Geraldo Alckmin durante anúncio de apoio do centrão.
Geraldo Alckmin durante anúncio de apoio do centrão. UESLEI MARCELINO REUTERS
Brasília

A busca por um(a) candidato(a) a vice-presidente nas eleições brasileiras segue desta maneira: Jair Bolsonaro (PSL) já ouviu três nãos seguidos – o do senador Magno Malta (PR), o do general Augusto Heleno (PRP) e o do general Hamilton Mourão (PRTB) – e está perto de ouvir um quarto, o da professora de direito Janaína Paschoal (PSL). Geraldo Alckmin (PSDB) levou um fora, o do empresário Josué Gomes (PR). Ciro Gomes (PDT) foi sondado, mas caiu em um truque do centrão e, agora, não está entre os mais procurados. Marina Silva (REDE) já falou em oferecer a vaga de vice ao PV. Álvaro Dias (PODE) e outros representantes de partidos pequenos buscam uma solução caseira com a formação de chapas puro-sangue.

Na eleição mais incerta desde 1989, os principais concorrentes ao Planalto se deparam com uma série de dificuldades para encontrar um(a) companheiro(a) de chapa. Para despistar quem os questiona sobre o assunto costumam seguir o mesmo rumo de Alckmin, dizendo que ainda falta muito tempo para essa decisão ser tomada – quando na verdade o prazo para o fim das convenções termina no dia 5 de agosto (daqui a uma semana) e o de inscrição de chapa em 15 de setembro. “Não temos pressa. Ainda temos até o dia 4 para nos decidirmos”, afirmou o tucano nesta quinta-feira, durante o anúncio do apoio do centrão à candidatura dele. Poucas horas depois, Josué Gomes enviou uma carta agradecendo o convite e se recusando a concorrer como vice do tucano.

Algumas das razões dessa indefinição apontadas por analistas políticos ouvidos pelo EL PAÍS: 1) a incerteza do que o PT fará sobre sua candidatura inviabiliza parte das coligações – já que Luiz Inácio Lula da Silva está preso e provavelmente será impedido de concorrer; 2) Bolsonaro, Marina e Ciro, que lideram as pesquisas sem Lula, pouco têm a oferecer para atrair aliados. Não têm tempo de propaganda de rádio e TV, possuem poucos recursos partidários, assim como pequenas bancadas na Câmara dos Deputados ou prefeitos eleitos que poderiam lhes servir de cabos eleitorais; 3) longa distância do topo nas pesquisas eleitorais, casos de Alckmin e Dias; 4) polarização de candidaturas em um país que costumava se deparar com uma antiga queda de braço entre PT e PSDB e; 5) acordos regionais que acabam interferindo no plano federal. De olho nos próprios rincões, caciques regionais agem contra o que poderia ser um consenso partidário.

“Tradicionalmente o vice cumpre a função de equilibrar a chapa, do ponto de vista ideológico, geográfico, financeiro e do tempo de TV. Ou ainda na questão de gênero, se o candidato a presidente é um homem, talvez haja a preferência por escolher uma mulher e vice-versa”, explicou o cientista político Ricardo Caldas, professor da Universidade de Brasília (UnB).

Caldas diz que o caso do PT, que insiste na improvável candidatura de Lula, causa ainda um mal-estar para as instituições e faz com que vários partidos de esquerda, como o PCdoB, o PSB e o PDT, fiquem em compasso de espera sobre uma definição sobre os rumos petistas. Em tese, o ex-presidente não poderia concorrer porque já possui uma condenação em segunda instância, pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Conforme a Lei da Ficha Limpa, condenados por tribunais não podem disputar uma eleição. Mas os defensores do petista acreditam que ele tem chance de, até meados de setembro, reverter a decisão e fazer com que Lula registre sua candidatura. Se isso não ocorrer, ele tentaria transferir votos para um possível sucessor, como o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad ou o ex-governador da Bahia Jacques Wagner. “O que o PT está fazendo é uma pressão nas instituições até o limite. Assim, você estressa o sistema político e cria um clima pesado para a eleição”.

Na avaliação do professor e cientista político Wladimir Gramacho, também da UnB, a questão local tem influenciado intensamente na definição das alianças nacionais e, consecutivamente, na definição dos vices. “Essa eleição federativa dificulta muito as decisões dos partidos. A principal dificuldade em formar chapa é combinar uma decisão que seja mais simples ou óbvia, com as implicações estaduais desse vínculo”.

Um exemplo sobre essa análise de Gramacho. O PSB decidiu em seu congresso que nesta eleição presidencial haveria três alternativas a seguir. Teria um candidato próprio, apoiaria um nome com ideais de esquerda semelhantes aos dos socialistas ou ficariam neutros.

Janaína Pachoal e Jair Bolsonaro, na convenção do PSL.
Janaína Pachoal e Jair Bolsonaro, na convenção do PSL. Leo Correa AP

A candidatura própria naufragou depois que o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa desistiu da disputa. O apoio a um nome viável de esquerda hoje restringe-se a Ciro Gomes. E a neutralidade é minoritária, mas conta com articulações antes impensadas. Uma delas foi a feita pelo governador de São Paulo e candidato à reeleição Márcio França. Na quarta-feira, ele lançou Leany Lemos candidata à presidência pelo PSB. Aliada do governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e pré-candidata ao Senado, Lemos nem foi consultada sobre essa possibilidade. Na semana retrasada, França já tinha tentado emplacar o nome da senadora baiana Lídice da Mata. Mais um balão de ensaio que não deu em nada. “São tentativas de desviar o foco e fazer com que os convencionais [que decidem o rumo do partido] decidam pela neutralidade e, dessa maneira, beneficie o próprio Márcio, que defende a candidatura do Alckmin”, disse uma liderança socialista.

O PSB ainda se depara com embates em dois Estados do Nordeste, Pernambuco e Paraíba, onde as legendas forçam um entendimento com o PT, algo já descartado na esfera nacional. Com problemas semelhantes estão Bolsonaro e Álvaro Dias. O primeiro quase fechou com o PR, mas desentendimentos no Rio de Janeiro afastaram essa união. O segundo estava perto de se juntar ao PRB, mas não conseguiu costurar acordos regionais em postos como no Paraná e em Mato Grosso do Sul.

Assim, a tendência é que as principais definições sobre os candidatos a vice fiquem mesmo para a reta final das convenções. Ainda que, como disse o professor Gramacho, o cargo de vice na República brasileira seja um bom emprego. “Em qualquer momento ele pode se tornar presidente”, lembrou o analista antes de citar três suplentes que assumiram a presidência após a morte ou o impeachment do presidente eleito. José Sarney (1985-1990), Itamar Franco (1992-1995) e Michel Temer (2016-2018).

Os possíveis vices

Sônia Guajajara, do PSOL.
Sônia Guajajara, do PSOL. Roque de Sá Agência Senado

Já tem vice

PSOL – A chapa é formada pelo líder social Guilherme Boulos e pela liderança indígena Sônia Guajajara.

NOVO – O ex-banqueiro João Amoêdo tem como suplente o cientista político Christian Lohbauer.

PSTU – Vera Lúcia com o ativista Hertz Dias.

Os que negociam a vaga de vice

PT – Partido insiste na incerta candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva e nem iniciou a busca por um vice.

PSL – Jair Bolsonaro ouviu três nãos e agora busca uma chapa puro-sangue. Os alvos são o astronauta aposentado Marcos Pontes, o suplente de deputado federal Luciano Bivar ou o advogado e presidente interino do PSL, Gustavo Bebbiano.

REDE – Marina Silva negocia com o PROS e pode ter o deputado Maurício Rands como seu vice. Mas a tendência é que um nome da própria REDE a siga, como o presidente do Flamengo Eduardo Bandeira de Mello.

PDT – Ciro Gomes espera uma definição do PSB, que poderia indicar o ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda ou o ex-deputado gaúcho Beto Albuquerque. Outra alternativa, seria fechar com o PCdoB, que lançou a pré-candidatura de Manuela D’ávila.

PSDB – Geraldo Alckmin espera uma sugestão de seus aliados do centrão. Após o não de Josué Gomes, os nomes sugeridos até agora são do deputado Mendonça Filho (DEM), da senadora Ana Amélia (PP), do ex-deputado Aldo Rebelo (SD), da vice-governadora do Piauí, Margarete Coelho, e do empresário Flávio Rocha (PRB).

PODEMOS – Álvaro Dias esperava definições do PRB para negociar a vice. Pode ser obrigado a encontrar uma chapa caseira ou se aliar a um dos nanicos que sonda.

MDB – Isolado, Henrique Meirelles ainda não sugeriu nenhum vice. Mas também deve recorrer a algum correligionário.

PCdoB – Manuela D’ávila lançou seu nome, mas espera definições do PT, do PSB e do PDT. Pode desistir de concorrer para ser vice de Ciro ou de algum nome petista.

PRTB, PSC e PSDC – Lançaram, respectivamente Levy Fidelix, Paulo Rabello de Castro e José Maria Eymael. Tendência é que, se não desistirem da disputa, concorram com chapas puras.

“Heavy Metal do Senhor” faz parte do primeiro álbum de Zeca Baleiro, “Por Onde Andará Stephen Fry?”, de 1997. Gravado em estúdio, o clipe tem atmosfera delirante e participações super-especiais de Wanderléa (como a Rainha Diaba), Kid Vinil (Garçom do Céu), Maurício Pereira (Juiz do Juízo), Mário Manga (São José do Breque) e da banda Mandabala, que acompanhava o artista nessa época. Zeca e o anão Helinho encarnam dois cantadores de feira. Direção: Alex Miranda HEAVY METAL DO SENHOR (Zeca Baleiro)
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Um rock e um clipe simplesmente sensacionais! Um achado de Zeca Baleiro para homenagear  Hilda Hilst no encerramento da FLIP 2018, neste domingo, em Paraty. Viva!!!
BOM DIA!!!
(Vitor Hugo Soares)

 G1/O GLOBO

Por Cauê Muraro, G1, Paraty

O cantor e compositor Zeca Baleiro na sessão de encerramento da Flip 2018 (Foto: Walter Craveiro/Divulgação) O cantor e compositor Zeca Baleiro na sessão de encerramento da Flip 2018 (Foto: Walter Craveiro/Divulgação)

 

A escritora Hilda Hilst (1930-2004), homenageada da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), “era rock’n’roll”, “boca suja”, “um personagem” e “tinha o germe provocativo”.

A avaliação é cantor e compositor Zeca Baleiro, que neste domingo (29), último dia do evento, participou da sessão de encerramento da festa, ao lado da atriz Iara Jamra e do fotógrafo Eder Chiodetto.

Os três fizeram trabalhos inspirados na obra de Hilda. No caso do músico, ele lançou em 2006 o álbum “Ode descontínua e remota para flauta e oboé: De Ariana para Dionísio”, criado a partir da escritora e com participação de cantoras como Maria Bethânia, Zélia Duncan, Angela Ro Ro e Angela Maria.

No fim da mesa, chamada “O escritor seus múltiplos”, Zeca cantou uma faixa do disco, esquema voz e violão. Foi aplaudido e ouviu gritos de “mais um!”. Teve de fazer um bis.

Antes, tinha contado que Hilda uma vez telefonou para contar que era fã de um hit dele, “Heavy Metal do Senhor”. Na ocasião, aproveitou para perguntar: “Música dá dinheiro, né?”. O cantor explicou que não era bem por aí.

Outro momento aprovado foi um comentário de Iara Jamra sobre o livro “O caderno rosa de Lori Lamby”, adaptado aos palcos pela atriz.

 

A obra, uma das mais conhecidas de Hilda Hilst, tem forma de diário e é narrada por uma garota de oito anos que se prostitui obrigada pelos pais. As páginas trazem seu relato da atividade e de encontros com adultos.

Na estreia do que já havia dito nesta Flip 2018 nesta sexta-feira (27) a professora Eliane Robert Moraes, a que citou e elogiou, saiu em defesa da obra.

Iara afirmou “é literatura, é arte, e não é pedofilia” o que faz Hilda Hilst em “O caderno rosa de Lori Lamby”. Para a atriz, o público de hoje em dia talvez esteja “menos arejado, mais tenso”. “Tem que entender o lado da artista, é arte, é brincadeirinha.” A plateia riu.

Mais tarde, a pedido de seus colegas de debate, a atriz declamou um trecho do livro. Na passagem escolhida, interpretou, com sua conhecida voz de criança, um encontro da protagonista-narradora com um adulto.

Apesar do tema árduo do texto, houve novas risadas no público, inclusive quando Iara, do nada, interropeu. “Ai, eu esqueci!”. Ganhou aplausos.

jul
30

DO BLOG O ANTAGONISTA

Como o presidiário Lula controla o PT de dentro da cela

 

Lula controla o PT de dentro da prisão.

O Globo mostra a estrutura que foi montada pelo partido para agilizar a troca de informações entre a cela do presidiário e os líderes partidários em São Paulo e Brasília.

“Essa rede ampla [de advogados] faz com que o entre e sai na sala do petista seja intenso ao longo do dia. Pela manhã, um advogado costuma levar ao petista um resumo do que foi publicado de mais importante naquele dia nos jornais e sites de internet. É por ali que o ex-presidente começa a tomar conhecimento da conjuntura e das movimentações de potenciais aliados e adversários.

Sempre que uma visita deixa a Superintendência da PF, mensagens escritas a mão pelo ex-presidente são entregues a Marco Aurélio Ribeiro, de 32 anos, funcionário do Instituto Lula, que fotografa os bilhetes e os despacha ao destinatário por aplicativo de troca de mensagem de celular. Em pequenos bilhetes, Lula pede a lideranças petistas que escrevam relatórios sobre negociações e conjuntura política de determinado estado. A estrutura montada permite que, algumas vezes, na tarde do mesmo dia, o relatório já esteja com o chefe”.

jul
30
Posted on 30-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-07-2018


 

Cacinho, na

 

DO PORTAL DE NOTÍCIA TERRA BRASIL/LANCE

 

O Vitória terá de ir ao mercado para repôr o seu comando técnico. Isso porque, após a segunda goleada em quatro jogos, dessa vez para o Atlético-PR por 4 a 0 na Arena da Baixada, Vagner Mancini foi demitido do comando técnico da equipe baiana.

Foto: Divulgação Vitória
Foto: Divulgação Vitória

Foto: LANCE!

Somando as outras três passagens do treinador pelo Rubro-Negro de Salvador, foram 140 partidas com 62 vitórias, 33 empates e 45 derrotas. Especificamente no último período foram 39 jogos com 20 vitórias, sete empates e 14 derrotas.

Mancini chegou no Vitória em 2017 para conseguir salvar o Leão da Barra e, em conjunto com um grupo qualificado onde se destacou principalmente o centroavante colombiano Santiago Tréllez (hoje no São Paulo), conseguiu evitar o rebaixamento na última rodada.

Porém, o ano de 2018 pode ser colocado como uma temporada “para esquecer” do clube. Vice-campeão estadual, eliminado na Copa do Brasil e também na semifinal da Copa do Nordeste, o time não conseguiu aproveitar o calendário esvaziado de outras competições e não “embalou” no Brasileirão.

Para piorar, a goleada recém-sofrida para o arquirrival Bahia deixou o técnico balançando bastante no cargo, algo que foi amenizado pelo triunfo contra o Sport. Porém, a derrota em Curitiba acabou sendo determinante e o treinador deixa a equipe nordestina.

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