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DO CORREIO24HORAS
(Foto: Mauro Akin Nassor/CORREIO)

A Polícia Civil abriu um inquérito para investigar o incêndio que atingiu o terceiro andar do prédio da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), na tarde deste sábado (28). A unidade responsável pela investigação será a 11ª Delegacia (Tancredo Neves). O Departamento de Polícia Técnica (DPT) espera liberação do Corpo de Bombeiros para iniciar o trabalho.

O incêndio começou no setor financeiro do prédio e se espalhou pelo terceiro andar. De acordo com a assessoria da Assembleia, o andar estava em reformas. Informações de funcionários sustentam que havia documentos importantes no setor, que seria inaugurado nessa terça-feira (31). Peritos do Corpo de Bombeiros farão a perícia para identificar as causas do incidente. 

O incêndio foi identificado por pessoas que trabalhavam no local, realizando a reforma do edifício. “A gente estava trabalhando do outro lado da obra. Vimos a fumaça preta e saímos correndo. Não ficou ninguém, e ninguém se machucou”, disse Marcos Vinícius, funcionário que estava no local. 

Em nota, o Corpo de Bombeiros afirma que “o volume do fogo e da fumaça se deu por conta da quantidade elevada de materiais inflamáveis no terceiro andar, por causa de uma obra naquele pavimento”. 

O fogo começou por volta das 15h, no 3º andar do prédio, onde funcionam o departamento financeiro, salas de ex-deputados e a União dos Vereadores do Brasil (UVB). Segundo a assessoria da Presidência da Alba, a área estava em reforma e não foram atingidos equipamentos nem documentos. Funcionários afirmaram, no entanto, que a área financeira estava pronta para ser inaugurada na terça-feira e já estava com documentos.

“Verdade Chinesa”, Emílio Santiago: para começar o domingo e matar a saudade de uma voz e um jeito único de cantar.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 
Cantor Gilberto Gil.
Cantor Gilberto Gil. Gerard Giaume Divulgação

Há um Brasil que preferia que Gilberto Gil, um dos gênios da música popular brasileira, com mais do meio século de carreira artística nas costas e forte projeção mundial, se mantivesse mudo. Ele próprio denuncia isso em sua canção OK, OK, OK, que abre o novo disco com 12 composições inéditas. Será lançado em 17 de agosto, e é mais que uma canção. Poderia ser uma confissão ou um testamento.

De todas as artes, poucas são tão capazes quanto a música e a poesia de expressar a dor do mundo. Gilberto Gil, que se descreve na canção como “músico e poeta”, nela retrata o sofrimento e a convulsão que a sociedade brasileira está vivendo. Descreve o momento atual como “vil situação”, na qual reinam a penúria, a fúria, o clamor e o desencanto. Uns, diz, pedem-lhe que grite, outros que fique quieto e mudo. Uns que seja seu herói, que resolva tudo, que seja solidário com o sofrer do pobre. Os que o preferem mudo, diz, aderem ao coro irado dos que o ferem com ódio e terror.

O que fazer? Falar ou calar-se? Gilberto Gil é um desses artistas que sofreram as sombras da ditadura e do exílio. Tiveram que aprender, para burlar a censura, a dizer sem dizer. A sugerir. Hoje, o músico tropicalista não vive banido nem em um regime opressor ou com censura. Entretanto, em sua dolorida canção quis usar também o paradoxo. Diz: “Então não falo, músico e poeta, me calo sobre as certezas e os fins. Meu papo reto sai sobre patins a deslizar sobre os alvos e as metas”. Mas ao final de fato fala, de forma clara e dura. Aos que o prefeririam calado, canta: “Enquanto os ratos roem o poder, os corações da multidão aos prantos”. E vai além. O músico sabe que essa multidão aos prantos está voltando à pobreza, que os sem-poder vão ficando cada vez mais isolados nas sarjetas, que os mais desamparados estão perdendo a batalha. E chega a escandalizar ao dizer que esses pobres hoje são tratados pior do antigamente se tratavam os animais. “O nobre, nobre mesmo, amava os seus, prezava mais o zelo e a compaixão, tratava seu vassalo com afeição, a mesma que pelo cão e o cavalo.” E hoje?

“Pensei, pensei, pensei, pensei. Palavras dizem sim, os fatos dizem não.”

Com esses dois versos finais, Gilberto Gil diz tudo sobre o Brasil político de hoje, em que os fatos tantas vezes acabam desmentindo as promessas.

Deve ter pensando o poeta que sua canção sairia perto da feira livre da propaganda eleitoral de rádio e televisão de uma das eleições presidenciais mais difíceis e perigosas da democracia brasileira. Nela, as palavras de muitos políticos, de todas as cores, segundo o músico, dirão sim a tudo. Sim às melhoras na saúde, na educação, na cultura, nos transporte públicos, sim à luta contra a violência e contra a corrupção, contra as desigualdades sociais, a favor dos valores democráticos. As palavras e as promessas serão todas e sempre, sim. E os fatos? Esses mesmos políticos, uma vez eleitos e entronizados em seus privilégios, insinua Gilberto Gil em sua canção, voltarão como ratos vorazes a roer o poder. Encerrada a feira das promessas, desmentirão o que tinham jurado fazer. Enquanto isso, a multidão aos prantos continuará sofrendo como sempre.

Ao final, Gil se esquece de quem o quer mudo e se dirige aos que o preferem mais solidário com o sofrer do pobre. Manda-lhes uma mensagem pessoal: “Espero que minh’alma seja nobre o suficiente enquanto eu estiver vivo”.

Aos que preferiam o grande artista mudo, como nos tempos da ditadura, e até gostariam de apedrejá-lo, é preciso lhes recordar um velho adágio de sua amada Bahia: “As pessoas só jogam pedras nas árvores que dão frutos”.

Continue, Gilberto Gil, gritando sua música e seu compromisso com “as multidões aos prantos”. Para os milhões que nos nutrimos de sua arte, você será sempre um espelho de liberdade e da alegria de viver.

DO PORTAL TERRA BRASIL
Fernanda Nunes
 
 

RIO – Um grupo uniformizado com coletes de identificação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) apreendeu material de divulgação de políticos durante ato de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso na Operação Lava Jato. A equipe chegou ao Festival Lula Livre, no bairro da Lapa, na região central do Rio de Janeiro, na tarde deste sábado, 28, recolheu adesivos e panfletos, como mostram imagens divulgadas nas redes sociais. Alguns deles ainda filmaram o local em seus celulares e deixaram o local sob protesto do público do evento.

Os vídeos mostram também a indignação do público com o recolhimento do material de divulgação de políticos. No momento em que a ação ocorreu, os shows ainda não tinham começado e o número de pessoas presentes à Lapa ainda era pequeno. Em uma das imagens divulgadas no Facebook, um manifestante pede a identificação dos homens uniformizados, mas não recebe uma resposta. Procurada, a assessoria de imprensa do TRE não respondeu para confirmar a ação durante o evento e a justificativa do recolhimento dos adesivos e panfletos.

O show-ato acontece desde as 17h, nos Arcos da Lapa, um dos pontos turísticos da cidade. Centenas de pessoas aguardam a chegada dos cantores Chico Buarque e Gilberto Gil. Ao todo, 42 músicos e bandas vão passar pelo palco. Na plateia, está a presidente do PT, a senadora Gleise Hoffmann (PR), ao lado do senador fluminense Lindbergh Farias e da pré-candidata ao governo do Rio pelo partido, Marcia Tiburi.

Mais cedo, no início da tarde, a atriz Lucélia Santos fez um discurso em defesa da liberação de Lula e também da sua participação nas eleições presidenciais deste ano. Segundo a atriz, o evento é “um gesto de exigência para que se respeite a Justiça, pilar de qualquer sistema minimamente democrático”

João Doria, em seu último dia como Prefeito de São Paulo.
João Doria, em seu último dia como Prefeito de São Paulo. LEON RODRIGUES SECOM

Foi dessa forma, redobrando a aposta no antipetismo e apresentando-se como um gestor de sucesso que trocou o conforto de uma vida de empresário para dedicar-se à administração pública, que Doria deu a largada oficial da sua campanha. O figurino não é novo: foi com ele que o tucano se elegeu prefeito de São Paulo em 2016 ainda no primeiro turno.

Dois anos depois, no entanto, ninguém dentro do PSDB espera uma eleição fácil, principalmente porque o partido enfrentará umas condições inéditas no Estado que controla há 24 anos. Pela primeira vez desde 1998 os tucanos terão de lutar contra a máquina do Governo estadual, que atualmente é comandada por um adversário, o governador Márcio França (PSB). Vice de Alckmin, que se desligou do governo estadual em abril para poder concorrer à Presidência da República, França deve ser oficializado candidato do PSB na próxima semana.

“Há uma ruptura dentro do próprio grupo hegemônico em São Paulo, que não consegue mais se conciliar em termos eleitorais”, avalia o cientista político Vitor Marchetti, da Universidade Federal do ABC.

Não é o único obstáculo no caminho de Doria. Ele convive com uma alta rejeição, principalmente na capital, onde está desgastado por não ter concluído o mandato de prefeito. O tucano sinalizou neste sábado qual deve ser a sua linha de defesa nesse tema, que será um dos principais flancos de ataque dos seus oponentes. Rendeu elogios a seu sucessor, Bruno Covas (PSDB), e afirmou que cada voto que recebeu em 2016 foi também para o seu antigo vice. “O Bruno Covas é o retrato do PSDB”, declarou.

Os números das últimas pesquisas dão uma ideia da complexidade do atual pleito estadual. Na mais recente sondagem do Ibope, Doria aparece com 19% das intenções de voto, tecnicamente empatado com o presidente licenciado da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (MDB), que tem 17%. Os dois são seguidos à distância por França que, embora apareça com apenas 5% da preferência do eleitorado, é considerado alguém com potencial de crescimento por ter a projeção que o cargo de governador confere e ainda ser desconhecido.

Disputa acirrada

Cientistas políticos ouvidos pelo EL PAÍS consideram que há chances reais de a predominância do PSDB no Estado ser rompida estas eleições, principalmente diante da perspectiva de um pleito em dois turnos — em 2006, 2010 e 2014 o candidato do PSDB se elegeu no primeiro turno.

Quem conseguir polarizar com os tucanos no primeiro turno, dizem, poderá capitalizar, no segundo turno, o cansaço do eleitor com um partido que administra o Estado há mais de duas décadas e que teve a sua imagem manchada depois das denúncias de corrupção que atingiram em cheio Aécio Neves, ex-presidente da sigla. “Eu acredito que o PSDB terá mais dificuldades este ano”, afirma Marco Antonio Teixeira, professor da Fundação Getúlio Vargas.

Tanto França quanto Skaf — que também foi confirmado candidato hoje pela convenção do MDB paulista — trabalham para se viabilizar como essa segunda força no primeiro turno. Skaf tenta manter o recall conquistado nas duas últimas eleições para governo, mas carrega o ônus de ser um fiel aliado do presidente Michel Temer, que acumula altos níveis impopularidade. Na convenção do MDB realizada neste sábado, por exemplo, não houve qualquer menção ao presidente da República.

França, por sua vez, correu contra o tempo desde que assumiu o governo para liberar recursos estaduais a prefeitos, com o objetivo de garantir uma boa votação nas pequenas e médias cidades do interior. Ele também utilizou seu período na cadeira de governador para costurar a segunda maior aliança partidária no Estado, algo fundamental para, a partir das inserções diárias no rádio e na televisão, tornar-se mais conhecido entre o eleitor paulista.

O atual governador, no entanto, sofreu baixas que foram sentidas na sua pré-campanha. A mais sentida delas foi o fato de Alckmin, depois de pressionado pelo PSDB, ter sido obrigado a só participar de atos da campanha de Doria. Associar-se ao ex-governador tucano era a principal estratégia de França para não ser rotulado como um candidato da esquerda, algo que Doria já indicou que vai explorar em seus ataques ao adversário.

jul
29
Posted on 29-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-07-2018


 

Simanca, no

 

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O fim dos ‘supermarqueteiros’

 

É o fim da era dos chamados ‘supermarqueteiros’.

Publica O Globo:

“Os principais nomes de candidatos que disputam a Presidência este ano devem desembolsar menos recursos para tentar dar publicidade às suas campanhas. Menos, mas, em alguns casos, ainda na casa dos milhões”.

Segundo o jornal carioca, a campanha de Geraldo Alckmin pretende gastar R$ 10 milhões com Lula Guimarães. O valor é bastante inferior aos R$ 70 milhões desembolsados na campanha de Aécio Neves e Dilma Rousseff para pagar seus marqueteiros na última eleição presidencial.

Manoel Antonio Canabarro, publicitário de Ciro Gomes, não revelou ainda a quantia que receberá. Jair Bolsonaro disse que pretende gastar pelo menos R$ 1 milhão. Já Marina Silva pretende trabalhar com voluntários.

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