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Fevereiro de 2014:João Ubaldo, cercado de amigos (Ayres Britto entre eles) festeja
em Itaparica, seu aniversário (73 anos) . Foto de Olívia Soares, no Facebook .
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ARTIGO DA SEMANA

Julho: da partida de João Ubaldo e da encruzilhada do Brasil

 

Vitor Hugo Soares

“Brincando, brincando” – no jeito soteropolitano de lembrar –  lá se vão quatro anos da partida de João Ubaldo Ribeiro, o filho notável de Itaparica que, na resistente e histórica ilha da Baia de Todos os Santos, gerou para o mundo o monumental romance “Viva o Povo Brasileiro”. Morreu no Rio ,  na madrugada de 18 de julho de 2014, em seu apartamento no Leblon, vítima de embolia pulmonar.  

“Quem não morre, fica velho”, dizia Ubaldo. Vozeirão grave e potente, inconfundível. Riso aberto e jeito único de ser e dizer coisas  com inteligência, cultura e coragem. Mesmo que isso causasse polêmicas explosivas, e atraísse sérios e desgastantes problemas, em razão da ira e dos ataques que se levantavam contra ele.

Em geral, vindos de medíocres. Governantes, gestores e políticos corruptos, ou endinheirados negociantes corruptores. Quando Ubaldo morreu, Jaques Wagner (PT) governava a Bahia. E o autor de “Sargento Getúlio” estava no meio de uma destas batalhas. Comandava a campanha de denúncia e combate ao eleitoreiro projeto caro e faraônico para a construção de uma ponte sobre o mar, ligando Salvador a Itaparica. Submersos, enormes e estranhos interesses da política e do poder, ao lado das grandes empreiteiras, nascidas e engordadas nas tetas do setor público, como se revelaria em seguida nas investigações da Lava Jato.   

Em fevereiro de 2014, João Ubaldo estava em Salvador, para  festejar os 73 anos de idade na sua ilha e sair no famoso Bloco do Jacú, do amigo e inspirado compositor, Walter Queiroz. O cronista brilhante e indomável nas questões de princípios, aproveitava também, para incendiar a polêmica com os donos do poder local e nacional. Contra “o conto eleitoral da Ponte”. Projeto outra vez retirado da gaveta pelo vice-governador, dublê de secretário de Planejamento, João Leão (PP), que se autodenomina “um construtor de pontes”, agora com a dinheirama prometida pelos chineses. Gás extra para turbinar a campanha com vistas à reeleição de Rui Costa (PT), reclama a opisição.

Quatro meses depois de festejar o aniversário  – cercado de antigos e novos amigos, inclusive o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e poeta sergipano, Carlos Ayres Brito. Na quarta-feira, desta semana, a jornalista Olívia Soares postou um registro fotográfico do aniversário do escritor em sua ilha: “Último encontro com João Ubaldo, em Itaparica. Era fevereiro de 2014, um dia especial, rodeado de amigos, ele estava muito feliz. Cantou, dançou. Em julho do mesmo ano, ele partiu”, escreveu na legenda.

Motivo de saúde me impediu então, de atravessar de barco para ir à festa. Guardei a lembrança de quando chefiava a sucursal da VEJA, na Bahia e Sergipe, e o então editor-executivo da revista, Tales Alvarenga, me pediu para ir à Itaparica conversar com Ubaldo, para a resenha do lançamento do romance “O Sorriso do Lagarto”, que a revista publicaria dias depois. Fui com o fotógrafo Mário Leite, e fiz a entrevista. Depois, no bar da pracinha da ilha, bebemos juntos, revivendo lembranças comuns do jornalismo e da vida (Ubaldo foi editor-chefe da Tribuna da  Bahia), do Brasil na ditadura. Choramos os dois ao falar do professor e político, Manoel Ribeiro, pai do escritor e meu mestre inesquecível, de Filosofia, na Faculdade de Direito. Mas sinto ainda, o vazio pelo abraço que não dei em João Ubaldo Ribeiro, antes da partida. Saudades!

Vitor Hugo Soares é jorna

A canção vai dedicada à jornalista e escritora carioca (moradora querida da Vila famosa de Noel e Martinho), Cida Torneros, amiga do peito e colaboradora de sempre do Bahia em Pauta, que ama a Itália e a música italiana.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

Resultado de imagem para Ciro Gomes com a esposa na convenção do PDT em Brasilia
Ciro Gomes ao lado de sua esposa, Giselle Bezerra, na 
Convenção do PDT em Brasília.
Brasília

Ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes foi oficializado nesta sexta-feira como candidato do PDT à Presidência da República, fazendo um aceno a seus dois principais pontos fracos: a rejeição que tem por parte das mulheres e sua relação acidentada com o empresariado. Em seus dois discursos feitos durante a convenção do partido, em Brasília, o polêmico político tentou ajustar suas falas e gestos. Tido como impulsivo, que oferece respostas às vezes atravessadas aos seus interlocutores, afirmou que não é um anjo e às vezes erra. “Não sou imune a erros. Minha ferramenta é a minha palavra”. Foi defendido pelo presidente do PDT, Carlos Lupi. “A maior crítica que fazem a ele é que ele é duro nas palavras. Como ser mole em um país com tanta desgraça, com um golpista no Palácio do Planalto?”, questionou Lupi, citando o presidente Michel Temer (MDB).

O candidato afirmou que, se eleito para a presidência, terá como objetivo defender o trabalhador, o povo e classe média, mas sem se esquecer de incentivar as indústrias do Brasil. “Não é só aos trabalhadores e aos pobres a quem devo primeiro a minha atenção. O colapso da economia brasileira atinge também de forma grave aqueles que estão na ponta de nossa indústria e de nosso comércio”. Foi o primeiro dos acenos a parceiros que ainda desconfiam dele. No início do mês, durante evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ciro chegou a ser vaiado pela elite do empresariado por dizer que poderia rever a reforma trabalhista, lei que foi aprovada após intenso lobby dos industriais.

No evento desta sexta, no entanto, o pedetista também aproveitou para criticar os bancos que “lucram apenas com os pagamentos de juros” e se comprometeu a aumentar a competitividade no setor. Reclamou, por exemplo, que nos últimos anos o país pagou 380 bilhões de reais “a plutocratas do baronato financeiro”. E tentou desmistificar um discurso comum entre parte de representantes do mercado financeiro, de que ele poderia deixar de pagar parte da dívida internacional. “Não cabe aventura, ruptura, nem desrespeito aos contratos. Isso nunca resolveu problema de nação nenhuma”.

Em todo o momento, esteve também ao lado de mulheres sua esposa Gisele, a filha Lívia e a neta Maria Clara se revezavam e  vestiam camisetas ou usavam adesivos com os dizeres: “todas com o Ciro”. Uma mensagem para tentar atrair o eleitorado feminino, onde tem alta rejeição. Entre os cinco primeiros colocados na disputa, o pedetista e Jair Bolsonaro (PSL) registram as maiores diferenças entre votos de homens e mulheres, de acordo com a pesquisa Datafolha de junho. A imagem de que Ciro seria machista deve ser explorada na campanha presidencial por seus adversários devido, especialmente, a uma polêmica de 2002, quando ele afirmou à imprensa que o papel de sua então companheira, a atriz Patrícia Pillar, seria o de “dormir com ele” na campanha. Para piorar, recentemente chamou de “filho da puta”, sem saber que xingava uma mulher, uma promotora que pediu a abertura de uma investigação contra ele por injúria racial, em um caso em que chamou o vereador negro de direita, Fernando Holiday, de “capitão do mato”. 

Centrão distante

A convenção que oficializou a candidatura de Ciro ocorre um dia após a cúpula dos partidos do centrão sinalizar que vai aderir à coligação de Geraldo Alckmin (PSDB) à presidência. O PDT negociava o apoio deste grupo de legendas, formado por DEM, PR, PRB, PP e SD. Mas economistas dos dois lados não chegaram a um consenso sobre a política financeira a ser implantada em um eventual Governo do pedetista, por isso a debandada para o ninho tucano é dada como quase certa. Ainda que a campanha de Ciro não confirme. “Não houve nenhuma palavra oficial de nenhum presidente de partidos do centrão. Então preferimos aguardar”, disse Cid Gomes, irmão de Ciro e coordenador de sua campanha presidencial.

Neste momento, o PDT está próximo de anunciar um acordo com o PSB, mas também sonda o PCdoB, que lançou Manuela D’ávila como pré-candidata. No caso dos socialistas, se a aliança se formalizar, o empresário e ex-prefeito de Belo Horizonte Marcio Lacerda deverá ser o indicado para vice. O apoio das duas legendas, no entanto, também não é visto como certo, já que ambas ainda negociam paralelamente com o Partido dos Trabalhadores. Alegando uma viagem de campanha, Ciro deixou a convenção sem atender à imprensa. Preferiu, desta vez, se manifestar apenas  por discursos.

jul
21
Posted on 21-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 21-07-2018


 

Ronaldo, no  (PE)

 

 

DO PORTAL TERRA BRASIL

SALVADOR – Lideranças do DEM da Bahia, incluindo o pré-candidato do partido ao governo do Estado, José Ronaldo, têm telefonado para o pré-candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, pedindo ajuda para resolver o impasse que emperra a formação da chapa oposicionista que tentará desbancar o governador Rui Costa ( PT), que tentará se reeleger ao cargo nas eleições de 2018.

No Estado, o PSDB não só apoia a postulação de José Ronaldo, como ainda indicou um dos pré-candidatos ao Senado da composição, o deputado federal Jutahy Magalhães Jr. Reside justamente nessa aliança, contudo, o principal entrave para a finalização da composição.

Considerado “candidato prioritário” do grupo político, Jutahy tem protagonizado uma batalha contra a presença do deputado federal e também postulante ao cargo de senador, Irmão Lázaro (PSC), na chapa.

O espólio de votos de Lázaro, ligado à igreja Assembleia de Deus e terceiro deputado mais votado da Bahia em 2014, é cobiçada pelo DEM. No entanto, tê-lo na composição é visto pela cúpula do tucanato baiano como um risco ao pré-candidato do PSDB ao Senado. Eles temem que Jutahy acabe sendo engolido pelos votos “fiéis” de Lázaro, que aparece em segundo lugar em pesquisas internas, atrás apenas do ex-governador e ex-ministro Jaques Wagner (PT), que tentará se eleger senador na chapa encabeçada por Rui Costa.

Os telefonemas para Geraldo Alckmin, segundo apurou o Estado, são considerados os últimos recursos do DEM para resolver o impasse, que se arrasta a menos de duas semanas da convenção estadual do partido, marcada para 3 de agosto. Além de José Ronaldo, o prefeito de Salvador e presidente nacional do DEM, ACM Neto, também conversou com o ex-governador de São Paulo pedindo auxílio.

Segundo um interlocutor de ACM Neto, o apoio dado pelo DEM ao presidenciável do tucano – juntamente com os outros partidos do Centrão – pode ajudar na situação, mas não é garantia de nada. José Ronaldo e ACM Neto esperam, porém, que Alckmin “ajude a resolver” a insatisfação de Jutahy, “convencendo ele a ceder”, nas palavras de um dirigente.

Procurado para comentar o assunto, Jutahy não atendeu aos telefonemas da reportagem.

Presidente estadual do PSDB, o deputado federal João Gualberto rejeita a hipótese. Ele afirmou que o plano nacional não influencia no local, já que o apoio do DEM a Alckmin na corrida presidencial aconteceu a reboque das outras legendas que compõem o Centrão – e não por iniciativa própria. “Não acho que existirá alguma interferência, pelo que tenho conversado internamente no partido”, disse ao Estado.

Do outro lado, contudo, o discurso é diferente. Nesta sexta-feira, 20, após o pré-acordo que traçou o apoio do DEM a Alckmin, José Ronaldo ligou para o presidente estadual do PSC na Bahia, Heber Santana, informando que as negociações podem, a partir de agora, avançar com mais facilidade. O diálogo foi relatado à reportagem pelo Irmão Lázaro. “Ele disse que, como esse fato, a conversa fica mais tranquila”, afirmou.

jul
21
 Lula pediu alguns dias para buscar uma solução que permita a continuidade de Sepúlveda Pertence na sua equipe de defesa, disse o próprio Sepúlveda a jornalistas hoje.

O ex-presidente do STF foi hoje visitar o cliente na carceragem da PF em Curitiba. “Posso dizer apenas que o presidente me pediu alguns dias para buscar uma solução. É só o que eu posso explicar”, declarou.

Apesar de a estratégia ser endossada por José Dirceu, Sepúlveda foi humilhantemente desautorizado por Cristiano Zanin ao propor pedido de prisão domiciliar para Lula.

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