Destaque na abertura da Copa, ex-goleador da seleção mantém nos negócios e na política o faro oportunista que o consagrou nos gramados

  Artilheiro do pentacampeonato mundial com a seleção brasileira, em 2002, Ronaldo Nazário voltou a ser escalado em uma Copa do Mundo. Dessa vez, ele foi atração da cerimônia de abertura na Rússia, ao lado do cantor Robbie Williams. Como no Mundial passado, ainda será comentarista da Rede Globo nas partidas do Brasil. A reaparição com pompas de Ronaldo, que mantém inabalada a imagem de ídolo, pelo menos para o mercado, parceiros comerciais e patrocinadores, contrasta com sua escanteada verve política. De herói do penta a fenômeno do ativismo em causa própria, do cidadão que pretendia usar o prestígio de atleta consagrado para melhorar o país ao astro que saiu de cena após o mar de lama da corrupção engolir seu candidato a presidente nas últimas eleições, Ronaldo deixa cada vez mais claro que só entra em campo na boa, jogando para a torcida até o ponto em que o vento sopra a seu favor.

Recentemente, antes de embarcar para a Rússia, ele estrelou um comercial da Empiricus, empresa de análise financeira conhecida pelo tom apocalíptico e agressivo de suas campanhas de marketing. Ronaldo empresta a voz ao seguinte discurso publicitário: “Jogador de futebol tem carreira curta. São poucos os que ganham dinheiro. E dos que ganham, raríssimos os que conseguem manter o padrão de vida quando se aposentam. Eu posso dizer o contrário. Eu ganhei dinheiro, mesmo depois que me aposentei dos gramados. E o que eu fiz de diferente? Aprendi a andar com as pessoas certas.”

Constata com precisão a realidade da maioria dos jogadores, que pecam pela falta de planejamento pós-carreira. Porém, para quem há até pouco tempo se dizia comprometido em se portar como um padrão de ética e conduta para o Brasil, Ronaldo mostra desfaçatez ao justificar seu sucesso econômico bradando ter aprendido a andar com as pessoas certas. No mundo fenomenal, o que viriam a ser “pessoas certas”? Ricardo Teixeira, a quem ele bajulou defendendo sua permanência no comando da CBF? Marco Polo Del Nero, com quem tentou negociar contratos de patrocínio antes da Copa no Brasil? Ou Aécio Neves, amigo de longa data que recebeu seu apoio incondicional na última campanha à Presidência da República? Todos eles indiciados pela Justiça por suspeitas de corrupção.

O endosso a Aécio expôs o frágil engajamento de Ronaldo com a causa pública. Não pelo candidato que escolheu, pois é saudável que jogadores e ídolos do esporte tomem partido, se posicionem sobre questões nacionais, independentemente do tema ou da orientação ideológica. Mas sim por confundir militância com oportunismo político. Logo que o senador tucano foi derrotado nas urnas, Ronaldo engrossou as manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff e posou com a camisa: “A culpa não é minha, eu votei no Aécio”. Depois que o ex-governador de Minas Gerais foi sugado pelo escândalo de propina envolvendo a JBS, o Fenômeno, que via com bons olhos a possibilidade de se tornar ministro do Esporte em um eventual governo do candidato do PSDB, tirou seu time de campo da política.

Jamais voltou a mencionar publicamente o tucano que agora responde a nove processos no STF por acusações de corrupção. Questionado sobre o tema, adota o discurso de que “não é o momento de procurar culpados”. Seria sensato pensar assim, já que, em uma democracia, nada mais compreensível que mudar de opinião, mantê-la ou reconhecer a desilusão por um voto. Entretanto, foi justamente Ronaldo um dos primeiros a caçar culpados ao debochar com o lema de que a culpa não era sua. A aventura de militante na política se resumiu a lançar uma pedra ao mar e correr dos respingos.

Romário, hoje senador, teceu uma crítica pertinente ao comportamento “camaleão” de seu ex-companheiro de ataque na seleção brasileira. “O cara era Dilma antes da Copa. A Copa acabou, passou a ser Aécio. Ele foi a favor da Copa do Mundo. Depois, meteu o pau”, disse o pré-candidato ao governo do Rio pelo Podemos. Ronaldo integrou o Comitê Organizador da Copa. Enquanto protestos se espalhavam pelo país, ele chegou a dizer que “não se faz Copa com hospitais”, defendendo os gastos do governo federal em estádios. Após o Mundial, passou a ser crítico das obras superfaturadas e entrou de cabeça na campanha em prol de Aécio Neves.

Ronaldo camiseta Aecio ampliar foto
Ronaldo exibe camiseta em manifestação no início de 2015. Werther Santana Agência Estado

Em que pese suas próprias contradições e a fama de falastrão, Romário também fez leitura cirúrgica sobre a maleabilidade do Fenômeno no campo político: “Ele é um grande ídolo. Agora, politicamente, o Ronaldo é zero, um copo d’água em cima da mesa. Se beber, bebeu. Se não beber, fica aí. Nunca apitou porra nenhuma na política. Já ouvi comentários de que ele tem interesse em se candidatar. Se um dia virar político, aí, sim, ele vai deixar de ser um copo d’água”. Evidentemente que não é preciso ocupar um cargo público para exercer o papel de cidadão. Mas, para uma figura célebre do porte de Ronaldo, pega mal se vender como personalidade preocupada com os rumos do país apenas quando os amigos precisam de uma mãozinha.

Incoerências à parte, o antigo centroavante da seleção continua sendo uma máquina de ganhar dinheiro fora dos gramados. Fundou uma empresa de marketing esportivo, a 9ine, em 2010. Entre sua cartela de clientes estava Neymar, maior craque brasileiro da atualidade. Ronaldo nunca enxergou conflito de interesses ao conciliar a função de comentarista da Globo na última Copa com a de gestor da imagem do principal jogador da seleção. Embora tenha encerrado as atividades da 9ine por causa da crise econômica, ele é sócio da Octagon, que cuida dos patrocínios de Gabriel Jesus, herdeiro da camisa 9 que um dia foi de Ronaldo. Como criticar com isenção o cliente que depende da opinião pública para gerar novos contratos publicitários? A indiscutível habilidade de transitar rapidamente entre universos tão diferentes parece ajudar nessas horas. Ronaldo não se constrange em trocar as bandeiras que levanta de acordo com aquilo que lhe convém. Basta lembrar 2008, quando fazia juras de amor ao Flamengo, que assegurava ser seu time do coração, mas, depois de fechar com o Corinthians, virou corintiano de carteirinha.

É inegável que sua história vitoriosa no futebol e na seleção não está em xeque pelos posicionamentos dúbios depois de pendurar as chuteiras, assim como é louvável a iniciativa de bancar a Fundação Fenômenos, que promove atividades de inclusão social em bairros de periferia. Mas, camuflado entre apadrinhamentos por conveniência e acordos comerciais, o faro oportunista que ostentava nas áreas adversárias se converte em gol contra nas investidas pela política. Enquanto estiver mais preocupado em ganhar dinheiro e andar com as “pessoas certas”, Ronaldo dificilmente conseguirá se estabelecer como um exemplo positivo no jogo democrático. Ainda que volte a subir em outro palanque nas próximas eleições, já deu mostras suficientes de o interesse em manter a prosperidade de seus negócios se sobrepõe ao suposto compromisso de ajudar a melhorar o Brasil.

5 a 0: viu a Rússia, desacreditada no futebol, botando pra quebrar em cima da Arábia Saudita na estreia da Copa. Vai lá, Brasil, que agora é pra valer!!!.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Cratera com mais de 40m de profundidade aparece em Vera Cruz

Cratera com mais de 40m de profundidade aparece em Vera Cruz

Uma cratera gigante, com 46 metros de profundidade, 69 metros de comprimento e 29 metros de largura, se abriu misteriosamente perto de uma vila de Vera Cruz, na Ilha de Itaparica, na Bahia. Além de chamar a atenção pelo tamanho, o buraco tem preocupado os moradores, que ainda não sabem como ele se formou. A multinacional americana Down Química, que atua na região, está investigando se a erosão tem relação com o trabalho que desenvolve no local.

A cratera fica no meio de uma mata nativa na Ilha de Matarandiba e está a cerca de 1 km do local onde vivem os moradores. O buraco se abriu na propriedade da multinacional americana, que utiliza a área para extração de salmora, uma mistura de água e sal usada na fabricação de produtos químicos. A salmora é retirada em seis poços a uma profundidade de 1,2 mil metros.

A erosão foi descoberta pela própria empresa há 15 dias, durante um trabalho de rotina. O acesso à area onde o buraco se formou é difícil por causa da mata fechada, mas, ainda assim, toda a área foi isolada e passou a ser vigiada para evitar a presença de curiosos. Como especialistas ainda não avaliaram as condições do solo em torno da cratera, a circulação de pessoas pode ser perigosa.

Down Química diz que já iniciou uma série de estudos para descobrir o que provocou o surgimento do buraco. Ainda não é possível afirmar se há alguma relação com o trabalho da empresa na região.

 

Buraco se formou em área usada por multinacional americana para extrair salmora. (Foto: Reprodução/TV Bahia) Buraco se formou em área usada por multinacional americana para extrair salmora. (Foto: Reprodução/TV Bahia)

Buraco se formou em área usada por multinacional americana para extrair salmora. (Foto: Reprodução/TV Bahia)

“Não sabemos o que está acontecendo. Eles dizem que é um fenômeno e não sabemos se é isso mesmo ou se foi por causa da perfuração deles. Então, a população toda está com medo”, disse um morador.

Os resultados dos estudos para descobrir as causas da erosão devem sair em até quatro meses. Até lá, a empresa quer tranquilizar os moradores. “Já tivemos reuniões frequentes com a comunidade e criamos um meio de comunicação exclusivo com eles, através de WhatsApp, que foi a escolha deles. Qualquer esclarecimento necessário queremos que seja feito à comunidade, de forma que ele fique mais tranquila possível”, disse um representante da multinacional.

Técnicos de órgãos federais, como a Agência Nacional de Mineração, já estão na vila conversando com os moradores. Eles vão notificar a empresa para que ela faça estudos nas proximidades da vila, para verificar se o povoado corre algum risco.

“Eleição não é UFC. Não vou falar uma mentira do Ciro, do Alckmin ou do Bolsonaro. Eu quero ganhar ganhando!”, tinha escrito a pré-candidata da Rede.

Conhecida pela carreira no jiu-jítsu, Kyra respondeu, também pela rede social: “Uma pena vc ter essa visão estereotipada sobre o MMA. Nosso esporte tem regras”.

Marina respondeu dizendo que “o uso da metáfora do UFC pode ter dado um sentido equivocado”.

jun
15
Posted on 15-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-06-2018


 

Nani, no site

 

Do Jornal do Brasil

O cargo estava vago desde o dia 23 de abril e vinha sendo ocupado, interinamente, pelo diretor vice-presidente Financeiro e de Relações com Investidores, Lorival Nogueira Luz Junior, que assumiu a gestão após a renúncia de José Aurélio Drummond Júnior, após quatro meses no cargo.

Conselho de administração da BRF aprovou a indicação de Parente para diretor presidente

Segundo o comunicado, depois de ter ocupado cargo em sociedade de economia mista – Parente renunciou no 1º de junho ao cargo de presidente da Petrobras – será necessário que ele tenha a autorização da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, “no que tange à existência de conflito de interesses entre o cargo anterior e o cargo de CEO global da BRF”.

“Caso a Comissão conclua pela inexistência de conflito, e tão logo seja informado da decisão, Parente tomará posse no cargo de CEO Global da BRF”, acrescentou o comunicado. Efetivada a posse, Parente acumulará os cargos de presidente do Conselho de Administração e diretor presidente global por um período inicial de 180 dias.

A BRF destacou que, durante o período em que for o CEO global da BRF, o executivo priorizará “o processo de planejamento estratégico e financeiro, cuidará diretamente da preparação de seu sucessor e liderará o processo de reorganização da companhia, em especial o preenchimento de posições chaves e questões ligadas à sua governança”.

A empresa informou também que a atribuição relativa à elaboração da pauta das reuniões do conselho de administração será exercida pelo vice-presidente do conselho, Augusto Marques da Cruz Filho.

COO

O Conselho de Administração também aprovou a criação do cargo de diretor presidente global de Operações (Global Chief Operating Officer – COO Global), que será ocupado por Lorival Junior. O COO Global terá responsabilidade primária sobre a gestão operacional da companhia, se reportando diretamente ao CEO Global.

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