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Postado em 06-08-2018
Arquivado em (Artigos) por vitor em 06-08-2018 00:22

  Mourão, o controverso general que sela a chapa puramente militar de BolsonaroDivulgação

O deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) anunciou que o general da reserva do Exército Hamilton Mourão será seu candidato a vice-presidente nas eleições de 2018. Bolsonaro falou na manhã deste domingo durante a convenção estadual do PSL em São Paulo. O nome de Mourão foi referendado pela convenção nacional do PRTB horas depois. “Eles podem ter muita coisa, mas só nós temos o povo ao nosso lado. No momento, eu deixo de ser capitão. O general Mourão deixa de ser general.  Nós somos agora soldados do nosso Brasil”, discursou Bolsonaro.

A estimativa é que chapa Bolsonaro-Mourão tenha 14 segundos diários do tempo de propaganda de rádio e TV, sendo 8 do PSL e 6 do PRTB. Ao todo, são 25 minutos na programação que envolve todas as legendas. O fundo eleitoral dos dois juntos — que será dividido com os concorrentes ao parlamentos federal e estadual, assim como para os Governos — chega aos 13 milhões de reais. Todo o fundo eleitoral distribuído entre os partidos é de 1,7 bilhão de reais. É bem pouco para o líder das pesquisas em cenários que não consideram a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, virtualmente impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa. Por isso, a estratégia é seguir apostando pela bem-sucedida estratégia nas redes sociais.

Defesa da “intervenção federal”

Antes de ouvir o sim de Mourão, Bolsonaro já havia sido rejeitado por três possíveis candidatos, inclusive o próprio general. A advogada Janaína Paschoal (PSL) e o também general da reserva Augusto Heleno (PRP) haviam sido sondados para concorrer na chapa, mas as negociações não avançaram. Para convencer Mourão, Bolsonaro contou com a ajuda de Levy Fidelix, o presidente do PRTB que já disputou outras eleições presidenciais.

Com uma chapa puro sangue militar, Bolsonaro é ex-capitão do Exército, o PSL reforça o caráter de extrema-direita da candidatura. Os companheiros de chapa tem em comum a defesa da ditadura militar brasileira (1964-1985). Durante o Governo Dilma Rousseff (PT), Mourão era o comandante do Exército no Rio Grande do Sul e chegou a defender uma intervenção militar para debelar a crise política e econômica do governo petista. Ambos, Bolsonaro e Mourão, tem em comum a admiração pública pelo coronel Carlos Brilhante Ustra (1932-2015), chefe de um importante centro da repressão durante a ditadura militar e reconhecido como torturador pela Justiça brasileira e pelo relatório oficial da Comissão Nacional da Verdade, de 2014. Na cerimônia em que se despediu da carreira, o agora general reformado elogiou Ustra em em uma concorrida cerimônia no Salão de Honras do Comando Militar do Exército, em Brasília.

Desde que entrou para a reserva, Mourão passou a dirigir o Clube Militar e defender abertamente a candidatura de seu colega de farda. Em princípio, ele deveria concorrer a um cargo no Congresso Nacional. Mas mudou de ideia após insistentes pedidos de seus aliados.

Até o momento, entre os principais concorrentes ao Planalto, apenas Ciro Gomes (PDT), Manuela D’ávila (PCdoB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não anunciaram seus candidatos a vice-presidente. As outras chapas ficaram assim formadas: Marina Silva (REDE) e Eduardo Jorge (PV); Geraldo Alckmin (PSDB) e Ana Amélia (PP); Álvaro Dias (PODEMOS) e Paulo Rabello (PSC); Henrique Meirelles e Germano Rigotto (ambos PMDB); Guilherme Boulos e Sonia Guajajara (ambos PSOL) e; João Amoêdo e Christian Lohbauer (ambos NOVO).

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Comentários

Daniel on 7 agosto, 2018 at 17:08 #

Bastou anunciar o vice para começar o tiroteio sobre o sujeito…kkkkkk

E ainda há quem negue a “cruzada midiática” contra o diabólico, perverso e maquiavélico candidato da ultra- super- power- mega- extrema direita conservadora! hehehehh


Lucas Ribeiro on 7 agosto, 2018 at 17:48 #

Lucas Ribeiro on 7 agosto, 2018 at 23:14 #

Danielzinho querido , voce ainda não falou se também acha os indios indolentes e os negros malandros!!????


Daniel on 8 agosto, 2018 at 0:13 #

Caso você não saiba, rapaz, a frase foi tirada de um pensamento do reconhecido economista e diplomata Roberto Campos feita há décadas. Não me recordo de nenhum relato de “polêmica”, “escândalo” ou reação do tipo àquela altura.

Agora, bastou 1 dia do anúncio da candidatura do tal general como vice para tirarem a frase do contexto, excluírem (episódio típico de fake news) o comentário que versava sobre o lado negativo da herança ibérica (já que falar mal de europeu não gera polêmica) e começar a disseminar o fruto falso da manobra gerado.

Obs: Da próxima vez que desejar pautar algum comentário meu por aqui, trate de ao menos estudar um pouco sobre o assunto, de modo a, sei lá, evitar o ridículo.


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