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Pesquisa do Instituto Datafolha que foi divulgada neste domingo (10) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva segue na liderança das intenções de voto para presidente em 2018, com 30%. Em segundo também continua Jair Bolsonaro (PSL), com 17%. Marina Silva (Rede) soma 10%, Geraldo Alckmin, 6%, assim como Ciro Gomes (PDT). 

A pesquisa mostra ainda que 30% dos eleitores dizem que votariam com certeza num candidato indicado por Lula, e 17% dizem que talvez o fariam. Entretanto, 51% afirmam que o apoio do petista os levariam a rejeitar um candidato.

Lula segue na liderança das intenções de voto para presidente

O PT ainda mantém a pré-candidatura do ex-presidente Lula, mesmo ele estando preso há mais de dois meses na carceragem da Polícia Federal de Curitiba. Apesar do apoio de 30% a um candidato indicado pelo petista, os dois nomes mais cotados no PT para a empreitada, o ex-prefeito Fernando Haddad e o ex-governador Jaques Wagner não ultrapassaram 1% nessa pesquisa Datafolha.

Nessa mostra, cerca de 1/3 dos entrevistados afirmaram que Lula deveria apoiar a candidatura de seu ex-ministro Ciro Gomes (PDT), caso seja mesmo impedido pela Justiça de concorrer nas eleições presidenciais de outubro deste ano.

Num contraponto ao porcentual que um candidato pode ter neste pleito, caso tenha o apoio do petista, o Datafolha mostra que uma indicação do presidente Michel Temer (MDB) levaria 92% dos eleitores a não votarem em um candidato. Já o apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) levaria 65% dos eleitores a rejeitarem um candidato.

A mais recente pesquisa Datafolha, realizada entre os dias 6 (quarta-feira) e 7 (quinta-feira) deste mês, teve como base 2.824 entrevistas em 174 municípios em todos os Estados do País, mais Distrito Federal. A margem de erro é de 2 pontos porcentuais para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob número BR-05110/2018.

VEJAM OS RESULTADOS

Cenário 1 (Se Lula for candidato)

Lula (PT): 30%

Jair Bolsonaro (PSL): 17%

Marina Silva (Rede): 10%

Geraldo Alckmin (PSDB): 6%

Ciro Gomes (PDT): 6%

Alvaro Dias (Podemos): 4%

Manuela D’Ávila (PC do B): oscila entre 1% e 2%

Rodrigo Maia (DEM): oscila entre 1% e 2%

Aldo Rebelo (SDD): oscila entre 0% e 1%

Fernando Collor de Mello (PTC): oscila entre 0% e 1%

Flávio Rocha (PRB): oscila entre 0% e 1%

Guilherme Afif Domingos (PSD): oscila entre 0% e 1%

Guilherme Boulos (PSOL): oscila entre 0% e 1%

Henrique Meirelles (MDB): oscila entre 0% e 1%

João Amoêdo (Novo): oscila entre 0% e 1%

João Goulart Filho (PPL): oscila entre 0% e 1%

Josué Alencar (PR): oscila entre 0% e 1%

Levy Fidelix (PRTB): oscila entre 0% e 1%

Paulo Rabello de Castro (PSC): não alcança 1% em nenhum cenário

Sem candidato: 21%

Cenário 2 (Se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula)

Jair Bolsonaro (PSL): 19%

Marina Silva (Rede): 15%

Ciro Gomes (PDT): 10%

Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

Alvaro Dias (Podemos): 4%

Fernando Haddad (PT): 1%

Sem candidato: 33%

Cenário 3 (Se o PT lançar Jaques Wagner no lugar de Lula)

Jair Bolsonaro (PSL): 19%

Marina Silva (Rede): 14%

Ciro Gomes (PDT): 10%

Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

Alvaro Dias (Podemos): 4%

Jaques Wagner (PT): 1%

Sem candidato: 33%

Cenário 4 (Se o PT ficar fora da eleição):

Jair Bolsonaro (PSL): 19%

Marina Silva (Rede): 15%

Ciro Gomes (PDT): 11%

Geraldo Alckmin (PSDB): 7%

Alvaro Dias (Podemos): 4%

Sem candidato: 34%

Cenário 1 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

Lula (PT): 49%

Jair Bolsonaro (PSL): 32%

Branco/nulo: 17%

Não sabe: 1%

Cenário 2 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

Lula (PT): 49%

Alckmin (PSDB): 27%

Em branco/Nulo: 22%

Não sabe: 1%

Cenário 3 (se Lula for candidato e chegar ao 2º turno):

Lula (PT): 46%

Marina (Rede): 31%

Em branco/Nulo: 21%

Não sabe: 1%

Cenário 4 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):

Alckmin (PSDB): 36%

Haddad (PT): 20%

Em branco/Nulo: 40%

Não sabe: 4%

Cenário 5 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):

Bolsonaro (PSL): 36%

Haddad (PT): 27%

Em branco/Nulo: 34%

Não sabe: 3%

Cenário 6 (se o PT lançar Fernando Haddad no lugar de Lula):

Ciro (PDT): 38%

Haddad (PT): 19%

Em branco/Nulo: 38%

Não sabe: 4%

Cenário 7 (Sem Lula)

Ciro (PDT): 32%

Alckmin (PSDBB): 31%

Em branco/Nulo: 34%

Não sabe: 3%

Cenário 8 (Sem Lula)

Marina (Rede): 42%

Alckmin (PSDB): 27%

Em branco/Nulo: 29%

Não sabe: 2%

Cenário 9 (Sem Lula)

Alckmin (PSDB): 33%

Bolsonaro (PSL): 33%

Em branco/Nulo: 32%

Não sabe: 3%

Cenário 10 (sem Lula)

Marina (Rede): 42%

Bolsonaro (PSL): 32%

Em branco/Nulo: 24%

Não sabe: 2%

Cenário 11 (sem Lula)

Ciro (PDT): 36%

Bolsonaro (PSL): 34%

Em branco/Nulo: 28%

Não sabe: 3%

Cenário 12 (sem Lula)

Marina (Rede): 41%

Ciro (PDT): 29%

Em branco/Nulo: 28%

Não sabe: 2%

Influência

30% dizem que votariam em candidato indicado por Lula.

17% dizem que ‘talvez’ votariam em candidato indicado por Lula

51% dizem que rejeitariam em candidato indicado por Lula

65% dizem que rejeitariam candidato indicado por Fernando Henrique Cardoso

92% dizem que rejeitariam candidato indicado por Michel Temer

Dois mestres ~imortais da sanfona, do baião, do forro e do melhor e mais alegre e popular da música brasileira. Viva!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

 

 

 

 

 

 

 

 

jun
11
Posted on 11-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-06-2018
Nova York

Anthony Bourdain se transformou numa estrela planetária graças a sua atitude rebelde, suas viagens e, sobretudo, pela sua paixão pela comida. A última imagem que postou na sua conta no Instagram é a de um prato típico da Alsácia, na qual se veem duas salsichas, duas peças de toucinho e um corte de porco curado repousando sobre um leito de chucrute, com uma mensagem em que se lê “almoço leve”.

Essa imagem de aventureiro, que através das tradições culinárias ajudou a descobrir a humanidade, é a imagem que celebram as grandes cadeias de televisão nos Estados Unidos para lhe render tributo. “Muitos dos que o assistiam sentirão também que perderam um amigo”, dizia Anderson Cooper em seu programa AC 360, transmitido pela CNN. O canal de notícias foi sua casa nos últimos cinco anos.

O prato que imortalizou na sua agenda virtual dias antes de tirar a própria vida é típico da região onde Bourdain estava filmado um novo episódio de Parts Unknown. A sétima temporada estreou em maio. A comida é o legado que deixa o chef estrela, que muito antes de se converter em um contador de histórias começou sua carreira lavando pratos numa cozinha em Nova Jersey. Tinha 13 anos.

O fenômeno Bourdain começou há duas décadas com um artigo que escreveu na revista New Yorker sob o título “Não coma antes de ler isto”. Foi a semente do livro Kitchen Confidential, no qual contava sobre os recantos mais escondidos das cozinhas na cidade dos arranha-céus. Virou rapidamente um sucesso de vendas. Daí começou a apresentar A Cook´s Tour para a rede Food Network, título que estava inspirado em seu segundo livro.

Foi contratado depois pelo Travel Channel, que o lançou ao estrelato com No Reservations. The Smithsonian o elevou à categoria de estrela do rock ao vê-lo, pela sua atitude, como o Elvis dos cozinheiros. Por esse programa foi premiado com dois prêmios Emmy. A CNN o contratou em 2013. “Muitos de vocês, como muitos de nós, sentimos um amplo leque de emoções: choque, tristeza, confusão”, dizia emocionado Cooper. 

Bourdain utilizou a crítica gastronômica como um canal para ajudar a audiência a viajar pelo mundo e explorar a humanidade através suas comidas. A televisão serviu-lhe também para fazer uma defesa das populações marginalizadas e denunciar as condições trabalhistas que se vivem nas cozinhas. “As pessoas me confundem. A comida, não”, confessou em seu primeiro livro, no qual revelou sua paixão pela carne. Isso o levou a ser reconhecido dentro e fora da indústria.

O chef nova-iorquino forjou a imagem de livre pensador, hedonista e humanista. Também não ocultou os problemas que teve por abusar das drogas. Anthony Bourdain, duas vezes divorciado, apoiou além disso a sua namorada, a atriz Ásia Argento, em sua cruzada contra o ex-produtor de cinema Harvey Weinstein, a quem ela acusou de tê-la violentado. A promotoria confirmou que ele faleceu por enforcamento. A prova toxicológica deve decifrar se ele consumiu alguma substância.

O programa de Bourdain era transmitido aos domingos pela noite nos EUA. Privilegiava o encontro com os locais e os sabores das regiões que visitava, afastadas dos turistas, em contraste ao requinte e à estética. Nunca viajava sem seu quimono de jiu-jitsu e entre suas causas era muito perseverante contra o assédio sexual nos restaurantes. Também era um grande defensor dos imigrantes, com ou sem documentos, especialmente dos latinos que trabalham nas cozinhas.

Bourdain dizia que o principal motivo que tinha para viver era sua filha Ariana, de 11 anos. Mas nas entrevistas mais recentes mostrava uma parte sombria por seu antigo vício em heroína e inclusive comentou que já havia pensado em suicídio após ver tudo o que já havia feito na vida. Mas em seguida retificou a mensagem e declarou-se “razoavelmente contente”. Também disse que morreria trabalhando, porque não tinha intenção de se aposentar. “Sou demasiado neurótico”, admitiu.

jun
11
Posted on 11-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-06-2018
random image
Aroeira, no jornal O Dia (RJ)

A assessoria de imprensa do Ministério das Relações Exteriores enviou a O Antagonista a seguinte nota sobre a matéria do Metrópoles repercutida neste site:

“Com relação à matéria postada em O Antagonista sobre a recente visita do Ministro das Relações à Ásia, são prestados os seguintes esclarecimentos.

A participação da Senhora Gisele Sayeg na viagem não gerou custo para o Erário, e não há impedimento legal à sua participação. Os hotéis são compatíveis com o nível de representação de uma visita ministerial. Em algumas capitais, a hospedagem do ministro foi custeada pelo país anfitrião.

O périplo por sete países da Ásia (China, Coreia do Sul, Indonésia, Japão, Singapura, Tailândia e Vietnã) visou a explorar o enorme potencial inexplorado nas relações do Brasil com a região. A viagem busca recuperar o tempo perdido, colocando a Ásia no centro da política externa brasileira. Alguns dos países visitados não eram visitados por chanceleres brasileiros há quase duas décadas.

Há várias oportunidades na região como um todo, em particular o sudeste asiático. Um Brasil competitivo, inserido nas cadeias globais de valor, com uma forte base na economia do conhecimento, passa obrigatoriamente por um aprofundamento das relações com a Ásia e o aproveitamento das oportunidades econômico-comerciais e tecnológicas que o continente oferece.  Já são conhecidos os volumes de nosso comércio com China (1o parceiro do Brasil), Japão (6o parceiro) ou Coreia do Sul (9o parceiro). Menos conhecido do público é o potencial da aproximação com membros da Associação de Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), bloco formado por dez países. Em conjunto, a ASEAN foi, em 2017, o 4º principal parceiro do Brasil (intercâmbio de US$ 18,5 bilhões).

Exemplo da volta do Brasil ao jogo global foi o lançamento, em Seul, das negociações do acordo Mercosul-Coreia do Sul, que ajudará a ampliar as relações com um grande investidor no Brasil. No Japão, foi nítido o interesse da confederação empresarial KEIDANREN em um futuro acordo com o MERCOSUL e no relacionamento mais estreito com o Brasil.

Durante a visita, o Ministro levou a mensagem de que o Brasil oferece condições propícias para o comércio e os investimentos. A visita também se integra na estratégia de abertura de novas frentes negociadoras do Mercosul, com o objetivo de tornar-se plataforma para a inserção competitiva de seus membros na economia global, e atrair investimentos de empresas asiáticas. O Ministro transmitiu estas mensagens nos diversos encontros que manteve com autoridades e empresários nos sete países visitados.

Os governos e comunidades empresariais com os quais o Ministro Aloyiso Nunes Ferreira teve contato demonstraram enorme interesse nas relações com o Brasil e o MERCOSUL. Empresários japoneses, sul-coreanos, chineses e singapurenses com os quais o Ministro conversou manifestaram confiança na economia brasileira e disposição concreta de fazer investimentos de longo prazo no Brasil.

Em Singapura, foi assinado um acordo para eliminar dupla tributação, o que é fundamental, pois parte significativa das exportações brasileiras com esse país são do tipo intra-firma, e de alto valor agregado. O Ministro também teve reuniões com fundos de investimento sobre a ampliação de seus portfolios, não apenas em setores tradicionais, como infraestrutura, mas também em empresas inovadoras. Instrumentos sobre cooperação técnica e isenção de vistos foram firmados em Jacarta. Em Hanói, estabelecemos colaboração no treinamento diplomático e entre centros de estudos. Em Bangkok, a ênfase foi no comércio agrícola e cooperação em defesa. Em todos os países, foram exploradas oportunidades de cooperação em áreas prioritárias para o desenvolvimento nacional, tais como ciência, tecnologia, inovação e educação. A região oferece imenso reservatório de boas práticas que podem ser aproveitadas nessas e outras áreas”.

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