Resultado de imagem para Rui Costa troca Lídice por Coronel
Rui Costa trocou Lídice por Coronel na sua chapa
“vermelha” e “azul” nas majoritárias da Bahia.

ARTIGO DA SEMANA

Rui Costa (PT) , o esculápio e a injeção na senadora Lídice (PSB)

Tal qual um satírico Gregório de Mattos perdido no tempo, o governador Rui Costa (PT) – dotado de uma até agora desconhecida veia mordaz e provocadora ao estilo do “Boca de Brasa”, da Bahia do Século XVII – bateu o martelo, esta semana, na composição da chapa majoritária “vermelha e azul” (em sua definição marqueteira da composição de centro esquerda), pela qual disputará as eleições deste ano, para permanecer no comando do governo do Estado, por mais um mandato. No entanto, como no “Samba do Crioulo Doido”, de Stanislaw Ponte Preta, mestre da sátira do século XX, “o bode que deu vou te contar”.

Das duas vagas para o Senado, uma será do “vermelho” Jaques Wagner, o “galego” – amigo do peito do ex-presidente Lula, que cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro – padrinho político do governador. A outra é do “azul” Ângelo Coronel, atual presidente da Assembléia Legislativa, afilhado do senador, chefe estadual do PSD, Otto Alencar (ex-carlista de quatro costados, quando o falecido ACM era quem mandava na Bahia). A senadora do PSB, Lídice da Mata, “vermelha” que sempre sonhou com a reeleição sob os auspícios dos históricos aliados petistas, foi largada na beira da estrada, pelos velhos companheiros da esquerda, igual, mal comparando (ou bem?) a um guerreiro alquebrado que não serve mais.

Na chapa, o posto de vice foi mantido com o “azul” João Leão (PP), folclórico chefe político conservador da Região Metropolitana de Salvador, atualmente no posto de secretário estadual de Planejamento, onde se apresenta como “um construtor de pontes” e aposta que a Salvador-Itaparica será construída, com dinheiro dos chineses para pagar as empreiteiras, custe o que custar. Mais que motivo de desconfianças, uma ofensa à memória do notável escritor João Ubaldo Ribeiro, autor de “Viva o Povo Brasileiro”, itaparicano que combateu a obra faraônica e suspeita até a morte.  

Esta semana, Rui Costa jogou álcool misturado com éter sobre os toros de madeira mal arrumados da chapa anunciada. O governador escolheu o ato de inauguração de nova unidade no Hospital Roberto Santos para comentar pela primeira vez, com jornalistas, reações negativas, choros e lamentos, frente às escolhas feitas por ele, em especial a opção preferencial por Coronel, que abateu Lídice.

Mais parecendo um esculápio desastrado, dos encrespados dias atuais, que o vate boca do inferno do período imperial,, o governador fez simbologia, ao falar das reações da companheira socialista largada ao relento,  mesmo sendo ela o nome preferidoa por 8 entre 10 maiorais locais e nacionais do PT, a começar pela presidente nacional do partido, Gleisi Hoffmann.

Ainda no hospital, o governador disse entender o choro da senadora e de seu partido, mas não parou aí. Acrescentou na conversa com repórteres e colunistas políticos, que não faz sentido que alguém que tomou uma injeção não possa chorar. Infeliz metáfora que fez o incêndio alastrar-se “nas esquerdas”. Não falta quem diga que Rui Costa agiu com a soberba do dono do último acarajé do tabuleiro – para usar a imagem de um personagem da novela “Segundo Sol”. O candidato petista à reeleição vai precisar de muitos “panos quentes” para apagar as chamas que ele provocou na Bahia, antes do embate com o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, candidato de ACM Neto (DEM) ao Palácio de Ondina começar. A conferir.
Vitor Hugo Soares é jornalista editor do site blog Bahia em Pauta. E-mail: vitor soares1@terra.com.br  

 

Duas músicas com a grandiosidade  do embate França x Argentina neste sábado do último dia de junhos na Copa da Rússia.

BOM DIA E BOM JOGO!!!

( Vitor Hugo Soares)

 

Com fortes críticas ao governo Michel Temer, que chama de golpista, e ao PSDB, Lula mostra preocupação com o projeto de cessão onerosa dos campos de pré-sal. Além de questionar o preço, ele diz que “as chances de achar petróleo nesse campos são praticamente totais, porque já mapeamos as áreas”. Conclui: “Para as petroleiras, é como comprar um bilhete premiado da loteria. Para o Brasil, é como vender a galinha da fábula, que botava ovos de ouro”.

O ex-presidente da Petrobras, Pedro Parente, como representante do PSDB, mereceu especial atenção. Parente, segundo ele, iniciou a privatização de atividades estratégicas. E mais grave ainda: “Em outra manobra criminosa, reduziu em até 30% a produção de combustíveis nas refinarias brasileiras. Deixamos de produzir aqui, em reais, para importar em dólares.

A carta ao JB também ataca a política externa do governo Temer, que hoje tem o PSDB à frente. “Ao longo de dois anos, os golpistas e os entreguistas do PSDB submeteram o Brasil aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos e não apenas na Petrobras. “Mas o tempo deles acaba em outubro”, adverte Lula. O novo governo,  prevê, vai acabar com “a farra das privatizações e da entrega do patrimônio nacional”.

Em carta exclusiva ao JB, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que é pré-candidato ao Palácio do Planalto

‘O Brasil voltará a ser dos brasileiros’

Enquanto o país prestava atenção à Copa do Mundo, a Câmara dos Deputados aprovou, em regime de urgência, uma das leis mais vergonhosas de sua história. Por maioria simples de 217 votos, decidiram vender aos estrangeiros 70% dos imensos campos do pré-sal que a Petrobras recebeu diretamente do governo em 2010. Foi mais um passo do governo golpista e de seus aliados para entregar nossas riquezas e destruir a maior empresa do povo brasileiro.

O projeto de lei aprovado semana passada é um crime contra a pátria, que exige reação firme da sociedade para ser detido no Senado, antes que seja tarde demais. É uma decisão que entrega de mão beijada campos do pré-sal com potencial de conter cerca de 20 bilhões de barris de petróleo e gás, burlando a lei que garante o pré-sal para os brasileiros.

Para entender a gravidade desse crime, é preciso voltar ao ano de 2009, quando a Petrobras precisava investir para explorar o recém-descoberto pré-sal. Apresentamos então um projeto de lei em que a União (a quem pertencem as reservas de petróleo, não se esqueçam) vendeu à estatal, em troca de títulos, o direito de explorar até 5 bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal. Foi a chamada Cessão Onerosa.

Assim, a empresa se valorizou, fez a maior operação de capitalização da história e tornou-se capaz de investir. O resultado é que, em tempo recorde, o pré-sal já produz 1,7 milhão de barris/dia, mais da metade da produção nacional. Como era uma operação especial, para defender interesses estratégicos do país, definimos na Lei 12.276/10, que a Cessão Onerosa “é intransferível”.

Fora dessa área, o pré-sal só pode ser explorado pelo regime de partilha, por meio de uma legislação que garante a soberania do país e direciona essa riqueza para investimentos em educação, saúde, ciência e tecnologia, o nosso passaporte para o futuro.

Já circulam estudos indicando que o petróleo dos campos de Cessão Onerosa será vendido a preços entre US$ 6 e US$ 8 o barril, que é o custo de exploração, quando o preço internacional do barril oscila entre U$ 70 e US$ 80. As chances de achar petróleo nesses campos são praticamente totais, porque nós, brasileiros, já mapeamos as áreas. Para as petroleiras, é como comprar um bilhete premiado da loteria. Para o Brasil, é como vender a galinha da fábula, que botava ovos de ouro.

De posse desses campos, os estrangeiros vão comprar sondas e plataformas lá fora, sem gerar um só emprego na indústria brasileira. Vão contratar engenheiros e técnicos lá fora; vão controlar diretamente toda a inteligência de pesquisa e exploração em nosso pré-sal, o que também é um ataque à nossa soberania.

Esse ataque vem acontecendo desde o início do governo golpista, quando aprovaram a chamada Lei Serra, que excluiu a participação obrigatória da Petrobras em todos os campos do pré-sal. Foi mais um golpe na indústria naval brasileira, que se somou à decisão de reduzir para 50% a obrigação de a Petrobras de comprar máquinas e equipamentos no Brasil, o chamado conteúdo local.

Na presidência da Petrobras, Pedro Parente, representante do PSDB, iniciou a privatização de atividades estratégicas, como a produção de biocombustíveis, distribuição de gás de cozinha, produção de fertilizantes e participações na petroquímica. Pôs à venda a Liquigás, a BR Distribuidora, a fábrica de nitrogenados de Três Lagoas e o gasoduto do Sudeste (NTS).

Em outra manobra criminosa, reduziu em até 30% a produção de combustíveis nas refinarias brasileiras. Deixamos de produzir aqui, em reais, para importar em dólares. Fez reajustes quase diários dos combustíveis, acima dos preços internacionais, o que aumentou os lucros dos estrangeiros. A importação de óleo diesel dos Estados Unidos mais que dobrou.

Não podemos esquecer que os primeiros a sofrer com a nova política de preços da Petrobras foram os mais pobres, que passaram a usar lenha e o perigosíssimo álcool para cozinhar, por causa do brutal aumento do botijão de gás.

Essa desastrosa política provocou, em maio, a paralisação dos transportes terrestres que tantos prejuízos provocou ao país. O Ipea acaba de informar que a produção industrial caiu 13,4% naquele mês. Não houve queda igual nem mesmo no primeiro mês da crise financeira global de 2008, quando o recuo foi de 11,2% (e cabe lembrar que superamos rapidamente aquela crise).

Em dois anos foram mais de 200 mil demissões de trabalhadores da Petrobras e de empresas contratadas por ela, além de mais de 60 mil demissões na indústria naval. A indústria de máquinas e equipamentos calcula uma perda de 1 milhão de empregos na cadeia de petróleo e gás, em decorrência dessa operação suicida.

A desvalorização do patrimônio da Petrobras, com a venda de empresas controladas, a perda de mercado no Brasil, a opção por se tornar mera exportadora de óleo cru, entre outras ações danosas de Parente, é dezenas de vezes maior que os alegados R$ 6 bilhões que teriam sido desviados nos casos investigados pela Lava Jato.

A votação da semana passada na Câmara, em regime de urgência, sem nenhum debate com a sociedade, mostrou que o governo golpista tem uma pressa desesperada para entregar o patrimônio nacional e destruir nossa maior empresa.

A verdade é que o tempo deles está acabando. Correm para entregar o que prometeram aos patrocinadores do golpe do impeachment em 2016: nosso petróleo, nossas riquezas, as empresas do povo, a Petrobras, a Eletrobras e os bancos públicos. Foi para isso, e para revogar direitos dos trabalhadores, que eles derrubaram a honesta presidenta Dilma Rousseff.

Ao longo de dois anos, os golpistas e os entreguistas do PSDB submeteram o Brasil aos interesses geopolíticos dos Estados Unidos e não apenas na Petrobras. A política externa dos chanceleres tucanos voltou a ser ditada pelo Departamento de Estado dos EUA, num retorno vergonhoso ao complexo de vira-latas que tínhamos superado em nosso governo.

Mas o tempo deles acaba em outubro, quando o Brasil vai eleger um governo democrático, com legitimidade para reverter a agenda do entreguismo, do ultraliberalismo, que só interessa ao mercado e não ao país ou ao nosso povo. Quando o Brasil eleger um governo que vai acabar com a farra das privatizações e da entrega do patrimônio nacional.

Podem ter certeza: voltando ao governo com a força do povo e a legitimidade do voto democrático, vamos reverter tudo que estão fazendo contra nossa gente, contra os trabalhadores e contra o país. E o Brasil vai voltar a ser dos brasileiros.

Luiz Inácio Lula da Silva

jun
30
Posted on 30-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-06-2018

Gilmar manda arquivar PSDB e PT juntinhos

 

Gilmar Mendes determinou o arquivamento de um inquérito que investigava o tucano Aécio Neves e de outro que investigava os irmãos petistas Jorge e Tião Viana, informa o site Jota.

O de Aécio, com base na delação de Delcídio do Amaral, investigava o senador mineiro por supostas irregularidades em Furnas. A PGR chegou a pedir o envio do caso para a primeira instância, mas o ministro do STF ordenou seu encerramento.

Em relação ao senador e ao governador do Acre, Gilmar encerrou o inquérito que era baseado nas delações de Marcelo Odebrecht e Hilberto Mascarenhas, ex-chefe do departamento de propina da empreiteira.

Eles afirmaram que os petistas receberam R$ 2 milhões para a campanha de 2010, sendo R$ 1,5 milhão via caixa dois. Nas planilhas da empreiteira, Jorge e Tião eram tratados como “meninos da floresta”.

jun
30
Posted on 30-06-2018
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Claudio, no jornal

 

jun
30
Posted on 30-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 30-06-2018
mundial rusia
Maradona, durante o jogo entre Argentina e Nigéria. OLGA MALTSEVA AFP

O futebol sairá dessa Copa do Mundo parecendo um esporte. Posso entender que isso entristeça muita gente. Isso da justiça poética era delicioso, a doce derrota, puro Shelley e o chocalho do azar foram – com as espinhas –, fiéis amigos de nossa adolescência. Mas quando a ciência chega, precisamos reconhecer que se vê claramente que esse não foi nada além de um jogo de abusadores e fingidores. Com a luz elétrica se acabou o romance gótico e os contos de lobos e fantasmas. Da mesma forma a história de que camisas ganham jogos, que existem medos cênicos como catedrais e lendas urbanas como a loira do banheiro começam a ficar indefensáveis.

O que existia era, entre outras coisas, o bloqueio psicológico de árbitros e os arranjos do rigor. Sem o VAR não há gol da Coreia do Sul nos acréscimos do segundo tempo nem pênalti para o Irã para contar história. Isso e a globalização do jogador fez com que mesmo a equipe mais modesta fosse competitiva nessa Copa. O fato de gostarmos menos do futebol a partir de agora e que o esporte se transforme em algo menos selvagem e atordoador é outra questão. Como na música do The Doors (Love me Two Times), com o VAR iremos nos amar duas vezes: no momento e na fotografia desse mesmo momento, em que saberemos se aquilo foi o que foi ou puro teatro.

Mas não deixa de ser paradoxal que enquanto a técnica dissolve o obscurantismo e, até certo ponto, mostre a teimosia do torcedor e jornalista sectários, do ponto de vista religioso também existem notícias. No que é uma revelação transcendente e revolucionária para ateus, agnósticos e uruguaios, há muitas provas de que Deus existe e que o povo escolhido seja a Argentina

A classificação da seleção alviceleste foi desesperada e épica. Um indiscreto Messi disse que sabia que Deus queria que a Argentina se classificasse. Entendemos claramente que é um Deus que não liga a mínima ao que acontece na Islândia e na Nigéria. Sem problemas. Conhecemos esse tipo de deus chefe de quadrilha, ciumento e brigão. Mas vamos em frente. Temos um Papa, esse, argentino. Por que? Porque o Papa anterior decidiu abandonar. De onde era Ratzinger? Da Alemanha. Onde está agora a seleção alemã? No aeroporto. Agora sabemos que Deus não gostou da decisão de Ratzinger.

A quase certeza da existência de um Deus argentino nos leva a fazer muitas perguntas. Dos estigmas no rosto de Mascherano a por que temos Fito Páez. Mas a pergunta mais urgente é, claro, a mão de Deus. Diego Armando Maradona é o Keith Richards do futebol. Alguém, que, pela lógica, já não deveria estar conosco. Coisa da qual nos alegramos muito, especialmente por Keith. Sua imortalidade, agora sabemos, tinha a ver com o fato de Deus ser argentino (e, óbvio, gosta dos Stones até 78). Mas que tipo de anjo ou demônio é A Mão de Deus…? No gol de Messi, entra em transe e gagueja uma imprecação adâmica, cabalística, pré-cristã. No gol da vitória, Diego se levanta, abraçado pela cintura por um de seus fiéis, em posição de ascensão mariana. Mas o sobrenatural é que, nesse momento, o único raio de sol do estádio de São Petersburgo era o que iluminava o palco de Maradona. O único. Aproveitem para se converter. A Argentina vai em direção ao Apocalipse do qual só sobreviverá, efetivamente, Maradona.

jun
29
 DO EL PAIS
Eleições 2018 Ciro Gomes
O pré-candidato Ciro Gomes (PDT) no último dia 18. PAULO WHITAKER REUTERS
Recife / Brasília

Após anunciar a desistência de Joaquim Barbosa à presidência, o PSB automaticamente se transformou na noiva mais cobiçada destas eleições. Em Pernambuco, reduto do Partido Socialista Brasileiro e diretório crucial para as decisões da sigla, os socialistas são assediados por duas grandes forças. De um lado, o PT, que pode rifar a campanha de Marília Arraes ao Governo estadual em troca de apoio à incerta candidatura de Lula. Do outro, o PDT de Ciro Gomes, candidato que não passa dos 11% das intenções de voto por enquanto. Sabendo que sua pretendente é disputada, Ciro Gomes esteve nesta semana no Recife para conversar com o governador Paulo Câmara (PSB) sobre alianças. Foi a segunda vez em menos de seis meses que o pedetista veio até o governador pernambucano. “Segunda vez, fora as vezes em que nos encontramos fora daqui”, corrigiu Ciro, em conversa com EL PAÍS no dia seguinte ao encontro.

A agenda do pedetista no Estado foi breve. Vindo de Fortaleza, chegou na terça-feira à tarde ao Recife, juntamente com dois assessores e a esposa, Giselle Bezerra. Com o pé imobilizado por uma bota ortopédica – “torci brincando com meu filho de dois anos e meio na sala. É essa coisa de ser pai-avô, né?”, explicou -, foi direto para o Palácio das Princesas, sede do governo local, onde conversou a portas fechadas com o governador Câmara e com o prefeito do Recife, Geraldo Julio, também do PSB. A conversa ocorreu a pedido de Ciro. Depois, deram uma entrevista coletiva e seguiram para a casa de Renata Campos, viúva de Eduardo Campos, candidato a presidente nas últimas eleições. Foi a primeira vez que Ciro esteve com Renata desde a morte de Eduardo, em agosto de 2014. A viúva é uma das peças principais nas decisões do partido

Nos bastidores, a aliança é tida como certa e deve ser anunciada nos próximos dias. Só não foi selada oficialmente ainda porque duas questões locais devem ser resolvidas para que o namoro engate. Uma delas é no Estado vizinho de Pernambuco, a Paraíba. Ali o governador Ricardo Coutinho (PSB), e sua vice, Lígia Feliciano (PDT), compõem a chapa estadual. Mas eles romperam publicamente em abril deste ano. Contrariando as previsões, Coutinho anunciou que não renunciaria ao cargo para disputar o Senado, não deixando assim, que Lígia Feliciano se tornasse a titular e tivesse a máquina do Estado nas mãos para uma campanha à reeleição. Coutinho acabou sendo acusado pelo PDT local de ter deixado sua vice “de escanteio”. Lígia Feliciano, por sua vez, é acusada pelo governador de ter articulado “pelas costas” um novo governo sem seu consentimento, antes mesmo de ele decidir sobre a não renúncia. O desentendimento terminou com um racha entre as siglas. Com isso, o PDT deu o aval para que Lígia lançasse sua pré-candidatura ao Governo, enquanto o PSB deve lançar João Azevedo para a disputa.

Já no Distrito Federal, o impasse do PDT está entre apoiar a reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), que amarga baixos índices de aprovação, ou a pré-candidatura de Jofran Frejat (PR), na chapa da direita. A reportagem apurou, porém, que Rollemberg é visto como “a última opção” de apoio, o que pode causar ruídos entre as siglas.

Nos demais Estados, como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a aliança já está sacramentada. Muito se fala, inclusive, que o vice de Ciro será o empresário e ex-prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). Ao EL PAÍS, o pedetista não confirmou, mas disse que, “idealmente”, seu vice seria um “representante do setor produtivo e da agenda do Sul e do Sudeste”, características que se encaixam perfeitamente em Lacerda. “Eu sou nordestino, então o ideal seria um vice que fosse o oposto”, afirmou Ciro.

Enquanto o jogo dos palanques não se resolve, o pré-candidato afirma esperar “humildemente” pela decisão do PSB. “A imensa maioria do PSB nos Estados tem afinidade com o meu partido. Mas aqui, o PT rivaliza conosco com essa aliança, o que é normal em tempos de democracia”, disse ele. “A mim, cabe aguardar com humildade que eles possam me ajudar a fazer historia no Brasil”. No altar, à espera da vinda dos socialistas, Ciro sabe o quanto a sigla representa para sua candidatura. “Uma aliança com o PSB representa tudo. Praticamente a garantia da eleição”, disse. “O que não quer dizer que sem eles eu não tenha chance, mas a chance se debilita”.

Se conseguir esse apoio, o pedetista abre, de fato, uma grande vantagem. Pularia de 33 segundos na TV para 1 minuto e 7 segundos. O tempo colocaria sua campanha quase em pé de igualdade com a de Geraldo Alckmin (PSDB), que já sai com 1 minuto e 12 segundos – o maior tempo depois do PT –  sem contar a soma de suas alianças. Além dos preciosos segundos a mais, essa união engordaria o fundo de campanha do pedetista, que, sozinho, responde por 85 milhões de reais da fatia, mas com o PSB pularia para 245 milhões de reais.

“O único nordestino sou eu”

Além do PSB, o PDT também está flertando com outros partidos, um pouco menores e até da direita – fora o MDB, com quem Ciro afirma não dialogar “sob nenhuma hipótese”. Um deles é o DEM, que discute a candidatura do presidente da Câmara Rodrigo Maia à presidência. Por isso, Ciro nega alianças por enquanto. “Se um partido tem um candidato, eu não posso estar desenvolvendo raciocínios que partam da premissa de que esse candidato não existe”, disse. “Isso seria um insulto, uma indelicadeza. Lá no Ceará nós aprendemos desde pequenininho que quem quer pegar galinha não diz ‘xô”.

Outro partido com quem os pedetistas têm conversado é o PP, o mais investigado na Lava Jato, e que, assim como o DEM, apoiou o impeachment e a reforma trabalhista, duas questões às quais o pré-candidato se opõe. Mas ele se justifica afirmando que precisa compor com uma frente ampla. “Estou com um olho na eleição e o outro no dia seguinte”, disse. Se olharmos a distância entre nós [seu partido e os demais] agora, é insuperável. São coisas inconciliáveis olhando para trás, mas precisamos olhar para frente”, justifica. 

Olhando para a frente, o pedetista afirma acreditar que disputará o segundo turno com Geraldo Alckmin (PSDB), e não com Jair Bolsonaro (PSL), a quem chama de “um despreparado tosco”. Ambos os pré-candidatos estiveram no Nordeste recentemente. Alckmin, no último sábado, disse em Campina Grande (PB) que “é natural” que seu vice seja nordestino. Já Bolsonaro, em Natal, quis se aproximar do público afirmando que era nordestino. O deputado do Rio de Janeiro nasceu em Campinas (SP).

Marina Silva (REDE) também teve agenda no Recife nos últimos dias. A região é cobiçada por todos os pré-candidatos, já que, a maioria dos eleitores de Lula estão aqui e ficariam órfãos sem o petista na disputa. Sobre esse frisson dos políticos com o Nordeste, Ciro rebateu: “Que venham ao Nordeste, que se contaminem com a nossa agenda, mas que não façam disso um gesto meramente demagógico”, disse. “Lembrando que o único nordestino na disputa sou eu. Morram de inveja”, brincou o pré-candidato que nasceu no interior de São Paulo, mas se radicou no interior do Ceará ainda criança.

Imenso Tom!!! Bravíssimo, Quarteto em Cy!!! Bravo, MPB4!!!

A linda canção vai dedicada a Glauvânia Jansen. Ou simplesmente Glau, a mais soteropolitana de todas as pernambucanas que conheço, amiga do peito deste editor do Bahia em pauta , que a há anos comanda a mais bela e significativa caminhada em Itapuã, nas noites de lua cheia. Viva!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

DO PORTAL TERRA BRASIL

O pré-candidato do PSL à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), criticou ao Estadão/Broadcast o resultado da pesquisa CNI/Ibope, divulgada na manhã desta quinta-feira, que o aponta como o maior índice de rejeição entre os presidenciáveis. O pré-candidato aparece com 32% de rejeição, seguido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, com 31%.

Bolsonaro, em evento em São Paulo 18/6/2018 REUTERS/Paulo Whitaker
 
Bolsonaro, em evento em São Paulo 18/6/2018 REUTERS/Paulo Whitaker

Foto: Reuters

“Quer dizer que eu sou mais bandido que o Lula? Não dá para acreditar nisso. Minha pesquisa é o aeroporto, o povo com que falei hoje na praça pública (em Fortaleza, Ceará, onde fez agenda de campanha). O que vale é a rua”, disse o deputado federal e presidenciável. Bolsonaro também disse não acreditar ter mais rejeição do que o petista.

 

O parlamentar comentou ainda o fato de ser apontado com menos voto no Nordeste do que a ex-ministra Marina Silva, pré-candidata da Rede à Presidência da República. A pesquisa revela que em um cenário sem Lula, Marina Silva estaria com 16% na região, Ciro Gomes 14% e Jair Bolsonaro 10%. “Manda ela anunciar uma agenda no Nordeste para ver. A minha resposta aqui nas ruas é muito maior”, disse.

No Brasil, em um cenário sem Lula, Bolsonaro fica empatado tecnicamente com Marina, com 17% das intenções de voto, enquanto ela tem 13%. O ex-governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB) tem 22% de rejeição, enquanto Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) têm 18%. Rodrigo Maia, do DEM, é rejeitado por 13%, seguido por Fernando Haddad, do PT, com 12%, Henrique Meirelles, do MDB, com 11%, e Levy Fidelix, do PRTB, com 10%.

jun
29
Posted on 29-06-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 29-06-2018


 

Ronaldo , no Jornal do Comércio (PE)

 

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