É tempo de Copa: Bossa neles, Brasil !!!

BOA NOITE!!!

(Gilson Nogueira)

Regina: sem mais palavras, que seriam desnecessárias, além dos versos da belíssima canção sobre cidade onde você – ao lado de Cloe, a neta amada-  festeja hoje (ou será em Paris?) o feliz 25 de junho de seu aniversário. Parabéns e os votos de toda felicidade que você merece. Música na caixa, maestro, como diz Olívia. Beijo fraterno e de grande afeto. Em Roma ou Paris. Viva!!!

(Hugo e Margarida)

 

 

 

 

jun
25
Posted on 25-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 25-06-2018
 
Geraldo Alckmin, durante o Única Foro, no dia 18 de junho de 2018. rn
Geraldo Alckmin, durante o Única Foro, no dia 18 de junho de 2018. Marcelo Chello EFE

Nem tudo vale em política nem na vida. Não é possível afirmar, como fez Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência, que “Bolsonaro é como o PT”, já que ambas as realidades políticas refletiriam “o atraso” e o “extremismo”.

É possível que Alckmin, diante de sua dificuldade em levantar voo nas pesquisas, esteja tentando abrir espaço para recolher votos de quem rejeita tanto o ex-capitão Bolsonaro como o Partido dos Trabalhadores (PT), ou seja, os anti-Bolsonaro e os anti-PT ou anti-Lula. Pode ser uma estratégia, mas nesse caso parte de uma premissa falsa.

O PT pode ser criticado por muitas coisas, entre as quais ter às vezes esquecido, no afã de querer perpetuar-se no poder, de algumas de suas metas fundacionais como partido nascido para regenerar a política. Os Governos do PT de Lula e Dilma podem ser criticados, mas querer comparar a força histórica do PT com a trajetória sem história de Bolsonaro, ao considerar ambos como o espelho do atraso, é uma afirmação falsa, além de arriscada..

Os governos petistas tiveram muitos defeitos, mas nunca representaram o atraso. Eles continuaram as aberturas democráticas iniciadas pelos governos de FHC e ampliaram-nas. Abriram espaços novos de liberdades na defesa dos direitos humanos, das minorias, dos segregados. Querer comparar as aberturas sociais realizadas pelo PT com as propostas obscurantistas e contra os direitos humanos de Bolsonaro soa a ofensa democrática e histórica.

Nem Bolsonaro e o PT são iguais como representação do atraso do país nem tampouco podem ambos ser tachados de serem igualmente extremistas. Bolsonaro é extremista e acho que nem se ofende de ser assim tachado. O PT, sobretudo com Lula, foi tudo menos extremista. Talvez pudesse ser tachado de ter sido às vezes excessivamente conformista com as práticas e políticas dos partidos de direita com os quais fez alianças de que hoje pode ser que se arrependa.

Se Bolsonaro aparece sempre na extrema direita, o PT se moveu mais no campo da social-democracia e da centro-esquerda, nunca nos extremos. Tanto é assim que o PSOL é um partido que nasceu da saída do PT de alguns militantes que consideraram o primeiro Governo Lula excessivamente conservador.

Se Alckmin, um governante experiente que leva uma vida navegando na política, precisa, por sua colocação no centro, arrebatar os votos dos dois extremos, que busque os de Bolsonaro, mas não os do PT, que hoje são, talvez, votos moderados no campo do socialismo, não extremistas. Como diria o veterano petista José Genoino, “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”.

Em meus mais de 40 anos de jornalismo sempre defendi que não existe a objetividade absoluta ao relatar um fato, já que cada um o vê sob o prisma de seus olhos. O que não se pode é esconder ou forçar a verdade. Daí também a dificuldade às vezes em distinguir uma notícia verdadeira de uma falsa. No caso da análise de Alckmin sobre Bolsonaro e o PT, suas afirmações não poderiam ser qualificadas como notícia falsa? Afinal, uma simples análise histórica dos fatos pode demonstrar que Bolsonaro e o PT ou Bolsonaro e Lula, além de não serem iguais, posicionam-se como antípodas um do outro.

Com a palavra, os leitores.

jun
25

O ex-atacante francês Eric Cantona, definitivamente, não está entre os admiradores de Neymar. Neste domingo, por meio de seu perfil no Instagram, o antigo jogador publicou uma foto de Sócrates e criticou o atual camisa 10 da Seleção Brasileira no Mundial da Rússia.

 

Foto: Reprodução

Um dos principais jogadores do Brasil nas Copas de 1982 e 1986, Sócrates aparece com a camisa da Seleção e a mão no peito. “Sem mais trapaças. Sem mais lágrimas de crocodilo. Sem mais narcisismo. Deixem-nos amar o Brasil como costumávamos”, escreveu Cantona.

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Com passagens por clubes como Manchester United e Olympique de Marseille, além da seleção francesa, Eric Cantona fez alusão a Neymar. Na recente vitória brasileira sobre a Costa Rica, o atacante tentou simular um pênalti, anulado pelo VAR, e chorou ao final da partida.

Recentemente, por meio de outra postagem no Instagram, Cantona ridicularizou o visual exibido por Neymar na estreia pela Copa do Mundo da Rússia. O ex-jogador do Manchester United também criticou asperamente a decisão do atacante de deixar o Barcelona para defender o Paris Saint-Germain.

Na tentativa de confirmar a classificação às oitavas de final, com Neymar em campo, a Seleção Brasileira enfrenta a Sérvia às 15 horas (de Brasília) desta quarta-feira, no Estádio do Spartak. A França, país de Eric Cantona, garantiu presença na próxima fase de maneira antecipada.

jun
25
Posted on 25-06-2018
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FHC diz que não houve mensalão mineiro

 


Fernando Henrique Cardoso, em entrevista ao Estadão, disse que não houve um mensalão do PSDB mineiro:

Assim como houve um mensalão do PT, fala-se de um mensalão do PSDB mineiro, que não houve. O que houve, sim, foi caixa 2, que também está capitulado no Código. E o Eduardo [Azeredo] teria sido beneficiário eleitoral, mas provavelmente não ator do delito. Mas para a opinião pública, é tudo “farinha do mesmo saco” e o partido paga o preço, além dele próprio, que foi condenado a 20 anos. Junto com Justiça, há também algo de vindita (vingança). Tempos bicudos”.

jun
25
Posted on 25-06-2018
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Duke, no jornal O Tempo (MG)

Cisse tecnico Senegal unico negro
Aliou Cissé dirige o Senegal durante o jogo contra a Polônia em Moscou. FRANCISCO LEONG AFP
 
Bruno Metsu era chamado de “leão branco”. Jogador de discreta trajetória na França, se aposentou nos anos 80 também sem muito alvoroço, até que no início do milênio atendeu a um telefonema da seleção da Guiné. Nada estranho, mais um treinador francês à frente da equipe de um país subsaariano francófono. Naquela altura Camarões já tinha causado impacto no mundo em quatro participações em Copas; a Nigéria já não era um pária depois de superar a fase de grupos em suas duas participações e conquistar até mesmo uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos, e também a África do Sul tinha ido além daquela estreia infeliz do Zaire no campo alemão em 1974. Em todas essas experiências jamais uma seleção subsaariana tinha sido comandada por um cidadão do próprio país. Todos os seus técnicos eram europeus. Como Metsu, que esteve apenas seis meses na Guiné, antes de atender ao chamado do Senegal.

Menos de dois anos lhe bastaram para edificar um mito. Em uma praça central de Dacar, a capital senegalesa, um mural com o rosto de Metsu ladeia o de africanos ilustres. O treinador que pilotou a classificação e a estreia do Senegal em uma Copa morreu em 2013. Aquelas conquistas tinham acontecido 11 anos antes, quando deixaram para trás a França, que chegava campeã, e o Uruguai, para ir às oitavas de final. Ali superaram a Suécia com um gol de ouro na prorrogação até que a Turquia lhe bloqueou o caminho à semifinal com idêntica sorte. O meio-campista, líder e capitão daquela equipe, o homem de máxima confiança de Metsu, é agora, na segunda vez que o Senegal ingressa na grande vitrine do futebol, o treinador da seleção. Aliou Cissé, de 42 anos, é o treinador mais jovem da Copa, também o único negro e o que tem o pior salário, são 200.000 euros anuais (cerca de 870.000 reais).

Em 24 participações de seleções subsaarianas, somente em cinco oportunidades os técnicos nasceram no país que representavam. Os demais eram europeus. Neste mesmo campeonato a Nigéria se apresenta com o alemão Gernot Rohr à frente. Ele encarna um repetido estereótipo, o do técnico que transita por vários destinos do continente negro: antes de chegar à sua atual equipe, tinha passado pelas de Burkina Fasso, Níger e Gabão. “Sou o único treinador negro da Copa, mas a verdade é que estes debates me incomodam”, explicou Cissé logo depois de chegar à Rússia. E completou: “O futebol é um esporte universal e a cor da pele pouco importa. Só espero que se somem mais companheiros no futuro e possam dar o passo que dei porque já vemos muitos jogadores africanos nos melhores campeonatos.” Ele está há três anos à frente do Senegal, depois de substituir o mítico ex-meio-campista francês Alain Giresse. Na Rússia é acompanhado por três ex-companheiros daquela epopeia de 2002, Tony Silva, Lamine Diatta e Omar Daf.

“Há menos treinadores negros porque acham que somos estúpidos”, clamou em sua época alguém que foi campeão do mundo como zagueiro, Lilian Thuram. “Quando era jovem havia gente que pensava que os negros não podiam atuar na defesa ou no gol porque somos fortes e ágeis, mas não tínhamos capacidade para nos concentrar”, denunciou. Quando se observa os cinco grandes campeonatos europeus, somente três equipes de um total de 98 acabaram com treinadores negros no comando: o holandês Clarence Seedorf no Deportivo, o inglês nacionalizado irlandês Chris Hughton no Brighton e o caledônio de passaporte francês Antoine Kombouaré no Guingamp.

Bruno Metsu dá instruções a seus jogadores durante a Copa do Mundo de 2002.
Bruno Metsu dá instruções a seus jogadores durante a Copa do Mundo de 2002. REUTERS
 

Cissé chegou com apenas 16 anos à França. Logo se integrou nas categorias de base do Lille e ali conheceu Metsu. Mais tarde estiveram juntos já como técnico e jogador no Sedán antes de se voltarem a ver na seleção. Diz que com ele aprendeu o rigor e ao mesmo tempo a proximidade com os jogadores. “Acho que estou muito preparado taticamente e procuro entender que por trás de um jogador há sempre uma pessoa”, se define. E também explica qual é a mentalidade de sua equipe. “Somos africanos, queremos viver bem juntos, sentir o prazer de desfrutar de tudo o que fazemos. Essa é nossa história e nossa cultura.”

Neste domingo, contra o Japão (12 horas, Grupo H), Cissé pode conduzir sua equipe às oitavas de final e se transformar no segundo treinador africano a chegar às oitavas de final de uma Copa –– o primeiro foi o nigeriano Stephen Keshi. “Mas poucas coisas serão como em 2002”, sugeriu, com um toque de nostalgia depois de vencer a Polônia na terça-feira. Metsu estaria satisfeito. Morreu vítima de um câncer sem ter completado 60 anos em Coudekerque, sua cidade natal, uma vila limítrofe com a Bélgica, terra de gente austera. Mas antes pediu que seu corpo fosse levado para Dacar. Havia se casado com uma senegalesa e se convertido ao islamismo. “Quando o conheci soube que algum dia eu seria treinador”, conclui Cissé. Na África uma lenda faz sucesso: “Os leões não morrem, dormem”.

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