Uneb em Salvador (Foto: Henrique Mendes / G1 Bahia) Uneb em Salvador (Foto: Henrique Mendes / G1 Bahia)

Uneb em Salvador (Foto: Henrique Mendes / G1 Bahia)

Universidade Estadual da Bahia (Uneb) terá sistema de cotas para transexuais, travestis, transgêneros, quilombolas, ciganos e portadores de deficiência, transtorno do espectro autista e altas habilidades.

De acordo com as informações divulgadas pela instituição nesta segunda-feira (23), a decisão foi tomada pelo Conselho Universitário (Consu) e começa a valer a partir de 2019, em todos os processos de graduação e de pós-graduação da universidade.

Segundo a Uneb, serão oferecidos 5% de vagas adicionais para cada um dos grupos, além das que já são ofertadas para os demais. Dessa forma, as novas cotas não devem alterar o percentual ofertado aos não cotistas.

Atualmente, a instituição oferece 40% das oportunidades para negros e 5% para indígenas, além das vagas de ampla concorrência, para quem não integra o sistema de cotas, que, segundo a instituição, corresponde a 60%.

Ainda conforme a Uneb, para concorrer às cotas, assim como nos demais grupos, os candidatos das novas cotas devem ter cursado todo o segundo ciclo do ensino fundamental e o ensino médio exclusivamente em escola pública, além de terem renda familiar mensal de até quatro salários mínimos.

 Concurso na Uneb (Foto: Cindi Rios/ Uneb)

Concurso na Uneb (Foto: Cindi Rios/ Uneb)

Fundada em 1983, a Uneb é mantida pelo Governo do Estado por intermédio da Secretaria da Educação (SEC). A instituição possui 29 departamentos instalados em 24 campi: um sediado em Salvador, onde se localiza a administração central, e os demais distribuídos em 23 importantes municípios baianos de porte médio e grande, como Feira de Santana, Juazeiro, Vitória da Conquista e Barreiras.

Atualmente, segundo o site da instituição, mais de 150 opções de cursos e habilitações nas modalidades presencial e de educação a distância (EaD) são ofertados pela universidade, nos níveis de graduação e pós-graduação.

Além dos campi, a Uneb está presente na quase totalidade dos 417 municípios do estado, por intermédio de programas e ações extensionistas em convênio com organizações públicas e privadas, que beneficiam milhões de cidadãos baianos, a maioria pertencente a segmentos social e economicamente desfavorecidos e excluídos. Entre eles, a alfabetização e capacitação de jovens e adultos em situação de risco social; educação em assentamentos da reforma agrária e em comunidades indígenas e quilombolas; projetos de inclusão e valorização voltados para pessoas com deficiência, da terceira idade, LGBT.

A Uneb desenvolve também importantes pesquisas em todas as regiões em que atua. Alguns projetos trazem a marca da vanguarda acadêmica, a exemplo dos trabalhos nas áreas de robótica e de jogos eletrônicos pedagógicos. O corpo discente da instituição é estimulado a participar das pesquisas por meio de programas de iniciação científica e de concessão de bolsas de monitoria.

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Comentários

Daniel on 24 julho, 2018 at 2:11 #

Ainda faltou cota para asiáticos, anões, canhotos, desprovidos de beleza, albinos e gordos, esqueléticos e narigudos.

#UNEBExcludente


Taciano Lemos de Carvalho on 24 julho, 2018 at 8:43 #

Essa pastagem da Universidade Estadual da Bahia (Uneb) fez eu lembrar de duas personagens. Uma é a desembargadora do Rio de Janeiro que postou na internet esse exemplo abaixo de pré conceito, de discriminação. A outra personagem, essa sim PERSONAGEM, é a professora agredida pela primeira personagem.

“Ouço que o Brasil é o primeiro em alguma coisa!!! Apuro os ouvidos e ouço a pérola: o Brasil é o primeiro país a ter uma professora portadora de síndrome de Down!!! Poxa, pensei, legal, são os programas de inclusão social… Aí me perguntei: o que será que essa professora ensina a quem???? Esperem um momento que eu fui ali me matar e já volto, tá?” (Da primeira personagem)

Um pequeno trecho de carta de Débora Seabra, a professora com síndrome de Dow, em resposta à agressão feita pela’desembargadora’ do Rio de Janeiro:

“Não quero bater boca com você! Só quero dizer que tenho síndrome de Down e sou professora auxiliar de crianças em uma escola de Natal (RN)”.

“(…) Eu ensino muitas coisas para as crianças. A principal é que elas sejam educadas, tenham respeito pelas outras, aceitem as diferenças de cada uma, ajudem a quem precisa mais. (…) O que eu acho mais importante de tudo isso é ensinar a incluir as crianças e todo mundo pra acabar com o preconceito porque é crime. Quem discrimina é criminoso”.


Taciano Lemos de Carvalho on 24 julho, 2018 at 8:45 #

Correção: ‘Essa pastagem da Universidade Estadual’= ‘Essa postagem da Universidade Estadual…’


Taciano Lemos de Carvalho on 24 julho, 2018 at 8:49 #

Um lembrete: A desembargadora citada acima, é aquela coisa que mentiu sobre a vida de Marielle, quando da eliminação da vereadora do Rio de Janeiro.

Por isso, sou mais Débora Seabra, a professora com Síndrome de Dow, e Marielle a vítima de assassinato político.


Lucas Ribeiro on 24 julho, 2018 at 10:06 #

Para matar os trogloditas de raiva :https://jornalggn.com.br/tag/blogs/campanha-internacional


Daniel on 24 julho, 2018 at 19:08 #

Adoro quando trogloditas contumazes acusam os outros de serem o que são…:)


Lucas Ribeiro on 24 julho, 2018 at 23:02 #

A carapuça deu errado . Não era para você querido Daniel!!! Este sim :https://www.youtube.com/watch?time_continue=288&v=w5-lxjF9jrM


Daniel on 25 julho, 2018 at 15:04 #

Olha o comentarista Jair se revelando… não visto carapuça, meu jovem.

Deixo para aqueles não têm o que argumentar!


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