jun
09
São Paulo
Maria Esther Bueno carrega, em São Paulo, a tocha olímpica em São Paulo.
Maria Esther Bueno carrega, em São Paulo, a tocha olímpica em São Paulo. Sebastião Moreira EFE

A ex-tenista brasileira Maria Esther Bueno, considerada a maior tenista brasileira de todos os tempos, morreu nesta sexta-feira, aos 78 anos de idade, vítima de complicações de um câncer na boca. Maria Esther estava internada no Hospital 9 de julho, em São Paulo, onde seu estado clínico era considerado grave desde o início da semana.

Profissional durante as décadas de 1950 e 1960, Maria Esther Bueno foi número 1 do ranking mundial em quatro anos (1959, 1960, 1964 e 1966) e venceu três vezes Wimbledon (1959, 1960 e 1964) e quatro vezes o US Open (1959, 1963, 1964 e 1966) em torneios simples, além do Aberto do Austrália (1960), Roland Garros (1960), cinco vezes Wimbledon (1958, 1960, 1963, 1965 e 1966) e quatro vezes o US Open (1960, 1962, 1966 e 1968) jogando em duplas. Foi, também, medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de São Paulo, em 1963. Ao todo, foram 589 títulos na carreira, que lhe renderam a entrada para o hall da fama do tênis em 1978.

Entrevista ao canal Esporte Ponto Final.

O maior orgulho da tenista apelidada de bailarina pelo jogo rápido, preciso e elegante eram as vitórias em Wimbledon, o torneio que considerava o mais emblemático. “Fui recebida pelo papa, conheci a princesa Diana, os dois príncipes… A gente jogava realmente pela honra, pela vontade de ser o melhor, ser reconhecido. Sou citada em todos os livros de tênis como uma das melhores da história. Para mim, é uma vitória pessoal muito grande, ainda mais por ser mulher, porque é mais difícil, e por ser brasileira”, contou em 2015 em entrevista concedida ao canal do YouTube Esporte Ponto Final.

Maria Esther Bueno comentava tênis no canal fechado SporTV desde 2006.

Com agências internacionais

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