ago
05
Posted on 05-08-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-08-2018
Mateus Fagundes
 

O presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou ao Broadcast Político/Estadão que a senadora Kátia Abreu, do Tocantins, foi escolhida como vice de Ciro Gomes para a disputa presidencial nas eleições 2018.

A escolha pela chapa pura à Presidência ocorre após uma semana de seguidos reveses para Ciro. O ex-ministro estava em negociação avançada para compor com o PSB. No entanto, a executiva nacional pessebista acertou com o PT a neutralidade do partido na corrida ao Planalto. Em troca, foram retiradas as candidaturas do ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda (PSB) ao governo de Minas e da vereadora Marília Arraes (PT), em Pernambuco.

 
Kátia Abreu será a vice-candidata à presidência na chapa de Ciro Gomes pelo PDT

 
 
Kátia Abreu será a vice-candidata à presidência na chapa de Ciro Gomes pelo PDT

Foto: Arquivo / Agência Brasil

A manobra do PSB teria sido acertada com o consentimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso desde 7 de abril em Curitiba, que deseja isolar Ciro no campo da centro-esquerda. No sábado (4), o pedetista fechou a primeira e até agora única composição partidária da chapa, com o Avante.

Historicamente ligada à bancada ruralista, a senadora foi eleita pelo Estado do Tocantins em 2006, pelo DEM (então PFL). Quando a ex-presidente Dilma Rousseff assumiu o Planalto, em 2011, as duas acabaram se aproximando. Já pelo MDB, em 2014, Kátia foi reeleita para o cargo.

No ano seguinte, foi nomeada ministra da Agricultura. No processo de impeachment de Dilma Rousseff, Kátia se tornou uma das mais ferrenhas defensoras da petista.

O apoio incondicional a Dilma, mesmo após o impeachment, custou à senadora a expulsão do MDB, em 2017. Em março deste ano, ela se filiou ao PDT para disputar a eleição suplementar do governo do Tocantins. Na corrida extemporânea, ela ficou em quarto lugar, com 15,66%. Ela pretendia concorrer novamente ao mesmo cargo em outubro.

Na eleição estadual, Lula enviou carta de apoio à candidatura de Kátia, mesmo sem o PT fazendo parte formalmente da chapa.

ago
05
Posted on 05-08-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-08-2018

Bolsonaro anuncia Mourão como vice

 

Como antecipamos, Jair Bolsonaro anunciou o general Hamilton Mourão como vice em sua chapa. Mourão terá seu nome oficializado na tarde deste domingo.

O anúncio foi feito em um clube no Jaçanã, em São Paulo.

O candidato do PSL foi recebido por uma bateria de escola de samba e um homem fantasiado de Capitão América.

ago
05
Posted on 05-08-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-08-2018


 

Miguel, no (PE)

 

   

Resultado de imagem para Escrava Isaura Lucélia Santos

 

Resultado de imagem para Janio Ferreira Soares no jornal A Tarde

                   

CRÔNICA/ CACHORROS E VIDA

Alguns dos meus cachorros

Janio Ferreira Soares

Kid Nelson era um chihuahua invocadíssimo, como todo baixinho que se preza tende a ser. E a coisa agravou-se mais ainda pelo choque que o coitado levou ao morder a tomada da TV e provocar um curto-circuito bem na hora do último capítulo de Escrava Isaura, mais precisamente quando Leôncio suicidou-se, provocando a imensa ira de minha tia Iaiá que, politicamente incorreta e nem aí para seus olhinhos esbugalhados, aplicou-lhe umas boas chineladas por ter perdido Lucélia Santos, com a cabeça recostada no ombro de Edwin Luisi, dizendo: “ele não devia ter feito isso. É contra todas as leis de Deus”. Infelizmente, a poucos minutos da virada do ano, Kid assustou-se com os fogos e saiu correndo pela rua, vindo a falecer sob os pneus de um Chevette bege, naquele que foi um dos réveillons mais tristes da minha mocidade.

Baretta era um imponente pastor belga que viveu uma baita crise de identidade em seus primeiros meses. É que alguns amigos, incentivados por Otávio Américo (grande baixista do Mar Revolto), só o chamavam de Pazuzu, nome do demônio do filme O Exorcista, grande sucesso na época. Extremamente doce, a única vez em que Baretta lembrou o renegado foi quando Rivaldo, ainda estudante de veterinária, aplicou-lhe uma vacina de revestrés e ele, com a rapidez de um capeta, cravou-lhe os dentes bem naquela gordurinha que cai sobre a lateral do cós da calça quando o cinto aperta-o em excesso. No mais, ele foi-se quase banguela, coitado, apenas observando moscas e sonhando fisgá-las no ar, como nos tempos em que era tão forte e veloz quanto qualquer mocinho de caubói.

Finado Chicão (que é como Francisco ainda hoje é chamado por quem o conheceu), era um pastor alemão meio fake e um velho companheiro de caminhadas, mesmo após o fatídico dia de sua maior vergonha. Explico.

Certa vez, depois que o nível do rio baixou vários metros, ficou possível andar por lugares onde antes apenas nadávamos. Saltitante e empolgado por percorrer caminhos tão raros, ele deu um pulo numa borboleta pousada numa moita que, para sua desgraça, encobria uma enorme poça de lama. Completamente sujo e encabulado com as gozações, Chicão voltou pra casa e ficou pelos cantos com a cara amarronzada e cílios à milanesa, parecendo um cão de barro do Mestre Vitalino.

Se ainda tivesse espaço falaria de China, Branca e Alf, três vira-latas que cresceram com os meninos aqui no sítio, e de Pixote Jamaica, um querido pequinês, que adquiriu esse sobrenome já depois de velho, segundo as más línguas, por ter se viciado no som e nas coisas da terra de Bob Marley. Mas é melhor deixar essa história pra lá, pois têm muitos senhores respeitados envolvidos nisso. Agora, se me dão licença, Júlio e Edgar rosnam por um passeio. Fui!

Janio Ferreira Soares, cronista, é secretário de Cultura de Paulo Afonso, na beira baiana do Rio São Francisco

Dá-lhe Marley! Dá-lhe Janio!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

ago
05
Posted on 05-08-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-08-2018

  Marina Silva com seu vice, Eduardo Jorge, durante convenção da Rede que oficializou a chapa presidencial em Brasília.Marina Silva com seu vice, Eduardo Jorge, durante convenção da Rede que oficializou a chapa presidencial em Brasília. SERGIO LIMA AFP

Marina Silva (Rio Branco, 1958) é a pessoa que mais perto chegou de encarnar de fato a terceira via na política brasileira, ao terminar em terceiro lugar nas duas últimas eleições presidenciais e quase romper a histórica polarização entre petistas e tucanos que domina o país há mais de duas décadas. Se ela conta para este pleito com o trunfo de preservar um consistente recall das outras vezes que concorreu ao Palácio do Planalto, a reduzida estrutura que a ex-ministra do Meio Ambiente terá à sua disposição neste ano será o principal desafio a superar. Com uma aliança que inclui apenas o Partido Verde, Marina terá, segundo o coordenador de infraestrutura da campanha Bazileu Margarido, apenas 30 segundos no horário gratuito de televisão e cerca de 5 milhões de reais do fundo eleitoral para gastar. Comparados aos recursos dos grandes partidos no Brasil, como MDB, PT e PSDB, são números quase franciscanos.

“A estratégia [para ganhar a eleição] é continuar sendo coerente. Vamos mobilizar os recursos que dispomos, mesmo sendo parcos”, afirmou Marina, pouco depois de ser oficializada candidata pela Rede, em Brasília. “Os grandes partidos decidiram que eles são os donos do fundo eleitoral e do tempo de tevê. A Rede e o PV vão se mobilizar e participar dos debates. A população é que vai suprir aquilo que está faltando”, concluiu.

A convenção nacional que chancelou a candidatura de Marina e de seu vice, Eduardo Jorge (PV), foi a primeira realizada pelo partido criado pela ex-ministra em 2015. O acordo eleitoral com o PV — sigla pela qual Marina concorreu ao Planalto pela primeira vez em 2010 — obrigou a agora candidata a se reaproximar de um antigo desafeto: o presidente da sigla, José Luiz Penna, que acompanhou o ato. Ela nega, no entanto, que a aliança tenha sido celebrada apenas para garantir mais de tempo de tevê. “Nossa aliança é programática, não é pragmática”, declarou a ex-ministra.

“Mas por que nós somos inviáveis? Por que nós não substituímos a população pelo Centrão? Por que não trocamos o futuros dos brasileiros por tempo de TV? Não quero mais que nosso país tenha líderes para liderar o atraso. Temos que disputar os avanços”, disse Marina, num discurso que, em tese, deveria ter eco num eleitorado descrente da política e bombardeado pelos escândalos de corrupção.

Líder ambientalista de reconhecimento internacional, Marina viveu seu momento político de maior projeção nas eleições de 2014 quando, depois da morte do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos num acidente aéreo, ela assumiu a cabeça de chapa da candidatura do PSB. Personagem conhecida na política brasileira, longe de escândalos de corrupção e com uma biografia repleta de momentos de superação, Marina passou a ter também os recursos de um partido de porte médio, que lhe garantiu exposição no horário eleitoral e estrutura para realizar a campanha. O resultado se refletiu nas pesquisas de opinião: ela disparou e, em determinado momento, esteve empatada tecnicamente com a então presidenta Dilma Rousseff, que liderou o primeiro turno e acabou vencendo as eleições.

O bom desempenho nas sondagens eleitorais naquele ano, no entanto, fez com que Marina se tornasse alvo tanto de Dilma quanto do senador Aécio Neves (PSDB), que passaram a criticá-la duramente. A ofensiva foi eficaz e o tucano acabou passando para o segundo turno, mas o capital político acumulado pela ex-ministra naquele pleito não foi nada desprezível: mais de 22 milhões de votos.

Quatro anos depois, Marina tem a meta de provar que não desperdiçou sua chance de virar presidente em 2014. Seu partido hoje só tem apenas dois deputados e um senador e teve desempenho fraco nas municipais de 2016. Agora, também conta com menos entusiasmo de um certo setor empresarial do que na última vez que concorreu. Apesar dos “recursos parcos”, como ela mesmo define, a ex-ministra do Meio Ambiente aparece em segundo lugar no último levantamento do Ibope, com 13% das intenções de voto (no cenário em que não é considerado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que ela herda parte de seus possíveis eleitores). Para Andrei Roman, da consultoria Atlas Político, um das vantagens de Marina é justamente a resiliência de parte de seu eleitorado, além da rejeição menor e o apelo que tem com vários segmentos da população – em especial das mulheres, o maior contingente de indecisos que pode ser decisivo nas urnas.

Partilha

O tema da reduzida estrutura partidária é ainda mais delicado para a Rede porque a sobrevivência do partido depende de uma votação que supere a cláusula de desempenho criada pelo Congresso Nacional.  Se a sigla não fizer ao menos 1,5% dos votos da eleição para Câmara ou não eleger no mínimo nove deputados, ficará de fora da partilha de recursos do fundo de financiamento das eleições e da partilha do tempo de tevê, além de não receber uma estrutura mínima para o exercício de mandato. O sufocamento das pequenas siglas deve obrigar — segundo analistas — os parlamentares dos partidos que ficarem abaixo dessa linha a trocar de legenda.

O resultado disso é que metade do dinheiro do fundo eleitoral que a Rede tem direito para estas eleições será investido nas candidaturas locais para a Câmara Federal. A aposta do movimento liderado por Marina Silva é em nomes que possam ajudar a ultrapassar a cláusula de desempenho, como a ex-candidata a presidente Heloísa Helena e o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello. Ambos estiveram presentes na convenção.

 
Lula presidente
Petistas formalizam Lula como candidato à presidência em São Paulo. NACHO DOCE REUTERS

A convenção nacional do PT sacramentou, no início da tarde deste sábado, o nome de seu candidato à presidência da República em evento realizado na região central de São Paulo. Sem surpresas, o ex-presidente Lula foi aclamado por uma plateia de centenas de militantes, delegados e autoridades partidárias, mesmo preso em uma cela há mais de 400 km de distância em Curitiba e virtualmente impedido de concorrer pela Lei da Ficha Limpa. No final do encontro foi lida uma carta do petista aos correligionários: “Já derrubaram uma presidenta eleita, agora querem vetar o direito do povo escolher livremente o próximo presidente. Querem inventar uma democracia sem povo”. Se por um lado a cabeça da chapa foi oficializada, até o momento o partido não anunciou quem será o vice na chapa do petista.

O PT cogitava o nome de Manuela D’Ávila (PCdoB), também candidata à presidência, como companheira de chapa e esperava-se que a decisão fosse anunciada em breve, mas na sexta a cúpula partidária, que visitou Lula em Curitiba, anunciou que pretendia deixar a decisão para daqui a alguns dias. Além de Manuela, Gleisi Hoffmann voltou a dizer que o Ciro Gomes, candidato do PDT, como vice – horas antes, o cearense havia lançado uma carta que parecia rechaçar a ideia, mas elogiava Lula.

Seja como for, o partido pode não conseguir empurrar a decisão tanto quanto gostaria.  Uma sinalização controversa do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pode obrigar o partido a fechar a chapa até domingo. Lideranças do partido deram a entender que esta questão será discutida internamente após a convenção – após o rito de aclamação de Lula, o encontro foi fechado para a imprensa. O PROS e o PCO anunciaram apoio à chapa petista, sem, no entanto, pleitear a vice presidência.

O mantra da legenda foi repetido à exaustão pelos presentes: “Não existe plano B, não existe plano C, nosso plano é Lula”. Detido há mais de cem dias, o petista já demonstrou que o cárcere não é um obstáculo para suas articulações políticas. Resta ver até onde o partido pretende levar sua candidatura, que pode fazer água em breve quando o Tribunal Superior Eleitoral ou o Supremo Tribunal Federal julgarem a legalidade de sua candidatura.

O senador Lindbergh Faria (PT-RJ) defendeu que Lula seja mantido como candidato do PT independente de qualquer decisão da Justiça. “Se ele impugnarem a candidatura do Lula, por mim, a gente vai até o fim. Mesmo que ele seja eleito sub judice. Quero ver o povo eleger o Lula e o Judiciário não aceitar a vontade do povo. Esse povo se levantará!”, gritou. A tese defendida pelo parlamentar divide a legenda: parte da executiva nacional prefere que o partido troque o nome do ex-presidente pelo de outro candidato às vésperas do pleito.

O nome de Fernando Haddad, possível candidato do partido no lugar de Lula, foi um dos mais ovacionados pela militância. Na plateia uma dezena de cartazes com os dizeres “Marília [Arraes] governadora do Pernambuco” lembravam a todos que o acordo do PT com o PSB, que rifou a jovem candidata pernambucana, ainda era uma ferida não cicatrizada. O nome dela chegou a ser anunciado como a primeira a falar no evento, mas posteriormente a ordem foi trocada. Quando a lista com o nome de todos os candidatos a governador do partido foi lida, um coro de apoio a ela tomou conta do auditório por alguns minutos: “Marília! Marilia!”. O grito se repetiria por ao menos mais três vezes ao longo da convenção.

Marina: “Não dá mais, não dá mais, não dá mais…”

Por Diego Amorim

Marina Silva, na convenção que confirma agora seu nome à Presidência da República, relembra Chico Mendes, sua infância e as doenças que enfrentou.

Agradece a Deus e à família. Diz que é movida “pela fé e pela determinação”.

Detalha sua trajetória política e ataca o governo Dilma-Temer, chamado por ela de “grupo criminoso”.

Volta a frisar que vai “governar com os melhores”. Defende o fim da reeleição e do foro privilegiado. Defende também as candidaturas avulsas.

E repete, com a ajuda da militância, depois de dizer que “as pessoas querem mudar, mas não mudam”.

“Não dá mais, não dá mais, não dá mais…”

  • Arquivos