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O maior e melhor radialista esportivo da Bahia

 

Lício Santos Ferreira

 

Conheci de perto o radialista e comentarista França Teixeira a serviço do Jornal ATARDE.
Fui entrevistá-lo a pedido do meu chefe Genésio Pina Ramos, levando na bagagem uma forte admiração pelo maior profissional do rádio baiano de todos os tempos.
Este carinho por França Teixeira vinha de minha família. Em especial do meu irmão Leônidas Ferreira, colega de turma na Faculdade de Direito da Ufba e no Duque de Caxias no bairro da Liberdade em Salvador.
Também passei por este colégio estadual, assim como a maioria dos jovens da região.
França Teixeira, com sua careca enfeitada por cabelos presos em rabo de cavalo, era a imagem da irreverência para aqueles tempos. Final da década de 60.
Sua audiência na Rádio Cultura da Bahia, situada no bairro da Graça, – era incontestável.
Começava, diariamente, às 12 horas ao som do Hino ao Senhor do Bomfim. E logo aos primeiros acordes ele disparava a sua metralhadora verbal: ” Boa tarde, família baiana!”

E pelos quatro cantos da capital baiana o que se ouvia a partir daí era um linguajar chulo e deliciosamente popular.
“É ferro na boneca, neném”.
Interpretando um personagem fictício, “Zé Veneno”, e rodando com toda sua equipe esportiva na cobertura dos principais clubes de Salvador e também da FBF- Federação Bahiana de Futebol, o mago da radiofonia baiana informava e comentava o mundo esportivo à exaustão.
Para ele não havia notícia pela metade. Era investigada até o fim. Se preciso fazia ligações nacionais e internacionais – coisa muito cara para a época – apenas para satisfazer o seu público cativo mostrando profissionalismo e seriedade.
Algumas figuras “carimbadas” do mundo esportivo passavam pelos microfones da Rádio Cultura na hora da resenha esportiva.
De Manu, o querido empregado da FBF Manuel Francisco do Nascimento, até Dona Tidinha e Gaguinho respectivamente cozinheira e massagista do Vitoria. Tipos carismáticos e muito estimados pelos ouvintes.
Os jovens talentos da imprensa – componentes da sua famosa equipe – eram valorizados no ar com muita reverência e apreço.
No comando da resenha ao lado de Álvaro Martins formaram por longos anos uma dupla imbatível no rádio. Mas também se destacavam Renato Lavigne, Sergio Boto, Bola de Gude, Paulo Roberto Sampaio, Claudio Falcão entre outros jovens de talento e raça.
França Teixeira com sua sábia irreverência chamava alguns dos seus parceiros de “esbugueladores”, ou seja, botava para quebrar. Os baianos se apropriavam da sua fala para o linguajar do dia-a-dia.
Aqueles que conquistavam fama dentre ou fora do Estado se rendiam à resenha esportiva de França Teixeira. Gilberto Gil, por exemplo, lançou a musica “Aquele Abraço”, na emissora. Depois é que foi realizada a gravação em disco,
Jogadores como Baiaco, além de receberem sempre os melhores elogios, também eram “zoados”.
E com apoio de fortes anunciantes e outros não menos conhecidos como Mesbla Veiculos, Tonsom Modas Masculinas e Motorádio, a cidade de Salvador viveu uma época da mais alta criatividade no radio esportivo baiano. Fato que chamava atenção de outras praças esportivas como Rio de Janeiro e São Paulo
O rádio baiano era considerado o mais efervescente do pais. Já no final dos tempos, a sua resenha disputava ponto a ponto de audiência com a de Marco Aurélio, da Rádio Excelsior. A disputa entre os dois radialistas chegou a dividir os torcedores.
Mas França Teixeira, sem dúvida alguma, saiu vitorioso neste embate.
Eu até hoje não concebo como a Associação Bahiana dos Cronistas Desportivos – ABCD ainda não criou um troféu para laurear os melhores profissionais do rádio baiano. Seria fazer justiça, ainda que tarde, a este bom profissional da Comunicação Brasileira. Outros menos votados já foram lembrados. Fica a minha sugestão.

Lício Ferreira é jornalista, ex-reporter de Esporte de A Tarde. Texto publicado no espaço do jornalista no Facebook, reproduzido pelo Bahia em Pauta.

Olha aí, garotada de Tite, a lição russa de como se faz para passar sem nenhum estresse à próxima etapa da Copa: duas vitórias seguidas, oito gols feitos nos adversários e só um tomado, no jogo contra o Egito.Bravíssimo!!!  

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Por Renan Ramalho, G1, Brasília

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil) A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu nesta terça-feira (19) a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela, da acusação de corrupção e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato.

Também foi absolvido o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, apontado como emissário do casal no recebimento do dinheiro.

Ao apresentar a denúncia, a Procuradoria Geral da República afirmou que Gleisi e Paulo Bernardo pediram e receberam R$ 1 milhão desviado da Petrobras para a campanha dela ao Senado, em 2010.

Mas, ao julgar o caso, os ministros da Segunda Turma do STF consideraram não haver provas de que o casal recebeu propina em troca da manutenção de Paulo Roberto Costa como diretor de Abastecimento da Petrobras à época.

Votaram pela absolvição total:

  • Dias Toffoli;
  • Gilmar Mendes;
  • Ricardo Lewandowski.

O relator da ação, Edson Fachin, e o revisor, Celso de Mello, também votaram pela absolvição dos crimes de corrupção e lavagem, mas se manifestaram a favor da condenação de Gleisi pelo crime de caixa dois eleitoral (não declaração de dinheiro recebido em campanha).

A Procuradoria Geral da República pode recorrer da decisão ao próprio STF.

Apesar de terem sido absolvidos neste caso, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo ainda respondem a mais duas denúncias e um inquérito no STF derivados das investigações da Lava Jato.

Votos

No julgamento, prevaleceu a posição do ministro Dias Toffoli, para quem os elementos contra a senadora eram “apenas indiciais”, sem comprovação efetiva.

“Suprimidos os depoimentos dos colaboradores, restam apenas elementos indiciais […] Não foi possível verificar elementos suficientes para juízo condenatório”. – Dias Toffoli

Relator da ação, Edson Fachin também descartou os crimes de corrupção e lavagem no caso, mas concluiu pela ocorrência de falsidade ideológica na prestação de contas de campanha da senadora em 2010.

O crime de caixa 2 tem pena de até 5 anos de prisão. A punição é menor que as dos crimes de corrupção (até 12 anos) e lavagem (até 10 anos).

Em seu voto, o revisor da ação penal, Celso de Mello, também não considerou haver provas de corrupção, porque não foi demonstrado, segundo o ministro, que Gleisi Hoffmann recebeu dinheiro em 2010 em troca de futuros favores a Paulo Roberto, após assumir o mandato.

“Também acolhendo a manifestação do relator, entendo que não estão presentes todos os elementos necessários à configuração típica do crime de corrupção passiva”, disse Celso de Mello.

O ministro também votou pela condenação da senadora somente pelo crime de caixa 2 eleitoral, e pela absolvição total de Paulo Bernardo e Ernesto Kugler Rodrigues.

Gilmar Mendes votou pela absolvição total, inclusive pelo crime de caixa 2. Durante sua participação, fez duras críticas à condução da Lava Jato e à acusação que, segundo ele, se basearam somente na palavra de delatores, sem provas.

Na mesma linha, Lewandowski disse que Gleisi e Paulo Bernardo deveriam ser absolvidos integralmente no processo. “As provas são insuficientes para sustentar qualquer condenação”.

 
 
Segunda Turma do STF começa a julgar a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann

Segunda Turma do STF começa a julgar a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann

Acusação e defesa

A acusação e a defesa se manifestaram antes dos votos dos ministros.

O subprocurador Carlos Vilhena destacou trecho da delação de Paulo Roberto Costa segundo o qual, para progredir na Petrobras, era necessário apadrinhamento político em troca de favorecimento a um partido para sustentá-lo no cargo.

Segundo a acusação, embora Paulo Roberto Costa tivesse sido indicado pelo PP, e assumido o cargo em 2004, passou em 2010 a recolher propinas junto às empreiteiras contratadas pela Petrobras em favor de políticos do PT e do MDB, com o objetivo de permanecer na diretoria.

“Enquanto parlamentar, líder do Partido dos Trabalhadores, do qual hoje é presidente, a senadora Gleisi Hoffmann podia, devia, ter estancado a sangria que ocorria na Petrobras”. – Acusação

Pela defesa de Gleisi, o advogado Rodrigo Mudrovitsch apontou falta de provas no processo.

“Estamos diante de ação penal única e exclusivamente lastreada nas palavras confusas e contraditórias de colaboradores”. – Defesa

O advogado afirmou, ainda, que não faria sentido que Paulo Roberto Costa, indicado pelo PP, ajudasse a campanha de Gleisi ao Senado, já que o partido tinha candidato próprio ao Senado, que concorreu e perdeu a disputa para a petista em 2010.

Repercussão

Leia abaixo a repercussão sobre a decisão do Supremo:

Rodrigo Mudrovitsch, advogado de Gleisi Hoffmann: “Desde o início da ação penal, a defesa da senadora apontava a fragilidade da acusação. O Supremo Tribunal Federal hoje reconheceu que não havia qualquer prova contra a Senadora e estabeleceu um marco importante acerca da impossibilidade de condenação de indivíduos apenas com base na palavra de colaboradores premiados”.

 

Juliano Breda e Verônica Sterman, advogados de Paulo Bernardo: “O STF fez justiça a Paulo Bernardo, absolvendo-lhe por unanimidade de uma acusação injusta. A decisão tem importância histórica porque comprova o abuso das denúncias construídas a partir de delações sem prova”.

Paulo Teixeira, deputado e vice-presidente do PT: “É muito importante que ela tenha sido absolvida depois do que considero uma grande estratégia de perseguição, estratégia de queimação. […] Agora, ela passa a ser absolvida pelo Supremo Tribunal Federal, que passou a fazer o seu papel de Corte contra majoritária”.

Lindbergh Farias, líder do PT no Senado: “Chega ao fim um dos processo mais aberrantes que eu já vi. Felizmente, a justiça prevaleceu”.

 

A atitude dos brasileiros que achavam que faziam uma brincadeira com uma mulher na Rússia, falando, em português, sobre a genitália dela sem que ela entendesse, causou reações para além do tribunal da internet. Em um vídeo, ao menos quatro brasileiros uniformizados cercam uma mulher – que seria uma repórter – e gritam repetidamente uma frase em alusão ao órgão sexual feminino. A mulher, que não entende português, apenas sorri um pouco constrangida e tenta repetir o que eles dizem (“boceta rosa”).

Reprodução do vídeo dos brasileiros fazendo a 'brincadeira'.
Reprodução do vídeo dos brasileiros fazendo a ‘brincadeira’. Reprodução

Rapidamente o vídeo viralizou. E não demorou para que parte de seus protagonistas fossem identificados. O primeiro foi Diego Valença Jatobá, advogado e ex-secretário de Turismo, Esporte e Cultura de Ipojuca, cidade pernambucana, a 50 quilômetros da capital, onde fica a praia de Porto de Galinhas, uma das mais famosas do Estado. Hoje, trabalha com a organização de eventos e shows no Recife e região. O segundo, é o tenente Eduardo Nunes, da Polícia Militar de Santa Catarina. O engenheiro civil Luciano Gil Mendes Coelho é o terceiro. De acordo com O Globo, Coelho foi preso em 2015 em uma operação da Polícia Federal que investigava o desvio de dinheiro público na Prefeitura de Araripina (PE), onde ele trabalhou na gestão de Alexandre Arraes (PSB).

Após o reconhecimento de parte dos envolvidos, a Polícia Militar de Santa Catarina confirmou que Nunes serve à corporação, afirmou que a atitude é “incompatível com a profissão”, e disse que abriria um processo administrativo disciplinar sobre o militar. Já em Pernambuco, a Assembleia Legislativa do Estado fez um ato de repúdio ao vídeo na segunda-feira. A OAB em Pernambuco, por sua vez, entrou com um pedido de análise de conduta no tribunal de ética e disciplina da Ordem contra Jatobá e afirmou estar tentando apurar a identidade dos demais. Além disso, publicou uma nota repudiando o fato.

A exposição desses brasileiros nas redes levou a uma investigação por parte da imprensa sobre a história deles. De acordo com o jornal O Globo, Jatobá foi condenado pelo Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE) por irregularidades na prestação de contas de 2012 do município, quando ele atuava na gestão do então prefeito Pedro Serafim (PDT). Ele também foi condenado por dever, segundo a Justiça, cerca de 37.500 reais de pensão alimentícia à ex-mulher, em um processo iniciado em 2014, segundo O Globo.

Diego Jatobá, ostentando dólares em uma foto de 2013.
Diego Jatobá, ostentando dólares em uma foto de 2013. Reprodução
 

Os torcedores não imaginavam que a brincadeira poderia ir tão longe. Mas não por desconhecer o poder das redes. Jatobá, inclusive, já tinha um antecedente com a internet depois que uma foto em que ele aparece ostentando um maço de notas de dólares na mão se espalhou em 2013. Na época, como figura pública, teve que se explicar. Disse que estava em uma casa de câmbio, que o dinheiro não era dele, e que estava fazendo uma brincadeira com um amigo.

Por outro lado, a experiência dos torcedores mostrou, uma vez mais, que a reação feminina no Brasil é rápida e imediata no melhor estilo “mexeu com uma, mexeu com todas”, lema que marcou a primavera feminista em 2015. Milhares de brasileiras se identificaram com a moça que, ingenuamente, repetia a grosseria, e tomaram as redes com o repúdio à atitude.Ver graça em cercar uma mulher e gritar “boceta rosa” sem que ela entenda do que se trata – e mesmo que ela entendesse – parece hoje uma atitude que se descolou da nova realidade brasileira e mundial. Empresas ou pessoas físicas que teimam em duvidar dessa resistência têm entrado numa longa fila de pedidos de desculpas públicas. “Não é engraçado. É machismo. Misoginia. E vergonha. Muita vergonha”, escreveu a atriz Leandra Leal em seu Instagram, ao reproduzir trecho do vídeo, para seus milhares de seguidores. “Parece que os rapazes do vídeo estão com medo de perder o emprego. É pra gente se solidarizar com o sofrimento deles? Ah, vão à merda”, escreveu a jornalista esportiva Milly Lacombe em sua conta no Twitter. Não à toa, o repúdio foi além do tribunal das redes sociais e não se limitou somente às mulheres. exatamente essa reação que aumentou a curiosidade sobre quem eram os torcedores e chegou-se à identificação, até agora, de três deles. Por ora, Jatobá e Nunes podem ser punidos como profissionais. E os demais torcedores só não correm o mesmo risco ainda porque, por enquanto, não foram identificados.

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Posted on 20-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 20-06-2018


 

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