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Juan Grabois (com o megafone): barrado na PF

ARTIGO DA SEMANA

 

“Terço do Papa”: novo plano para salvar Lula deu chabu

Vitor Hugo Soares

O advogado e militante sindicalista argentino Juan Grabois foi barrado em seu desastrado intento de chegar, esta semana, à cela do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede da Polícia Federal, em Curitiba. Apresentou-se, falsa e desgraçadamente, como consultor do Vaticano, encarregado pelo Papa Francisco de entregar um terço e uma mensagem ao preso, que cumpre pena de 11 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O plano junino tinha tudo para dar chabu. E deu.

 “É mais fácil apanhar um mentiroso do que um coxo” ensina o ditado popular, cuja sabedoria foi desprezada pelo nada modesto (no sentido cristão do termo) portenho de 35 anos, filho do famoso (e folclórico) ex-dirigente do sindicalismo peronista no país vizinho, Roberto “Pajarito” Grabois”. Vale destacar que o advogado desembarcou na capital paranaense, depois de criar na imprensa de seu país, um barulhento caso político e diplomático com o governo do presidente Macri. Lá surgiu também, de repente, como “voz do Vaticano”, para comentar “a surpresa do Papa diante de uma doação governamental à Fundação Scholas Ocurrentes”, uma rede de ensino para jovens carentes impulsionadas pelo próprio pontífice, ex- arcebispo de Buenos Aires.  

Desceu por aqui cercado de elogios. Referenciado como “jovem líder de grande apreço do Papa Francisco”, não só por notórios sites petistas e de linhas auxiliares locais e estrangeiros, mas também por importantes e qualificados veículos da imprensa brasileira. Sabe-se agora, que a presepada do jovem Grabois fazia parte da frágil arquitetura do novo plano, denominado de “Denúncia Internacional”. Festejado horas depois do barraco armado pelo visitante argentino em Curitiba, como um tento decisivo e de grande repercussão, para assinalar o lançamento do novo plano a ser seguido por dirigentes políticos e pela militância petista, com a finalidade de tirar Lula da cadeia antes das eleições presidenciais deste ano. 

Na retórica, uma mudança estratégica e tática de rumos e de prioridades da ação política e de propaganda ideológica. De fato, confissão de equívoco, e reconhecimento à moda da casa, do fracasso rotundo do projeto inicial do PT e agregados, de desencadear atos incendiários de norte a sul do País. Tola, tacanha e pretensiosa ideia de que tudo só se resolverá a partir “das ruas cheias, dos  supermercados invadidos, do trânsito engarrafado, greves, estudantes agitados. Fora isso, Lula continuará preso”, como proclamado ainda esta semana junina, nas postagens de renitentes arautos das fogueiras e dos pneus queimados. Mesmo diante da melancólica constatação de que nem o barulhento acampamento do “Bom dia, Lula”, resistiu ao frio e às primeiras chuvas do inverno no Paraná.

Em resumo, ruiu o projeto de utilização das “tropas” da Via Campesina, lideradas por João Pedro Stédile, presidente do MST; das desastrosas invasões urbanas a cargo dos grupos liderados por Boulos (PSOL) , ou dos irresponsáveis discursos e palavras de ordem da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann, falando em guerra, sangue e mortes. Apela-se, agora, para o plano da “denúncia internacional”.

Até aqui, resumido à infeliz e desmoralizante patuscada armada com participação mambembe do peronista Juan Grabois, que deu chabu. Fragorosamente.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br  

 

Uma casa portuguesa fica bem, desde sempre, com Amália!!!

Uma seleção portuguesa de futebol fica melhor ainda com um craque genial do porte de Cristiano Ronaldo!!! Viva!!!

(Vitor Hugo S

jun
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Posted on 16-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-06-2018
Rio de Janeiro
O interventor federal do Rio, general Walter Souza Braga Netto.
O interventor federal do Rio, general Walter Souza Braga Netto. Silvia Izquierdo AP

O general Walter Braga Netto, comandante militar do leste e interventor federal no Rio de Janeiro, vem impedindo que a imprensa registre boa parte de suas falas públicas e faça perguntas sobre o seu trabalho como governador da área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. O mais recente episódio ocorreu nesta sexta-feira, em evento promovido pela Câmara Espanhola de Comércio no Museu do Amanhã, no centro do Rio de Janeiro, ainda que seu porta-voz negue que ele tenha vetado a cobertura jornalística de seu discurso. Além do militar, nomeado interventor pelo presidente Michel Temer (MDB) em fevereiro, participaram do evento O futuro do Rio de Janeiro Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, e Rubem César Fernandes, secretário-geral da ONG Viva Rio e pré-candidato ao governo do Estado pelo PPS.

A imprensa fora convocada pela Câmara Espanhola para o evento, que era fechado e com convites que variavam de 300 a 450 reais. Mas, no momento do debate, marcado para começar às 11h30, os repórteres foram impedidos de permanecer no local. Um repórter de O Estado de S. Paulo foi expulso do auditório pela organização e instado a não usar o conteúdo que havia conseguido registrar no início do evento. Explicação, de acordo com fontes ouvidas pela reportagem: o general Braga Netto vetara a presença de repórteres durante sua fala. Além da restrição aos jornalistas, os convidados foram orientados pela organização do evento a não filmar e nem gravar o debate para “deixar os convidados à vontade”.

Oficialmente a explicação foi outra. O coronel Roberto Itamar, porta-voz de Braga Netto, explicou ao EL PAÍS que o interventor federal tinha autorizado a presença e inclusive perguntas de repórteres, mas que não queria que seu discurso fosse filmado ou fotografado. Já representantes da Câmara Espanhola argumentaram que não havia consenso entre os convidados sobre a presença de jornalistas durante o debate, o que teria gerado a decisão não permitir a entrada dos profissionais. A imprensa ficou fora do auditório e só foi autorizada a fazer entrevistas individuais após o evento com os que quisessem falar. Não foi o caso de Braga Netto.

Outros episódios

Durante os quatro meses de intervenção federal outros episódios também revelaram certa resistência de Braga Netto na hora de prestar esclarecimentos à imprensa. Nesta quinta-feira, após entregar um plano estratégico da intervenção para Temer, em Brasília, chegou a falar rapidamente com repórteres na saída do Planalto junto com o ministro da Segurança, Raul Jungmann. Mas, segundo relatos de jornalistas presentes, saiu apressadamente dizendo que tinha de pegar um voo. Na quarta-feira, dia 13 de junho, Braga Netto também fez uma explanação sobre a intervenção federal e o plano estratégico em um debate realizado na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Câmeras de vídeo e foto de vários veículos de comunicação estavam posicionados para registrar o momento, mas Braga Netto ordenou que todas as máquinas fossem desligadas, algo que foi prontamente aceito pelos profissionais ali presentes, segundo relatos. Naquela ocasião, o general permitiu a presença de jornalistas, que inclusive puderam gravar o áudio de sua fala. Segundo explicou o coronel Itamar ao EL PAÍS, Braga Netto não gosta de ser filmado e nem fotografado porque “perde a concentração na hora de falar”.

Os sinais de que Braga Netto realizaria seu mandato afastado dos holofotes começaram já em sua primeira entrevista coletiva como interventor federal, no dia 27 de fevereiro deste ano. As perguntas dos repórteres tiveram que ser escritas em papéis distribuídos pela assessoria de imprensa (nos quais se pedia para colocar nome, veículo, e-mail, telefone e cargo) e entregues dez minutos antes da entrevista começar, para que fossem previamente analisadas. A coletiva foi encerrada em apenas meia hora e poucas perguntas foram respondidas.

Dias depois, quando a vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram executados, Braga Netto se limitou a soltar uma pequena nota lamentando o ocorrido, apesar de ser ele o responsável pela segurança pública do Estado. Coube ao ministro da Segurança Raul Jungmann vir à público para dar explicações e prometer o empenho das autoridades em investigar o caso. “Não havia motivo para fazer uma exposição pública sobre uma questão que estava sendo noticiada. Já havia ministros e outras pessoas falando. Ele trabalha muito e não é de muitas palavras”, explicou o coronel Roberto Itamar em abril durante uma conversa com o EL PAÍS, que havia solicitado uma entrevista a Braga Netto.

Para que sua imagem seja preservada e evitar vir a público para explicações, o coronel Itamar se tornou a face mais visível da intervenção federal. O general do Exército e comandante militar do Leste continuará como o máximo responsável pela segurança pública do Rio até o dia 31 de dezembro deste ano.

jun
16
Posted on 16-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-06-2018


 

Ronaldo, no (PE)

 

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16
Posted on 16-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 16-06-2018

Ciro e a nova revolta da vacina

 

Ciro Gomes disse hoje o seguinte:

“Quando Lula, que é o maior líder popular do país, sofreu o que sofreu, a mim me toca agora, talvez, nesse campo progressista, a responsabilidade maior de não deixar o país descambar para o retrocesso.”

E ainda:

“O Brasil está ameaçado por uma recrudescência do fascismo, que é um fenômeno internacional. E nós, os democratas, temos que nos levantar e nos organizar e ajudar o povo brasileiro a se vacinar contra esse fenômeno.”

O problema é que os brasileiros parece preparar uma nova revolta da vacina.

Eleito o melhor jogador da partida entre Portugal e Espanha, Cristiano Ronaldo manteve a habitual marra ao falar dos três gols marcados, no empate em 3 a 3, nesta sexta-feira, na estreia das seleções na Copa do Mundo da Rússia. Em tom tranquilo, o atacante falou do feito como se tivesse acabado de realizar algo corriqueiro durante a partida.

– Eu trabalho há muitos anos e confio muito em mim. Trabalho para isso. Temos que destacar o poder de reação da equipe, nós saímos na frente, depois a Espanha ficou em vantagem, mas não desistimos. Creio que foi um empate justo. Espanha teve certo controle do jogo, Portugal teve oportunidades e foi um bom jogo – disse o atacante.

Cristiano Ronaldo atingiu mais uma marca pessoal. O atacante, com os três gols na partida, agora marcou nas últimas quatro edições de Mundial (2006, 2010, 2014 e 2018). O atacante do Real Madrid se mostrou satisfeito, mas reiterou que o importante foi a atuação de Portugal.

– Sem dúvida estou muito feliz, é uma marca pessoal bonita, mais uma na minha carreira. Mas para mim o mais importante é o que a seleção fez – afirmou o artilheiro da Copa, até o momento.

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