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O Deus dos Estádios tem nome

Gilson Nogueira

 

“Ao faltar tinta, escreva com o silêncio” O pensamento surgiu-me ao ficar sem poder usar a caneta esferográfica, no instante em que lembrava-me de visualizar, recentemente, uma andorinha provocar um gavião, em voo rasante, sobre a cabeça dele, na minha rua. Nada a ver a frase minha ,que abre a crônica, com o flagrante dos pássaros, em picula aérea, sob  Sol de fim de verão, na Cidade da Bahia. Sol, aliás, que ama brincar com a chuva e vice-versa, por aqui, ao som do Olodum e do violão de Waltinho Queiroz. No fundo, tem algo que une as duas coisas, após haver lido várias citações em uma revista voltada para “famosos” e candidatos ao time  de  titulares e aspirantes, tudo junto, da chamada “alta sociedade”, em plagas brasileiras.

As citações, que são destacadas na publicação,  em página inteira,agradam, por seu peso e medida, e  profundidade, algumas, claro,  aos leitores. Não sei se atraem os que estão mais interessados em saber com qual marca de sapato a colunável da hora compareceu ao evento xis. E no embalo da chuva repentina, que acaba de espantar os periquitos com as cores do Brasil, lembro-me de haver recebido uma misteriosa energia  de algum dos escritores que já partiram para o andar de cima e, por isso, ter digitado um texto em que referia-me ao fato dessa Copa   apresentar  a cara do mundo, considerando haver notado, nas imagens, captadas pela tv paga,  jogadores  fingindo pancadas recebidas, caídos no gramado, no desejo, quem sabe!, de iludir o árbitro da partida. Às vezes, em lances que poderiam redundar em gol.

Na torcida da Argentina,  o  eterno candidato a título de Deus dos Estádios, dando um show de “simpatia”, com pressão alta (?), para correr o planeta bizarro. No real, infelizmente, faltou-me ver a figura soberana Dele, o verdadeiro dono do título, que, segundo o passarinho de Chico, está com problemas de locomoção. A Copa segue, apresentando a coreografia do fracasso para alguns jogadores e a incrível evolução de jovens atletas brasileiros a caminho da glória, sob o comando de um técnico que sabe das coisas e do espírito dele. Pelé! O Eterno Camisa 10  do Futebol!

Gilson Nogueira  é jornalista, colaborador da primeira hora do BP

“Egoísmo”, Bievenido Granda: uma pausa romântica na quinta-feira do BP, antes da bola voltar a rolar na Rússia entre as seleções que ainda têm farinha ara vender na feira, como dizia Leonel Brizola.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do Jornal do Brasil

 

Mais de quatro décadas depois da morte de Vladimir Herzog, em 24 de outubro de 1975, a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CorteIDH) condenou hoje (4) o Estado brasileiro pela falta de investigação, julgamento e sanção dos responsáveis pela tortura e assassinato do jornalista. O Brasil terá de seguir uma série de determinações do tribunal.

Para a Corte, o Estado é responsável pela violação ao direito de “conhecer a verdade e a integridade pessoal” em prejuízo dos parentes de Herzog. O documento menciona a mãe, Zora; a mulher, Clarice; e os filhos, André e Ivo Herzog.

A Corte ordenou o Estado a reiniciar, com a devida diligência, a investigação e o processo penal cabíveis pelos fatos ocorridos em 1975 para identificar, processar e, se necessário, punir os responsáveis pela tortura e morte de Herzog.

Também determinou reconhecer, sem exceção, que não haverá prescrição, por se tratar de crimes contra a humanidade e internacionais.

Vladimir Herzog foi morto aos 38 anos, após se apresentar espontaneamente para depor no DOI-Codi

A Corte exige ainda que se promova um ato público de reconhecimento de responsabilidade internacional em desagravo à memória de Herzog, que se publique a sentença e que sejam pagas as despesas do processo.

Verdade

O tribunal internacional concluiu ainda que o “descumprimento do direito de conhecer a verdade” foi causado pela versão falsa da morte de Herzog, da negativa, por parte do Estado, de entregar documentos militares e da ausência de identificação dos responsáveis.

“A CorteIDH determinou que os fatos ocorridos contra Vladimir Herzog devem ser considerados como um crime contra a humanidade, como é definido pelo direito internacional”, diz a sentença de cinco páginas.

O tribunal informou ainda que, devido à falta de investigação, o Estado brasileiro também violou os direitos às garantias judiciais e à proteção judicial dos familiares da vítima, identificados como Zora, Clarice, André e Ivo Herzog.

Em outro trecho, o documento destaca a tensão vivida no Brasil no período em que Herzog morreu, principalmente os atos das forças policiais “cometidos em um contexto sistemático e generalizado de ataques à população civil”.

Caso

Aos 38 anos, Vladimir Herzog apresentou-se de forma voluntária para depor perante autoridades militares do DOI/Codi de São Paulo. Ele foi preso, interrogado, torturado e morto. Herzog foi declarado morto em consequência de “suicídio”, versão contestada pela família do jornalista e também  no processo.

O processo ressalta que, na época, o Brasil vivia em plena ditatura e havia ataques contra a população civil considerada “opositora” à ditadura brasileira, e, em particular, contra jornalistas e membros do Partido Comunista Brasileiro.

Parentes do jornalista apresentaram, em 1976, uma ação civil na Justiça Federal que desmentiu a versão do suicídio e, em 1992, o Ministério Público do Estado de São Paulo pediu a abertura de uma investigação policial, mas o Tribunal de Justiça considerou que a Lei de Anistia era um obstáculo para investigar.

Após uma nova tentativa de investigação, em 2008, o caso foi arquivado por prescrição, segundo o processo.

Arbitrariedades

Durante o processo, o Brasil admitiu que houve prisão arbitrária, tortura e morte de Herzog, causando “severa dor” à família e reconhecendo responsabilidade.

“Apesar de o Brasil ter empreendido diversos esforços para satisfazer o direito à verdade da família do senhor Herzog e da sociedade em geral, a falta de um esclarecimento judicial, a ausência de sanções individuais em relação à tortura e ao assassinato de Vladimir Herzog (…) violentou o direito de conhecer a verdade em prejuízo de Zora, Clarice, André e Ivo Herzog”, indicou a sentença.

A CorteIDH, com sede em São José, na Costa Rica, faz parte da Organização dos Estados Americanos (OEA). As resoluções devem ser acatadas de forma obrigatória.

MDH: sentença terá cumprimento integral

Em nota, o  Ministério dos Direitos Humanos informou que “dará cumprimento integral à sentença”.  

“Este ministério reafirma o seu compromisso com as políticas públicas de direito à memória, à verdade e à reparação, reconhecendo a sua importância para a não repetição, no presente, de violações ocorridas no passado, tais como as práticas de tortura e limitações à liberdade de expressão”, diz o texto.

A sentença, “ainda que condenatória ao Estado brasileiro, representa uma oportunidade para reforçar e aprimorar a política nacional de enfrentamento à tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, assim como em relação à investigação, processamento e punição dos responsáveis pelo delito”, acrescenta a nota. 

Jair Bolsonaro no encontro da CNI, em Brasília.
Jair Bolsonaro no encontro da CNI, em Brasília. ADRIANO MACHADO REUTERS

Em encontro com a elite dos industriais do Brasil em Brasília, dois dos protagonistas desta eleição presidencial se depararam com tratamentos distintos. Enquanto o pré-candidato de extrema direita Jair Bolsonaro (PSL) foi aplaudido ao menos seis vezes ao dizer frases de efeitos – contra a “ideologia de gênero” e contra o “politicamente correto”, que incluía a defesa de fazer piadas contra minorias sociais – e quase não apresentou propostas detalhadas para o setor, Ciro Gomes (PDT) acabou vaiado ao defender uma nova reforma trabalhista para substituir as regras aprovadas sob Michel Temer. A plateia era formada, em sua imensa maioria, por homens, de classe alta, brancos. Quase 2.000 pessoas.

Líder nas pesquisas em cenários sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso, como concorrente do PT, Bolsonaro evitou o tempo inteiro em entrar em temas econômicos. Disse ser “humilde” por não entender do assunto e buscar o suporte de quem saiba. Por essa razão, não respondeu diretamente a nenhuma das três perguntas feitas pelos empresários que o assistiam durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Não aprofundou nem qual seria sua reforma da Previdência, que ele diz ser necessária. “Talvez o Paulo Guedes fosse o mais preparado para responder”, disse em dado momento do encontro. O economista Guedes é o consultor econômico do parlamentar e seu eventual ministro da Fazenda. 

Ainda assim, Bolsonaro não precisou mais do que superficialidades para ser aplaudido. Uma das vezes foi quando reforçou o seu discurso de que parte de seu primeiro escalão será ocupado por militares. “Vou botar generais nos ministérios, sim. Qual o problema? Os anteriores botavam terroristas e corruptos e ninguém falava nada”. Em outro momento, foi quando defendia não levar ideologia para as negociações com o Congresso. “Não quero botar um busto do Che Guevara no Palácio do Planalto”. Também disse que contará com o apoio dos evangélicos, que são contra a “ideologia de gênero”, e atrairá a bancada ruralista ao qualificar de “terrorista” o MST (Movimento dos Sem Terra). “Hoje estão tirando nossa alegria de viver, não podemos mais contar piadas de afrodescendentes, de cearenses, de goianos”, disse Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal por injúria e incitação ao racismo.

Ciro Gomes e Alckmin

Já o candidato Ciro Gomes teve apupos a ele desferidos. Ocorreram no momento em que o pedetista revelou que tem um acordo com as centrais sindicais que, se eleito presidente, ele apresentará uma nova proposta de reforma trabalhista. O seu projeto seria discutido com representantes dos patrões, empregados e de universidades. “Meu compromisso com as centrais sindicais é trazer essa bola de volta ao meio de campo”. Após ser vaiado, ele disse: “É assim que vai ser. Ponto final”. Mais vaias, que provocaram uma nova reação do pré-candidato. “Se quiserem presidente fraco, escolham um desses que ficam de conversa fiada aqui com vocês”.

O empresariado foi um dos grandes fiadores da reforma trabalhista apresentada pelo Governo Michel Temer e aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado. Era natural que fosse contrário a mudar a lei como foi promulgada. Ao ser questionado sobre o que achou das vaias, Ciro disse que as via com maior naturalidade e lembrou que também foi aplaudido. “Quando se é vaiado defendendo os trabalhadores, parece que é um prêmio. E nem quero fazer disso um prêmio”, afirmou aos jornalistas ao final do evento. De fato, em outras quatro ocasiões, Ciro acabou aplaudido – entre elas quando defendeu que o Judiciário e o Ministério Público têm de “voltarem para seus quadrados” e deixarem de influenciarem na política e quando prometeu manter incentivos fiscais permanentes para o setor industrial.

Seja como for, o pré-candidato do PDT foi o único dos seis que passaram pelo palco da CNI que teve a reação negativa do público. O público se manifestou favoravelmente também a Geraldo Alckmin (PSDB), que propôs a criação de um imposto único (unificando IPI, ICMS, ISS e outros) além da redução do imposto de renda para pessoa jurídica (citou a reforma tributária de Donald Trump como exemplo), e para Álvaro Dias (PODE), quando ele citou que pretende intensificar as relações multilaterais do país. Quando os oradores foram Marina Silva (REDE) e Henrique Meirelles (MDB) quase nenhuma reação foi notada.

Algo que os seis pré-candidatos tiveram em comum foi a de não se debruçarem sobre as propostas apresentadas pela CNI. Antes de iniciar o diálogo com os pré-candidatos, a entidade elaborou um documento com 43 propostas para os concorrentes. Tudo citado muito brevemente por todos. Essa foi a segunda maratona de entrevistas das quais os presidenciáveis participaram em Brasília. Ao longo desse mês, todos deverão se dedicar às convenções partidárias, nas quais serão seladas as alianças e coligações para a disputa ao Planalto.

Por Claudio Dantas

A Lava Jato no Rio instaurou uma investigação exclusiva sobre o repasse de quase R$ 165 milhões feitos pela Fecomércio, na gestão de Orlando Diniz, para grandes escritórios de advocacia.

Como revelado na Operação Jabuti, o dinheiro foi transferido ilegalmente dos cofres do Sesc/Senac. Orlando foi solto por Gilmar Mendes.

Como O Antagonista já mostrou, a maior parte desses recurso – cerca de R$ 68 milhões – foi parar na conta do escritório de Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, advogados de Lula.

Outros R$ 25 milhões foram para o escritório de Eduardo Martins, filho do vice-presidente do STJ, Humberto Martins. Tiago Cedraz, filho do ministro do TCU Aroldo Cedraz, recebeu outros R$ 12,8 milhões; enquanto Adriana Ancelmo, mulher de Sérgio Cabral, embolsou R$ 20 milhões.

Um levantamento inicial apontava para repasses superiores a R$ 180 milhões, mas há a suspeita de que o volume desviado possa ser ainda maior.

Se Rodrigo Maia quisesse instalar uma CPI de verdade para investigar escritórios de advocacia, deveria começar pela lista acima. Depois, poderia averiguar também os patrocínios da Fecomércio aos seminários organizados pelo IDP em parceria com a FGV.

Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (MDB-BA) (Foto: Filipe Matoso/G1) O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (MDB-BA) (Foto: Filipe Matoso/G1)

O ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (MDB-BA) (Foto: Filipe Matoso/G1)

O juiz Vallisney de Souza, da Justiça Federal de Brasília, absolveu por falta de provas o ex-ministro Geddel Vieira Lima (MDB-BA) da acusação de obstrução de Justiça.

Geddel virou réu em agosto de 2017 após ter sido acusado pelo Ministério Público Federal de tentar atrapalhar investigações sobre desvios no fundo de investimentos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS).

Em julho do ano passado, o ex-ministro da Secretaria de Governo chegou a ser preso, por decisão de Vallisney de Souza, em razão das suspeitas de que atrapalhava o andamento das investigações da Operação Cui Bono (relembre a prisão no vídeo abaixo).

 
 
Ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, é preso na Bahia

Ex-ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB, é preso na Bahia

Entenda o caso

Segundo o Ministério Público, diante das negociações do operador financeiro Lucio Funaro para fechar acordo de delação premiada, Geddel passou a atuar para atrapalhar as negociações.

O ex-ministro do presidente Michel Temer fez, conforme o Ministério Público, contatos telefônicos com a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Albejante Pita, na intenção de ameaçá-la.

Ao analisar a acusação, o juiz de Brasília escreveu:

“Não há prova de que os telefonemas tenham consistido em monitoramento de organização criminosa, tampouco de que ao mandar um abraço para Funaro, nos telefonemas dados a Raquel, o acusado Geddel, de maneira furtiva, indireta ou subliminar, mandava-lhe recados para atender ou obedecer à organização criminosa”.

Vallisney de Souza ressaltou, ainda, que algumas testemunhas foram ouvidas, entre as quais Lúcio Funaro, a mulher do operador, a irmã dele, Roberta Funaro, e o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Conforme Vallisney, a acusação de embaraço à investigação, chamada de obstrução de Justiça, exige que o réu “pratique atos consistentes”.

No entendimento do juiz, na abertura da ação penal, havia fortes indícios da tentativa de Geddel de atrapalhar a apuração, mas, depois de ouvir testemunhas, o magistrado considerou que Geddel “não incorreu no crime”.

“Os indícios de que Lúcio Funaro estaria sofrendo um constrangimento velado por parte do denunciado, por intermédio de ligações efetuadas pelo último à sua esposa Raquel, não restaram comprovados após os depoimentos judiciais prestados em Juízo. Tampouco há prova de que as investigações foram abaladas ou prejudicadas pelo contato de Geddel com a esposa do réu Lúcio”, afirmou o juiz.

Esposa de Funaro

Conforme Vallisney, a esposa de Lúcio Funaro, Raquel Pita, disse que Geddel não a coagiu e que as ligações eram em razão da amizade que eles tinham. Para o juiz, não houve, portanto, prova de que Geddel tentou impedir a delação do doleiro.

“Além disso, não foram captadas mensagens ou registros telefônicos que demonstrem atos concretos de temor ou constrangimento de Lúcio, ou demais elementos probatórios que denotem o escopo delitivo apontado pelo MPF, de que teria havido monitoramento nocivo por parte de Geddel, com o fito de impedir uma eventual delação por parte de Funaro”, afirmou.

jul
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Posted on 05-07-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 05-07-2018


 

Paixão, na (PR)

 

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Paolo Rossi, Zidane e Toni Kroos: carrascos do Brasil em Copas. Getty Images

Eliminar o Brasil é um título à parte para qualquer equipe, sobretudo para quem empurra a bola para as redes e fica eternamente marcado por derrubar o país mais vitorioso do futebol. Porém, uma espécie de zica costuma acompanhar os carrascos da seleção depois de saborearem seu momento de glória na Copa do Mundo. Fica o alerta para De Bruyne, Lukaku, Hazard e companhia.

Zúñiga

Não é exatamente um carrasco, mas chamou a atenção na última Copa pela joelhada que tirou Neymar de combate nas quartas de final contra a Colômbia. Sem seu principal craque, o Brasil se tornaria presa fácil para a Alemanha no jogo seguinte. No entanto, o destino também não foi generoso com Zúñiga. Exatamente quatro anos depois de atrair o ódio de muitos brasileiros, o lateral anunciou o fim da carreira por causa de uma lesão crônica no joelho direito, o mesmo que fraturou a vértebra de Neymar. Em seu último jogo, pelo Atlético Nacional, virou vilão ao entrar no segundo tempo, ficar apenas dois minutos em campo e levar cartão vermelho por um carrinho violento. A expulsão foi determinante para tirar o título colombiano das mãos do clube verdolaga.

Alemanha

Um massacre com sete gols em 2014 teve vários carrascos, premiando a força do conjunto alemão. Após impor ao Brasil a maior humilhação da história das Copas, os atuais campeões também protagonizaram um vexame ao cair na fase de grupos na Rússia. A Alemanha amargou o último lugar de sua chave após perder para México e Coreia do Sul, jogo em que Toni Kroos, eleito o melhor em campo no 7 a 1, entregou um gol de bandeja aos adversários.

Sneijder

O meia marcou os dois gols – o primeiro com a ajuda de Julio César e Felipe Melo – na vitória da Holanda sobre o Brasil pelas quartas de final em 2010. Apesar do vice para a Espanha, conseguiu chegar às semifinais quatro anos depois, mas perdeu uma das cobranças que decretou a derrota para a Argentina nos pênaltis. Para completar, ainda fracassou na tentativa de classificar a Holanda para o Mundial da Rússia.

Henry

Aproveitando cruzamento de Zidane, o atacante despachou a seleção brasileira da Copa de 2006. Três anos depois, acabou chamuscado pelo toque de mão no lance do polêmico gol que classificou os franceses contra a Irlanda nas Eliminatórias europeias. Já na África do Sul, foi destituído do posto de capitão pelo técnico Reymond Domenech e mandado para a reserva. Jogou poucos minutos e não marcou nenhum gol na fraca campanha da França, que, com apenas um ponto, voltou mais cedo para casa.

Zidane

Autor de dois gols na decisão de 98, o craque não teve a mesma sorte nos outros Mundiais que disputou. Viu a França cair na fase de grupos em 2002 e, na Copa seguinte, apesar de ter eliminado o Brasil nas quartas e marcado um gol de pênalti na final, foi expulso por dar uma cabeçada no zagueiro Materazzi. A França perdeu o título nos pênaltis para a Itália.

Caniggia

No clássico sul-americano, anotou o tento que tirou o Brasil nas oitavas de 1990. A Argentina avançou até a final, mas El Pájaro não pode atuar na derrota para a Alemanha por ter levado um cartão na semifinal. Em 94, depois de cumprir suspensão por uso de cocaína, fazia grande Copa até sofrer uma lesão. Sem Caniggia e Maradona, suspenso por doping, os argentinos foram eliminados pela Romênia. Após o suicídio da mãe, o atacante passou quase um ano sem jogar e ainda teve problemas com o técnico Daniel Passarella, que exigia que ele cortasse o cabelo para convocá-lo. Ficou fora de 98, mas recebeu nova chance de disputar um Mundial em 2002. Lesionado, não jogou as duas primeiras partidas. Quando estava finalmente em condição de atuar, alcançou a proeza de ser expulso no banco de reservas por reclamação. De forma melancólica, a Argentina empatou com a Suécia e foi eliminada na primeira fase.

Caniggia marca contra o Brasil na Copa de 1990.
Caniggia marca contra o Brasil na Copa de 1990. AFP
 Paolo Rossi

Mentor de uma das derrotas mais doloridas do futebol brasileiro, em 1982, chegou a escrever um livro que revela o tamanho do estrago que causou ao marcar os três gols da vitória italiana no Sarriá: “Fiz o Brasil chorar”. Depois do título na Copa, a Itália passou mais de um ano sem vencer – período em que Rossi viveu um jejum de gols pela seleção – e ainda ficou fora da Euro de 84. Dois anos depois, no Mundial do México, o atacante foi convocado, mas debilitado fisicamente, não entrou em nenhum jogo, e os italianos caíram para a França nas oitavas. Por problemas recorrentes nos joelhos, Rossi encerraria a carreira de forma precoce em 1987, aos 30 anos.

Peru

É considerado o algoz do Brasil na Copa de 78 devido a suspeita de ter entregado o jogo para a Argentina, que, com a vitória por 6 a 0, abocanhou a vaga na final pelo saldo de gols. Anos mais tarde, o goleiro Ramón Quiroga, que era argentino naturalizado peruano, admitiria que “coisas estranhas” teriam acontecido naquela partida. O Peru voltou a disputar o Mundial em 82, mesmo após uma crise que resultou até em agressão de jogadores pela torcida. Sob o comando do técnico brasileiro Tim, a equipe naufragou na primeira fase depois de sofrer uma goleada de 5 a 1 para a Polônia. Desde então, só voltaria a disputar a Copa este ano, na Rússia, onde foi novamente eliminada na fase de grupos.

Cruyff

Fez um gol e deu uma assistência na vitória da Laranja Mecânica sobre a seleção brasileira, em 74. Porém, abalado por um desentendimento com a esposa na véspera da final, sucumbiu à marcação dos alemães e ficou com o vice. Às vésperas da Copa de 78, sua família sofreu uma tentativa de sequestro que o traumatizou, fazendo com que desistisse de seguir com a delegação holandesa para o Mundial na Argentina.

Eusébio

Em seu duelo particular com Pelé, marcou duas vezes para Portugal no jogo que eliminou precocemente o Brasil na Copa de 66. Apesar da queda para a Inglaterra na semifinal, sagrou-se artilheiro da competição, com 9 gols, mas não conseguiria classificar os portugueses para o Mundial seguinte, no México, onde Pelé conduziu a seleção ao tricampeonato e mostrou quem era o verdadeiro rei do futebol.

Ghiggia

Entrou para a história com o gol que calou o Maracanã em 1950 e deu o segundo título mundial ao Uruguai. Depois disso, só jogou pela Celeste em mais cinco oportunidades. Foi comprado pela Roma, que se recusou a liberá-lo para disputar a Copa de 54. Com dupla cidadania, tentou ir ao Mundial de 58 com a Itália, mas, no jogo decisivo da Eliminatória europeia, acabou expulso. Os italianos perderam a vaga para a Irlanda do Norte.

Mau agouro dos brabos

Com exceção de Uruguai, semifinalista em 1954, e Holanda, vice em 1978 e terceiro lugar em 2014, nenhuma das seleções que eliminaram ou tiraram o título do Brasil conseguiu ir além das oitavas de final na Copa seguinte – Portugal (1970) e França (1990) nem se classificaram depois de derrubar a canarinho.

  • Maior carrasco da seleção brasileira, a França, consequentemente, é a maior vítima da maldição. Não conseguiu se classificar para a Copa de 1990 e foi eliminada na primeira fase tanto em 2002 quanto em 2010, sempre com a pior campanha de seu grupo.
  • Fora Uruguai (1950) e França (1998), que venceram na final, apenas a Itália (1938 e 1982) faturou o título mundial depois de eliminar o Brasil.

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