Quarteto do Rio e Roberto Menescal !!! Viva a Bossa !!! E o mar !!!

BOA TARDE E BOA NOITE CO LUA NO CÉU

(Gilson Nogueira)

Resultado de imagem para Jaques Wagner e Lula na Bahia

Resultado de imagem para Janio Ferreira Soares no jornal A Tarde

 

     CRÔNICA                                                          

 

Neymar cai, Rui corre, Leão acocora e anda

Embora a Copa do Mundo tenha terminado há pouco mais de um mês, a fama de cai-cai de Neymar continua fazendo sucesso entre crianças e adultos que, ao som de seu nome, giram pelo chão feito o pião do forró de Zé do Norte, aquele mesmo que é feito de goiabeira e só roda com ponteira, principalmente na palma da mão de quem o canta.

Pois bem, agora que a campanha eleitoral vai começar pra valer, penso que essa ideia poderia ser aproveitada pelos eleitores de alguns candidatos a presidente, governador e vice, que simplesmente criariam coreografias baseadas em suas particularidades para serem exibidas por aí. Abaixo dou algumas dicas, mas fique à vontade para criar as suas. Simbora.

Começando pela nossa velha Bahia, creio que um “Rui!” dito como se num rápido espirro em plena Avenida Sete – e com o “r” ronronando na mesma sonoridade do rato que roeu a roupa do rei de Roma -, seria a senha para uma desenfreada correria da galera entrando e saindo dos becos, como se fora a Madalena que Gil encontrou quando foi passear na roça, coitada, penando numa pedra comendo farinha seca, e ainda por cima tendo que ouvir sua mãe dizendo que pobre é sofredor e não tem valor, e só quem pode ajudar é o Senhor do Bonfim. Quanto a João Leão, seu companheiro de chapa, a coisa é bem mais complexa, pois sua coreografia exigiria um excelente preparo físico dos participantes, que ao ouvir um “vai bonitão!” teriam que caminhar de cócoras, numa clara alusão a quem está cagando e andando, exatamente o que ele disse que estava fazendo quando a Folha de São Paulo quis saber sobre a citação de seu nome na Lava Jato.

Partindo para a esfera presidencial, Bolsonaro tem cacife para inspirar várias performances, desde a simulação de um pau de arara coletivo numa barra de proteção da escada rolante de um Shopping quando alguém gritasse “coronel Ustra!”, até uma espécie de tiro ao gay, onde um “acerta na bunda de Jean Wyllys!”, provocaria centenas de dedos em riste apontando para o traseiro de quem desse alguma pinta de homossexualidade.

Ciro Gomes também é um açude de possibilidades, embora eu ache que uma mãozada na nuca da pessoa à frente na fila do cinema quando berrassem um “se entrega, Corisco!”, resumiria todo seu legado.

“E cadê Lula?”, você deve estar se perguntado. Por tratar-se de uma divindade, à citação de seu nome teríamos uma encenação de sua crucificação em frente ao TSE, quem sabe com Palocci e Dirceu em cada lado da cruz. A ressurreição, claro, seria na Pedreira Paulo Leminski, em Curitiba e, quando os soldados do centurião Moro abrissem o túmulo, encontrariam apenas a foto de Haddad, com uma carta endereçada a Jaques Wagner, dizendo: “Como você não quis, Galego, esse é o novo Messias. E seja o que meu Pai quiser”.

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, ma margem baiana do Rio São Francisco.

Clip histórico da apresentação de Gilberto Gil com Kofi Annan, que morreu neste sábado,18/8. Considerado o momento mais sensacional e  emocionante da apresentação do artista baiano na sede da Organização das Nações Unidas em Nova Iorque, em setembro de 2003. O então ministro da Cultura  do Brasil interpreta o clássico Toda Menina Baiana com o ex-secretário geral da ONU e Nobel da Paz, Koffi Annan.

A apresentação foi realizada em memória das 22 pessoas que morreram no atentado à sede da ONU em Bagdá. O concerto também foi realizado pela celebração do Dia da Paz Internacional e foi apresentado pelo próprio secretário-geral da ONU, Kofi Annan, que lembrou o compromisso dessa organização com “a paz e a dignidade humana”. No final do show, Gil convidou Annan para o palco, onde o secretário-geral tocou atabaque. Momento raro e grandioso!Confira !!!

SAUDADE!!! BOM DOMINGO!!!

(Vitor Hugo Soares)

Kofi Annan, em Nova York em 2012.Kofi Annan, em Nova York em 2012. GETTY

O ex-secretário geral da ONU Kofi Annan (Kumasi, Gana, 1938), que ocupou o cargo entre 1997 e 2006, morreu no sábado em Berna aos 80 anos, segundo informação da Organização Internacional das Migrações (OIM) em publicação no Twitter. “Hoje lamentamos a perda de um líder, um líder e um visionário: ex-secretário geral da ONU. Uma vida bem vivida. Uma vida digna de ser comemorada”, escreveu o órgão. Annan ganhou o Nobel da Paz em 2001 “por seu trabalho por um mundo melhor organizado e mais pacífico”. Em 2012 também recebeu o Prêmio Confúcio da Paz por “sua enorme contribuição à reforma e ressurgimento das Nações Unidas e como enviado especial da ONU e da Liga Árabe na Síria”.A família de Kofi Annan e sua fundação também confirmaram seu falecimento. “Morreu em paz nesse sábado 18 de agosto após uma breve doença”, diz uma publicação no Twitter na conta oficial de Annan, em que colocaram um comunicado lamentando sua perda. O diplomata ganês, confirmou a família, adoeceu quando voltava da África do Sul após comparecer à comemoração do aniversário do nascimento do líder sul-africano Nelson Mandela. Annan foi hospitalizado em Genebra e depois levado de avião a um hospital da capital, Berna, onde morreu.“Sua mulher Nane e seus filhos Ama, Kojo e Nina estiveram com ele nesses últimos dias”, relata o comunicado, que também diz que o ganhador do Nobel foi “um internacionalista profundamente comprometido que lutou durante toda sua vida por um mundo mais justo e pacífico”. A família também pediu privacidade nesse momento de luto.

Annan subiu de um começo humilde à secretaria geral da ONU. Seu maior fracasso na liderança do órgão, segundo ele mesmo reconheceu, foi não conseguir deter a guerra no Iraque, e pediu durante sua entrevista coletiva de despedida realizada na sede da organização em Nova York para não ser julgado unicamente pelo escândalo “Petróleo por Alimentos” nesse país, uma fraude que envolveu pelo menos 2.400 empresas no pagamento ilegal de comissões e propinas ao entorno do ditador iraquiano Saddam Hussein enquanto evitavam os controles das Nações Unidas.

O programa, que começou em dezembro de 1996 e acabou em 2003, nasceu como a mais ambiciosa operação realizada nos 60 anos de existência da ONU. O plano de ajuda contemplava o auxílio à população iraquiana com alimentos e remédios nos anos do embargo econômico contra o regime de Saddam Hussein. Dessa forma, se permitiu que petróleo saísse do Iraque no valor de 64,2 bilhões de dólares (251 bilhões de reais) e entrassem no país bens no valor de 34,5 bilhões de dólares (135 bilhões de dólares). Mas o programa se transformou em uma fonte de renda extra ao entorno de Saddam Hussein, que de acordo com os cálculos recebeu propinas e comissões de 1,8 bilhão de dólares (7 bilhões de reais).Annan afirmou ter feito todo o possível para deter a guerra no Iraque e que apesar de se tratar de seu pior fracasso não deve apagar outras conquistas como os esforços da ONU em prol dos direitos humanos, a luta contra a desigualdade, em favor do desenvolvimento, cujo maior expoente são os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. O ex-secretário geral expressou seu desejo de que seu mandato fosse lembrado como o da luta contra o desastre do tsunami no Oceano Índico e o terremoto na Cachemira, entre outros.lém da guerra no Iraque, Annan disse diversas vezes que o atentado contra a sede da ONU em Bagdá em agosto de 2003, em que o enviado especial Sergio Vieira de Mello morreu, foi outro dos piores momentos vividos na secretaria. Ele se manteve ativo até seus últimos dias, liderando a delegação da ONU The Elders, fundada por Nelson Mandela, que visitou o Zimbábue durante as eleições no final de julho.O secretário geral da ONU, Antonio Guterres, lamentou a morte de Annan, afirmando que seu legado será sempre uma inspiração para todos. “Nesses tempos turbulentos, Annan nunca deixou de trabalhar para manter vivos os valores da Carta das Nações Unidas. Seu legado será sempre uma inspiração para todos”, disse Guterres em um comunicado. O líder português acrescentou que “foi uma referência e um guia”: “Em muitos sentidos, ele era as Nações Unidas”. O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, também lamentou sua perda em sua conta do Twitter: “Hoje perdemos um grande humanista. Kofi Annan nos deixa, ex-secretário geral da #ONU e Nobel da Paz, mas seu legado fica para continuar trabalhando a favor da paz, da segurança e para reforçar a defesa dos #DireitosHumanos”

Manifestantes em uma marcha a favor da candidatura de Lula. Manifestantes em uma marcha a favor da candidatura de Lula. SALVATORE DI NOLFI EFE

A cela do prisioneiro mais famoso do Brasil costuma ficar aberta. Para os guardas é mais fácil deixá-la assim e trancá-la somente de noite e finais de semana para que, diariamente, flua a carreata de advogados, senadores, bispos, netos etc. que já é rotina no quarto andar da sede da polícia federal em Curitiba. Todas essas pessoas têm algo a falar com o preso, Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente e ainda o político mais popular da história recente do Brasil. Sentados na mesa retangular da cela que Lula transformou em seu novo escritório, cada um traz suas notícias. Uns, para contá-lo sobre os recursos da condenação de 12 anos por corrupção que o ex-presidente cumpre aí há quatro meses. Outros, das eleições presidenciais de outubro, em que Lula é, desde quarta-feira, candidato e também favorito com sobras nas pesquisas. E outros, sobre a batalha jurídica que significará fazer campanha da prisão em um país onde a lei jurídica não permite que um condenado em segunda instância como ele seja candidato.

“Não é a melhor maneira de se fazer uma campanha”, diz por telefone ao EL PAÍS Gleisi Hoffmann, presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT), partido de Lula e uma das máquinas políticas mais potentes do maior país latino-americano, horas depois de visitar a cela. “O ideal seria que Lula estivesse agora se reunindo com os líderes regionais. Mas está fazendo a campanha. Tem visitas contínuas, manda cartas, manda recados, manda orientações. E se nota: é impossível falar dessas eleições sem falar de Lula”.Em um primeiro olhar, a de Lula é uma candidatura rocambolesca. Enquanto seus rivais, os outros 12 candidatos, percorrem o país e os veículos de comunicação ganhando eleitores, ele é proibido de falar com a imprensa, participar dos debates na televisão e divulgar vídeos gravados por seu partido. Deve comandar suas tropas a partir dos 15 metros quadrados de sua cela, onde a duras penas pode se comunicar com o mundo exterior. Em seus atos, o PT começou a projetar imagens de arquivo e distribuir máscaras do rosto de Lula entre o público para tornar presente o candidato ausente. “Vamos insistir para que ele saia e faça campanha porque é seu direito político. Mas enquanto isso estamos trabalhando com a candidatura liderada por ele”, afirma por telefone Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras e coordenador da campanha. Não se reúne com Lula.

De fato, a rotina do ex-presidente é muito diferente da de um candidato. Ele se levanta às sete da manhã e toma café, suco e torradas com manteiga. Faz uma hora de exercícios por dia: seis quilômetros na esteira. Então abre a porta e começa a movimentação de visitas. Se são advogados, e geralmente são, Lula manda recados aos seus por eles: é o mais parecido que tem de comunicação em tempo real com o exterior. Nas manhãs de segunda é visitado por líderes religiosos —um bispo episcopal anglicano há um mês, por exemplo— e às quintas, seus filhos e seus netos. Nos finais de semana, visitas não são permitidas e, como milhões de brasileiros, mata o domingo diante da televisão —comprada por um de seus advogados—, vendo Domingão do Faustão. Quase não janta; os que o veem dizem que está perdendo os quilos extras. De noite, ouve música que recebe do exterior em pendrives, que conecta na televisão.

Mas com Lula costuma acontecer que a superfície é somente o começo e poucos em Brasília têm dúvidas de que sob todo esse circo se esconde uma estratégia. Que o ex-presidente não se inscreveu como candidato na quarta-feira somente para lutar uma batalha impossível de se vencer com o sistema legal. O mais provável é que ao fazê-lo, Lula permita que o combalido PT faça campanha em seu nome, o mais poderoso da antipática política brasileira. E se é questão de tempo até o Tribunal Eleitoral vetá-lo com candidato, esse tempo é essencial. Cada dia que passa são menos votos perdidos; votos que sem dúvida quem o substituir no último minuto precisará (quase com certeza seu número dois, Fernando Haddad).

Se o jogo de raposa velha de Lula já não é ganhar as eleições e sim atrasar o máximo possível o Tribunal Eleitoral, seus rivais já não são os demais candidatos e sim os juízes; suas armas não são as pesquisas e sim a burocracia e seus prazos. E a meta final, mais do que a data com as urnas em 7 de outubro, é o 17 de setembro, data limite para que o Tribunal avalie as candidaturas. Toda manobra que aproxime Lula desse dia será uma vitória. Assim que se anunciar o veto à candidatura, o PT terá uma semana para recorrer da decisão: a ideia é usá-la. E quando sair uma decisão desfavorável, terão outros três dias para recorrer novamente. Enquanto isso, do outro lado, os juízes fecham o cerco o quanto podem. Após a inscrição de Lula como candidato, a promotora geral tinha cinco dias para pedir ao Tribunal Eleitoral que o impugnasse: demorou cinco horas. Cada minuto é uma vitória para os dois lados.

“O fato de que Lula tenha chegado até aqui já é digno de nota”, diz Hoffmann, horas depois de se reunir com ele. “E vamos apresentar todos os processos necessários para que possa continuar. Essa é sua campanha, sua estratégia. Lula estará no programa eleitoral, de uma maneira ou de outra”.

ago
19
Posted on 19-08-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 19-08-2018


 

Sponholz, no

 

Campanha de Marina trabalha para acabar com ‘marinês’

 

Coordenadores de campanha de Marina Silva estão treinando a candidata da Rede para tornar seu discurso mais claro e simples.

O resultado do treinamento, publica o Estadão, foi comemorado depois do embate com Jair Bolsonaro na Rede TV.

Marina foi questionada sobre a mudança de tom, mas negou se tratar de uma estratégia de campanha.

“Foi ele [Bolsonaro] que me escolheu fazendo pergunta, porque geralmente existem aqueles que gostam de subestimar as mulheres.”

  • Arquivos