O “encontro com os presidenciáveis” promovido ontem pela CNI permitiu que seis deles fossem ouvidos em sequência, no mesmo dia, sem pautas propostas pela imprensa, embora tenham dado entrevistas coletivas depois. E viu-se que, mesmo falando a um público ávido por promessas de reformas – que o presidente da entidade, Robson Andrade, chamou de “carro chefe do novo tempo” – eles evitaram detalhar suas propostas. Quem expôs com mais clareza as linhas gerais de um programa de governo foi Ciro Gomes. Marina também foi sincera ao defender ajustes na reforma trabalhista mas não a vaiaram como fizeram com Ciro, pela mesma razão.

Fora Henrique Meirelles, que tocou exatamente a música desejada, os outros ficaram em meias palavras, e isso também é fruto da estranheza da campanha. Com o eleitorado tão refratário e desconfiado, com até 40% prometendo votar nulo, em branco ou em nenhum dos que estão aí, os candidatos evitam dizer claramente o que pensam. Discursos muito assertivos podem impedir a conquista de eleitores que, por sua vez, também não estão explicitando suas demandas.

A ausência de um representante do PT limitou os objetivos do evento. Afinal, Lula é favorito, tem 30% nas pesquisas. Preso, não poderia comparecer mas, se tivesse havido convite, o partido teria enviado um dos coordenadores de campanha, dizem os petistas. Talvez tivessem ouvido Fernando Haddad, cada vez mais pule de dez como plano B. A senadora Gleisi Hoffmann protestou em nota contra a exclusão.

Alckmin abriu a sequência dizendo ter reunido os melhores quadros para elaborar “todas as reformas macro e microeconômicas”, e louvando a trabalhista. Mas tudo no genérico. Foi aplaudido ao prometer reduzir o imposto de renda das empresas, embora sem dizer como compensaria a perda de receita. Seria hora de prometer também uma medida de grande justiça tributária, a taxação dos dividendos e dos juros sobre capital próprio. Foi mais cauteloso na pregação das privatizações. “Com um bom modelo, discutido com a sociedade e o Parlamento”.

Marina Silva criticou “aspectos draconianos” da reforma trabalhista, que teriam de ser revistos. Agradou defendendo rigoroso controle do gasto público, pregou a redução de juros ao consumidor e mais investimentos em inovação e tecnologia. Não deu para saber que reforma previdenciária ela faria.

Jair Bolsonaro foi aplaudido dez vezes, o que é difícil de compreender, tendo ele confessado sua ignorância em economia. Desviou a bola para o STF, que o presidente deveria impedir de continuar legislando, e prometeu colocar generais em ministérios. Nada de específico sobre reformas. Os aplausos talvez tenham sido um treino dos empresários para o caso de terem de apoiá-lo contra o PT no segundo turno.

Meirelles foi só autoelogios: o país cresceu com Lula porque ele era presidente do Banco Central. Temer reverteu a recessão porque ele era ministro da Fazenda. Quando começar o horário eleitoral, as pessoas vão reconhecer sua capacidade, e com a força do MDB, ele vai ganhar. Foi o único a defender a reforma previdenciária proposta por Temer.

Ciro lembrou aos industriais que nos anos 80 o setor respondia por um terço do PIB, fração que hoje é de 11%. Mostrou que o populismo e outros ismos têm nos levado à alternância entre ciclos não sustentáveis de crescimento, seguidos de recessão ou inflação. A eleição tem que resultar num projeto nacional de desenvolvimento. “Não é estatismo, é planejamento”. Sua reforma previdenciária seria debatida coma sociedade. Silêncio sintomático quando disse que há um “quadrilheiro na Presidência”. E ruidosa vaia quando disse que reveria parte da reforma trabalhista.

Por fim, Álvaro Dias defendeu uma reforma política não detalhada e fez discurso fiscalista mas também não detalhou reformas.

Quando o horário eleitoral começar eles não serão absolutamente sinceros mas terão que ser mais específicos.

Grande e eterno Jackson do Pandeiro! Que a garotada boa da seleção de Tite repita, hoje, o bailado de Pelé, Garrincha e Didi na seleção do bi. Agora é torcer. Todos!

(Vitor Hugo Soares)

Ganharam prestígio no torneio MIC (sigla em inglês de Copa Internacional do Mediterrâneo), que reúne todos os anos desde 2000 os melhores celeiros do planeta. Os rumores foram se tornando um clamor que percorria os estádios na província de Girona: o Brasil tinha uma dupla de garotos que transformavam cada jogo em uma festa de gols impossíveis, dribles espetaculares, controles delicados, passes exuberantes e um arsenal de assistências cúmplices executadas com precisão cirúrgica. Naquela seleção brasileira, estavam no banco outros dois jogadores que agora sonham em vencer a Copa do Mundo: o volante Casemiro e o goleiro Alisson.

Coutinho jogava no Vasco da Gama, era conhecido como Philippinho e disputava sua terceira edição do MIC: em 2006, com a seleção infantil, derrotou o Real Madrid com um gol de diferença na final, desatando um recital de futebol enquanto mantinha um impressionante duelo individual com o fogoso capitão madridista Dani Carvajal. Em 2007, Coutinho já usava a número 10 na seleção sub-15, e o Brasil venceu o Espanyol nos pênaltis na final. O responsável das categorias de base da CBF era Lucho Nizzo: um treinador por vocação obcecado para que jovens talentos completassem em seu país determinados ciclos de treinamento antes de emigrar. Nizzo trabalhou olhando no longo prazo e com muito cuidado na evolução de uma geração de jogadores nascidos entre 1988 e 1994: Marcelo, Willian, Renato Augusto… Em 2008, Neymar o deslumbrou: um atacante do Santos tão magro que lhe rendeu o apelido de “filé de borboleta”.

Nizzo lembra hoje com orgulho em conversa com o EL PAÍS: “Gostávamos da perspectiva de contar com jovens dotados de um potencial enorme, que poderiam ir muito longe se fossem trabalhados de forma correta. Coutinho era uma raridade. Tinha uma inteligência bem acima da média e era muito técnico. Pensava antes e melhor do que ninguém e gostava mais do passe do que do gol. Logo se deu bem com Neymar, que tinha fundamentos difíceis de ver no futebol de hoje, como a condução em alta velocidade, executando mudanças bruscas de direção com a bola presa ao pé. Já dominava os gestos técnicos e os dribles que vemos agora. Seu entrosamento com Coutinho era enorme. Só não faziam chover, porque o que faziam em campo era um absurdo, com muita qualidade técnica e velocidade de pensamento”. O Brasil passou como um festivo carnaval pelas primeiras fases do MIC. Nas semifinais, enfrentava o Konoplev, da Rússia, no Sant Antoni de Calonge. Com o gramado artificial transformado em uma lagoa pela chuva, os russos submeteram Neymar ao mesmo tipo de caça seletiva que hoje enfrenta em qualquer jogo da Copa.

Nenhuma reclamação saiu de sua boca. Nem um único protesto ou exagero como os que agora criam polêmica nos estádios russos. Alvo de muitas faltas, não terminou o jogo. Empate em 1 a 1. O gol brasileiro foi marcado por Coutinho, com um chute inteligente da entrada da área. O Brasil venceu nos pênaltis, com o vascaíno marcando seu gol com classe. Neymar acabou congelado de frio e chorando de dor no vestiário sob os cuidados dos fisioterapeutas.

Em 23 de março de 2008, em Palamós, o Brasil enfrentava na final outro forte time russo, o Lokomotiv, que acabou sucumbindo à superioridade técnica da seleção canarinha em que Neymar e Coutinho tiveram outra atuação brilhante. O Brasil venceu por 1 x 0. No dia seguinte, a imprensa catalã destacava o surgimento de uma parceria que não se podia perder de vista, pois, naquela manhã, Coutinho e Neymar encheram o gramado de Palamós de beleza e traços raros. “Jogaram com personalidade impressionante e combinando com uma química especial”, lembra Nizzo. “Gritava para que Neymar não driblasse, que estavam batendo muito nele, que tocasse… Respondeu que, quanto mais lhe chutassem, mais iria enfrentá-los com a bola.”

Juanjo Rovira, diretor do MIC, lembra o impacto gerado pela presença de Neymar: “Uma expectativa enorme. Havíamos credenciado muita gente da imprensa e muitos caça-talentos de clubes europeus. Neymar esteve perto de assinar com o R. Madrid em 2004, e isso funcionou como um chamariz. Com ele, chegava Coutinho. Nós os chamávamos de Zipi e Zape, porque estavam todo o dia juntos. O torneio para os brasileiros não foi apenas um banco de ensaio. Também uma grande vitrine de mercado para os jogadores”.

Toni Lima trabalha hoje como um experiente olheiro do Manchester United. Ex-jogador por Andorra, em 2008 foi secretário técnico do Ibiza, clube com o qual assinou um convênio de colaboração com o Inter de Milão para identificar jovens talentos. Lima também colaborava com a CBF e examinava com olho clínico a evolução de cada garoto que chegava ao torneio. Alguns parágrafos do relatório exaustivo que Lima escreveu em 2008 para o Inter, no litoral catalão, representaram um entusiástico aviso de que, na sub-17, uma parceria muito frutífera estava sendo modelada: “Coutinho e Neymar são dois polos opostos em termos de personalidade. O primeiro é tímido e quieto. O segundo, altamente extrovertido, com forte caráter competitivo e capacidade de puxar o grupo. Conectam-se maravilhosamente dentro e fora do campo. É algo comum em categorias de base, onde bons jogadores se identificam, se reconhecem e buscam um ao outro”. O Inter contratou Coutinho no ano seguinte, pagando 2,5 milhões de euros (cerca de 11,5 milhões de reais no câmbio atual) ao Vasco. Neymar continuou no Santos. E juntos continuaram crescendo nas seleções de base brasileiras.

Agora, com 26 anos, são os dois jogadores mais caros do planeta e o melhor trunfo para que o Brasil consiga o hexacampeonato. “Evoluíram em dois aspectos”, diz Nizzo. “No físico, porque ganharam massa muscular, e taticamente, porque na Europa adquiriram fundamentos e compreensão do jogo. De resto, são quase iguais como em 2008. E continuam buscando. Neymar vai crescer nos momentos decisivos. Sempre fez isso. E Coutinho trabalha muito para a equipe em uma função complicada, que está cumprindo perfeitamente na Rússia.”

Dezoito dos 23 convocados por Tite para a Copa do Mundo passaram pelas categorias de base da seleção. Um número recorde. Tite agora colhe os frutos de um bom trabalho feito por outros técnicos menos conhecidos, aos quais o Brasil deve reconhecimento. São os guardiões de suas essências.

Mauro Silva Temer Neymar Copa do Mundo Ampliar foto
Mauro Silva, ex-jogador da seleção brasileira e do La Coruña. Alexandre Battibugli

Habituado à discrição e ao serviço pesado de sua função, o volante Mauro Silva esteve perto de se tornar herói na Copa do Mundo de 1994. No segundo tempo da final contra a Itália, numa de suas raras investidas ao ataque, ele arriscou um chute de longa distância, o goleiro Pagliuca tentou agarrar, mas deixou escapar a bola que caprichosamente beijou a trave direita. “Torço até hoje para aquele chute entrar. Um dia vai acabar entrando, de tanto que eu torço”, brinca o ex-jogador, hoje com 50 anos e vice-presidente do departamento de integração com atletas da Federação Paulista de Futebol (FPF). O Brasil se tornaria tetracampeão mundial na decisão por pênaltis, o que, para Mauro Silva, afastou qualquer tipo de frustração que pudesse carregar pelo “quase gol”

Afeito à disciplina coletiva que marcou a seleção de 94, ele elogia o sistema defensivo consolidado por Tite nesta Copa, vazado apenas uma vez – na estreia contra a Suíça. Agora dirigente, viajou à Rússia para participar de um simpósio da Conmebol que reuniu atletas e treinadores, em busca do aperfeiçoamento constante que prega no dia a dia. Também defende que o futebol seja utilizado como instrumento de transformação social através de ações conjuntas, em que a bola e a sociedade caminhem com a mesma sintonia de um relógio suíço. Ou da dupla Bebeto e Romário, consagrada há 24 anos sob a dedicada retaguarda de Mauro Silva.

Pergunta. O que julga fundamental para um time conquistar a Copa do Mundo?

Resposta. A solidez defensiva é muito importante. Sem isso, dificilmente uma seleção vence um campeonato de tiro curto como a Copa do Mundo. Numa tarde ruim, todo o trabalho pode ir por água abaixo. Em 94, sofremos apenas três gols. Outra coisa que foi determinante para conquistarmos o tetra é que deixamos os interesses pessoais de lado para colocar o interesse do time em primeiro lugar, sem vaidades. O Raí era o capitão, foi para o banco e, em nenhum momento, demonstrou comportamento que pudesse prejudicar o ambiente.

P. Romário diz ter sido o principal responsável pelo tetra. O sentido de equipe não ficou comprometido pelo individualismo da estrela do time?

R. Inegavelmente o Romário foi importantíssimo para aquela conquista. Mas e o Bebeto, que era uma estrela mundial e se dispôs a fazer um papel secundário em benefício do time? E o Taffarel, que fez uma grande Copa? Aldair e Márcio Santos, muito regulares? No fim, sobressaiu o trabalho em equipe que fizemos. Romário tem o jeitão dele, mas era um cara sensacional, engraçado e de ótimo convívio com o grupo. E o principal: resolvia lá na frente.

Mauro Silva comemora o tetra com a seleção em 1994. ampliar foto
Mauro Silva comemora o tetra com a seleção em 1994. Alexandre Battibugli
 

P. Enxerga no Brasil de Tite a mesma consistência de 94?

R. É uma equipe muito equilibrada, com poderio ofensivo e defensivamente sólida. Tem a cara do Tite. Ele encontrou uma forma de jogar que ressalta as individualidades através da força coletiva. As posições de goleiro, zagueiro e volante são muito sensíveis. É igual ao alicerce de uma casa. Precisa ser muito robusto para sustentar todo o resto. Se o sistema defensivo vai mal, o time desmorona. Nesse sentido, a seleção está apoiada em um alicerce muito confiável.

P. Como especialista da posição, entende que o Casemiro é o pilar desse alicerce?

R. O Casemiro é o melhor volante desta Copa. Ele desempenha um papel semelhante ao que eu desempenhava em 94. Muitas vezes, nem é notado em campo, não tem o desejo de ser protagonista, mas a função dele é essencial para fazer a equipe andar e proteger os zagueiros, além de dar liberdade para os laterais atacarem. Como no Real Madrid, ele transmite essa segurança ao time inteiro.

P. Ele está suspenso do jogo contra a Bélgica. O que muda na seleção com sua ausência?

R. O Fernandinho é um jogador mais versátil, de mais movimentação. Por não ser primeiro volante, ele tem a tendência de sair pro jogo. Mas é importante que se preocupe em guardar a posição, não só para evitar que o meio-campo [da Bélgica] bata de frente com os zagueiros, mas também para manter o padrão tático que o time desenvolveu com o Casemiro.

P. Quem joga nesta posição tem de preferir a discrição ao protagonismo?

R. Não é uma posição de protagonismo. Quando eu jogava no La Coruña, recuperava a bola e logo procurava o Djalminha, porque sabia que ele iria armar o time com muito mais qualidade do que eu. Se quisesse dar uma de Djalminha e o Djalminha quisesse dar uma de Bebeto, já complicava. Futebol é simples, cada um faz o seu. Saber reconhecer suas limitações e focar as ações em benefício da equipe é fundamental em qualquer competição, principalmente numa Copa do Mundo. Um time vencedor é como um relógio suíço: cada peça tem de cumprir seu papel com precisão.

P. Recentemente, você foi eleito o maior jogador da história do Deportivo e homenageado ao batizarem uma rua com seu nome em Corunha, na Espanha. Como um volante marcado pelo trabalho discreto alcançou tamanha idolatria?

R. Não sou querido no Deportivo La Coruña por causa do jogador Mauro Silva. Se fosse só pelo futebol, Bebeto, Djalminha e Rivaldo estariam bem à frente. Creio que gostam de mim pelo cidadão Mauro Silva, que se envolveu com o time e com o lugar, que incorporou os valores daquela comunidade. Ninguém fica 13 anos num clube se não tiver algo a oferecer além do campo.

P. Como foi sua transição de ex-jogador para dirigente?

R. Eu sempre soube que não queria ser técnico. É preciso gostar muito de futebol. Se você liga pro Pep Guardiola às 3h para falar de tática, ele vai adorar. O cara é apaixonado por isso. Eu também gosto, mas não a esse ponto. Já a parte de gestão sempre me seduziu. Busquei me qualificar para ter uma base de conhecimento. Quando meu pai morreu, eu tinha 12 anos. Minha mãe virou pra mim e disse: ‘Mauro, você só vai jogar futebol se estudar’. Isso me ajudou muito. Enquanto treinava no Guarani, também fazia informática no colégio técnico de Campinas. Não parei de estudar em meu período na Espanha, me especializei em finanças e gestão. Por isso, qualificação e educação são minhas bandeiras como dirigente.

“Ninguém fica 13 anos num clube se não tiver algo a oferecer além do campo”

P. A maioria dos jogadores acaba interrompendo os estudos durante o período de formação…

R. O futebol tem muito peso, vai muito além das disputas de sábado e domingo. Uma fala do Neymar repercute mais que uma do Temer. Tem muita gente que não gosta de economia, de política, de ciência, mas gosta de futebol. Por que não utilizá-lo como um instrumento de transformação social que seja capaz de tocar as pessoas, chamar a atenção para outros aspectos da vida? O Barcelona é um exemplo de como um clube incorpora causas fora do campo. O futebol serve para derrubar muros e construir pontes. Esse aspecto deveria ser mais bem explorado.

P. Depois dos escândalos de corrupção envolvendo dirigentes, você não hesitou em aceitar o convite de uma Federação ligada à CBF?

R. Nosso país está vivendo transformações profundas. Mas ainda acontece muito de as pessoas reclamarem de fora e não quererem participar da mudança, seja na política ou no futebol. A única possibilidade de mudar as coisas é com participação e envolvimento. Eu não quis me omitir quando recebi o convite da Federação. Se tem uma cadeira vazia, alguém vai sentar. Se não for uma pessoa do bem, vai ser outro qualquer. Precisamos ocupar os espaços. É claro que as entidades e os clubes não vão mudar da noite pro dia, mas tento fazer minha parte para contribuir com a modernização do futebol brasileiro.

P. E em que pé está essa dinâmica na Federação Paulista?

R. A Federação está se modernizando. Tem muita coisa pra gente corrigir e melhorar. Mas, em três anos, fizemos mudanças importantes. Antes, na categoria sub-11, por exemplo, um garoto jogava no mesmo gol onde jogava o Marcos e o Rogério Ceni. As traves, os campos e a estrutura dos campeonatos de base não tinham adaptação para a idade dos meninos. Já corrigimos isso. Ainda estamos muito distantes do ideal, mas, pelo menos, o processo de evolução já começou. O futebol brasileiro saiu da inércia. Todos os escândalos de corrupção, os problemas dos clubes e o 7 a 1 nos fizeram repensar as antigas práticas. Somos muito bons dentro do campo. Fora dele, há um caminho enorme a percorrer no que diz respeito à boa gestão, transparência e ética. Quero continuar participando dessa revolução.

Do blog O Antagonista

 

Por Claudio Dantas

O novo código de conduta da Odebrecht dedica um capítulo ao relacionamento com agentes públicos. Segundo o documento, “a interação deve ocorrer de forma ética, íntegra e transparente”.

A realização de audiências ou reuniões deve ser “precedida de solicitação formal por escrito” e incluir uma série de informações.

Por fim, o código orienta que tais encontros devam ocorrer “prioritariamente em órgãos, repartições ou edifícios públicos, em horário comercial ou durante plantões devidamente previstos”.

Como mostramos mais cedo, o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, foi flagrado hoje almoçando com Evaristo Pinheiro, relações governamentais da Odebrecht.

O executivo, aliás, tem circulado bastante na Esplanada dos Ministérios, participando de audiências no Itamaraty, nos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento e Comércio Exterior, e até na Casa Civil.

No caso do BNDES, seu nome não aparece na agenda do presidente. Consta apenas, às 10h, “reunião com Construtora Norberto Odebrecht na representação regional do BNDES”.

 

jul
06
Posted on 06-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 06-07-2018


 

Simanca, no

 

  • Arquivos

  • julho 2018
    S T Q Q S S D
    « jun   ago »
     1
    2345678
    9101112131415
    16171819202122
    23242526272829
    3031