reações, 11 mil comentários e 29 mil compartilhamentos. Já sua transmissão ao vivo declarando apoio ao candidato acumulou mais de 1.324.483 de visualizações, além de 100.176 reações, 49 mil comentários e 28 mil compartilhamentos.

Dono da Havan desafia lei eleitoral para promover Bolsonaro no Facebook

Regras da reforma política postas à prova

O caso de Havan é um exemplo dos desafios para a fiscalização da lei eleitoral nesta campanha. Essa é a primeira vez que as novas regras determinadas pela Reforma Política de 2017, incluindo a autorização para a compra de anúncios em redes sociais, são postas à prova. Na prática, como a fiscalização da lei é difícil, é como se ela não existisse. Apesar da proibição, qualquer pessoa física com um cartão de crédito pode pagar para promover sua mensagem e o Facebook simplesmente não vai fazer triagem prévia se aquele conteúdo fere ou não a legislação eleitoral. A única coisa que a rede social restringe são os conteúdos que infringem suas próprias regras de comunidade ou a pedido da Justiça Eleitoral.

“É função do TSE fiscalizar as propagandas eleitorais”, afirma o advogado Alberto Rollo, especialista em direito eleitoral. “Por isso, não adianta denunciar um post político no Facebook”, alerta. Não existe nenhum mecanismo de auditoria da Justiça Eleitoral para avaliar o que acontece dentro da rede social. Segundo o TSE, eventuais denúncias devem ser apresentadas ao Ministério Público Eleitoral e, se houver alguma fundamentação, serão analisadas. O MP Eleitoral, por sua vez, afirma que não se manifesta sem que haja um procedimento aberto de investigação, que só pode ser feito após uma denúncia online feita por partidos, candidatos ou mesmo cidadãos comuns. O que não aconteceu no caso da postagem de Luciano Hang.

Dono da Havan desafia lei eleitoral para promover Bolsonaro no Facebook

O problema é que o próprio conceito de propaganda eleitoral nas redes sociais é difuso. Segundo o advogado Rollo, se a postagem tiver nome e número do candidato, é pedido de voto.  Mas, para o empresário Luciano Hang, suas postagens são apenas manifestação de intenção de voto e não pedidos. “Meu Facebook e minhas redes sociais são motivacionais, para passar um pouco da minha vivência no dia a dia da nossa empresa”, disse ele ao EL PAÍS.

Hang afirma não ter alinhado sua estratégia com a campanha de Bolsonaro. O empresário não divulga quanto investiu nos impulsionamentos, mas afirma que quer que o maior número de pessoas o vejam – “para que possamos mudar o nosso país”. No entanto, ele garante não ter conhecimento de que suas postagens podem ser enquadradas como propaganda eleitoral. “Fiz um vídeo abrindo meu voto, em quem eu vou votar. Lá dentro eu falo que cada um tem o direito de escolher seu candidato. De nenhuma forma pedi voto para ninguém”, diz.

Em casos que a Justiça Eleitoral avalie que há violação da lei, tanto o responsável pela divulgação da propaganda ou pelo impulsionamento do conteúdo,quanto seu beneficiado (quando comprovado seu conhecimento prévio) podem ter de pagar multa entre 5.000 reais e 30 mil reais, ou em valor equivalente ao dobro da quantia investida, caso o cálculo superar o limite máximo da multa. Procurada, a campanha de Jair Bolsonaro não se manifestou sobre o caso.

O papel da propaganda segmentada

O debate sobre o que é ou não propaganda eleitoral, turbinada e terceirizada, no Facebook, não é menor. Os especialistas ainda discutem, no Brasil e no exterior, que peso as redes sociais tem na definição do voto e na motivação para sair para votar. O pulo do gato da rede de Mark Zuckerberg é permitir um tipo de propaganda refinada. O Facebook oferece um serviço de direcionamento de conteúdos para públicos segmentados por características como idade, gênero, estado civil, faixa de renda, interesses, comportamentos, traços psicológicos e tipos de vínculos familiares. Os impulsionamentos garantem que a mensagem chegue ao público selecionado pelo contratante, enquanto aquele conteúdos publicados por páginas entendidas como menos relevantes pelo Facebook tendem a ter sua visibilidade bastante limitada.

Casos como o de Luciano Hang continuarão sem qualquer monitoramento. De acordo com o Facebook, não cabe a eles decidir o que é ou não é propaganda eleitoral. “Outros continuarão argumentando que seria melhor que não tivéssemos esse tipo de anúncio no Facebook. Mas acreditamos em dar voz a campanhas legítimas – ao mesmo tempo em que ajudamos a garantir que as pessoas possam descobrir quem está tentando influenciar seu voto e por quê”, informa a rede social. 

Já os candidatos que usam os canais oficiais da rede já podem, sim, ser monitorados, mesmo que de maneira limitada. Para se ajustar à nova legislação aprovada com a Reforma Política de 2017 e, posteriormente, regulamentada pelo TSE, o Facebook divulgou no final de julho um conjunto de medidas para ampliar a transparência de páginas e anúncios no Facebook. Em junho, a empresa disponibilizou a consultar os impulsionamentos pagos veiculados por páginas na rede social. A medida, entretanto, não informa para quais públicos os anúncios foram direcionados nem o montante investido.

No início de agosto, a rede social anunciou o início do cadastramento candidatos, seus representantes, partidos e coalizões políticas. O cadastro permite aos envolvidos marcar um anúncio como “propaganda eleitoral” durante o período de oficial de campanha. A empresa também criou a ferramenta Biblioteca de Anúncios, que hospedará por sete anos todos os anúncios relacionados a política, incluindo propaganda eleitoral, com informações a respeito do valor aproximado gasto e o público demográfico impactado por cada anúncio. No entanto, a biblioteca também só contempla os anúncios de candidatos/partidos/coligações que se cadastrarem voluntariamente.

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Posted on 22-08-2018
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Luscar, no portal de humor gráfico A CHARGE ONLINE

 

Campanha de Alckmin convoca ‘guerra a bolsominions’ nas redes

Em evento no Rio com candidatos a deputado pelo PSDB e partidos coligados, os apoiadores de Geraldo Alckmin foram convocados a entrar “em guerra” nas redes sociais com eleitores de Jair Bolsonaro, informa o Estadão.

“O coordenador de mídias sociais de Alckmin, Fabricio Moser, instou cabos eleitorais a se engajarem fortemente na campanha feita no Facebook e pelo WhatsApp”, escreve o jornal.

Moser disse que o perfil do tucano no Facebook sofreu “ataques de bolsominions”. Também recomendou à plateia que reagisse às postagens do tucano com o emoticon “uau” (de boca aberta), para se contrapor aos emoticons de raiva dos bolsonaristas.

Afirmou, ainda, que textos da campanha do PSDB têm de ser compartilhados pelo WhatsApp. “Ele [Bolsonaro] tem muito robô, e a galera dele vai lá e faz o que tem que fazer.”

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