Resultado de imagem para FHC: quem não tem cão...

FHC em São Paulo: entre cão e gato…

Resultado de imagem para Rui Costa com Wagner inaugura Policlinica em Feira de Santana

…e Wagner, na inauguração de Policlínica 
em Feira: sobre corruptos e gringos.

ARTIGO DA SEMANA

 

Os gatos de FHC, os corruptos de Wagner: comparações desastrosas

Vitor Hugo Soares
“A melhor maneira de você piorar um erro é tentar desculpá-lo”. A memória – que faz de nós o que somos, pois “sem memória não somos nada”, na sábia avaliação do cineasta Luiz Buñuel em seu livro “Meu Último Suspiro” – não me ajuda agora a lembrar o nome do autor do pensamento inicial deste artigo. Seja quem for, merece aplausos: acertou na mosca! Nesta perigosa travessia de maio insurgente para junho de todas as fogueiras no Brasil (incluindo as das vaidades), não é preciso ir longe para comprovar o acerto da frase. Basta lembrar o que falaram ultimamente o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – o mais emplumado de todos os tucanos – e Jaques Wagner (PT) – o “galego” ex-ministro de Lula e Dilma, ex-governador da Bahia – enrolado na Lava Jato, mas ainda a aposta de alguns, no caso de um freio de arrumação, que leve ao chamado Plano B do petismo para as eleições deste ano.

FHC, homem de Estado e pensador político acadêmico, notório liberal, que andava na busca do “novo” ( um deles o outsider animador de TV. Luciano Huck )  jogou a toalha. Dia 28, em palestra, o veterano tucano amansou o trino. “Acho que precisa do novo. Mas cadê o novo? Como é que faz?. Quem não tem cão caça com gato. Tem que ver desses qual é o melhor”, arrematou, sem nominar nenhum dos felinos disponíveis na praça.
 
Wagner, ex-dirigente e agitador sindical do Polo Petroquímico de Camaçari, deu justificativas bem piores e rasteiras, ao desculpar os seus, e jogar nas costas do mandatário da vez, Michel Temer, e do presidente da Petrobras, Pedro Parente, abatido pelas pressões nesta sexta-feira,  toda a culpa pela greve dos caminhoneiros que abalou o País. No ato de inauguração de uma Policlínica em Feira de Santana, que virou comício eleitoral, o “galego” afirmou: “A crise do País é uma conseqüência do desastre da política de preços da Petrobras que eu, sinceramente, só consigo enxergar um motivo: a destruição da companhia para vender (…). Pior do que a corrupção é a entrega do nosso patrimônio aos gringos”.

Atualmente, o galego é só ex-secretário de estado na gestão do afilhado político Rui Costa. Postula uma das duas vagas baianas ao Senado. Daí advém seu desassossego. Precisa bater tambor e fazer barulho, mesmo na base de declarações sem princípios, impróprias e lamentáveis. Informe-se ainda, sobre a estranha pesquisa do Instituto Paraná divulgada esta semana. Na relação de nomes postos como opção na cartela para o Senado, o da senadora do PSB, Lídice da Mata, foi simplesmente suprimido, na lata, sem explicações. No lugar, foi ofertado o nome do presidente da Assembléia, Ângelo Coronel, mesmo sendo Lídice “antiga companheira” (do agrado de Wagner e Gleisi Hoffmann, mandatária nacional do PT, mas sem a confiança de Rui Costa.

Resultado: Wagner ficou na primeira colocação (47, 2%). No segundo lugar, no entanto, aparece com a mão na segunda vaga o deputado do PSDB, Jutahy Magalhães (22,9%), parlamentar de peso político histórico, disparado na frente de Coronel, E o barco governista das “favas contadas” na Bahia começa a fazer água antes da campanha eleitoral começar para valer. O bafafá está formado nas hostes governistas do estado. Penas e pedradas voam agora para todo lado.

No plano nacional, jogar gatos e corruptos no meio deste furdunço, digno da novela “Terceiro Sol”, só pode piorar tudo. A conferir.

Vitor Hugo Soares é jornalista, editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor_soares1@terra.com.br          

 

Lampião Falou

Luiz Gonzaga

Eu não sei porque cheguei
Mas sei tudo quanto fiz
Maltratei fui maltratado
Não fui bom, não fui feliz
Não fiz tudo quanto falam
Não sou o que o povo dizQual o bom entre vocês?
De vocês, qual o direito?
Onde esta o homem bom?
Qual o homem de respeito?
De cabo a rabo na vida
Não tem um homem perfeito } bisAos 28 de julho
Eu passei por outro lado
Foi no ano 38
Dizem que fui baleado
E falam noutra versão
Que eu fui envenenadoSergipe, Fazenda Angico
Meus crimes se terminaram
O criminoso era eu
E os santinhos me mataram
Um lampião se apagou
Outros lampiões ficaram } bisO cangaço continua
De gravata e jaquetão
Sem usar chapéu de couro
Sem bacamarte na mão
E matando muito mais
Tá cheio de lampião
E matando muito mais
Tá assim de lampião
E matando muito mais

Na cidade e no sertão
E matando muito mais
Tá sobrando Lampião

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Eterno Luiz Gonzaga

Música, letra e interpretação para ouvir e pensar.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

Do Jornal do Brasil

 

A Federação Única dos Petroleiros (FUP), que representa parte dos empregados da Petrobras, divulgou um vídeo no qual o coordenador geral da entidade, José Maria Rangel, comemora o pedido de demissão de Pedro Parente da presidência da petroleira.

“As manifestações dos caminhoneiros, dos verdadeiros caminhoneiros, e dos petroleiros conseguiram desnudar a fama de bom gestor do Pedro Parente. Ele foi causador do segundo apagão do País, que prejudicou imensamente a população brasileira, a sua política entreguista, a sua política de só olhar o mercado financeiro”, declarou Rangel, no vídeo.

Os petroleiros da estatal iniciaram uma greve de 72 horas à zero hora de quarta-feira, 30, mas o movimento perdeu força e praticamente foi encerrado no dia seguinte. Em nota, a FUP orientou sindicatos filiados a suspender a paralisação, acusando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) de “criminalizar” o movimento sindical.

O TST considerou a greve ilegal e determinou a aplicação de multa diária de R$ 500 mil em caso de descumprimento, posteriormente elevada para R$ 2 milhões. No início da tarde desta quinta-feira, 31, a Petrobras divulgou, em nota, que os empregados tinham voltado ao trabalho em 95% das unidades.

jun
02
Pedro Parente pede demissão da Petrobras
MAURO PIMENTEL AFP
DO EL PAIS
 

Dias antes de deixar a presidência da Petrobras, Pedro Parente autorizou um novo reajuste no preço da gasolina na quarta-feira. Era a continuidade de uma política instituída em julho do ano passado, de oscilação dos valores dos combustíveis de acordo com o mercado internacional. Foi também um teste. O aumento apenas três dias depois que o Governo Michel Temer determinara o congelamento do diesel por 60 dias, pressionado pelos caminhoneiros, era também uma pergunta: ele continuaria tendo carta branca de Temer para seguir sem interferências políticas com as regras para os demais combustíveis ou elas teriam ficado politicamente insustentáveis?

A resposta que Parente se deu veio nesta sexta, quando ele entregou sua carta de demissão e se descreveu como um “empecilho” para as discussões dos rumos da Petrobras e da política de preços, fazendo as ações caírem quase 15% em apenas um dia – se somando às demais quedas durante os dez dias de paralisação dos caminhoneiros. Tudo isso mergulha a empresa, a maior companhia do Brasil e que se começava a se despedir de quatro anos de maus resultados, em um mar de incertezas capaz de contaminar até a lenta recuperação econômica do país a apenas quatro meses das eleições presidenciais.

 

Parente deixou a Petrobras e, junto, reforçou incertezas no mercado que não devem ir embora tão cedo. O Conselho de Administração da estatal nomeou como CEO interino Ivan Monteiro, diretor-executivo da Área Financeira e de Relacionamento com Investidores da estatal. Momentos depois, Michel Temer, representando o Estado que é o acionista majoritário da Petrobras, fez um pronunciamento em Brasília para dizer que Monteiro era seu escolhido para permanecer no cargo, numa corrida para tentar minimizar a saída de Parente o quanto antes. Mais: apesar de já ter mudado na ponta a política para o diesel e de ter feito declarações dúbias a respeito, Temer fez questão de repetir publicamente que a política de preços flutuantes dos demais combustíveis está mantida.

Monteiro, a princípio, preenche os requisitos exigidos pelo antecessor. Em sua carta de demissão, enviada ao presidente Temer nesta sexta-feira, Parente havia pedido: “Permita-me, senhor presidente, registrar a minha sugestão de que, para continuar com essa histórica contribuição para a empresa – que foi nesse momento gerida sem qualquer intervenção política – vossa excelência se apoie nas regras corporativas, que tanto foram aperfeiçoadas nesses dois anos”, escreveu. Ivan Monteiro chegou à empresa em 2015, junto com o então presidente Aldemir Bendine, agora preso pela Operação Lava Jato. Parente quando chegou à estatal em 2016 decidiu mantê-lo no cargo estratégico, no que foi lido como um endosso do perfil técnico dele.

Pressão política segue

Apesar das declarações e da unção de Monteiro, as dúvidas permanecem porque a pressão para mudar o esquema do preço da gasolina segue vindo de todos os lados – em Brasília, do PT ao PSDB e ao presidente do Senado – e nas ruas. A principal crítica, que foi um dos estopins da greve dos caminhoneiros, é a grande oscilação e a falta de previsibilidade. Desde julho de 2017, o valor nas refinarias varia de acordo com o preço do barril e do dólar, uma inédita transmissão da cotação internacional. Se já causava desconforto, o problema explodiu de vez entre abril e maio, quando o preço do barril do petróleo voltou a subir, chegando agora a quase 80 dólares, algo que não ocorria há mais de três anos.

“A apropriação da Petrobras levou-a a exagerar na dose. Quando você se excede na dose, o remédio pode virar veneno. Os reajustes diários, desorganizando o dia a dia, gerou insatisfação”, disse o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), em debate no Senado com o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, na terça. “A Petrobras foi arrogante, indiferente às circunstâncias”, disse. Do outro lado, na bancada do PT, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN), dizia que “a política de preços adotada pelo governo Temer e pela gestão de Pedro Parente à frente da Petrobras não desprezou somente a realidade do transporte de cargas em nosso país, como também a realidade de milhões de brasileiros, que dependem da gasolina para se locomover e do gás de cozinha, para cozinhas os alimentos que as famílias consomem”. A imprensa dá conta que a insatisfação com a Petrobras abrange até pessoas muito próximas de Temer, como o ministro das Minas e Energia, Wellington Moreira Franco.

“A política de preço é importante, mas não dá para saber agora se o Governo vai manter”, avalia o economista André Perfeito. Ele frisa que a nova crise na estatal apenas coroa a má fase da economia e do próprio Governo. “O Banco Central não cortou a Selic na última reunião, a Eletrobras deixou de ser privatizada… Tudo isso em conjunto gera um mal-estar”, diz o economista. “A demissão de Parente vem para coroar esse momento. Se fosse só ele, estava até que tudo bem”.

A greve dos caminhoneiros foi tão devastadora e o peso da Petrobras é tamanho na economia brasileira que é difícil que os dois fatores não abalem o resultado do PIB brasileiro, como também o câmbio e até as eleições, prevê o economista. Isso em um momento em que a Petrobras surfava em uma boa onda, pela primeira vez em quase quatro anos. No último dia 10, a companhia havia retomado o posto da maior empresa brasileira de capital aberto, em meio à valorização das suas ações, fruto da alta nos preços do petróleo, e da divulgação do crescimento do lucro no primeiro trimestre deste ano.

No meio do furacão eleitoral

Seja como for, qualquer decisão de Temer sobre a Petrobras tem data de validade: dezembro de 2018. As decisões de maior longo prazo vão ficar nas mãos do próximo presidente. Assim como em 2014, mais uma vez a Petrobras está no olho do furacão destas eleições. Se naquela época, a estatal era o alvo dos presidenciáveis depois dos casos de corrupção desvendados pela Operação Lava Jato, agora a empresa tenta se reerguer tomando decisões impopulares. E os presidenciáveis sabem muito bem disso. Logo após a demissão de Parente, Geraldo Alckmin (PSDB), publicou em sua conta no Twitter que “precisamos definir uma política de preços de combustíveis que, preservando a empresa, proteja os consumidores”. Considerando que o ex-presidente da Petrobras é um quadro próximo dos tucanos (foi ministro da Casa Civil de Fernando Henrique Cardoso) e que Alckmin é o que representa a defesa de uma bandeira econômica liberal na disputa, a crítica toma ainda mais relevância.

Em vídeo publicado no Facebook, o pré-candidato Ciro Gomes, do esquerdista PDT, diz que não basta apenas que Pedro Parente saia da Petrobras. “É preciso exigir que a política de preços que ele impôs seja trocada”, diz ele, lembrando do aumento da gasolina nesta semana “no meio dessa crise”.

Jair Bolsonaro (PSL), que lidera as pesquisas e normalmente não entra no debate sobre economia, não se pronunciou sobre a crise na estatal, mas já havia criticado a política de preços durante a greve dos caminhoneiros. Já o ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do Governo à presidência, Henrique Meirelles (MDB), não se pronunciou sobre a crise na Petrobras, mas vem reforçando seu discurso debruçado sobre as reformas, que daria continuidade ao Governo Temer. “O caminho que defendo todos conhecem: reformas que tornem o país mais justo e produtivo e gestão de qualidade”, disse ele, na quarta-feira, na mesma rede social.

André Perfeito pondera, porém, que a conduta de Meirelles não deve lhe render frutos. “O conjunto de coisas que vem acontecendo aponta para uma demanda da população menos pró-mercado”, diz Perfeito. “E os candidatos vão ter que se ligar nisso. Aqueles que pegarem as bandeiras da reforma vão queimar as mãos”.

DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

PC do B mais próximo de Ciro Gomes

Em coletiva em São Paulo, o líder do PC do B na Câmara, Orlando Silva, disse que o partido conversa e se identifica com Ciro Gomes, apesar de manter a pré-candidatura de Manuela D’Ávila.

O deputado acrescentou que a legenda “aceita reavaliar o quadro em plena campanha eleitoral”.

“Se, durante o curso da campanha eleitoral, ficar claro o risco de duas candidaturas conservadoras no segundo turno, inevitavelmente a esquerda vai ser obrigada a avaliar a revisão da tática e eventualmente se concentrar em turno de um nome. (…) Se houver o risco, seria insano se a esquerda não examinasse a hipótese de construção de uma unidade.”

jun
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Posted on 02-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-06-2018
 

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Jornal de charges – O melhor do humor gráfico brasileiro na Internet – ano XXII – 6ª- feira 01/06/2018

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Clayton, no jornal O Povo (CE)

jun
02
Posted on 02-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 02-06-2018

 Do Jornal do Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes mandou soltar na tarde desta sexta-feira (1) o ex-presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio-RJ) Orlando Santos Diniz, preso em fevereiro, por determinação do juiz federal Marcelo Bretas.

Ele foi alvo da Operação Jabuti, um desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro. 

Diniz foi preso sob a acusação do Ministério Pública Federal (MPF) de participar de um esquema criminoso que desviou mais de R$ 10 milhões de recursos públicos provenientes do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac), por meio de notas fiscais sem a prestação de serviços e com o pagamento de funcionários fantasmas ligados a pessoas de confiança do ex-governador Sérgio Cabral.

Orlando Diniz tinha sido preso sob a acusação do Ministério Pública Federal (MPF) de participar de um esquema criminoso que desviou mais de R$ 10 milhões de recursos públicos
Agência Brasil

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