Marina Silva subiu o tom de voz, impedindo interrupções de Renata Vasconcellos e William Bonner, em entrevista ao “Jornal Nacional” (Imagem: Reprodução / Globo)
 

Após duros embates com Ciro Gomes (PDT), Jair Bolsonaro (PSL) e Geraldo Alckmin (PSDB), o “Jornal Nacional” foi tomado pelo clima de “chá de comadres” durante entrevista com a presidenciável Marina Silva (Rede), nesta quinta-feira (30). Em parte, pela firmeza da candidate frente às especulações dos âncoras Renata Vasconcellos e William Bonner.

Os entrevistadores questionaram Marina a respeito dos dissidentes de seu partido, após divergências em relação à tomada de posição dela a respeito do impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016. Taxativa, a presidenciável respondeu “Impeachment não é golpe. Dilma e [Michel] Temer (MDB) são farinha do mesmo saco, cometeram o mesmo crime. Nós defendíamos a cassação da chapa”.

A entrevistada tornou a bater forte no atual presidente, ao afirmar que pretende ouvir especialistas, empresários e trabalhadores para concluir a reforma da Previdência – “jogaram um pacote [de reformas] no povo brasileiro, discutindo apenas com empresários”. Questionada sobre suas convicções, e a predileção por debates na resolução de pautas polêmicas, Marina elevou o tom de voz, impedindo interrupções de Renata e William.

Dentre frases “dilacerantes” disparadas a Bonner estão “eu expliquei, mas parece que você continua com dúvidas”, sobre as reformas, e “não precisa você falar, eu mesma falo”, a respeito das coligações com outros partidos nos estados. A postura de Marina Silva gerou elogios na internet; nas entrevistas anteriores, as interrupções de Renata Vasconcellos e William Bonner renderam críticas de partidários dos sabatinados.