O escritor e jornalista Tom Wolfe, em Barcelona, em 2013.
O escritor e jornalista Tom Wolfe, em Barcelona, em 2013. AFP

O escritor e jornalista Tom Wolfe, autor de a Fogueira das Vaidades (1987), morreu aos 87 anos, segundo informaram nesta terça-feira diversos veículos de comunicação norte-americano. O autor era considerado um dos pais do New Journalism (Novo Jornalismo ou jornalismo literário), corrente jornalística que usava elementos da literatura para narrar fatos reais, com técnicas narrativas próprias da ficção, mas sempre respeitando o rigor dos fatos, que teve como expoentes nomes como Gay Tales, Norman Mailer e Truman Capote.

Segundo o jornal The New York Times, Wolfe estava internado em um hospital de Manhattan, em Nova York, e morreu na segunda-feira, 14 de maio. Além da ficção Fogueira das Vaidades, romance que vendeu nos EUA mais de dois milhões de exemplares, transformado em filme em pelo cineasta Brian De Palma, o autor escreveu dezenas de livros de ficção e não-ficção. Era um devoto do realismo, que cultivou em três romances faraônicos de mais de 600 palavras. Para o escritor e jornalista, havia quatro premissas básicas para escrever, de forma vívida, um relato realista: “Construir um texto cena por cena como uma novela; usar a maior quantidade de diálogos possíveis; concentrar-se nos detalhes para definir os personagens e adotar um ponto de vista para contar uma história”. Seu último romance, Sangue nas Veias (editora Rocco), foi lançado em outubro de 2012.

Famoso desde os anos 1970 por seus trajes impecáveis de três peças e camisas de colarinho branco engomadas, Wolfe era um homem simpático, com incontáveis histórias por trás de algumas de suas maiores reportagens, como o perfil que escreveu do jovem Cassius Clay, o Muhammad Ali. “Passamos cinco dias juntos e me respondeu tudo, com nada. A diferença foram os detalhes: as conversas com seus companheiros, os aduladores, a noite em que desapareceu de uma casa noturna e nos deixou uma conta monstruosa a pagar…”, relatou, certa vez.

Mesmo preso e inelegível, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando as intenções de voto para a disputa presidencial deste ano, mostra pesquisa CNT/MDA divulgada no final da manhã desta segunda-feira, 14. Na pesquisa estimulada, o petista lidera o cenário com 32,4%. Esse foi o primeiro levantamento realizado pela CNT/MDA após a prisão do ex-presidente, no último dia 7 de abril.

Em segundo lugar na pesquisa estimulada aparece o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ), com 16,7%, seguido por Marina Silva (Rede), com 7,6%, e pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 5,4%. O ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) aparece em quinto lugar, com 4% das intenções de voto, no cenário com Lula na disputa, seguido pelo senador Álvaro Dias (Podemos), que teria 2,5%.

Petista lidera cenário com 32,4% no primeiro levantamento realizado pela CNT/MDA após a prisão

O ex-presidente e atual senador Fernando Collor (PTC-AL) aparece em seguida, com 0,9% das intenções de voto, empatado com o presidente Michel Temer (MDB). Guilherme Boulos (PSOL e a deputada estadual Manuela D´Ávila (PCdoB-RS) aparecem empatados com 0,5%, seguidos por João Amoedo (Novo) e Flávio Rocha (PRB), ambos com 0,4%.

O ex-ministro Henrique Meirelles (MDB), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e o ex-presidente do BNDES Paulo Rabello de Castro aparecem em últimos na pesquisa, com 0,3%; 0,2% e 0,1%, respectivamente. O nome do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) não apareceu na pesquisa estimulada. O pessebista anunciou na semana passada que não será candidato à Presidência.

Na pesquisa espontânea, quando não são informadas opções de escolhas aos entrevistados, as opções de escolha, Lula também lidera, com 18,6% das intenções de voto, seguido por Bolsonaro, com 12,4%. Ciro aparece em terceiro, registrando 1,7%, seguido por Marina, com 1,3%; Alckmin, 1,2%; Joaquim Barbosa, 1%; e Álvaro Dias, 0,9%. O número de brancos/nulos e indecisos superou 50%, com 21,4% dizendo que votariam em branco ou nulo e 39,6%, como indecisos.

Sem Lula

Sem Lula, Bolsonaro lidera todos os três cenários de pesquisas estimuladas. A melhor pontuação do deputado foi de 20,7%, caso disputasse o Planalto com Marina (16,4%), Ciro (12%), Haddad (4,4%) e Meirelles (1,4%). Em um segundo cenário com Alckmin no primeiro turno, Bolsonaro registra 19,7%; Marina, 15,1%; Ciro, 11,1%. O ex-governador tucano aparece em seguida, com 8,1%, seguido por Haddad, com 3,8%.

Há ainda um terceiro cenário estimulado sem Lula, com o deputado do PSL registrando 18,3%; Marina, 11,2%; e Ciro, 9%. Alckmin aparece mais uma vez em quarto lugar, com 5,3% das intenções de voto, seguido por Álvaro Dias, com 3% e Fernando Haddad, com 2,3%.

Ainda nesse mesmo cenário, Collor registrou 1,4% e Manoela, 0,9%. Boulos e Amoedo aparecem com 0,6%, seguidos por Meirelles, com 0,5% e Flávio Rocha e Maia, com 0,4% cada.

A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta segunda-feira ouviu 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 Unidades Federativas das cinco regiões do País. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais. O levantamento foi feito entre os dias 9 e de 12 de maio e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-09430/2018. O nível de confiança é de 95%.

Belíssimo capítulo de abertura da nova novela das 9h , na TV Globo: elenco afinado, ambientação cênica, trilha musical surpreendente e a Bahia no centro de tudo. Promete!!!

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares) 

maio
15
Posted on 15-05-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 15-05-2018
DO BLOG O ANTAGONISTA

Temer: “É o Alckmin que está pedindo encontro comigo”

 

Michel Temer conversou com o blog do Gerson Camarotti, no G1, e negou que esteja procurando diálogo com Geraldo Alckmin:

“Eu que estou sendo procurado com insistência pelos tucanos. É o Alckmin que está pedindo encontro comigo. Quando vou a São Paulo é um enxame de psdebistas a me procurar (…).

Estou indignado. Essa gente está atrás de mim com ânsia. E fica parecendo que sou que estou atrás de Geraldo Alckmin de forma insistente, abanando o rabo.”

Do Jornal do Brasil

A justiça entendeu que os Kirchner formaram “um complexo esquema societário com a finalidade de recolocar no mercado parte do dinheiro obtido com fraudes envolvendo o Estado”, revela decisão publicada no Centro de Informação Judicial da Suprema Corte.

Cristina Kirchner e seus filhos Máximo e Florencia tiveram ainda 800 milhões de pesos (31 milhões de dólares) embargados.

Segundo o processo, os denunciados obtinham dinheiro “através da concessão irregular de obras públicas na província de Santa Cruz” (sur), feudo político do finado presidente Néstor Kirchner.

Além dos Kirchner, o processo envolve ainda Cristóbal López, ex-líder de um império de negócios na Argentina, já detido por sonegação de impostos.

Cristina Kirchner é senadora e Máximo ocupa uma cadeira de deputado no Congresso.

O processo é conhecido como “Hotesur”, nome da administradora dos hotéis dos Kirchner, e foi deflagrado em 2004 por uma denúncia da então deputada opositora Margarita Stolbizer.

Kirchner já responde a outros processos, envolvendo a concessão de obras públicas ao empresário Lázaro Báez; o encobrimento de acusados pelo atentado contra a associação judaica AMIA (1994), e por operações financeiras do Banco Central no final de seu segundo mandato com o “dólar futuro”.

maio
15
Posted on 15-05-2018
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Aroeira, no jornal

 

DO EL PAÍS

Analisando (cientificamente) Freud

Analisando (cientificamente) Freud
señor salme

A teoria da psicanálise revolucionou as mentes do século XX. Mas a obra do neurologista austríaco não está isenta de lacunas. Seu trabalho não se guiava pelo método científico. A psicologia não é só emoções.

Não há dúvidas de que a obra de Sigmund Freud (1856-1939) foi um referencial na história cultural do século XX. Suas ideias sobre sexualidade, religião, a mente humana e a psicanálise influenciaram movimentos artísticos do surrealismo ao cinema, onde encontramos referências a sua obra em diretores tão opostos como Alfred Hitchcock e Woody Allen. Freud também foi um referencial para movimentos sociais tão importantes como o feminismo e para muitas correntes filosóficas. Sua contribuição real à ciência, à psicologia e à neurobiologia, entretanto, é mais controversa.

O primeiro problema que encontramos na obra do fundador da psicanálise é que seu trabalho não se guiava pelo método científico, segundo o qual as hipóteses se confirmam e se descartam com base na experimentação. A maioria de suas teorias se sustenta em suas observações, elucubrações e especulações que são diretamente dadas como boas sem submetê-las a nenhum ensaio e controle. É preciso dizer em sua defesa que apresentar experiências em psicologia é muito difícil, e em sua época não existiam muitas das ferramentas com as quais contamos hoje.

Por trás de uma depressão não há por que existir sentimento ou trauma e sim um problema de neurotransmissores cerebrais

O problema é que quando as técnicas estiveram disponíveis, a maioria de suas afirmações não superou o escrutínio. O psicólogo experimental H.J. Eysenck resumiu isso dizendo que na obra de Freud o que é certo não é novo, e o que é novo não é certo. Também não ajuda o fato de que o neurologista tendia a exagerar seus próprios êxitos e que a realidade histórica nem sempre bate com o que deixou escrito. Um exemplo é o ensaio sobre a histeria escrito pelo doutor Josef Breuer, mentor de Freud, em colaboração com seu famoso aluno. Nesse relatório se analisa o caso da paciente Anna O., diagnosticada com essa doença. Os dois desenvolvem uma nova terapia para solucionar sua doença, assumindo que o problema estava no subconsciente. Foi um sucesso aparente. A realidade é que Bertha Pappenheim (o nome real de Anna O.) passou muito tempo em hospitais psiquiátrico após sua suposta recuperação, o que não a impediu de se transformar em uma das figuras mais destacadas do feminismo. 

Hoje em dia a maioria dos especialistas concorda que ela possivelmente sofria de uma epilepsia do lóbulo temporal. Também não ajuda o fato de que a maioria dos seguidores de Freud não tentou fazer uma análise crítica de sua obra e separar o joio do trigo e sim aumentou a brecha entre a psicanálise e o método científico. É só ver como alguns terminaram: o célebre psicólogo suíço Carl Gustav Jung acabou falando de óvnis, a obra de Jacques Lacan foi taxada de charlatanismo e Wilhelm Reich acabou construindo máquinas para acumular uma inexistente energia chamada orgone e mantendo uma correspondência surrealista com Einstein.

Também não podemos dizer que Freud teve muito acerto e intuição no momento de abordar os problemas psicológicos. Muitas das interpretações que deu estavam erradas. Para ele tudo dependia de desejos e emoções, muitos deles subconscientes e reprimidos. Mas isso não é necessariamente certo. Perceber a batida do coração não significa que estamos apaixonados e sim um reflexo da realidade física de que esse músculo bombeia sangue. O cérebro também é um órgão físico e, como tal, muitos dos fenômenos que Freud interpretava como fruto do subconsciente têm na realidade uma interpretação em seu próprio funcionamento. O desenvolvimento da psicanálise e a premissa de que a maioria dos problemas psicológicos pode ser solucionada com uma terapia psicanalítica significou um atraso de décadas na pesquisa do cérebro e no desenvolvimento de remédios e tratamentos que pudessem ser mais úteis do que intermináveis sessões de terapia. Da mesma forma que ninguém atribuiria um infarto e uma doença cardíaca a uma desilusão sentimental, por trás de uma depressão, um vício e um transtorno bipolar não há por que existir um sentimento ou trauma infantil e sim um problema na síntese de neurotransmissores ou de excesso deles, para que um comprimido de lítio pode ser mais efetivo do que horas de conversa no divã.

Os sonhos são interpretáveis (ou não)?

Analisando (cientificamente) Freud
señor salme

Freud dedicou um livro de 800 paginas à interpretação dos sonhos. Para o neurologista, essas projeções tinham a função de manter o sujeito adormecido e podiam ser interpretadas como a realização de desejos não cumpridos na vigília. Se no sonho não fica claro qual é o desejo, se deve ao fato de que ele é reprimido e ocultado, mas Freud defende que um psicanalista pode decifrá-lo. Hoje sabemos que só sonhamos durante a fase REM, que representa 25% do tempo total que passamos na cama. Se Freud estiver certo, temos 75% de sonho “desprotegido”. A função da fase REM é essencial ao organismo e se relaciona com processos de regulamentação da temperatura e de hormônios como a citocina e o GABA, que influenciam no sistema nervoso. De acordo com a neurobiologia, a estranheza dos sonhos se deve à ativação do cérebro sem nenhum estímulo externo, não tendo, portanto, nenhum significado oculto e interpretável. De qualquer forma, você mesmo pode tirar a prova. Quando tiver um sonho estranho vá a três psicanalistas diferentes para que o interpretem. Depois compare se as teorias batem. Acha que aconteceria o mesmo com uma radiografia e a consulta de três traumatologistas diferentes?

Morreu, no Rio, aos 86 anos, o cineasta Roberto Farias

Morreu, no Rio, aos 86 anos, o cineasta Roberto Farias

O cineasta, produtor e distribuidor Roberto Farias morreu nesta segunda-feira (14), aos 86 anos, no Rio de Janeiro. De acordo com a Central Globo de Comunicação, o realizador de clássicos como “O assalto ao trem pagador” (1962) e de várias chanchadas estava internado no hospital Copa Star, em Copacabana, onde fazia tratamento contra um câncer.

O corpo será velado no Memorial do Carmo, na Zona Portuária da capital fluminense, e o enterro acontecerá em Nova Friburgo, na Região Serrana do estado, onde ele nasceu.

De acordo com familiares, Roberto Farias deixa quatro filhos, dez netos e já era bisavô.

Produtor e cineasta tinha 86 anos (Foto: Reprodução/TV Globo)

Nascido em 1932, Roberto Figueira de Farias é irmão do ator Reginaldo Faria e tio do também ator Marcelo Faria – o “s” a mais no sobrenome foi devido a um erro durante registro no cartório.

Chegou ao Rio para cursar Belas Artes e acabou indo trabalhar na Atlântida Cinematográfica. A produtora se tornou um marco no cinema nacional e lançou mais de 60 filmes no meio do século passado, com destaque para as chanchadas – produções baratas e de grande apelo popular.

Farias tem no currículo mais de 25 filmes como produtor e diretor. De 1957 a 1960, fez seus primeiros quatro longas: “Rico ri à toa” (1957), “No mundo da lua” (1958), “Cidade ameaçada” (1959) e “Um candango na Belacap” (1960).

Cinesta Roberto Farias em entrevista ao ‘RJTV’ em 1984 (Foto: Reprodução/TV Globo)

Prêmio em Berlim

O cineasta dirigiu ainda sucessos de público como “Os paqueras” (1968), “Roberto Carlos e o diamante cor de rosa” (1968) e “Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora” (1971). Em 1981, dirigiu “Pra frente, Brasil”, premiado nos festivais de Berlim, Huelva e Gramado, entre outros. O filme falava da tortura na ditadura militar.

Também trabalhou na TV, onde dirigiu minisséries como “As Noivas de Copacabana” e “Memorial de Maria Moura”. Também foi responsável por episódios do programa “Você decide”.

Farias foi diretor-presidente da Academia Brasileira de Cinema e diretor geral da Embrafilme entre 1974 e 1978.

Repercussão

Sobrinho do cineasta, o ator Marcelo Faria postou uma homenagem ao tio em uma rede social. Abaixo de uma foto antiga do pai e de Roberto, escreveu: “Este ao lado do meu pai é meu tio Roberto, ele iniciou o legado da família Faria. Me inspirou e inspirou toda a nossa família. Pai de 4 filhos e avô de 10, além de bisavô! Foi o responsável por sermos quem somos hoje. Obrigado TIO Beto! Descanse em Paz… te amamos para sempre!” (veja a repercussão da morte do cineasta).

Em nota, a Diretoria Colegiada da Ancine expressou “profundo pesar” pelo falecimento do diretor e que “se solidariza com os amigos e familiares de Roberto Farias, com a certeza de que sua obra permanecerá como referência e inspiração para o cinema nacional”.

O presidente Michel Temer divulgou no twitter uma nota de pesar pela morte do cineasta.

O diretor Roberto Farias posa para foto com atores durante gravação da série 'Brava Gente', em 2001 (Foto: Acervo Globo) O diretor Roberto Farias posa para foto com atores durante gravação da série 'Brava Gente', em 2001 (Foto: Acervo Globo)

O diretor Roberto Farias posa para foto com atores durante gravação da série ‘Brava Gente’, em 2001 (Foto: Acervo Globo)

Filmografia

  • “Rico ri à toa” (1957)
  • “No mundo da lua” (1958)
  • “Cidade ameaçada” (1959)
  • “Um candango na Belacap” (1960)
  • “O assalto ao trem pagador” (1962)
  • “Toda donzela tem um pai que é uma fera” (1966)
  • “Os paqueras” (1968)
  • “Roberto Carlos e o diamante cor de rosa” (1968)
  • “Roberto Carlos a 300 quilômetros por hora” (1971)
  • “O fabuloso Fittipaldi” (1973)
  • “Pra frente, Brasil” (1981)
  • “Os trapalhões e o auto da Compadecida” (1987)

elevisão

  • “Faça sua história” (2008)
  • “Sob nova direção” (2004 a 2007)
  • “Decadência” (1995)
  • “Memorial de Maria Moura” (1994)
  • “As noivas de Copacabana” (1992)

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