Aos amantes de ontem, de hoje e de sempre. Feliz Dia dos Namorados!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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Noblat

Lula “Jim Jones”

Suicídio coletivo

No dia seguinte à sua eleição para presidente da República em 2002, reunido em um hotel da capital paulista com os principais membros de sua campanha, Lula foi logo advertindo:– Nesta sala, as únicas pessoas votadas e eleitas fomos eu e o José Alencar.Em seguida, comentou que haveria lugar para todos eles no seu governo. De fato, estava preocupado com a disputa de cargos. E queria reforçar a sua autoridade e prestigiar Alencar, seu vice.Condenado a 12 anos e um mês por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, impedido de ser candidato, Lula não tem mais cargos para oferecer a ninguém, mas tem votos.E é por tê-los, como mostram todas as pesquisas, que subjuga o PT à sua exclusiva vontade de seguir dizendo que apesar da lei, ele será candidato em outubro, e só deixará de ser quando quiser.

Parte dos seus acólitos acredita que Lula é um sábio, quase não erra. E que ao se apresentar como candidato, só se fortalece para na hora certa abençoar outro nome e transferir-lhe seus votos.

Outra parte dos acólitos acha que Lula erra quando adia a escolha de outro nome, e que isso poderá prejudicar o desempenho do partido. Mas não tem coragem para opor-se a ele.

A mais recente pesquisa Datafolha foi celebrada pelo PT como uma prova a mais da força eleitoral de Lula, de como ele continua vivo na memória coletiva e de como tem razão em se dizer candidato.

A pesquisa, porém, trouxe uma informação que o PT preferiu ignorar. Há um ano, quando perguntados em quem pretenderiam votar para presidente, 15% dos eleitores diziam o nome de Lula.

Agora, só 10% dizem a mesma coisa. Lula perdeu, portanto, 1/3 da intenção de voto espontânea. Certamente porque os eleitores, aos poucos, estão se convencendo de que ele não será candidato.

Quanto mais o PT demorar a indicar um candidato à vaga de Temer, mais eleitores de Lula se sentirão à vontade para fazer suas escolhas pessoais sem esperar uma ordem de cima. Elementar.

O PT parece estar para Lula como milhares de pessoas nos anos 70 do século passado estiveram para James Warren “Jim” Jones, fundador e líder nos Estados Unidos do culto Templo dos Povos.

Em novembro de 1978, na Guiana inglesa, pouco mais de 900 fiéis de Jim Jones, estimulados por ele, espontaneamente tomaram veneno e morreram. Foi o maior caso de suicídio coletivo até hoje.

Em uma fita gravada na ocasião, ouve-se a voz do pastor dizendo: “Cometemos um ato de suicídio revolucionário para protestar contra as condições de um mundo desumano”.

Pré-candidata da Rede à Presidência, Marina Silva.
Pré-candidata da Rede à Presidência, Marina Silva. MAURO PIMENTEL AFP
Não é verda que a última pesquisa do Datafolha sobre as eleições presidenciais não revelou nada de novo. Uma leitura cuidadosa e sem preconceitos ideológicos mostra que o partido daqueles que escolheram como lema o ódio a tudo e a todos é minoritário e perdedor. A tal ponto que Marina Silva, uma das candidatas hoje com maiores chances de vitória na ausência de Lula, é a menos raivosa e a mais positiva e amante do diálogo. Nada em sua candidatura ostenta o selo já não de ódio, mas de confronto ou violência. É sua a feliz frase: “Uma arma nunca será o símbolo do Brasil que eu amo.” Nem uma arma, nem o ódio. Nunca é mordaz.

Nas simulações do Datafolha, Marina, acusada de ausente, de silenciosa, aquela que não infecta as redes com ódio e advoga um Brasil mais comprometido com a defesa da Terra, mais justo e menos corrupto em que todos sejam capazes de ouvir as razões de quem pensa diferente, obteria 42% em um segundo turno contra 32% de Bolsonaro, 42% contra 27% de Alckmin e 41% contra 29% de Ciro Gomes.

Como comentou o leitor Hugo Leandro neste jornal: “É um resultado inexplicável. Ninguém conhece seus eleitores e venceria todos.” Não serão esses os eleitores que se recusam a seguir a moda do ódio a qualquer custo? Mais específico, o leitor Thiago Arruda escreve: “Talvez Marina seja capaz de superar o ódio promovido pela polarização.”

Sem dúvida, os milhões que, de acordo com a pesquisa, votariam em Marina – que, nas poucas vezes que fala, é para evocar a ética, a solidariedade, o diálogo e a capacidade de ouvir – não são aqueles que fizeram do ódio ou da vingança sua bandeira. Os políticos corruptos podem ser punidos, mas, como me disse ela em uma entrevista, “sem a necessidade de odiá-los. São punidos negando-lhes o voto.”

Os 34% dos brasileiros que, sem Lula no páreo, anunciam que ou não votarão ou anularão o voto serão filhos do ódio ou melhor, do desencanto, do fato de não encontrar um candidato capaz de ouvir, sem exigir-lhes ódio, seus desejos de esperança em um Brasil mais igual e ainda mais feliz? Se esses milhões fossem frutos do ódio, não lhes faltariam candidatos. Abstêm-se porque talvez não encontrem aquela luz na janela que o papa João XXIII deixava acesa à noite, quando ainda era anúncio na Bulgária. Fazia isso para que, caso alguém precisasse de sua ajuda, pudesse entrar sem se anunciar. “Não perguntava quem eram nem se acreditavam ou não em Deus, mas o que precisavam”, disse ele a um grupo de jornalistas.

Se me perguntam, nem aqueles que, com Lula condenado e na prisão, estariam decididos a votar nele são do partido do ódio. Milhões de pobres não identificam Lula com um partido, mas com o presidente “paz e amor”, aquele que não queria que nenhum brasileiro passasse fome. Não, os hipotéticos votos para Lula não podem ser capitalizados pelos amantes de um país dividido e com desejo de sangue.

Marina Silva, em quem ninguém pode encontrar os estigmas da intransigência, teria mais razão do que muitos outros para trilhar o caminho da vingança e da beligerância já que, nas eleições de 2014, foi cruelmente acusada de querer tirar a comida dos pobres se chegasse ao Planalto. Soube que ela chorou com as imagens da televisão em que, quando se ouvia seu nome, a comida desaparecia do prato das crianças. E, no entanto, a silenciosa Marina pode ser criticada por muitas coisas, mas não de ser propagadora de ódio ou divisões entre os brasileiros. Ela afirma que “prefere perder ganhando do que ganhar perdendo”. Ganhar perdendo é possível usando as armas do medo, do ódio e da mentira. Perde-se ganhando quando se é capaz de estar disposto a perder antes de trair a própria consciência.

Quantos milhões de brasileiros existem que, em vez de ganhar a qualquer preço, até mesmo com a arma do ódio e da falta de escrúpulos, preferem a fidelidade à sua consciência, dormir sem pesadelos, capazes de olhar nos olhos de seus filhos sem se envergonhar? Tenho certeza de que muitos mais do que se pensa. Talvez a grande maioria. E esse é o Brasil que, apesar dos tropeços, ainda mantém o país de pé. Aquele que não tem vergonha de pronunciar palavras de esperança e concórdia. É o Brasil melhor, aquele que sabe conceber a vida não como uma batalha ou um tiroteio, mas desfrutando das pequenas ou grandes felicidades que o ódio sempre será incapaz de oferecer.

DO EL PAIS
Singapura 
Kim Jong-un e trump em Singapura
Kim Jong-un e Trump posam para foto histórica. AP
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se reúnem no luxuoso hotel Capella, em Singapura, para um encontro sem precedentes: devido aos seus protagonistas, à forma extravagante como as negociações prévias foram conduzidas e ao seu significado. Ambos chegaram ao local na noite desta segunda-feira – manhã de terça na Ásia – e cumprimentaram-se ante as bandeiras dos dois países num momento histórico envolto em grande expectativa global. “Teremos uma excelente relação”, disse Trump, que afirmou esperar um encontro “tremendamente exitoso”. Kim disse que havia obstáculos para a reunião, mas “nós o superamos e estamos aqui hoje”. O encontro que rompe o quase total isolamento internacional da Coreia do Norte cimenta o degelo em marcha, mas não elimina as graves dúvidas que rodeia o processo de desnuclearização do regime norte-coreano. O arsenal atômico é o seguro de vida da ditadura e ainda está por se provar a real intenção de Pyongyang de se desfazer dele.

Após as fotos e com uma indicação com a mãos de Trump, os mandatários se dirigiram a uma sala reservada do hotel, na ilha de Sentosa. Os dois se reuniram a sós por 45 minutos e, depois, as TVs mostram imagens do encontro ampliado, com as comitivas diplomáticas incorporadas. Apenas às 16h locais – 5 da manhã de terça no Brasil –  estava previsto que Trump falasse à imprensa.

Se as negociações fracassarem, todas as opções contra o regime norte-coreano voltarão ao tabuleiro. Se tiverem sucesso, começará um longo processo que – talvez, apenas talvez – levará ao desarmamento nuclear da Coreia do Norte. Um processo que pode durar mais de dez anos e custar bilhões de dólares. Poucos analistas acreditam que Pyongyang esteja verdadeiramente disposta a renunciar de maneira “completa, irreversível e verificável”, como exige Washington, a um programa nuclear ao qual tem dedicado décadas, recursos econômicos significativos e inúmeros sacrifícios de sua população. Se concordar, será em troca de concessões gigantescas. E, se o fizer, tudo pode ir por água abaixo: uma vez adquirido o conhecimento necessário, poderia recriá-lo sempre que quisesse. A Coreia do Norte conta com uma equipe de 200 especialistas, segundo cálculos dos serviços secretos da Coreia do Sul.

A Coreia do Norte “pagou um preço muito alto para conseguir uma força poderosa e confiável que permita nossa defesa”, destacou no mês passado sua vice-ministra de Relações Exteriores, Choe Son-hui.

Uma força considerável. De acordo com cálculos da Coreia do Sul, seu vizinho do norte destina 25% de seu orçamento, ou cerca de 10 bilhões de dólares por ano (36,8 bilhões de reais), para gastos militares. Os últimos testes de mísseis no ano passado, antes da moratória declarada unilateralmente, representaram um desembolso de cerca de 300 milhões de dólares (1,1 bilhão de reais).

Alguns especialistas estimam que a Coreia do Norte tenha entre 15 e 20 bombas nucleares. Esse número, segundo os serviços de inteligência dos EUA, pode chegar a 60. Essas armas têm um poder de destruição entre 10 e 25 quilotons, o equivalente às bombas atômicas que destruíram Hiroshima e Nagasaki em 1945. Em setembro do ano passado, Pyongyang completou seu sexto e até agora mais potente teste nuclear, uma bomba de hidrogênio de 100 a 250 quilotons de potência.

O plutônio e o urânio enriquecido necessários para essas armas são fabricados no Centro de Pesquisa Nuclear de Yongbyon. O especialista Sigfried Hecker estima que a Coreia do Norte tenha entre 20 e 40 quilos de plutônio e entre 175 e 645 quilos de urânio altamente enriquecido. O regime poderia produzir, segundo cálculos de especialistas, entre 30 e 60 bombas adicionais, entre três e sete a cada ano.

Para que essas bombas possam chegar a algum lugar, precisam de mísseis para transportá-las. O arsenal norte-coreano tem cerca de mil mísseis de diferentes alcances. Durante o mandato de Kim Jong-un, a Coreia do Norte completou quase cem testes, e que alcançaram um ritmo frenético no ano passado.

Depois de avançar nos últimos dois anos em um ritmo que surpreendeu especialistas, em julho e novembro do ano passado a Coreia do Norte testou com sucesso, pela primeira vez, mísseis intercontinentais capazes de atingir qualquer ponto do território norte-americano, como Kim teve o prazer de lembrar em seu primeiro discurso do ano. No entanto, não está comprovado que esses mísseis, quando carregados com uma ogiva nuclear, possam resistir sem se desintegrar em sua reentrada na atmosfera.

Entre todos os mísseis, a estrela é o Hwasong-15. Em seu teste de novembro — o último antes de a Coreia do Norte ter declarado unilateralmente uma moratória — atingiu uma altura de 4.475 quilômetros e percorreu uma distância de outros mil antes de cair no mar. Com esses dados, especialistas calcularam que poderia cobrir uma trajetória de 13.000 quilômetros.

Além disso, analistas acreditam que o país possua 200 mísseis Nodong, capazes de chegar ao Japão; 600 Scud, que podem alcançar a Coreia do Sul e parte do Japão, e pouco menos de 50 Taepodong e Musudan, que poderiam atacar Guam e partes da costa oeste dos EUA, segundo a organização Iniciativa de Ameaça Nuclear (NTI, na sigla em inglês).

Se criar este programa exigiu investimentos sem dimensões, livrar-se dele também não será barato. Um estudo realizado pela Universidade Kookmin, em Seul, estimou que os custos diretos e indiretos seriam de cerca de 20 bilhões de dólares (cerca de 73,7 bilhões de reais): 5 bilhões de dólares para o desmantelamento de bombas e instalações; outros 5 bilhões para a construção de dois reatores nucleares para produzir eletricidade, prometidos na época pelos Estados Unidos; e 10 bilhões de dólares para despesas indiretas, como reconstruir a economia norte-coreana e reconhecer técnicos nucleares em postos civis.

Outro relatório, do Centro para Segurança Internacional e Cooperação da Universidade de Stanford e assinado por Siegfried Hecker, estima que levará pelo menos uma década para concluir o processo. Isso, se não houver obstáculos. “A política pode atrasar a desnuclearização definitiva em até quinze anos”, destacou autor.

Pyongyang assegura que deu um primeiro passo ao dinamitar seu centro de testes em Punggye-ri, ao norte de seu território, embora o site especializado 38 North considere que os danos nas entradas dos túneis sejam limitados. “Embora os procedimentos realizados pelos norte-coreanos dificultem a reutilização do local no futuro, recuperar o acesso aos túneis de teste concluídos nas áreas sul e oeste ainda pode ser possível”, diz a análise.

Mesmo sem seu programa nuclear, o exército norte-coreano tem dimensões respeitáveis. Estima-se que, com 1,1 milhão de soldados – 5% da população -, seja o quarto do mundo (atrás da China, Índia e EUA). Centenas de mísseis no território norte-coreano apontam para a Coreia do Sul.

Segundo estimativas dos Ministérios de Defesa dos EUA e da Coreia do Sul, incluídas em um relatório do Conselho de Relações Exteriores (CFR) norte-americano, a Coreia do Norte tinha, entre 2015 e 2016, mais de 1.300 aeronaves, 300 helicópteros, 430 navios de combate, 250 navios anfíbios, 70 submarinos, 4.300 tanques, 2.500 veículos blindados e 5.500 lançadores múltiplos. Embora, de acordo com as estimativas de especialistas, uma boa parte desse equipamento seja obsoleta. Sanções internacionais impediram sua modernização.

jun
12
Posted on 12-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 12-06-2018


 

Mariano, no portal de humor gráfico

 

jun
12

No país dos sovietes corporativo-sindicais

Uma das coisas mais fáceis de fazer no Brasil, além de assaltar e matar, é criar conselhos na esfera da Justiça. O sindicalismo de toga resolve criar um conselho, cria — e depois repassa aos pagadores de impostos a conta com passagens aéreas, auxiliares, uso de bens públicos, faltas ao serviço e o que mais for.

Agora há, atenção, um tal Conselho Nacional dos Procuradores-Gerais do Ministério Público dos Estados e da União — cujo presidente tomará posse no próximo dia 28, em Goiânia.

Quem é o presidente? Benedito Torres Neto, irmão de Demóstenes Torres.

É o país dos sovietes corporativo-sindicais.

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