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“Operação” da PM baiana em Santo Antonio Além do Carmo: truculência
do tempo das cavernas.

 

ARTIGO DA SEMANA

Bate cabeça em Brasília, Salvador da novela e a  Bahia de fato

Vitor Hugo Soares

Graves dias juninos de bate cabeça em Brasília, enquanto criminosas fogueiras de ônibus se propagam em Minas Gerais, facções de bandidos no Nordeste ordenam  ataques nas ruas de Natal (RN). A PM baiana espanca jovem e arrasta mulher grávida (ambos “pretos e pobres quase brancos tratados como pretos” dos versos de “Haiti”, sobre o Pelô. A gestante, cruel e covardemente puxada pelos cabelos no meio da praça repleta de gente em dia de domingo, durante “operação” repressiva no ponto histórico da capital.

Aviltamento explícito, mostrado em rede nacional,  no mesmo espaço das imagens deslumbrantes de “Segundo Sol”, o folhetim das nove, na TV.
Uma semana de inquietações a granel também  no resto do País. No Rio, Manaus, São Paulo (neste  caso, não só na estrada de Santos, do porto maior das dores de cabeça do mandatário Michel Temer (MDB), mas também dos sérios aperreios políticos e morais tucanos, que não poupam maiorais do porte de Geraldo Alckmin, José Serra e FHC. Da procissão de petistas à cela de Lula, em Curitiba, na espera de um sinal de desistência da teimosia do chefe na tentativa improvável de voltar a mandar no  Palácio do Planalto, ou de um aceno de apoio providencial nas eleições que se aproximam. Missa e pregação louvatórias do preso.

Mas moro em Salvador, do Santo Antonio Além do Carmo, solene, encantador e pacato bairro residencial, que voltou ao foco dos olhares e da atenção do País. Para o bem e para o mal. Na Cidade da Bahia de todos os santos e de quase todos os pecados, cenário de sonhos  de “Segundo Sol”, a novela que já chegou carregada de polêmicas e de faíscas (como é própria de terra que sempre gostou de namorar o fogo). Mundo de contrastes e segredos insondáveis, mesmo para quem sempre viveu aqui.

Da topografia de imagens esplêndidas. Dos personagens mais imprevisíveis e insólitos, mesmo quando representados, em sua maioria, por “gente branca de fora”, motivo de ácidas críticas da primeira fase do folhetim do horário nobre, ao lado da “Roma negra”, submersa, escondida e quase invisível, no início da história do lendário artista do Axé, Beto Falcão, personagem central do folhetim de João Emanoel Carneiro, dirigida por Denis Carvalho. Não por acaso, diga-se, o casarão onde mora a emblemática família de Beto, fica no Santo Antonio.

O que importa aqui, no entanto, é o registro jornalístico de que, no Além do Carmo, o País viu pela televisão, esta semana, um retrato sem retoques da Bahia de fato, da vida real. Face mais brutal, violenta, feia e desumana da cidade amada de tanta gente, dentro e fora do Brasil. Cenas brutai que lembram tempos das cavernas, em  imagens reveladoras, colhidas no momento exato da ação truculenta de agentes da PM baiana, filmada por populares e mostrada depois nos noticiários da TV local e no JN, na segunda-feira, minutos antes de novo capítulo de “Segundo Sol” entrar no ar.
As imagens falam por si, mas perguntar é preciso: que polícia e que Bahia é essa? Responda quem souber.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br

Beleza de composição de Hime!!! Impecável interpretação de Leila!!!

Viva a música brasileira!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

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CINEMA/ PRIMEIRA CRÍTICA

 

Gala do Festival Varilux em Salvador

 

    Lucia Jacobina 

CINEMA/ PRIMEIRA CRÍTICA

 

Este ano, Salvador foi escolhida como a primeira cidade brasileira a estrear o Festival Varilux do Cinema Francês, trazendo as películas para a mostra acompanhadas de alguns de seus diretores e principais atores, o que aguçou a curiosidade e propiciou uma convivência com o mundo cinematográfico muito enriquecedora para os admiradores da sétima arte.

Na última segunda-feira, dia 04 de junho, o representante da Varilux no Brasil, o sr. Christian Boudier e uma delegação composta pelos diretores Nabil Ayouche e a atriz principal Miryam Touzani, do filme “Primavera em Casablanca”; o diretor Yannick Renier e a atriz ZitaHanrot, do filme “Carnívoras”; o diretor Fabien Gorgeat, do filme” O Poder de Diane”; e o ator Finnegan Oldfield de “Marvin”, aqui estiveram não somente para abrilhantar o importante evento, como também para debater com a platéia, após a exibição dessas quatro películas.

A passagem por Salvador dessa plêiade de artistas e diretores franceses, antes restrita ao do Rio de Janeiro e São Paulo, é muito bem-vinda, pela coincidência com o aniversário de 45 anos da Aliança Francesa, cuja comemoração ocorre este ano, tal como foi salientado pelo diretor da entidade, o sr. Mamadou Gaye.

Apesar de ter sido início de semana, a noite de abertura congregou nas dependências do Cine Glauber Rocha um expressivo número de convidados que incluiu cineastas locais, inclusive o francês Bernard Attal, radicado em nossa capital, artistas, jornalistas, cinéfilos franceses e baianos que têm nessas ocasiões uma oportunidade de assistir a filmes preocupados em apresentar o cotidiano do mundo francófono, na linha estabelecida pelo cinema europeu, de fugir dos efeitos especiais e do fantástico que caracterizam as produções hollywoodianas feitas para o público infanto-juvenil.

Essa mostra vem atender justamente ao público saudoso dos grandes mestres do cinema que estabeleceram com sua câmera uma linguagem peculiar responsável por agregar à indústria cinematográfica seu status de arte independente.

Finalmente o público poderá assistir, a partir de 07 a 20 deste mês de junho, a uma programação especial aberta ao público e que será exibida no próprio Cine Itau Glauber Rocha, onde se deu a estreia, e também no Circuito Sala de Arte, que engloba o Cinema da Ufba, o Cinema do Museu e o Cine PaseoItaigara.

Essa iniciativa conta com o patrocínio de várias entidades francesas e brasileiras, entre as quais se incluem a Aliança Francesa de Salvador e o Consulado Honorário da França na Bahia.

Agora é só prestar atenção à programação diária de cada sala para não perder a oportunidade de assistir aos filmes.

Lúcia Leão Jacobina Mesquita é ensaísta e autora de “Aventura da Palavra”.

 

São Paulo
Maria Esther Bueno carrega, em São Paulo, a tocha olímpica em São Paulo.
Maria Esther Bueno carrega, em São Paulo, a tocha olímpica em São Paulo. Sebastião Moreira EFE

A ex-tenista brasileira Maria Esther Bueno, considerada a maior tenista brasileira de todos os tempos, morreu nesta sexta-feira, aos 78 anos de idade, vítima de complicações de um câncer na boca. Maria Esther estava internada no Hospital 9 de julho, em São Paulo, onde seu estado clínico era considerado grave desde o início da semana.

Profissional durante as décadas de 1950 e 1960, Maria Esther Bueno foi número 1 do ranking mundial em quatro anos (1959, 1960, 1964 e 1966) e venceu três vezes Wimbledon (1959, 1960 e 1964) e quatro vezes o US Open (1959, 1963, 1964 e 1966) em torneios simples, além do Aberto do Austrália (1960), Roland Garros (1960), cinco vezes Wimbledon (1958, 1960, 1963, 1965 e 1966) e quatro vezes o US Open (1960, 1962, 1966 e 1968) jogando em duplas. Foi, também, medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de São Paulo, em 1963. Ao todo, foram 589 títulos na carreira, que lhe renderam a entrada para o hall da fama do tênis em 1978.

Entrevista ao canal Esporte Ponto Final.

O maior orgulho da tenista apelidada de bailarina pelo jogo rápido, preciso e elegante eram as vitórias em Wimbledon, o torneio que considerava o mais emblemático. “Fui recebida pelo papa, conheci a princesa Diana, os dois príncipes… A gente jogava realmente pela honra, pela vontade de ser o melhor, ser reconhecido. Sou citada em todos os livros de tênis como uma das melhores da história. Para mim, é uma vitória pessoal muito grande, ainda mais por ser mulher, porque é mais difícil, e por ser brasileira”, contou em 2015 em entrevista concedida ao canal do YouTube Esporte Ponto Final.

Maria Esther Bueno comentava tênis no canal fechado SporTV desde 2006.

Com agências internacionais

Por Mariana Oliveira, TV Globo, Brasília

 

A senadora Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil) A senadora Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

A senadora Gleisi Hoffmann e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil)

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal, liberou nesta sexta-feira (8) para julgamento a ação penal que decidirá se a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e o ex-ministro Paulo Bernardo serão condenados ou absolvidos na Operação Lava Jato.

Celso de Mello é o revisor da Lava Jato no STF. O julgamento da ação será pela Segunda Turma da Corte (leia detalhes mais abaixo).

Caberá ao presidente da Turma, ministro Ricardo Lewandoski, marcar a data do julgamento. Também será julgado o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, ligado ao casal.

Segundo a acusação, os três, “agindo de modo livre, consciente e voluntário”, pediram e receberam R$ 1 milhão desviados do esquema de corrupção que atuava na Petrobras.

O dinheiro, de acordo com o Ministério Público, teria sido direcionado para campanha eleitoral de Gleisi em quatro parcelas de R$ 250 mil.

O repasse teria sido realizado, ainda segundo a Procuradoria Geral da República (PGR), através de empresas de fachada do doleiro Alberto Youssef contratadas pela Petrobras a firmas de Rodrigues.

A PGR afirma, ainda, que os recursos foram liberados pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa, cujo objetivo seria obter apoio político de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo para se manter no cargo.

Versões

À época em que Gleisi e Paulo Bernardo se tornaram réus no Supremo, a defesa da senadora negou os crimes e apontou supostas divergências entre as declarações de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef nas delações premiadas, especialmente em relação ao modo como o dinheiro teria sido repassado.

A defesa de Paulo Bernardo também rebateu a acusação, alegando que não teria sido provada interferência do ex-ministro para manter Paulo Roberto no cargo de diretor na Petrobras.

Segunda Turma

O relator da Lava Jato, Luiz Edson Fachin, liberou a ação para revisão em fevereiro.

Como as pautas das sessões da Segunda Turma de junho ainda não estão definidas, o julgamento pode ocorrer ainda neste semestre.

Participarão do julgamento:

  • Edson Fachin;
  • Celso de Mello;
  • Ricardo Lewandowski;
  • Gilmar Mendes;
  • Dias Toffoli.

Condenação na Lava Jato

Em maio, a Segunda Turma condenou o primeiro parlamentar com foro na Lava Jato, o deputado Nelson Meurer (PP-PR).

Ele foi condenado a uma pena de 13 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Atualmente, 13 parlamentares são réus na Lava Jato e seus desdobramentos, sendo seis senadores e sete deputados.

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09
Posted on 09-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 09-06-2018
 

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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 6ª- feira 08/06/2018

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Genildo, no portal de humor gráfico A Charge Online

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DO BLOG O ANTAGONISTA

 

Messer usou mulher, filho e até empregada para lavar dinheiro

Na denúncia da Operação Câmbio, Desligo, apresentada ontem, o MPF mostra que o megadoleiro Dario Messer lavou dezenas de milhões em nome da mulher Rosane, do filho Dan Messer e até da secretária Elsa Filomena.

Divina e Luzimar, duas empregadas da família, também foram usadas para recolher dinheiro ilícito.

Os procuradores estão atentos, especialmente, ao papel de Rosane no esquema.

A mulher do doleiro foi declarada judicialmente ‘incapaz’ após ser presa na Operação Sexta-feira Treze. Mas pode voltar para a cadeia, se ficar provado que continuou atuando posteriormente.

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