Milton Santos de Almeida (Miltinho), na linha de frente da saudade!

BOA TARDE E BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

 

Jair Bolsonaro lançou sua candidatura à Presidência da República neste domingo no Rio de Janeiro.
Jair Bolsonaro lançou sua candidatura à Presidência da República neste domingo no Rio de Janeiro. CARL DE SOUZA AFP

OPINIÃO

JUAN ARIAS

 

Entre os símbolos da liturgia da morte adotada pelo militar de extrema direita brasileiro, Jair Bolsonaro, candidato à presidência da República, figura agora também a imagem de uma menina de cerca de quatro anos imitando com os dedos polegar e indicador de sua mão direita o gesto de disparar um revólver. Foi ele quem lhe ensinou enquanto a segurava nos braços, rindo entretido.

Questionados sobre a cena que horrorizou não poucos, os assessores de Bolsonaro explicaram que podia ser interpretada como um “gesto cristão” de bravura. Que eu saiba, e estudei os evangelhos durante anos, o único símbolo de violência no cristianismo é o de Cristo na cruz, um inocente condenado à morte. O restante da simbologia dos seguidores do Nazareno é impregnado de paz e perdão, não de violência ou vingança.

Foi Jesus que, em diversas ocasiões, propôs uma criança como símbolo do Reino de Deus. Ele considerava tão grave qualquer tipo de violência contra a infância que chegou a pedir pena de morte para quem ofendesse uma criança: “melhor fora que lhe atassem ao pescoço a pedra de um moinho e o lançassem no fundo do mar” (Mt.18,5ss). A dura condenação do Mestre a quem ofendesse uma criança deve ter impressionado tanto aos seus discípulos que essa passagem aparece nos três evangelhos sinóticos considerados os mais antigos e próximos da sua morte.

Jesus, o manso, o compassivo, o que pedia perdão para todos os pecados, diz que não merece viver quem exerce violência com uma criança. Os evangelhos não dizem a que violência se referia. Há quem pense em uma violência sexual, mas existem muitas formas de ofender um pequeno. Uma delas é usar suas mãos ainda inocentes, que estão aprendendo a acariciar e a brincar, a escrever e a alimentar-se, para imitar o gesto de uma arma que evoca ecos de morte.

Escrevi nesta mesma coluna por que a candidatura do extremista e violento ex-paraquedista Bolsonaro “me dava arrepios”. Hoje, àquele medo tenho que acrescentar o de que o gesto ensinado à menina vire moda, já que durante a liturgia da consagração de Bolsonaro como candidato à presidência corriam pela sala outras crianças imitando o gesto de imitar um revólver com as mãos.

Seria triste se o Brasil, que conquistou o mundo com sua festividade e com a riqueza da sua miscigenação, sua música e sua alegria, se tornasse hoje exportador de uma nova maneira de se divertir na infância: brincar de matar. As crianças devem ser cercadas, desde que nascem, frágeis e indefesas, de gestos de amor e respeito pelos demais, de símbolos que evoquem a vida e não a morte. Terão tempo de sobra para aprender que o mundo está infestado pelos ventos da violência e da intolerância, do desprezo pelas diferenças, do medo das liberdades. Deixemos, agora, que usem as mãos para brincar com a vida. Jesus as usava não para matar, mas para ressuscitar os mortos, devolver a visão aos cegos e fazer os paralíticos voltarem a andar.

O Jesus que sempre cantou a vida e não a morte não gostava de armas. Quando os soldados foram prendê-lo no Horto das Oliveiras, um dos apóstolos desembainhou a espada em sua defesa. Jesus o repreendeu: “Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão” (Mt 26,31ss).

Na mesma manhã em que os jornais me horrorizaram com a foto de Bolsonaro rindo com a menina nos braços aprendendo a disparar uma pistola, veio me visitar a pequena Maria Luisa, uma neta por afinidade que deve ter a mesma idade da menina da foto. Brincando no jardim, a pequena me perguntou se podia colher uma flor para dar a sua mãe. Colheu-a e, quando a deu para a mãe, esta a abraçou e beijou suas mãos.

Que nossos pequenos possam povoar seus sonhos não com gestos de morte, nem com símbolos de guerra, mas de arco-íris de paz, de luz de girassóis. Que sonhem tendo nas mãos não o sabor da pólvora, mas o dos beijos daqueles que as amam.

Pura maravilha musical, no ritmo, na letra, na letra de Enrique Cadícamo e  na interpretação fabulosa da morocha (morena) do tango argentino, chamada Adriana Varela. De matar de saudades: de Paris e de Buenos Aires. “Ay, quando yo te vuelvo a ver?”.

BOM DIA!!!!

(Vitor Hugo Soares) 

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Tango de Ayer
Enrique Cadícamo

Cuando el gotán era puro
y estoy hablando del 20,
los nenes de cuello duro
bailaban buscando la bronca inminente.

El Cabaret Royal Pigalle
champán-tangó tan lujoso,
tango de ayer
te han cambiado la piel
lo más puro fue aquel que se fue.

Ese fue “le tangó” de porteña raíz
Corrientes y Maipú era entonces Montmartre,
violador de fronteras fue golazo en París
y al cabaret garrón íbamos a bailar.

Aquel tango de smoking embrujó a la mujer,
fue Vicente Madero bacán y bailarín
y Carlitos Gardel rival de Chevallier
y un maestro de lujo
llamado el “Vasco Aín”.

jul
25
Posted on 25-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-07-2018

Centrão pode tirar vice de Marina

 

Por Diego Amorim

O Antagonista apurou que, até a semana passada, estavam bastante avançadas as conversas para que o PHS indicasse o vice de Marina Silva.

O nome seria o de Castellar Guimarães Filho, ex-procurador-geral de Justiça e ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos de Minas Gerais.

Depois que o Centrão decidiu apoiar Geraldo Alckmin, porém, a “tentação” do PHS tem sido grande para se unir ao grupo — o próprio Alckmin ligou para Marcelo Aro, presidente do partido, pedindo uma conversa com ele em Belo Horizonte.

Há também o interesse de Henrique Meirelles, do MDB, em atrair a legenda — essa hipótese não está descartada, pois poderia garantir alianças significativas nos estados.

Conversas com Alvaro Dias (Podemos) e Ciro Gomes (PDT) foram encerradas.

jul
25
Posted on 25-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-07-2018
Resultado de imagem para Rosane Santana pesquisadora da UFBA Facom
Rosane Santana,
pesquisadora da UFBA.

Em parceria com o Instituto de Opinião P&A – Pesquisa e Análise e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico(CNQp)será investigado, simultaneamente, o impacto da Internet sobre a participação on/off nas eleições presidenciais brasileiras de 2018, em Salvador. A pesquisa terá uma amostra de 625 entrevistas domiciliares. A margem de erro prevista para o total da amostra é de 3,9 pontos para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95,5%.

A investigação dá prosseguimento aos estudos da pesquisadora Rosane Santana, doutora em Comunicação e Cultura Contemporâneas da FACOM-UFBA, em estágio pós-doutoral realizado no Grupo de Pesquisa Cp-redes, vinculado ao Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INTC.DD). Este trabalho é desenvolvido desde as eleições presidenciais brasileiras de 2014 e mereceu uma menção honrosa do Prêmio Antônio Lavareda, durante o IV Congresso Internacional de Comunicação e Estratégias de Campanha (ALICE 2015). A premiação foi conferida pelo Grupo Opinião Pública, da Pós-Graduação em Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas de Pernambuco (IPESPE).

 “O trabalho de Rosane Santana agrega de forma inestimável para a literatura brasileira, que é uma literatura que ainda está se constituindo, aquela que aborda o papel da Internet, o papel da web, o papel das redes sociais nas campanhas eleitorais. Ele tem uma abordagem singular à medida que combina a pesquisa na web, ou seja, a investigação do que ocorreu on-line com um trabalho de campo onde se estabeleceu uma amostra e esse conjunto de pessoas revelou características, traços do seu comportamento ao longo do ano daquela eleição que foi analisada. Isso daí, do ponto de vista metodológico, é bastante diferenciado“, analisa o cientista político Antônio Lavareda.

 O campo será aplicado logo após o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras deste ano nos diversas bairros da capital baiana, obedecendo à distribuição populacional prevista no novo Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU- Lei Municipal 9069/2016.Antes porém, na primeira etapa do trabalho, será elaborado um Projeto Piloto para ajuste do questionário, a partir de entrevistas em bairros de Salvador previamente selecionados para refletir a composição sociodemográfica da capital.

A pesquisa vai investigar diversas variáveis associadas ao uso das tecnologias digitais: sexo, idade, renda, escolaridade, religião, etnia, frequência de acesso à Internet, consumo de mídias, participação em mídias sociais (redes sociais), participação cívica, preferência partidária, participação política on-line e off-line e hábitos de uso das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs).

  Numa terceira etapa, os dados da pesquisa vão embasar a investigação dos condicionantes da participação eleitoral digital. As investigações feitas nas eleições presidenciais de 2014 revelaram que a educação superior e o uso de redes sociais (plataformas digitais de mídias sociais) foram os principais condicionantes de web participação. Ter escolaridade superior aumentou em até oito vezes a possibilidade de um eleitor sair da inatividade para a participação on-line.

jul
25
Posted on 25-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-07-2018



 

Adnael  no portal de humor gráfico

 

jul
25
DO PORTAL DE NOTÍCIAS TERRA BRASIL
Rene Moreira, especial para O Estado
 

SÃO CARLOS – A pré-candidata à presidência da República nas eleições 2018 pela Rede Sustentabilidade, Marina Silva, aproveitou sua passagem pelo interior de São Paulo para criticar o Centrão e o presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, nesta terça-feira, 24. A ex-ministra relacionou o tucano e o bloco de partidos do DEM, PP, PR, PRB, Solidariedade, ao presidente Michel Temer e à crise.

 “Os que criaram o problema não vão resolver o problema”, disse à Rádio São Carlos, referindo-se ao candidato do PSDB e ao Centrão. Marina participará de cinco entrevistas a rádios na cidade paulista e, mais tarde, de uma agenda com a população. Logo na primeira entrevisra, ela relacionou Alckmin a Temer, considerando que os dois têm o apoio do Centrão.

A ex-senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência pela Rede

 A ex-senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência pela Rede

Foto: Alex Silva / Estadão Conteúdo

Na segunda-feira, 23, em Piracicaba, a ex-ministra também atacou os adversários que terão a maior parte do tempo de rádio e TV na propaganda política eleitoral – “o condomínio do Alckmin é agora o condomínio que era da Dilma em 2014”, disse ontem.

A presidenciável não poupou também Jair Bolsonaro (PSL), único adversário na disputa que sai na sua frente nas pesquisas de intenção de voto e que lidera as enquetes. “Discordo do Bolsonaro, não vamos resolver a segurança pública distribuindo armas para a população”. Ela exemplificou citando que hoje muito policial tem a casa invadida para roubarem a arma. “Então você imagina um cidadão comum achando que vai se defender com a liberação do porte de arma”.

Apesar das cutucadas nos adversários, a pré-candidata garante que não quer guerra na campanha eleitoral e que vai combater ideias e não pessoas. “Quero ganhar ganhando, não vou agredir ninguém”, afirma.

Marina falou ainda que entende a descrença do povo hoje com a política, mas que anular o voto não é a melhor alternativa. “A gente não pode entregar para os outros o que tem o direito de fazer, o cidadão pode demitir aqueles que iludiram o povo”. Para completar em seguida: “Estou persistente, sem persistência a gente não vai mudar”.

Marina se diz contrária ao aborto e defende plebiscito

“Sou contra, defendo a vida”, disse Marina ao ser questionada por religiosos sobre o aborto. No entanto, ela lembrou que alguns casos, como quando há risco para a gestante, essa prática já é permitida. “Se for mudar além do que existe na lei, defendo que seja feito um plebiscito”, justificou.

A passagem de Marina por São Carlos deve ser encerrada à noite com uma palestra no Centro do Professorado Paulista (CPP). A ex-senadora também foi ministra do Meio Ambiente no governo Lula e já disputou a presidência da República duas vezes, nos anos de 2010 e 2014, terminando ambas as eleições na terceira colocação.

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