Morre o artista plástico Mário Cravo Júnior

 Morreu em Salvador, nesta quarta-feira (1º), o artista plástico Mário Cravo, de 95 anos. Ele estava internado no Hospital Teresa de Lisieux, também na capital baiana, desde o dia 17 de julho. Ainda não foi determinado onde será realizado o sepultamento e enterro do artista.

De acordo com a assessoria da unidade de saúde, Mário Cravo Júnior teve falência múltipla de órgãos e morreu por volta das 10h19.

No último sábado (28), ele chegou a apresentar melhora no quadro de saúde e recebeu alta da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), onde ficou internado por nove dias.

Quando foi hospitalizado, no dia 17 de julho, Mário Cravo estava com pneumonia. O artista era o último modernista baiano vivo.

Biografia

 

Mário Cravo era o último modernista baiano vivo (Foto: Divulgação) Mário Cravo era o último modernista baiano vivo (Foto: Divulgação)

Mário Cravo era o último modernista baiano vivo (Foto: Divulgação)

Baiano de Salvador, Mário Cravo Júnior ainda era estudante do internato do Colégio Antônio Vieira quando descobriu a habilidade para o desenho. Mais tarde, desenvolveu o gosto pela escultura.

Foi estudar no Rio de Janeiro e, depois, nos Estados Unidos. Quando voltou ao Brasil, fez parte da primeira geração de artistas modernistas da Bahia. Tornou-se um especialista em monumentos.

As obras do artista estão eternizadas em museus e espaços abertos no Brasil e no exterior. Na capital baiana, o talento de Mário Cravo Júnior está espalhado pela cidade.

"Monumento às Quatro Raças, de Mário Cravo Júnior", compõe cartão postal da cidade (Foto: Egi Santana/G1) "Monumento às Quatro Raças, de Mário Cravo Júnior", compõe cartão postal da cidade (Foto: Egi Santana/G1)

“Monumento às Quatro Raças, de Mário Cravo Júnior”, compõe cartão postal da cidade (Foto: Egi Santana/G1)

Entre as famosas esculturas estão “O monumento às quatro raças”, na Praça Cayru, bairro do Comércio, “A cruz caída”, na Praça da Sé, a escultura de Ruy Barbosa, no Fórum de Nazaré, a sereia de Itapuã, o memorial a Clériston Andrade, na Avenida Garibaldi, e o Parque das Esculturas, em Pituaçu, onde existe o acervo do artista com cerca de três mil obras, entre elas a “Via Crucis”.

Em mais de 70 anos de atividade profissional, Mário Cravo Júnior foi premiado nacional e internacionalmente, e foi um dos artistas plásticos que mais estimularam e valorizaram os elementos da cultura popular para produzir arte.

Artista plástico Mário Cravo que morreu aos 95 anos em Salvador (Foto: Reprodução/TV Bahia) Artista plástico Mário Cravo que morreu aos 95 anos em Salvador (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Artista plástico Mário Cravo que morreu aos 95 anos em Salvador (Foto: Reprodução/TV Bahia)

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Posted on 02-08-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-08-2018

Sid, no portal de humor gráfico

 

 

Os petistas Marília Arraes, Lula e Humberto Costa.
Os petistas Marília Arraes, Lula e Humberto Costa. Ricardo Stuckert

Em uma negociação de última hora, a cúpula do PT comemora ter conseguido sufocar a candidatura presidencial de Ciro Gomes (PDT) ao convencer o PSB a declarar neutralidade na disputa nacional ao invés de apoiar o nome do pedetista ao Palácio do Planalto. Ciro e sua equipe contavam com a aliança com o PSB para ampliar o seu tempo de propaganda de rádio e TV, o número de parlamentares que fariam campanha para ele, assim como o recurso partidário que poderia ser investido em sua campanha – os 47 segundos de tempo que o PSB tem no horário eleitoral e os 118 milhões de reais do fundo eleitoral do partido não serão recebidos por nenhum presidenciável. Sem essa estrutura, a tendência é que o PDT lance chapa pura, na qual teria aproximadamente 30 segundos de tempo de exposição e 61,4 milhões de reais de fundo eleitoral – valor esse a ser dividido com concorrentes a todos os cargos, não apenas para presidente e vice.

O isolamento do pedetista foi negociado pelos presidentes do PT, Gleisi Hoffmann, e do PSB, Carlos Siqueira, juntamente com governador de Minas Gerais e candidato à reeleição, Fernando Pimentel. Em troca da declaração de neutralidade, o PSB recebeu o apoio dos petistas nas candidaturas para governadores de quatro Estados: Pernambuco, Paraíba, Amazonas e Amapá. Por outro lado, os socialistas se comprometeram a retirar a candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, para o Governo mineiro, e declarar apoio a Pimentel. Também estão nas mesmas coligações na Bahia, Acre, Ceará e Maranhão (esta encabeçada pelo PCdoB).

A executiva do PT emitiu um documento reforçando que a legenda insistirá na candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência. Formalmente também convidou o PROS a compor parte de seu arco de alianças nacionais. Esse partido era um com os quais Ciro também negociava a formação de uma coligação. Antes de perder o apoio do PSB, o pedetista já havia sofrida outra derrota quando o centrão decidiu apoiar Geraldo Alckmin (PSDB) ao invés de apoiá-lo. Embora o PSB ainda não tenha formalizado o acordo, porque ainda precisa fazer sua convenção no próximo domingo, ele é já dado como certo.

O caso de Pernambuco

No caso de Pernambuco, o PT abre mão de uma das suas candidaturas estaduais mais fortes. Marília Arraes, neta de Miguel Arraes, era o nome do partido e aparecia em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto locais, atrás do atual governador Paulo Câmara (PSB). A vereadora além de carregar o sobrenome de uma grande liderança, ainda defendia fortemente Lula no Estado mais lulista do país (21% votariam no ex-presidente em resposta espontânea, segundo o último Datafolha. O maior percentual do Brasil). Ciente do perigo que Marília poderia representar para sua candidatura à reeleição, Câmara defendia ferrenhamente a aliança nacional com o PT, o que tiraria a neta de Arraes do campo.

Marília fez um vídeo que circulou pelas redes sociais negando a suspensão de sua candidatura e afirmando que o que estava sendo dito era “mais um grande ataque especulativo”. “Nós estamos firmes. Não vamos deixar que a esperança do povo de Pernambuco seja usada como moeda de troca”. Horas depois, convocou uma coletiva de imprensa para dizer que vai recorrer em todas as instâncias partidárias contra a decisão tomada pela direção nacional do partido e disse se recusar abrir mão de sua candidatura por um “não apoio” do PSB no cenário nacional. Fora da disputa do Governo, existe a possibilidade de ela ser candidata a deputada federal, como desejava em 2013. Se isso ocorrer, novamente no meio do caminho estará a família: a candidatura na qual o PSB mais deve investir para conquistar uma cadeira na Câmara dos Deputados é a de João Campos, filho de Eduardo Campos. João já tem percorrido o Estado e realizado diversas atividades políticas. Nos bastidores, fala-se que seu objetivo não é ganhar, mas ser o deputado mais votado do Estado.

Manuela D’Ávila

Em outra frente, há a expectativa de que até o sábado, quando o PT realiza sua convenção, seja anunciada uma aliança oficial com o PCdoB, que lançou o nome de Manuela D’ávila à presidência. No ato que a formalizou como candidata, Manuela insistiu que a prioridade dela e de seu partido sempre foi o de unir as legendas de esquerda, nem que para isso ela tivesse de retirar seu nome da disputa. “Nunca fomos e nunca seremos óbice às articulações em nosso campo político”, afirmou. O nome dela é apontado como um possível vice de Lula. Um dos entusiastas dessa aliança é Flávio Dino (PCdoB), governador do Maranhão, que é o principal expoente de seu partido. “Até o último minuto quero lutar por essa unidade da esquerda”, disse ao EL PAÍS.

Pelas regras, as candidaturas e o arco de alianças têm de ser registrados no Tribunal Superior Eleitoral até o próximo dia 15. Mas essas decisões só são válidas se elas tiverem sido formalizadas pelos partidos até o dia 5 de agosto. Futuras trocas de nomes de candidatos podem ocorrer até meados de setembro, desde que haja esse entendimento prévio sobre as alianças. Por exemplo, se Lula for impedido de concorrer ao pleito por causa de sua condenação na Lava Jato, ele pode ser substituído por outra pessoa, desde que seja de seu partido ou de alguns dos que estiverem em sua coligação.

DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL/ESTADÃO
 
Yuri Silva
 
 

SALVADOR – Com sua principal liderança, Geddel Vieira Lima, na prisão, o MDB da Bahia oficializou nesta quarta-feira, 1º, na sede do diretório da legenda em Salvador, a candidatura do ex-ministro da Integração Nacional João Santana ao governo baiano nas eleições 2018. As lideranças que discursaram na convenção estadual do partido procuraram defender o ex-ministro, preso desde setembro de 2017 e réu por lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso dos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento na capital baiana, ou se descolar de sua imagem.

A principal defesa foi feita pelo deputado federal e candidato à reeleição Lúcio Vieira Lima (MDB-BA), irmão mais novo de Geddel e réu no mesmo processo, que chamou a prisão do ex-ministro de “absurda”. “Geddel, pelo que me consta, é ficha limpa. Ele não tem condenação. Ele está lá numa prisão preventiva absurda, de um ano, e não é julgado. Mas não cabe a mim discutir. Se é assim que está agindo o Judiciário, tem que respeitar”, disse, afirmando que “o candidato (ao governo da Bahia) é João Santana”.

Ex-ministro da Integração Nacional, João Santana é o candidato do MDB para o governo baiano nas eleições 2018

 
 
Ex-ministro da Integração Nacional, João Santana é o candidato do MDB para o governo baiano nas eleições 2018

Foto: Divulgação/Assessoria / Estadão Conteúdo

Santana, por sua vez, disse que “todos os partidos estão tendo que responder pelos seus malfeitos e posturas inadequadas” e afirmou que “94 mil emedebistas da Bahia não podem ser julgados pelos atos de um ou dois”. “A minha história é digna”, disse.

Em seu discurso, Santana também tentou se apresentar como novidade. “Sou o candidato mais velho na idade, mas represento o que tem de mais novo na política”, afirmou, ao ser questionado se o partido se contradiz ao defender renovação política e, ao mesmo tempo, lançar candidatura de militantes históricos. João Santana tem 74 anos e o candidato ao Senado na chapa emedebista, Jorge Vianna, 80.

Vianna também procurou deslocar sua imagem do ex-ministro preso. “O MDB existia antes de Geddel e é maior do que ele”, disse. Para o candidato ao Senado, o erro cometido pelo MDB foi “se aliar ao PT”, que, segundo ele, traiu a legenda “o tempo todo”.

Geddel também foi exaltado. O prefeito de Vitória da Conquista, no sul da Bahia, Herzem Gusmão, por exemplo, declarou que o ex-ministro foi “um dos políticos que mais trouxe obras para a Bahia”.

O evento também referendou a candidatura a vice-governadora da professora da rede estadual de ensino Jeane Cruz. “É uma candidatura de resgate da origem do MDB, do MDB histórico, do MDB de Ulysses Guimarães. O partido começa agora a buscar as suas bases, nos movimentos sociais e nas suas entranhas”, afirmou a candidata.

A segunda vaga para o Senado será oferecida a um nome indicado por outra legenda. A oficialização da aliança vai acontecer no prazo-limite “para evitar o assédio de adversários ao partido”, segundo o deputado Lúcio Vieira Lima. Sozinho, o MDB tem 4 minutos no horário eleitoral de rádio e TV, tempo que deverá ser usado pelo partido para relembrar momentos históricos da legenda.

A MDB da Bahia não lançava um nome próprio na disputa pelo Palácio de Ondina desde 2010, quando Geddel rompeu as relações com com o então governador do Estado, Jaques Wagner (PT), foi candidato a governador e recebeu 15,5% dos votos válidos, ficando em terceiro lugar.

O encontro também teve espaço para a defesa do governo Michel Temer, da pré-candidatura do ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles ao Palácio do Planalto, além de ataques ao PT e ao prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto. Nome preferido das oposições para disputar o governo da Bahia, o líder do DEM não renunciou à prefeitura de Salvador, desistindo de disputar as eleições 2018.

“Diferente de nós, houve companheiros que mergulharam no mar atrás do canto da sereia”, discursou Lúcio durante o evento, referindo-se a deputados do MDB que deixaram o partido após rompimento com o ACM Neto. O deputado também acusou o PT de se aliar a figuras ligadas ao carlismo – grupo político que dominou a política baiana durante décadas, sob o comando do ex-ministro Antônio Carlos Magalhães, morto em 2007.

 

 

“Minha pedra é ametista, minha cor é o amarelo, mas sou sicero:  euu preciso ir urgente ao dentista. Minha alma de artista e os tremores nas mãos”…

João Bosco e Aldir Blanc, que dupla fantástica de músico e poeta!!! Confira!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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“Deixa o Renan fazer o auê dele”

 

Por Diego Amorim

Na programação da convenção nacional — marcada para amanhã em Brasília –, o MDB prevê o discurso de Henrique Meirelles como candidato.

Ou seja, a cúpula do partido não trabalha com a possibilidade de o ex-ministro da Fazenda não alcançar o apoio suficiente para ser confirmado como o nome da legenda ao Planalto.

Renan Calheiros, como o próprio já anunciou, vai trabalhar para conquistar o máximo de votos possível contra a candidatura de Meirelles. E ninguém tentará parar o cacique alagoano.

“O Renan vai marcar posição. Deixa ele fazer o auê dele. Está tudo certo”, disse a O Antagonista um emedebista.

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