Por Gustavo Garcia e Filipe Matoso, G1, Brasília

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, durante entrevista à GloboNews (Foto: Reprodução/GloboNews) O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, durante entrevista à GloboNews (Foto: Reprodução/GloboNews)

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta sexta-feira (3) que, se eleito, pode privatizar a Petrobras “se não tiver solução”.

A declaração foi dada em entrevista à GloboNews que, nesta semana, entrevistou postulantes ao Palácio do Planalto nas Eleições 2018.

“Se não tiver uma solução, eu sugiro a privatização da Petrobras. Acaba com esse monopólio estatal e ponto final. Então, é o recado que eu dou para o pessoal da Petrobras”, afirmou o candidato.

“Eu entendo que a Petrobras é estratégica. Por isso não gostaria de privatizar a Petrobras, esse é o sentimento meu. Agora, se não tiver solução, não tiver um acordo, você não vai ter outro caminho”, acrescentou.

De acordo com o candidato, se ele for eleito, o economista Paulo Guedes será o ministro da Fazenda e terá a liberdade para conduzir a política econômica e ainda escolher, por exemplo, o presidente do Banco Central.

“O Brasil está numa situação tal que você tem que acreditar nas pessoas e o Paulo Guedes não vai tomar decisões sem conversar comigo. […] E ele já falou que gostaria de manter o presidente do Banco Central [Ilan Goldfajn]. Eu falei: ‘Quem vai definir isso é você, eu quero resultado'”, completou.

Gays, mulheres e aborto

Durante a entrevista, o candidato do PSL disse que não é homofóbico, mas, sim, contra o que chamou de “ideologia de gênero” que, segundo ele, é ensinada nas escolas.

“Nunca fui homofóbico. [Mas] eu não posso admitir que crianças com seis anos de idade assistam a filmes como ‘Encontrando Bianca’, onde meninos se beijam, meninas se acariciam, para combater a homofobia. Está na cara que a criancinha de seis anos de idade que assistir a isso, no intervalo, o Joãozinho vai querer namorar o Pedrinho. Um pai não quer chegar em casa e encontrar o filho brincando de boneca por influência da escola”, afirmou.

Em outro trecho, Bolsonaro foi indagado sobre o que pretende fazer, caso seja eleito, para combater a desigualdade salarial entre homens e mulheres. Ele disse, então, que seria um “absurdo” o governo criar algum tipo de política sobre o tema.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o rendimento médio dos homens é de R$ 2.012, enquanto o das mulheres, de R$ 1.522. Além disso, levantamento do site de empregos Catho mostra que as mulheres ganham, nos mesmos cargos e funções, até 53% menos que os homens.

“Se você quiser interferir no mercado, você vai quebrar de vez. Não é que tem quem ganha menos ou mais. Isso vai do entendimento de quem contrata. Você vai chegar e vai dizer que [homens e mulheres] têm que ganhar a mesma coisa? […] Você não tem como interferir no mercado. Isso é um absurdo”, afirmou Bolsonaro nesta sexta.

Em outro trecho, o candidato do PSL à Presidência da República avaliou que não cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF) discutir a descriminalização do aborto. Uma ação na Corte visa descriminalizar a prática até 12 semanas de gestação.

Hoje, é permitido à mulher fazer aborto em caso de estupro, risco de vida para a mãe ou feto anencéfalo.

Outros temas

Saiba abaixo outros temas abordados pelo candidato durante a entrevista à GloboNews:

  • Possíveis candidatos a vice: “Ou vai ser a senhora Janaína Paschoal, ou o senhor príncipe Luiz Philippe de Orléans e Bragança. [O que] está faltando é que eu estou conversando com a Janaína e ela apresenta alguns problemas familiares, porque ela tem dois filhos. […] Não posso ter preferência. Lógico, sempre, a gente pensa em um ‘plano B’. No momento, o ‘plano B’ é o príncipe.”

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Comentários

Daniel on 4 agosto, 2018 at 2:46 #

Ele tem razão quanto à perversão da ideologia de gênero nas escolas e centros de ensino. Conheço bem quando afirmo que, hoje, a produção acadêmica de nossas instituições destinam 80 ou 90% de seu tempo, recursos e espaço para temas concernentes ao tema racial, louvação marxista, de teor feminista (de um radicalismo atroz) e de pauta gay. Não há mais ciência em nossas universidades, muito menos diversidade de pensamentos e vertentes ideológicas. A briga é sempre entre a extrema esquerda e a esquerda.

É preciso sair da casca!


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