A Justiça Federal autorizou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a receber visitas de amigos e aliados políticos às quintas-feiras, dia reservado para familiares, segundo informações da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba. Na tarde desta quinta-feira, 3, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hofmann (PR), e o ex-ministro Jaques Wagner foram autorizados a estar com Lula.

A autorização para a visita de amigos e aliados veio da juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara de Execuções Penais de Curitiba, de acordo com a PF em Curitiba. Serão permitidas visitas de duas pessoas autorizadas pelo ex-presidente através de sua defesa toda quinta-feira, por uma hora de duração.

Juíza autoriza visita a Lula de 2 pessoas fora do vínculo familiar às 5ª feiras

Anteriormente, só estavam autorizadas pessoas com vínculo familiar de primeiro grau por conta de um “período de adaptação”, segundo a PF. O órgão esclareceu que as regras já valem para os demais presos. Familiares e aliados políticos terão de se revezar para o ver o petista no local onde está preso desde o dia 7 de abril, já que apenas duas pessoas estão autorizadas a entrar a cada quinta-feira.

Após visitarem Lula, Gleisi e Wagner devem conceder uma entrevista coletiva à imprensa em frente à sede da Superintendência.

Brasília 
Grace Mendonça e Temer no dia 7 de março, em Brasília.
Grace Mendonça e Temer no dia 7 de março, em Brasília. Beto Barata Presidência da República

Quatro demissões de postos chaves na Advocacia Geral da União acenderam um sinal de alerta entre os funcionários de carreira do órgão. Eles temem que a instituição, que é técnica, passe a ter maior interferência política durante o que resta da gestão Michel Temer (MDB). Entre os que deixaram o cargo está o advogado geral da União substituto, Paulo Gustavo Medeiros Carvalho. Era o número dois da instituição. Ele entregou sua carta de demissão nesta quarta-feira com críticas indiretas a Grace Mendonça, a ministra da AGU. Diz um trecho do documento: “reafirmo minha posição de continuar atuando pelo interesse público e da instituição, certo de que este sempre deve prevalecer sobre projetos e interesses pessoais”.

Havia pelo menos uma semana que Carvalho estava na corda bamba. No dia 23 de abril, Grace Mendonça havia enviado ao Palácio do Planalto uma lista com quatro nomes para serem demitidos. Três deles foram cortados com uma simples canetada, mas seu substituto imediato permaneceu no cargo. As razões dessa permanência ainda não estão claras para os servidores da AGU. Os outros exonerados foram a procuradora-geral da União, Izabel Vinchon Nogueira Andrade, o procurador-geral da União substituto, José Roberto Peixoto, e o procurador-geral federal, Cleso José da Fonseca Filho. Todos os demitidos e o demissionário estavam na função desde que Grace se tornou ministra, em setembro de 2016. Na ocasião, ela substituiu Fábio Medina Osório que, quando foi demitido, disse que o Governo Temer tentava abafar a operação Lava Jato

Os que foram exonerados só souberam de suas demissões pelo Diário Oficial no último dia 24. Não foram informados de que estariam deixando os cargos. Eles eram os responsáveis por definir as diretrizes da AGU quando é necessário atuar em casos milionários que envolvam a administração direta ou indireta. Entre as áreas que eles atuavam estavam acordos de leniência da operação Lava Jato (em parceria com outros órgãos), ações econômicas como a que evitou a perda de 280 bilhões de reais das contas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e processos que tentam evitar a perda de recursos federais como os que envolvem os repasses para Estados e Municípios.

“A ministra deflagrou o caos na AGU”, criticou a presidente da Associação Nacional dos Advogados da União (Anauni), Márcia David. Segundo essa representante dos funcionários, a equipe não apresentava problemas e, em seu entendimento, deveria seguir na função, já que faltam menos de oito meses para o fim do Governo Temer. “Se teve um pedido político de troca, eu não duvidaria. Especialmente com essa função de ajuizar ações contra autoridades”.

Oficialmente, a ministra informou por meio de nota que “as mudanças foram realizadas com a perspectiva de melhorar o desempenho nas respectivas áreas e dar oportunidade para que outros membros de carreira contribuam com a gestão”. Mas no órgão, a suspeita é que ela esteja em busca de apoio político/jurídico para se manter na função a partir de janeiro de 2019, quando o país, provavelmente, terá um outro presidente. Questionada sobre essas especulações, Grace Mendonça não se manifestou.

Os substitutos dos exonerados são todos servidores de carreira. Para a procuradoria-geral entraram Sérgio Eduardo Tapety e José Roberto Peixoto. O número dois da procuradoria-geral federal, Gabriel Melo Galvão, foi deslocado para a função principal. O novo advogado-geral da União substituto não foi anunciado. Nos bastidores do órgão, o nome mais forte é o da atual secretária-geral de Administração, Maria Aparecida Araújo de Siqueira.

Histórico e apoio do Supremo

Funcionária de carreira da AGU, Grace Mendonça foi a primeira ministra mulher da gestão Michel Temer. Quando Temer assumiu a presidência em sucessão à destituída Dilma Rousseff (PT), todos os cargos de primeiro escalão eram ocupados por homens. Antes de ser a advogada-geral da União, foi por 15 anos a secretária-geral de contencioso, dentro do próprio órgão. “Ela faz de tudo para ficar perto do poder e parece que tenta evitar ser ofuscada, por quem quer que seja”, afirmou um advogado da União consultado pela reportagem.

Até o Governo Lula, apenas indicados políticos haviam ocupado a chefia da AGU. O primeiro a quebrar essa relação foi Luís Inácio Adams, que era procurador da Fazenda Nacional, uma das quatro carreiras de servidores vinculadas à instituição. Em 2009, Adams tornou-se ministro e ficou no cargo até 2016 na gestão Dilma. Foi sucedido por outro político, o advogado, ex-deputado federal e ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo (PT). Entre os que chefiaram a AGU há, atualmente, dois ministros do STF, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

A tentativa de permanecer próxima ao poder foi demonstrada pelos movimentos internos de Grace Mendonça, conforme alguns de seus críticos. Ela concordou em intermediar as negociações para debater o processo que pedia o fim do auxílio moradia dos juízes. O caso estava em vias de ser votado pelo Supremo no fim do mês passado. Mas a Corte decidiu instalar a Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal.

Ao intermediar esse acordo, Grace retira a responsabilidade das costas do ministro Luiz Fux, que era o relator do processo e a favor dos magistrados, assim como da presidente do STF, Cármen Lúcia, que é a responsável por pautar as ações no plenário e costuma ser avessa a atender pleitos corporativos dos juízes. Quando se ganha a simpatia de ministros, as chances de conseguir apoio para permanecer na função aumenta.

Vai dedicada a todos os que amam e cultivam a música de qualidade, torcedores do Liverpool ou não. Uma dedicatória toda especial ao maestro Tom Tavares ( da Rádio Educadora (Irdeb), professor da Escola de Músida da UFBA, amigo do peito do BP e de seu editor), um mestre propagador da música dos eternos garotos de Liverpool. Ontem, hoje e sempre.

BOM DIA E VIVA O LIVERPOOL!!! 

(Vitor Hugo Soares)

Roma x Liverpool ao vivo
Klopp comemora classificação com Salah enquanto Nainggolan, autor de dois gols, lamenta. Alberto Pizzoli AFP
São Paulo 

O Liverpool perdeu para a Roma por 4 a 2 na volta da semifinal da Champions League no estádio Olímpico de Roma, mas se classificou graças ao agregado do confronto (7 a 6). Mané e Wijnaldum fizeram os gols dos visitantes, enquanto Milner (contra), Dzeko e Nainggolan (duas vezes) fizeram os dos italianos. O time visitante ampliou a vantagem conquistada em casa (5 a 2) logo aos 9 minutos do primeiro tempo, com o atacante Sadio Mané recebendo passe de Firmino. Na sequência, o meia James Milner marcou um gol contra inusitado em que Van Dijk o acertou ao tentar afastar um cruzamento, mas Wijnaldum ampliou para o Liverpool aos 25 minutos, de cabeça.

Precisando reagir, os italianos tiveram dificuldades em ameaçar até o intervalo, mas voltaram muito melhores no segundo. O time da casa parou em Karius, viu o árbitro não marcar um pênalti claro de Alexander-Arnold e só conseguiu descontar com dois gols de Nainggolan, já depois dos 40 minutos, que não foram suficientes para levar a partida à prorrogação. Agora, o Liverpool jogará a final da Champions contra o Real Madrid, que se classificou ao superar o Bayern de Munique, no próximo dia 26 de maio em Kiev, Ucrânia.

 
Largo do Paissandu
Bombeiros buscam sobreviventes nos escombros DANIEL ARROYO PONTE
São Paulo

A montanha de pedaços de concreto e formas retorcidos de metal que havia sido um edifício de 26 andares no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, ainda soltava fumaça quando o governador Márcio França (PSB) declarou, na manhã desta terça (1/5), que promotores e juízes precisavam ter “boa vontade” para “não dar liminares” a favor de pessoas que ocupam imóveis vazios e que “essas pessoas precisam ser tiradas daí”. Horas depois, o ex-prefeito e candidato a governador João Doria (PSDB) foi além. “O prédio foi invadido e parte desta invasão financiada e ocupada por uma facção criminosa”, declarou. 

“Uma tragédia como essa é um prato cheio para criminalizar os movimentos de moradia”, afirma o militante Eli Carlos Mariano, da União dos Movimentos de Moradia. O padre Júlio Lancelotti, vigário episcopal para a população de rua, concorda: “As declarações do governador e do ex-prefeito indicam que há um risco muito grande de criminalizar as ocupações”. Para ele, não se pode culpar os sem-teto por tragédias como a do Paissandu. “Se houvesse respostas adequadas do poder público na questão da moradia, não ocorreria uma tragédia dessas.”

O edifício Wilton Paes de Almeida foi atingido por um incêndio que começou no quinto andar e daí se espalhou. Por volta de 2h50, o prédio desabou. Pertencente ao governo federal, o imóvel estava abandonado e, há aproximadamente seis anos, havia sido ocupado por sem-tetos do MLSM (Movimento de Luta Social por Moradia). Atualmente, havia no local cerca de 150 famílias, que ocupavam os dez primeiros andares. Os moradores ouvidos pela Ponte contaram que pagavam uma taxa de contribuição para a manutenção do prédio, que podia variar de R$ 150 a R$ 450.

“Esse edifício não estava ocupado por um movimento organizado. Muitas dessas ocupações sem organização são feitos por oportunistas que usam as ocupações para obter lucro por meio do aluguel”, afirma o arquiteto e urbanista Nabil Bonduki, que foi relator do Plano Diretor Estratégico de São Paulo. Segundo ele, o prédio havia se tornado “uma grande favela vertical” e não poderia ser usado como moradia.

“Ali era uma laje de concreto, sem divisórias de alvenaria, com parede de vidro, que não tinha condição que permitisse abrigar famílias. Colocaram uma série de tapumes para ocupar e espaço e criaram condições favoráveis a um incêndio. E havia uma estrutura de aço que, com grande temperatura, fica comprometida”, afirma Bonduki. Para o arquiteto, é preciso distinguir ocupações como a do prédio que desabou no Paissandu daquelas feitas por movimentos de moradia organizados, que “ocupam prédios com condições de virar moradia” e “conseguem melhorar as condições” dos locais que ocupam.

Presidente do Sindicato dos Arquitetos de São Paulo, Maurílio Ribeiro discorda da avaliação de que o edifício não serviria para habitação. “O prédio é moderno, estava em boas condições e, com algumas adaptações, poderia servir para moradia. Quando um movimento ocupa, ele cuida do prédio. O que ocorreu foi um acidente”, afirma.

Atualmente, segundo a Prefeitura, há cerca de 70 prédios ocupados na região central por aproximadamente 4 mil famílias sem-teto, a maioria em prédios particulares. Sobre o edifício do Largo Paissandu, informa que “a Secretaria Municipal de Habitação atuava na ocupação do edifício por meio do grupo de Mediação de Conflitos, uma vez que no local estava previsto haver a reintegração de posse, movida pela Secretaria de Patrimônio da União”. Uma vez desocupado, o imóvel seria cedido à Prefeitura.

Vida de sobrevivente

Diante da multidão de famílias carregando pouco mais do que a roupa do cargo, amontoados com seus filhos no Largo do Paissandu, soa estranho quando as palavras “podia ser pior” saem da boca de um dos desabrigados, o vendedor ambulante Celso José dos Santos, 54 anos. Mas podia. Celso conta que, quando o incêndio começou, a porta do prédio estava trancada com um cadeado. “No meio da fumaça, fogo pegando, vai achar chave onde?”, diz. A salvação veio de um rapaz que conseguiu estourar o cadeado. “Deus abençoou, porque quase que não escapou ninguém.”

Até o momento, há uma morte confirmada: a de Ricardo, o Tatuagem, um jovem, fã de skates e tatuagens. Segundo os moradores, Ricardo já havia conseguido escapar do incêndio, mas decidiu voltar ao prédio em chamas para salvar outros moradores. Por questão de segundos, esteve muito perto de ser resgatado pelo cabo jogado por um bombeiro, mas o edifício desabou antes que pudesse ser içado até um prédio vizinho.

Muitas das pessoas que precisam lutar pelo sonho de um dia ter um teto sobre a cabeça colecionam histórias dos dias em que perderam tudo, seja por fogo, seja por bomba. “Você vê essa cena, é só sofrimento. Já estou até acostumado com isso”, diz Celso, apontando para as pessoas amontoadas no Largo. Antes do incêndio, ele já havia passado por cinco reintegrações de posse, muitas delas marcadas pela violência policial, como a desocupação de um edifício da Avenida São João, em 2014, que transformou a região central numa praça de guerra.“Sei o que é doer na pele, você estar num quarto, querendo arrumar uma moradia, e a polícia chegar e jogar bomba, sem querer saber se tem idoso, criança, nada”, conta. Como muitos sem-teto, faz questão de dizer que quer uma casa, mas não de graça. “Eu trabalho, sou marreteiro, tenho condições de pagar um preço razoável.”

Abraçada ao filho pequeno, que ainda chorava no seu colo, mais de dez horas após o desabamento do prédio onde viviam, a doméstica Janaína Gomes, 35 anos, lembra que acordou com os gritos de “fogo” e desceu correndo, sem parar para ver o que estava acontecendo. “Eu nem fui ver nada, já desci. Eu sei como é, porque já passei por isso antes”, conta. Antes de vir para o Paissandu, ela morava na Favela do Moinho, atingida por um incêndio que destruiu 80 dos 560 barracos do local, em 2012.

De tudo o que a auxiliar de limpeza Marta da Cruz, 54 anos, perdeu no incêndio, o que mais lhe doeu foi perder sua amiga, a gata Menina. “Acordei com o povo gritando e ouvi uns estalos. Me vesti rapidinho e desci, só com a bolsa e o RG. Deixei a porta aberta, mas não sei se a Menina saiu. Não vi mais”, contou. Marta passou a viver como sem-teto, de ocupação em ocupação, após ser expulsa de casa pela patroa com quem trabalhava como doméstica. “Depois de 17 anos, eu coloquei ela no pau e ela me jogou na rua”, relatou, sentada na calçada, sobre um cobertor.

Guerra de doações

Ao longo da madrugada, do dia e da noite desta terça, os sobreviventes do incêndio e do desabamento se abrigaram no Largo do Paissandu, diante da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos. Funcionários da Smads (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social)  cadastraram as famílias desabrigadas e ofereceram a oportunidade de levá-las aos abrigos da Prefeitura. A maioria se recusou. A Smads também anunciou que entregaria aos cadastrados uma bolsa aluguel no valor de R$ 400 mensais.

Voluntários da Igreja Universal fotografam a si mesmos enquanto doam aos desabrigados
Voluntários da Igreja Universal fotografam a si mesmos enquanto doam aos desabrigados DANIEL ARROYO PONTE
 

“A prefeitura está querendo enfiar a gente num canil. Se a gente for para os albergues, vão deixar a gente lá e esquecer da gente”, esbravejou o manobrista Valtair José de Souza, 50 anos. Carregando pouco mais do que documentos e as roupas do corpo, os desabrigados resolveram “ficar e resistir”. O militante Eli Carlos Mariano explicou a estratégia: “Se eles forem para albergues, não terá o impacto que necessitaria para resolver o problema deles. Eles estando aqui, isso vai incomodar as autoridades e obrigá-las a se mexer”.

Com a recusa dos sobreviventes em ir para os abrigos, começou uma guerra entre os funcionários da Smads e as famílias desabrigadas diante da igreja pelas doações de roupas, alimentos e remédios que voluntários levaram ao Largo do Paissandu. Os funcionários da Prefeitura recolhiam as doações para levá-las a abrigos, mas as famílias queriam que os mantimentos fossem deixados em suas mãos. “Em vez de dar para a gente, que precisa, eles estão levando tudo para albergue. Nem leite, que eu pedi para darem para as nossas crianças, eles quiseram dar para a gente”, reclamou um desabrigado.

O jeito encontrado pelas famílias e por movimentos de moradia que as apoiavam foi postar apoiadores diante do Largo para avisar às pessoas interessadas em doar que, se quisessem que suas doações chegassem às mãos das vítimas do prédio que desabou, precisavam evitar os servidores da Prefeitura e ir para a porta da igreja, onde estavam as famílias. “Doações independentes, deixem na porta da igreja!”, gritavam os apoiadores.

Entre os doadores que evitaram as famílias na porta da igreja e preferiram deixar suas cestas com roupas, remédios e alimentos com a prefeitura, estavam grupos de evangélicos neopentecostais da Igreja Universal do Reino de Deus. Todos se postaram em uma vistosa fila, de mãos dadas, diante das vans da Prefeitura, fazendo vídeos e tirando fotos com as doações. Uma mulher que via a cena ficou irritada. “Eu não vejo vocês dando essas mãos para proteger essas famílias da polícia que taca bomba e massacra essa população, igreja hipócrita”, gritou.

Do Jornal do Brasil

 

O presidente Michel Temer disse que “não se incomodou minimamente” com as hostilidades recebidas na visita nesta terça-feira, 1º, Dia do Trabalho, ao local do Edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou no centro de São Paulo, na madrugada desta terça.

Após declarações, viu-se obrigado a deixar rapidamente o lugar sob protestos e xingamentos. Temer afirmou que, como estava na capital paulista, não poderia deixar de ir ao local da tragédia por temor de manifestações contrárias a ele. “O mal seria eu não revelar a autoridade de presidente, temeroso de uma ou outra hostilidade, que sempre é negativa e não é útil”, afirmou, ao pedir “educação cívica”.

“Acho que o País precisa tomar critérios de educação cívica, mas eu não me incomodei minimamente com isso”, comentou. O prédio que desabou após o incêndio era uma ocupação irregular por moradores ligados a movimentos dos sem-teto. As declarações dele foram dadas no Itamaraty, após ele participar de almoço com o presidente do Suriname, Desiré Bouterse, quando tentou minimizar os atos contra ele.

“Sabe o que acontece? Eu não me incomodo com isso. O importante era o gesto de autoridade. Você é presidente da República e, num caso como este, convenhamos, uma tragédia das mais dramáticas e com gente muito, naturalmente, muito carente, muito pobre, eu, estando em São Paulo, não comparecer lá seria objeto de crítica. Vocês estariam fazendo a pergunta ao reverso”, afirmou, ao reconhecer que sabia que poderia ser hostilizado na visita. “Eu sabia que, indo lá, teria alguma hostilidade. Mas eu não me incomodei. Eu fui lá, fiz declarações à imprensa, já havia falado com o ministro da Integração Nacional Antônio de Pádua Andrade, havia já ligado pro Ministério das Cidades, coloquei-os todos nesta questão, e, portanto, não tem problema nenhum”, observou.

Temer afirmou que ligaria imediatamente ao ministro da Integração Nacional para verificar o auxilio a ser concedido às vítimas. Mais cedo, ele tinha afirmado que, “certamente”, terão de ser repassados recursos do governo federal para atender aos problemas causados pelo incêndio, sem especificar quem seriam os beneficiários da ajuda. “Vou ligar agora para o ministro da Integração Nacional, com que eu falei várias vezes ontem, para verificar qual é o auxílio que pode dar porque ele está em contato com a Defesa Civil do Estado, com a Defesa Civil do município. Então, agora eu terei uma notícia dele, mas a ordem é o que for preciso, vamos fazer”, declarou. O presidente disse que não tinha notícia exata das providências tomadas, mas que ia “verificar com o ministro”. Temer emendou: “O que eu determinei foi que desse toda assistência necessária”.

maio
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Posted on 03-05-2018
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Sid , em

 

maio
03
 DEU NO BLOG O ANTAGONISTA

Gleisi esperneia contra Raquel Dodge

Gleisi Hoffmann foi hoje à tribuna do Senado para dizer que entrará com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público contra Raquel Dodge, relata O Globo.

O motivo, claro, é a denúncia apresentada pela PGR ontem contra Lula, Antonio Palocci, a presidente do PT e seu marido, Paulo Bernardo.

Lançando mão de seu rico vocabulário, Gleisi chamou a peça de Dodge de “irresponsável”, “inepta”, “mentirosa” , “sem provas”, “infantil” , “falsa” e de “má-fé”.

A senadora, conta a repórter Maria Lima, também saiu em defesa de Lula e Paulo Bernardo. Mas ignorou Palocci.

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