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Janaína Paschoal : o inesperado faz uma surpresa na .festa do “Mito”…
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…e Capinan na capa de “Panis et Circencis”,
disco e manifesto musical do tropicalismo
há 50 anos.

ARTIGO DA SEMANA

Demolição no Rio: furacão Janaína, ventania Bolsonaro

Vitor Hugo Soares

“Chegando a hora da água beber a onça”. Escreveu o poeta e compositor José Carlos Capinam, num comentário em seu espaço na rede social (Facebook). O letrista da emblemática “Miserere Nóbis” não se referia ao chamado Movimento Tropicalista que, nesta última semana de julho, festeja meio século do lançamento do revolucionário disco “Panis et Circenses” – manifesto discográfico que abalou a cultura e revirou de cabeça para baixo a música brasileira.

Falava sobre o momento político eleitoral do Brasil, e do papel “da chamada esquerda” (a expressão é do autor), a partir da polêmica e furdunço causados pela advogada de acusação do impeachment de Dilma Rousseff (PT) e professora da USP, Janaina Paschoal, na convenção do PSL, no Rio de Janeiro, que oficializou a candidatura do deputado-capitão, Jair Bolsonaro, à presidente da República.

Capinan – um dos pilares intelectuais do tropicalismo – completou assim seu comentário, que transcrevo, na íntegra. Para manter a inteireza das palavras do poeta, e a bem da verdade, que preso acima de tudo, mais ainda nesta fase insidiosa de mentiras deslavadas, chamadas de fake news: “Nem adianta apelar para a bela efígie da democracia. Nem racionalidades irracionais, buscando papo direto com Bolsonaro. A chamada esquerda vai necessariamente subverter a velha retórica e mudar o jogo: que o inesperado faça uma surpresa” , completou o notável letrista de “Soy Loco Por Ti, América”. A conferir com o tempo, senhor da razão.

De imediato, o que pretendo, é falar dos signos políticos e de comunicação da inesperada participação de Janaína na convenção do partido que ela integra. Para este jornalista, o mais relevante momento da campanha presidencial que se anuncia. Até então confusa, desmotivadora e fria. De fato, uma quase demolição do “mito”.

Atropeladora passagem do furacão feminino, chamado Janaína, por cima da vulgar ventania de terceira categoria em que vai transformando-se o deputado Bolsonaro, o machão que antes se anunciava como terremoto através das claques ameaçadoras ao seu redor. Ao refugar e pedir mais tempo – improvável pelo andar da carruagem – para decidir sobre o convite para ser vice na chapa do , a esquentada, mas sempre brilhante e corajosa professora paulista, ofereceu em sua fala inflamada, o que falta na atual campanha presidencial: propostas políticas, temas candentes de princípios, críticas e autocríticas, polêmicas que incendeiam, motivam cidadãos eleitores nos comícios, enriquecem entrevistas e programas, elevam o conteúdo das discussões e debates.

Na estocada que abalou os alicerces da campanha e o humor e ânimo da convenção no Rio – dos militantes ao próprio candidato -, a advogada bateu com força e alcance além de seu partido: “Os seguidores, muitas vezes, do deputado Jair Bolsonaro (PSL), têm uma ânsia de ouvirem um discurso inteiramente uniformizado. Pessoas só são aceitas quando pensam exatamente as mesmas coisas. Reflitam se nós não estamos correndo o risco de fazer o PT ao contrário”, questionou, cobrando respostas da direita à esquerda.E disse mais, com altivez: “Não sou fiel ao candidato Bolsonaro, mas sim ao meu País”.

É fato que ela deixou o espaço da convenção menos aplaudida do que quando chegou. Mas é verdade também, afirmo, que o furacão Janaína saiu do Rio de Janeiro, no domingo, maior, bem maior, que a ventania Bolsonaro. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

“Rayito de Luna”, Los Panchos: um bolero tão sensacional quanto o eclipse lunar de ontem (27/7).

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

jul
28
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Waldir Serra: fim de vida em um asilo…

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…e com o parceiro e amigo Raul Seixas..

 

 

DO JORNAL A TARDE

Redação e Caíque Carvalho l A TARDE SP

A cena cultural da Bahia perdeu nesta sexta-feira, 27, uma das figuras emblemáticas da música e universo do entretenimento de rádio TV, com a morte, aos 76 anos, de Waldir Serrão. 

Produtor cultural, músico e ex-apresentador, o Big Ben, nome artístico adotado por Serrão, foi um dos pioneiros do rock na Bahia. Ele criou o programa Só Para Brotos, em 1959, na Rádio Cultura, primeiro dedicado ao rock no estado e teve um programa famoso na TV Itapoan – O Som do Big Ben – entre 1972 e 1984.

Foi o criador da primeira banda de rock de que se tem notícia na Bahia: Waldir Serrão e seus Cometas, em 1957, promotor de diversas matinês de rock, fundador do Elvis Club Rock e responsável por introduzir o ídolo nacional do estilo Raul Seixas neste universo. 

Entre as composições de Serrão destacam-se O Crivo, parceria com o próprio Raul, e Ainda Gosto Dela, gravada por Jerry Adriani.

Nos últimos anos, ele vinha enfrentando  problemas financeiros, tendo sido acolhido em um asilo para idosos da capital.

O sepultamento está previsto para este sábado, 28, às 16h, no Cemitério Quinta dos Lázaros (Baixa de Quintas)

 

 

 

DO JORNAL EXTRA (RIO DE JANEIRO)
A lua de sangue é vista no céu da Alemanha
A lua de sangue é vista no céu da Alemanha Foto: MICHAEL DALDER / REUTERS

NAIRÓBI (Reuters) – Uma lua de cor de sangue deslumbrou admiradores do céu em várias partes do mundo nesta sexta-feira, quando o satélite natural da Terra se moveu para a sombra de nosso planeta para o mais longo eclipse lunar do século 21.

Do Cabo da Boa Esperança ao Oriente Médio, e do Kremlin à Baía de Sydney, milhares de pessoas viraram seus olhos para as estrelas para observar a lua, que ficou escura antes de brilhar laranja, marrom e carmesim conforme se movia para a sombra da Terra.

O eclipse total duraria uma hora, 42 minutos e 57 segundos, embora precedido e sucedido por um eclipse parcial, o que significa que a lua passaria um total de 3 horas e 54 minutos na sombra da Terra, de acordo com a Nasa.

A lua de sangue no Cairo, no Egito
A lua de sangue no Cairo, no Egito Foto: AMR ABDALLAH DALSH / REUTERS
O eclipse pôde ser visto de vários países
O eclipse pôde ser visto de vários países Foto: AMR ABDALLAH DALSH / REUTERS

O eclipse completo foi visível da Europa, Rússia, África, Oriente Médio, grande parte da Ásia e Austrália, embora nuvens tenham bloqueado a lua em alguns lugares.

Fotógrafos da Reuters registraram a lua por todo o mundo, da Grande Mesquita do xeique Zayed, em Abu Dhabi, ao Templo de Poseidon, no Cabo Sunião, perto de Atenas.

Em Nairóbi, quenianos observavam conforme a lua escurecia.

“Isto é o que a vida é: momentos mágicos como este”, disse Teddy Muthusi, ao olhar a lua do Parque Uhuru, em Nairóbi. “É simplesmente lindo. Vale a pena”.

Nas margens do Ganges, na Índia, templos foram fechados antes do eclipse. Em Cingapura, entusiastas observaram através de telescópios no píer de Marina South. Centenas de pessoas na Austrália pagaram para observar o eclipse no Observatório de Sydney antes do amanhecer.

Quando a lua se moveu da sombra cônica da Terra, deixou de ser iluminada pelo sol e ficou escura. Alguma luz, no entanto, ainda chega ao satélite porque é curvada pela atmosfera da Terra.

“Ele é chamado de ‘lua de sangue’ porque a luz do sol atravessa a atmosfera da Terra a caminho da lua e a atmosfera da Terra a torna vermelha, da mesma maneira que o sol fica vermelho quando se põe”, disse à Reuters Andrew Fabian, professor de astronomia da Universidade de Cambridge.

Ao mesmo tempo, Marte está na sua posição mais perto da Terra desde 2003, então alguns observadores podem ver o que parece uma estrela vermelha alaranjada – e na verdade é o planeta vermelho.

“É uma coincidência muito incomum ter um eclipse lunar total e Marte em oposição na mesma noite”, disse Robert Massey, vice-diretor-executivo da Sociedade Astronômica Real, que observou o eclipse no Mar Mediterrâneo.

Por milhares de anos, a humanidade tem olhado para os céus atrás de presságios de desgraças, vitórias e alegrias. A bíblia contém referências à lua ficando vermelha e alguns judeus ultra ortodoxos consideram eclipses lunares presságios e um motivo para contemplação moral.

De acordo com algumas crenças hindus, corpos celestiais como o sol e a lua emitem energias negativas durante um eclipse, então alguns templos na Índia são fechados para minimizar quaisquer distúrbios.

Astrônomos, no entanto, disseram que não há motivos para preocupações.

“Não há razão para acreditar que luas de sangue pressagiam desgraças”, disse Massey. “Isto não anuncia o apocalipse: ver um eclipse lunar e Marte no céu é algo que as pessoas deveriam aproveitar, ao invés de se preocuparem.”

O próximo eclipse lunar com tamanha duração será em 2123.

(Reportagem adicional de Dan Williams, em Jerusalém, Amr Abdallah Dalsh, no Cairo, Alkis Konstantinidis, no Cabo Sunião, Christopher Pike, em Abu Dhabi, e Colin Packham, em Sydney)

jul
28
Posted on 28-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 28-07-2018


 

Ronaldo, no (PE)

 

jul
28

Urgente!: MBL pede ao STF regra clara para banimento de páginas do Facebook

 

Por Claudio Dantas

O MBL acaba de protocolar no STF mandado de injunção para que a Corte determine à Presidência da República a edição de norma clara para a remoção de conteúdos e páginas em ambientes virtuais.

A ação decorre do banimento pelo Facebook de 196 páginas e 87 contas pessoais, acusadas de formarem uma “rede coordenada com o propósito de gerar divisão e espalhar desinformação”.

Mesmo após exigência do MPF, a empresa se recusa a fornecer a relação de páginas e pessoas banidas da rede, assim como a relação das supostas violações.

Segundo o MBL, “o ambiente democrático e a liberdade de expressão estão severamente ameaçados pelas práticas da empresa”.

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