Bélgica 2 x 1 Brasil: “Certamente… estou chegando”, diz o grande e saudoso poeta e intérprete belga na sua arrepiante canção. Pode apostar. Merecidamente!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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O batismo de Zé Ronaldo (com ACM Neto)

no desfile do 2 de Julho…

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…e Rui com Coronel no teste de rua do cortejo cívico.
3 dias atrá

ARTIGO DA SEMANA

Ciro e Boulos no cortejo do 2 de Julho: este inverno e “outros verões”

Vitor Hugo Soares

 

Mesmo com baixas consideráveis, de público e de políticos, na segunda-feira do jogo Brasil x México, o cortejo do 2 de Julho – data magna cívica dos baianos – esteve à altura de sua tradição, em Salvador: dividiu opiniões nas redes sociais, abriu polêmicas partidárias e desavenças ideológicas, e serviu de termômetro de popularidade de governantes e candidatos, locais e nacionais, uma praxe em anos de eleições, a exemplo deste 2018.  

No plano nacional, a festa sentiu falta de algumas figuraças e figurinhas carimbadas desfilando, entre acenos, aplausos ou apupos, atrás do carro do Caboclo e da Cabocla, por estreitas ruas históricas, apinhadas de gente, do bairro da Lapinha à Praça da Sé. Baixas de monta, a começar pelo ex-presidente Lula, recolhido numa cela da PF, em Curitiba. Antes da Lava Jato era habituée do desfile, acompanhado de vasta “corte de esquerda”. Faltou também Marina Silva, a verde candidata da Rede, que desta vez preferiu pregar em outras freguesias. Sem falar no senador e ex-presidenciável Aécio Neves, que ninguém sabe por onde anda, atualmente, a não ser quando é flagrado em algum encontro com o habitante atual do Palácio Jaburu. De Michel Temer nem é preciso falar, porque além de andar pouco pela Bahia, não é das figuras mais indicadas para testes de popularidade. “Corre o risco de ser vaiado e recusado até em festa de aniversário de boneca”, como ironizava Antônio Carlos Magalhães, no tempo que era quem mandava no cortejo. 

E uma ausência dolorosa, referencial e sentida nos espaços mais democráticos e de resistência simbolizados pelo 2 de Julho, das lutas baianas de independência. Refiro – me a Waldir Pires, ex-governador, ex-ministro, exilado pela ditadura militar, que morreu aos 91 anos, num hospital em Salvador, às vésperas do cortejo histórico no qual ele foi, por décadas, figura marcante e símbolo. 

Ainda assim, o cortejo levou às ruas as principais estrelas locais, neste ano de Copa e de caça ao voto. O esquentado governador Rui Costa (PT),em vôo de reeleição, ao lado do seu padrinho Jaques Wagner, candidato a senador, à frente nas pesquisas, na chapa governista. E do deputado Ângelo Coronel (PSD), presidente da Assembléia Legislativa, que recebeu do governador o mimo da segunda vaga para o Senado, mas rasteja em pífios 3% da preferência do eleitorado. Do lado oposto, ACM Neto, presidente nacional do DEM e prefeito bem avaliado da capital, seguia com o ex- prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo (DEM), que disputa com Rui o Palácio de Ondina. E o deputado Jutahy Magalhães (PSDB), bem cotado candidato tucano para ficar com a segunda vaga baiana a senador.

O debate presidencial ficou por conta de dois pré-candidatos: Ciro Gomes (PDT), ora em salamaleques à  ACM Neto e seus democratas, ora em acenos para os petistas de Rui e Wagner. Com um pé estropiado, desistiu do desfile logo no início. E o espaço foi ocupado por Guilherme Boulos (PSOL), sem papas na língua. Zombou da proposta de Ciro, de uma composição de centro esquerda com a participação do DEM. “No nosso projeto não cabe aliança com golpistas. Me parece curioso gente (Ciro) vir falar de unidade apenas às vésperas das eleições. É preciso ver onde cada um estava no verão passado”, disparou, quando o cortejo subia a Ladeira do Pelô.
A Bahia já teve cortejos maiores e melhores no 2 de Julho, mas o deste ano não foi de se jogar fora. Quem diria!

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

jul
07
Posted on 07-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-07-2018

Bélgica faz o Brasil descarrilar

De Bruyne chuta para o segundo gol.De Bruyne chuta para o segundo gol. JOHN SIBLEY REUTERS

Uma talentosa geração belga muito bem treinada pelo técnico espanhol Roberto Martínez afundou o Brasil, exilou Neymar e garantiu o título de uma seleção europeia nessa Copa. Em um Mundial em que as hierarquias não foram de muita serventia, a alta burguesia do futebol foi pelo ralo. Na Rússia, sem a Itália, outros cinco campeões já caíram: a Canarinho, Alemanha, Espanha, Argentina e Uruguai. E pelo caminho ficaram fulminados Cristiano Ronaldo, Messi e o camisa dez brasileiro, que deixou sua segunda Copa do Mundo com mais lances do VAR do que gols e jogadas bonitas. Por enquanto, na grande passarela das semifinais desfilarão com garbo Griezmann, Mbappé e Hazard.

A Bélgica conquistou o lugar no próximo combate de vizinhos com a França após um jogo de alta voltagem com a seleção pentacampeã, que já sabe que, no mínimo, se passarão vinte anos entre seu último título (2002) e uma possível vitória no Catar em 2022. O Brasil vai embora da Rússia porque voltou para o jogo muito tarde. Em um duelo parelho, a Bélgica abriu caminho com um excelente primeiro tempo em que deixou nas cordas seu aristocrático adversário. Quanto Tite percebeu o baile tático dos belgas, o Brasil não teve capacidade com um segundo tempo com mais vontade e menos falhas no quadro-negro. Roberto Martínez levou mais vantagem no desafio de xadrez, apesar de ter ficado preocupado com o novo ritmo do Brasil até o último momento de um jogo à altura de uma Copa. Intrigante, taticamente didático e com vários brilhos individuais.

Logo de início, o catalão Roberto Martínez agitou o tabuleiro e tirou o Brasil do prumo. As mãos do treinador da Bélgica foram em boa parte responsáveis pelo primeiro tempo, em que a Bélgica encaminhou sua vitória. O técnico de Lérida surpreendeu seu colega Tite com sua escalação. A equipe europeia desorientou seu rival ao colocar o gigante Lukaku no lado direito, com o técnico De Bruyne como falso centroavante e o liso Hazard pela esquerda. Martínez preferiu resguardar Mertens, outro atacante com bons recursos, para escalar Fellaini na luta do meio de campo. Escoltados por oito centuriões atrás da bola, os três atacantes golpearam os brasileiros, com seus zagueiros fora de posição e diante de um panorama que os de sua posição detestam: sem atacante de referência. E sem a proteção de Casemiro – suspenso – pela frente.

Com Marcelo explorando sua mal disfarçada alma de ponta-esquerda, a equipe sul-americana era forçada a colocar Miranda sobre Lukaku, de maneira que Thiago Silva era o único marcador de De Bruyne e o frágil Fagner estava exposto diante de Hazard. Definitivamente, três duelos esgrimistas, um contra um, dos quais os belgas foram assíduos vencedores.

Diante da velocidade e mobilidade da vanguarda da Bélgica, a Canarinho foi muito mais previsível. Gravitou, como está acostumada, repetidamente sobre o lado esquerdo, o caminho de Neymar e Philippe Coutinho com o apoio de Marcelo. Thiago Silva, entretanto, com uma finalização na trave, e Paulinho, com um chute para fora, estiveram prestes a marcar em dois escanteios. Caminho pelo qual a Bélgica encontrou seu primeiro gol, do brasileiro Fernandinho, após desvio de Kompany. O Brasil, que acabava de levar o segundo gol na competição, não tinha tempero, ritmo. Enquanto isso, seu adversário fustigava em cada contra-ataque e quase não sofria. Quando não estavam Fellaini e Witsel com a ponta da chuteira surgia Courtois, tão sóbrio como ágil a noite toda.

O VAR

Fernandinho e Paulinho sentiam muito o jogo, da mesma forma que os atacantes belgas ficavam cada vez mais confortáveis. Uma arrancada de Lukaku do meio de campo, como se sozinho fosse uma manada, acabou no gol de De Bruyne, marca da superioridade da Bélgica até o final do primeiro tempo. No intervalo, Tite entrou com Firmino e não demorou a colocar Douglas Costa, responsável pelo Brasil quase conseguir a virada. Neymar se movimentou por todos os lados do ataque, Marcelo jogou o tempo todo de ponta-esquerda e Douglas Costa levava seguida vantagem sobre Vertonghen pelo outro lado.

De ataque em ataque, o Brasil conseguiu encurralar a Bélgica, que durante um longo período não conseguiu contra-atacar. A Canarinho não só ia de peito aberto como levava perigo em cada ataque. Como já é rotina, Neymar tentou sem sucesso que o VAR ficasse cego se jogando. Não funcionou, como também não dava resultado o brilhante trabalho de Douglas Costa. Até que Coutinho deu um passe sutil a Renato Augusto, substituindo o perdido Paulinho, que cabeceou para a rede. Com os acréscimos, o Brasil ainda tinha 20 minutos de jogo. A Bélgica não achava uma solução para evitar o desastre. Renato e Coutinho ficaram muito perto do empate.

Roberto Martínez deu tanta corda aos titulares que quase se esquece dos reservas, que não entraram até a Bélgica ser ver encurralada. Lukaku saiu e o time europeu encontrou a solução em Hazard, um atacante que foi sua melhor defesa. O capitão, irregular durante todo o jogo, assumiu o comando no momento mais crítico de sua seleção e com seus domínios, dribles, paradas e arrancadas deu oxigênio a sua equipe. Por fim, a Bélgica conseguiu se defender com o domínio de bola, colada nos pés de Hazard. O Brasil resistiu e quase empatou no final em um chute de endereço certo de Neymar que agigantou de novo a figura de Courtois. Ponto final para o Brasil marcado por Neymar. E continuação para uma Bélgica na segunda semifinal de sua história após a da Copa do México em 1986. Tem talento e técnico. E eliminar o Brasil é sempre um feito de muito respeito.

jul
07
Posted on 07-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 07-07-2018
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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 6ª- feira 06/07/2018

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07

A volta da Odebrecht às licitações da Petrobras

Em comunicado ao mercado hoje, a Petrobras informou que sua diretoria executiva aprovou a celebração de termo de compromisso com o grupo Odebrecht, informa O Globo.

É o primeiro passo para a retirada da empreiteira da lista de bloqueio que a impede de participar de licitações e concorrências feitas pela estatal, em vigor desde dezembro de 2014.

Segundo a Petrobras, a Odebrecht voltou a poder participar das concorrências devido aos acordos de leniência firmados com o MPF e com as autoridades americanas e por ter adotado medidas de prevenção.

Ah, bom.

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