Pesquisa do instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o JORNAL DO BRASIL, aponta que, se as eleições para governador fossem hoje, o senador Romário (Podemos) e o ex-prefeito do Rio Eduardo Paes (DEM) iriam para segundo turno, com 26,9% e 14,1% das preferências dos eleitores, respectivamente. Para o levantamento foram ouvidas 1.850 pessoas em todo o estado, entre os dias 4 e 9 de maio deste ano, divididas em grupos por sexo, faixa etária a partir de 16 anos, grau de escolaridade e nível econômico. 

A margem estimada de erro é de aproximadamente 2,5% para os resultados gerais. No rastro dos dois pré-candidatos ao Palácio Guanabara estão Anthony Garotinho (PRP), com 11,6%; e Índio da Costa (PSD), com 8,8%. A pesquisa apontou nomes de políticos aos entrevistados. Entre as opções de partidos de esquerda e centro-esquerda, o melhor posicionado nesse cenário foi o deputado Miro Teixeira (Rede), com 6,2%; seguido por Celso Amorim (PT), com 3,6%; e Tarcísio Motta (PSOL), 3,1%. O diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, lembra que o eleitor brasileiro, em especial o do Estado do Rio, não se divide muito entre esquerda e direita ou partidos. “Esse eleitor vota em nomes. Daí, termos os mais conhecidos liderando as intenções de voto”, afirma. 

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Perfil da amostra

A pesquisa elaborou vários cenários possíveis. Em todos eles, com pequenas variações, o senador Romário manteve-se na liderança. Se o treinador de vôlei Bernardinho estivesse no páreo, por exemplo, Romário cairia para 24,8%. Já Eduardo Paes desceria para 13,5%. Num cenário sem Bernardinho e também sem Garotinho, mas com Paes, Romário passaria ao segundo turno com o melhor desempenho entre os cenários, chegando a 30,5%, enquanto o candidato do DEM teria 15,1%; e Índio da Costa, 9,5%. Se o pleito fosse sem Bernardinho e Paes, mas com Garotinho, a vantagem de Romário seria de 30,3%, contra 12,9% de Garotinho; e 10,6% para Índio da Costa.

Rejeição Quando os eleitores foram questionados sobre em quem não votariam em hipótese alguma, o vencedor foi o pré-candidato Anthony Garotinho, que já governou o Estado do Rio de Janeiro de 1999 até abril de 2002, quando renunciou ao cargo para concorrer à Presidência da República. Garotinho ficou com 71,9% de rejeição. Em segundo lugar nesse ranking negativo ficou Eduardo Paes, com 65,3%, seguido por Tarcísio Motta (58,1%) e Índio da Costa (56,3%). Para Murilo Hidalgo, o alto índice de rejeição de todos os candidatos é o que mais chama atenção. “Mesmo Romário aparece com 43,7%”, destaca. Hidalgo acredita que esse horizonte abre espaço para um novo nome. “O problema é que esse candidato ainda não existe”, completa.

Disputa mais acirrada pela segunda vaga para senador 

O contexto para eleição ao Senado, de acordo com o levantamento feito pelo Paraná Pesquisas, coloca Flávio Bolsonaro (PSL) como líder folgado na disputa por uma das duas cadeiras a que o Rio tem direito na Casa. O deputado estadual, que está em seu quarto mandato na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), recebeu 32,3% das intenções dos votos. 

A briga pela segunda vaga de senador é que está mais apertada. Segundo a pesquisa, há um empate técnico entre o vereador do DEM e ex-prefeito do Rio Cesar Maia — que ainda não se apresentou oficialmente como candidato —, com 20,6% da preferência dos entrevistados, e a ex-delegada de polícia e atual deputada estadual pelo PDT Martha Rocha, com 20,4%. O deputado federal Chico Alencar (PSOL) recebeu 16,3% dos votos; seguido pelos atuais senadores, que buscam a reeleição: Lindbergh Farias (PT), com 15,5%; e Eduardo Lopes (PRB), com 6,4%.

Pesquisa para senador

O deputado federal pelo DEM Sérgio Zveiter recebeu 6,3% dos votos. Indecisos somam 8,8% na pesquisa. Não quiseram optar por nenhum dos nomes apresentados 15,8% dos entrevistados. Pelo fato de haver duas vagas a preencher, a pesquisa ainda trabalhou com dois cenários. No primeiro questionamento, procurou saber apenas quem seria o principal candidato do eleitor. Dessa forma, Flávio Bolsonaro conquistou 25,5% dos votos, enquanto Cesar Maia recebeu 13,2%. Ao pedir aos eleitores que indicassem qual seria sua segunda opção nas urnas, o resultado colocou a deputada Martha Rocha em primeiro lugar, com 8,5%, e Cesar Maia em segundo, com 7,4%. Flávio Bolsonaro, neste caso, ficou somente em terceiro lugar, com 6,8% das intenções de voto.

Um músico e poeta fora de série na plenitude de sua arte. Além de fabuloso intérprete, naturalmente. Confira.

BOM DIA!!!

(Vitor Hugo Soares)

maio
11

 Do Jornal do Brasil 

Perguntado sobre a participação do vereador Marcello Siciliano (PHS) e do ex-policial militar Orlando Oliveira de Araújo no assassinato de Marielle, após reportagem do jornal O Globo divulgar o depoimento de uma testemunha que acusa os dois de terem se reunido para planejar a morte da parlamentar, o ministro lembrou já ter mencionado que o crime apontava para a atuação de milícias.

“Não estou dizendo que são esses especificamente. Agora, tem dois níveis que tenho que observar: um é o do jornalismo e as suas informações que, evidentemente, têm que ser investigadas. E outro é a própria investigação em si sobre a qual a gente, por óbvios motivos, não tem aqui como ficar comentando. O que eu posso dizer é que estes e outros todos são investigados”, disse.

>> Local onde Marielle foi assassinada começa a ser preparado para reconstituição

Jungmann diz que Marcello Siciliano e Orlando de Curicica estão entre os investigados no caso Marielle

Ontem (9), o vereador Marcello Siciliano negou participação no assassinato de Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes.

>>Ex-PM suspeito de envolvimento na morte de Marielle é transferido de presídio

>> Da cadeia, ex-PM nega participação na execução de Marielle

Percepção de insegurança

Sobre a situação de violência no Rio de Janeiro, Jungmann disse que a percepção da mudança ainda não alcançou a maioria da população. “Mas as medidas saneadoras estão sendo tomadas e elas vão apresentar resultados. É preciso ter confiança e entender que está no rumo certo e nós vamos ter redução, sem sombra de dúvida, da violência e insegurança no Rio de Janeiro proximamente”, afirmou.

“Quando isso vai acontecer? Quando germinarem o resultado das ações que estão sendo feitas, inclusive, refundando praticamente as polícias do Rio de Janeiro, reestruturando o sistema carcerário que estava um caos”, completou.

Na tarde desta quinta-feira, o presidente Michel Temer discute, no Palácio do Planalto, a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro, com o interventor general Walter Souza Braga Netto; o secretário de Segurança Pública do estado, general Richard Nunes; o ministro Raul Jungmann, e o secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Freire Gomes.

maio
11
 Petrobras volta a ser empresa mais valiosa da bolsa
 A Petrobras voltou a ser a empresa mais valiosa da bolsa esta manhã. A petrolífera chegou a subir 4% e é cotada nesta quinta-feira a R$ 354 bi, superando o valor de mercado da Ambev.

Para Míriam Leitão, em O Globo, não foi apenas o preço do petróleo que ajudou nessa recuperação:

“Faltava confiança nas gestões passadas da Petrobras. Além dos casos de corrupção, havia a intervenção do governo na formação de preços e nas escolhas dos investimentos. Muitos deles geraram desperdícios de recursos. A interferência distorce as decisões administrativas. Mesmo se não houvesse corrupção, a Petrobras teria perdas pelas escolhas erradas. Os erros tiraram o fôlego financeiro da empresa.

Agora a administração é técnica e independente. Isso faz a diferença. Relatório do Bank of América ressaltou essas qualidades ao recomendar a compra de ações, mesmo após as altas dos últimos meses.

Brasília
O ex-presidente Lula no dia de sua prisão, 7 de abril.
O ex-presidente Lula no dia de sua prisão, 7 de abril. Reuters

O “funil judicial” para Luiz Inácio Lula da Silva está cada vez mais estreito. Nesta quinta-feira, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal concluiu o julgamento de um recurso que pedia a libertação do ex-presidente. A decisão ocorreu por unanimidade, cinco votos a zero conta Lula. Essa é a quarta derrota consecutiva do petista em tribunais – antes havia perdido no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, no Superior Tribunal de Justiça e no próprio STF. Há ainda três recursos para serem analisados por ministros do Supremo e do STJ, ambos sem data para julgamento. São eles: o recurso extraordinário, o recurso ordinário em habeas corpus e o recurso especial. 

Assim, as chances de o petista estar livre da prisão até as eleições presidenciais, daqui a cinco meses, são cada vez mais reduzidas. Registrar a candidatura, contudo, ainda é uma possibilidade real, já que a lei não o impede, por ora. Uma possibilidade é que esse registro seja impugnado. Nesse tempo, o partido de Lula, o PT, ganha tempo na discussão sobre como participará do pleito presidencial.

Os dois recursos nos quais a defesa do ex-presidente se detém não costumam ser julgados rapidamente. Um levantamento do projeto Supremo em Números, da Fundação Getulio Vargas, constatou que o recurso extraordinário, por exemplo, leva em média 379 dias para ser analisado pelos ministros da Corte. É mais de um ano. Se seguida essa tendência, Lula não seria julgado a tempo de concorrer ao Palácio do Planalto, em outubro, ou, pelo menos, de participar na campanha eleitoral para apoiar outro candidato. “No Supremo, o ex-presidente fica sem muita alternativa. E mesmo que os ministros julgassem os recursos, a tendência é que não haja condições para ele concorrer a eleição”, analisou o advogado criminalista Miguel Pereira Neto.

Em abril, quando o plenário da Corte julgou um pedido de habeas corpus de Lula, a votação acabou em 6 a 5 contra ele. Na ocasião, o que entrou indiretamente em pauta foi a possibilidade de que um condenado em segunda instância já passasse a cumprir pena, mesmo antes da conclusão do julgamento de todos os seus recursos. O ex-presidente foi condenado a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de ter recebido da empreiteira OAS um apartamento triplex no Guarujá (SP) como vantagem indevida. A empresa, umas das principais investigadas na operação Lava Jato, diz ter se envolvido em um esquema de corrupção que lhe rendeu três contratos com a Petrobras.

Entre os dias 4 e 10 de maio, os ministros que compõem a Segunda Turma julgaram a liminar de um recurso chamado de revisão criminal. Os advogados do petista entenderam que, como ele já cumpre pena há um mês mesmo o caso não tendo sido julgado em todas as instâncias, era possível apontar inconsistências no processo capazes de libertá-lo. Até a conclusão desse texto, os cinco ministros da turma discordaram dos argumentos dos defensores e negaram o pedido de libertação de Lula. Votaram assim os ministros Edson Fachin, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Gilmar Mendes.

Mesmo com as seguidas derrotas, os advogados de Lula dizem que continuarão a luta, conforme relatou um desses defensores, Sepúlveda Pertence, ao jornal O Estado de S. Paulo. As alternativas que restariam ao ex-presidente seriam, então, esses dois recursos e outro pedido de habeas corpus que pode ser apresentado a qualquer momento, desde que contenha argumentos distintos do que já foi derrotado. “Da mesma forma que, no passado recente, ministros mudaram opiniões, é possível que agora eles podem alterar de novo. Nada impede que haja uma alteração de entendimento”, ponderou o advogado criminalista Daniel Burg.

Enquanto a situação jurídica de Lula não chega a um ponto final, o PT mantém sua candidatura à presidência. Os dirigentes alegam que ele é um preso político e, ao menos oficialmente, não discutem outro nome para a sucessão. Nos bastidores, contudo, o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad e o ex-governador baiano Jacques Wagner, articulam-se com outras forças de esquerda para definir os rumos da legenda na eleição de outubro.

maio
11
Posted on 11-05-2018
Filed Under (Artigos) by vitor on 11-05-2018


 

Ricardo Manhães, no

 

São Paulo

  • Assunto: ‘Decisão do presidente brasileiro, Ernesto Geisel, de continuar com as execuções sumárias de subversivos perigosos, sob certas condições”, diz um memorando de 11 de abril de 1974 enviado pelo diretor da CIA, a agência de inteligência norte-americana, para o então secretário de Estado Henry Kissinger. O documento, revelado pelo Bureau of Public Affairs do Departamento de Estado dos Estados Unidos, expõe que a cúpula do Governo militar brasileiro (1964-1985) sabia sobre as ações de exceção tomadas contra adversários do regime.

“Este é o documento secreto mais perturbador que já li em vinte anos de pesquisa”, descreveu o pesquisador Matias Spektor, coordenador do Centro de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas. Spektor chamou atenção nesta quinta-feira para relatos disponibilizados pelo Governo norte-americano. O relatório começa descrevendo encontro de 30 de março de 1974 entre o então presidente Ernesto Geisel, o general Milton Tavares de Souza e o general Confúcio Danton de Paula Avelino, “respectivamente o ex-chefe e o novo chefe do Centro de Inteligência do Exército (CIE)”, na descrição do próprio relatório. “Também estava presente o general João Baptista Figueiredo, chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI)” e futuro presidente do país.

Segundo Spektor, o relato foi tornado público em 2015 e faz parte da política regular de abertura de fonte primária do Departamento de Estado. O relatório registra que o general Milton foi quem mais falou na mencionada reunião. “Descreveu o trabalho do CIE contra a subversão interna durante a administração do ex-presidente Emílio Garrastazu Médici. Ele enfatizou que o Brasil não pode ignorar a ameaça subversiva e terrorista, e afirmou que métodos extralegais deveriam continuar a ser empregados contra subversivos perigosos”, diz o documento antes de chegar em seu trecho mais dramático: “Nesse sentido, o general Milton relatou que cerca de 104 pessoas, nessa categoria, haviam sido executadas sumariamente pelo CIE durante o último ano, ou pouco mais de um ano. Figueiredo apoiou essa política e defendeu sua continuidade”.

Ainda segundo o relatório, que pode ser acessado pelo site do Departamento de Estado,  “o presidente [Geisel], que comentou a seriedade e aspectos potencialmente prejudiciais dessa política, disse que queria refletir sobre o assunto durante o fim de semana, antes de tomar qualquer decisão sobre a sua continuidade”. No dia 1º de abril, Geisel “informou ao general Figueiredo que a política deveria continuar, mas que extremo cuidado deveria ser tomado para assegurar que apenas subversivos perigosos fossem executados”.

“O presidente e o general Figueiredo concordaram que, quando o CIE detivesse uma pessoa que poderia ser enquadrado nessa categoria, o chefe do CIE deveria consultar o general Figueiredo, cuja aprovação deveria ser dada antes que a pessoa fosse executada”, segue o relatório, cuja última mensagem disponível diz que “o presidente e o general Figueiredo também concordaram que o CIE deve dedicar-se quase exclusivamente a combater a subversão interna, e que a atuação do CIE, em geral, deve ser coordenada pela general Figueiredo”. Apesar de o sigilo do documento ter caído, dois parágrafos que somam no total 19 linhas foram mantidos em segredo.

Para Spektor, que topou com o registro enquanto pesquisava outros assuntos, o memorando é “prova do envolvimento do regime militar na política de execuções sumárias de inimigos do regime”. Ela se soma a evidências já existentes, como a gravação revelada pelo jornalista Elio Gaspari em que Geisel dá luz verde para a repressão à guerrilha no Araguaia e o depoimento em que um general francês descreveu a uma historiadora a ocasião em que Figueiredo o levou para acompanhar uma sessão de tortura. Segundo o pesquisador, “o relato mostra a importância de as autoridades brasileiras também abrirem os seus arquivos”

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